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Pedreiro André parte 5 – O segredo do André

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Quinto relato, talvez o último, escrever isso reabre velhas feridas.

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O André esperou eu trancar a porta para ir embora, ouvi os passos dele se afastando pelo corredor, não era o primeiro sábado que dormia sozinho por causa do trabalho noturno da minha mãe, mas era a primeira vez que me sentia sozinho de verdade, queria estar lá com o André, só pra deitar na cama dele e ficar aconchegado nele, lembrei do abraço na que ele havia me dado na cozinha, da segurança que eu sentia quando ele me estreitava em seus braços, sentia o calor, o cheiro e até os batimentos cardíacos do André quando estava com a cabeça no peito dele.

Triste entrei no meu quarto, fechei a porta, tirei a roupa para colocar o meu pijama azul com estampa dos vingadores, não tinha de tirar a cueca, mas quando olhei pra baixo tinha um círculo molhado bem onde estava a cabeça do meu pinto, estranhei e tirei a cueca pra olhar, o meu pinto estava mole mas maior, como se estivesse um pouco inchado, estava vermelho e sensível, manipulei a cabeça e vi um pontinho líquido bem no buraquinho que tinha na cabeça do pinto, coloquei o dedo e puxei, o líquido esticou fazendo um arco, não pude acreditar, eu estava soltando aquele líquido que o André havia soltado.

Coloquei outra cueca, mas desconfiava que o mesmo aconteceria bom essa limpa, coloquei um bom pedaço de papel higiênico dobrado muitas vezes entre o meu pinto e a cueca, pelo menos não sujaria a cueca, coloquei o meu pijama azul muito louco dos vingadores que tinha uma estampa do escudo do capitão América em alto relevo nas costas, sentei na cama pra me deitar, olhei pro meu travesseiro e tive certeza de que não poderia dormir sozinho, não hoje, sabia que não teria ele pra sempre e que não poderia mudar o meu dia a dia pra minha mãe não desconfiar de nada, sabia que tinha feito algo que ela não entenderia e mandaria o André embora, cresci sem um pai pra brincar comigo, me pegar no colo, me beijar ou me ninar como o André havia feito, em uma semana ele tinha feito tudo isso comigo e eu amava ele como um pai.

Me decidi a pelo menos tentar ir dormir com ele, aproveitar que estava frio e o André era quentinho, coloquei o meu chinelo, peguei o meu travesseiro e fui para a cozinha, abri a porta, fechei e segui pelo corredor até a edícula que o André morava, a luz de fora estava apagada, fiquei triste achando que ele estava dormindo, mas tinha de tentar pelo menos, ou voltar pra dentro, estava meio escuro la fora e eu era bundão, não bati na porta mas chamei baixinho:

-Senhor André?

Ouvi o som do volume da TV sendo diminuído e a fechadura da porta fazendo barulho, a porta abriu e lá estava o Andre de cueca com os braços cruzados me olhando e sorrindo, do alto ele teve a visão de um menino branco, baixinho, magro, vestido com um pijama dos Avengers e com o travesseiro abraçado na barriga, ele não pode deixar de rir da visão e disse com humor:

-Oi Luquinhas, esqueceu alguma coisa aqui?

Eu olhei para o chão disfarçando, movendo o pé direito de um lado para o outro, como quem escrevia no chão, reuni o máximo de coragem, não era muita, disse mais pra dentro do que pra fora:

-Seu André, eu posso dormir com você? Eu não sou espaçoso, sou pequenininho, você nem vai reparar que eu vou estar do seu lado, posso?

Falei tão rápido que pensei que ele não tinha entendido, disse olhando pra ele a última palavra, todo esperançoso, jogando todo o meu carisma infantil na tentativa.

Ele continuou olhando pra mim e não respondeu nada, pensei, bom, isso deve ser um não, fiquei com vergonha e me sentindo rejeitado, os olhos já estavam começando a arder com vontade de chorar, uma dor no peito já crescia, disse um tudo bem baixinho e estava começando a me afastar quando ele disse:

-Aonde você vai campeão?

Ele moveu o corpo pra lado deixando a passagem livre, o livre se tratando dele era pouco, ele ocupava a porta inteira, passei por ele voando e ele fechou a porta e voltou pra cama sorrindo chacoalhando a cabeça de um lado para o outro, entrou debaixo do edredom, ele já estava pegando o controle remoto para aumentar o volume e olhou pra mim, meio deitado debruçado sobre o cotovelo esquerdo, sorrindo do garoto bobo de pé, me disse como quem fazia graça:

-Eu costumo dormir deitado Luquinhas, se você for o Batman e dormir de ponta cabeças pendurado no telhado é melhor avisar agora.

Disse isso levantando com o braço esquerdo em que estivera apoiando a parte de cima do edredom que sobrava ao seu lado, sorri e pulei debaixo do edredom, sai em cima ao lado dele, coloquei o meu travesseiro ao lado do dele e deitei, ele colocou o edredom sobre mim e deixou o braço sobre mim e ficou deitado de lado, ardendo carinho na minha barriga, sem malícia ou segunda intensão, somente curtindo fazer carinho em um garoto carente de atenção paterna, olhando para mim ele disse:

-A sua mãe não vai estranhar você dormir aqui Luquinhas?

Eu respondi:

-Eu estou acostumado a dormir cedo pra acordar cedo André, acordo sempre sozinho as 6:00 e a minha mãe só chega às 8:00, antes dela chegar eu já vou estar em casa com o nosso café de domingo pronto.

Ele sorriu orgulhoso, senti que a minha noção de responsabilidade em uma idade tão nova emocionava ele, que mesmo tão novo não esquecia das minhas obrigações, nem mesmo quando tinha acabado de apanhar dele e mesmo assim não ter esquecido de vir chamar ele pra jantar.

Ele disse um “então tá bom” e voltou a assistir o filme, era um filme de terror com mortos vivos, minha mãe não deixava eu assistir filmes de terror, eu era bundão, mas bundão de verdade, quando um morto começou a reviver e a andar eu estava pálido e de olhos esbugalhados, ele se divertia em assistir o filme e assistir a peça que eu estava fazendo, do nada eu disse:

-André, André é sério, eu posso ficar mais perto de você e do lado da parede?

Ele olhou pra mim e disse fingindo que estava afrontado:

-Que branquicelo folgado, além de eu deixar você dormir aqui comigo quer me expulsar do meu lado da cama.

Pensei que isso era um e já estava cobrindo a cabeça pra não assistir mais assim tão próximo da tela, mas ele disse:

-Claro que você pode vir meu menininho medroso.

Aquele cara mexia comigo, os carinhos, essas palavras tocavam no fundo do meu coração e me fazia sentir mais afeto ainda por ele.

Fui muito rápido, ajoelhei na cama, passei o travesseiro para o espaço entre o André e a parede, ainda ajoelhado passei uma perna por cima dele, praticamente montei cavalinho e me projetei para o outro lado, deitei do lado esquerdo dele, ficava só os meus olhos assistindo por cima do corpo do André, comecei a ficar com medo do filme e estava com vergonha de pedir um abraço, mas não sabia como se aproximar, o André era perfeito, vendo a minha cara de amedrontado, passou o braço direito por baixo de mim e me puxou pra ele, ficou fazendo carinho em ninhas costas, fiquei grudado nele, receoso pousei a cabeça em cima do peito direito dele, estava quente, o tórax expandia pela respiração dele, conseguia ouvir os batimentos cardíacos dele, lento, compassado, devagar coloquei a mão sofre a barriga dele e fui fazendo carinho, subia da barriga até o peito, sem malícia nenhuma, nem minha e nem dele, ele vendo a minha cara de assustado deu um beijo no topo da minha cabeça e disse para me fazer sentir melhor:

-Meu meninão corajoso.

Estava muito bom, junto dele eu me sentia seguro, invencível, passei minha perna direita por cima da coxa direira dele, só nessa hora reparei que estava com o pinto durão e espetando a coxa dele, ele sentiu e deu risada, mas não me empurrou ou tentou se esquivar ele sabia que ela uma ereção narual, bem humorado ele disse bem rápido e formal:

-O soldadinho está em posição de batalha novamente, SIM SENHOR!

Disse essa última parte sorrindo e batendo continência, eu entendi a piada e sorri também, ele estava falando do meu pinto, sorri com vergonha e continuei assistindo o filme, o meu pinto não amolecia e o meu joelho direito estava bem em cima do pacote do André, ele não parava de fazer carinho nas minhas costas e era muito bom, comecei a sentir volume debaixo do meu joelho aumentar de tamanho e esquentar, dessa vez fui eu que sorri e disse:

-André o seu soldado é que está ficando em posição de sentido agora.

Ele olhou pra mim com ternura, deu um beijo em minha cabeça e assentiu voltando a assistir, o André nunca deu a entrada para iniciar qualquer uma de nossas inúmeras transas, o meu sono havia passado, eu fiquei com vontade de repetir o que tinha feito no pinto do André de tarde só pra ele ficar feliz comigo, a aprovação dele era tudo pra mim.

Mas uma coisa me deixava inquieto ainda, porque ele tinha me batido aquela hora, o que eu tinha feito de tão mal em colocar o dedo molhado com o líquido do pinto dele na boca para provar o sabor, movi a cabeça para cima e fiquei olhando pra ele com os meus grandes olhos pretos com a cabeça ainda descansando no peito dele, ele sentiu o movimento, olhou pra baixo e perguntou:

-O que foi agora soldadinho de chumbo, você já está em cima de mim, se estiver com tanto medo eu desligo a televisão ou mudo de canal.

Ele disse isso segurando com gentileza o meu queixo com a mão esquerda, eu respirei fundo e disse satisfeito:

-Junto de você eu não tenho medo de nada André.

A minha expressão e modo de falar encheu ele de orgulho, ele abriu um sorriso e ia falar alguma coisa boa e eu perguntei:

-André, eu…eu queria saber porque você me bateu aquela hora.

Senti que a fisionomia dele mudou naquela hora, ficou distante, o carinho em minhas costas tinha parado, ele olhava pra mim mas não me via, pensei, parabéns menino burro, estava tão bom e você tinha que estragar tudo com a sua boca grande, meus olhos encheram de lágrimas e ele voltou a me enxergar, eu fiquei triste por ter achado que tinha estragado aquele momento entre eu e ele, mas ele pensava que era pela agressão dele, me puxou mais pra cima pra minha cabeça ficar bem debaixo da dele, sentia o cheiro do perfume e do suor dele, a mão direita voltou a subir e a descer em minhas costas, rápido, como quem está limpando ou expulsando um sentimento ruim, com a mão esquerda ele cobriu todo o lado direito da minha cabeça, apertando a minha cabeça contra o peito nú dele e me fazendo carinho, deu um beijo demorado no topo da minha cabeça, bem na franja e disse com a boca nos meus cabelos:

-Poxa Luquinhas, já te pedi perdão, pensei que eram águas passadas, você ainda se sente mal por eu ter te batido?

Disse isso com o coração partido, ficou me olhando e eu olhando pra ele, ele esperava uma resposta e eu tinha de dar:

-Não André, não tenho medo de você, só queria saber porquê você fez aquilo.

Coloquei a minha mão direita sobre a dele para segurar a mão dele sobre a minha face, a mão dele cobria quase todo o lado da minha cabeça, sentia o calor dela, os calos e a aspereza arranjando a minha pele, ele seria uma máquina de destruição se quisesse, mas me tratava com todo o carinho, ele suspirou e disse.

-Se o meu pai tivesse me dado um tapa igual eu te dei quando tinha a sua idade talvez não teria acontecido todas as coisas ruins que aconteceram comigo.

O André disse isso distante, trazendo algo que estava enterrado no passado a muito tempo, eu vacilão e curioso me debrucei no peito dele pra poder olhar pra ele, minha cara a centímetros da dele, com os olhos arregalados daquele modo infantil, a personificação da curiosidade, ele me abraçou, praticamente estava deitado em cima dele, dessa vez ele deitou a minha cabeça no meio do peito dele, só que virada pra parede, segurou a minha cabeça contra o peito dele e ficou fazendo carinho, com a mesma mão e no mesmo lugar que havia me batido horas atrás, pensei como as mesmas coisas podiam trazer alegria e dor dependendo da situação.

Sabia que ele estava longe e imerso nos pensamentos dele, a boca encostada na minha testa, o calor do hálito quente dele me esquentava a face, abracei ele e fiquei quietinho, surpreendentemente o André começou a falar:

-Eu tinha a sua idade Luquinhas, já faz 30 anos que aconteceu isso, éramos de uma família trabalhadora, minha mãe empregada doméstica e o meu pai motorista carreteiro, ele tinha uma carreta Scania de segunda mão, só o cavalo, sabe o que é um cavalo mecânico né?

Eu como não podia balançar a cabeça porque estava seguro nos braços dele falei que não baixinho, ele deu um beijo na minha cabeça e disse:

-Um dia te levo passear em uma (realmente levou e isso talvez seja relatado), o cavalo é aquele tipo de caminhão que leva aqueles baús cheios de roda, eu estudava pela manhã e a tarde arrumava a casa e fazia as tarefas domésticas igual você.

Ele disse isso sorrindo com ternura.

-Meu pai se chamava Nelson, um italiano vigoroso de seus 60 anos, mulherengo, chegava das viagens toda sexta-feira a noite e saia para carregar segunda feira ainda de madrugada, minha mãe dona Marisa saia de casa para o apartamento que ela trabalhava as 7:00 e retornava por volta das 19:00.

-Meu pai era distante André, não deixava faltar nada em casa mas também nunca tínhamos o que era suficiente, por esse motivo minha mãe teve de trabalhar, no início por orgulho meu pai brigou e implicou para que ela não trabalhasse, depois que o motor da Scania fundiu e todo o dinheiro foi para o concerto ele deu graças a Deus que a minha mãe pode manter a casa.

-Meu pai era bruto André, não brincava comigo, não me dava atenção, eu como qualquer garoto de 11 anos queria atenção e o carinho de pai, você entende isso né Luquinhas?

Se entendia, ali abraçado com ele, sentindo o corpo quente dele, o calor do pinto do André queimando a minha perna, sentir a mão dele na minha face áspera e carinhosa, sim eu lembrava como era a minha vida antes do André, era o que o André vivia na infância, só que ele tinha um pai e eu não.

-Entendo sim André…

O André me deu um beijo na testa e disse:

-Meu garoto inteligente, nas minhas férias de fim de ano foi quando tudo aconteceu, eu ia trabalhar com o meu pai todas as semanas, carregavamos para uma empresa da indústria de tecidos, na estrada da vida que eu conheci realmente o meu pai Luquinhas, logo no primeiro dia Luquinhas, rodamos bastante e paramos em um posto de gasolina para descansar, ele estacionou a carreta e olhou para mim, ele era grande, grande do meu tamanho mas gordo, usava bigode, um típico italiano, você sabe o que é típico né campeão?

Assenti e ele continuou:

-Olhou e perguntou se eu tinha feito uma mochila com roupas igual ele havia mandado, disse que sim e ele disse, ok então vamos, ele saiu de chinelo, camisa regata, um short velho e surrado, já eu vestia ums calça moletom, um all star e uma camiseta, eu na época era baixinho Luquinhas, não faz essa cara não, eu era baixinho e gordinho, fomos para o banheiro, ele com a toalha no braço e uma mão no meu ombro, entramos naquele banheiro cheio de divisórias sem porta, você sabe como é né meu gatão?

Assenti que sabia, um simples elogio dele mexia comigo, assenti e me aconcheguei mais a ele, meu pinto duro espetando a coxa dele, ele sentiu ainda mais com o meu movimento e apertou o meu pinto, perguntando se esse pintão não ia ficar mais mole não, eu dei risada orgulhoso pelo pintão, ele colocou a mão por dentro do meu pijama dos Avengers e colocou o meu pinto ereto para o lado, pegou ele carinhosamente e posicionou para o lado mais natural possível, que era para o meu braço esquerdo, deu mais uma pegada sem malícia antes de largar, junto com outro beijo na minha testa me chamando de seu garoto especial, suspirei e ele continuou.

-Entramos no banheiro e estava cheio de caminhoneiros, alguns escovando o dente, outros urinando, alguns se secando e se vestindo, outros estavam no banho, como os chuveiros não tinham porta eu podia ver quem estava tomando banho, meu pai estava acostumado mas eu não, nunca havia visto outro homem pelado, nem mesmo o meu pai, vi homens velhos, novos, bem dotados e mal dotados, a minha curiosidade infantil e a vontade da descoberta me deixava atento a tudo Luquinhas, por fim entramos no último chuveiro, o chuveiro a nossa frente estava vazio, entrei e fiquei olhando o meu pai, ele já foi tirando tudo e eu olhando, pensando que ele não tiraria a cueca, mas ele tirou, eu dois passos dele e ele tirou com naturalidade a cueca, pulou pra fora um pinto não tão grande Luquinhas, mas era grosso, muito grosso e a cabeça era ainda mais avantajada, ele me viu olhando o corpo dele e mandou eu tirar a roupa, tirei tudo bem devagarinho, menos a cueca, ele ainda estava me olhando e disse rispidamente pra eu tirar a cueca também, com vergonha eu abaixei a cabeça e tirei a cueca, colocando tudo sobre o pequeno roupeiro que tinha na parede do chuveiro, ele tomou o banho dele e eu pelado com frio, ele me disse pra entrar debaixo do chuveiro com ele pra de esquentar, ele me colocou na frente dele, podia sentir a barriga na minha cabeça e o pinto dele em minhas costas, encostava em mim e eu não me mexia, senti o pênis dele ficando duro e o meu começou a ficar também, do nada ele disse, vou te dar banho, passou o sabonete em minha cabeça, no meu peito, na minha barriga, me virou de costa pra lavar a bunda, passou o sabonete nela toda e passou no meio também, passava os dedos pra cima e pra baixo, cutucava o meu cuzinho as vezes com o dedo, cutucava e olhava pra mim, eu com vergonha não falava nada, por último ele lavou o meu pinto, abaixou a pele pra lavar por dentro, me pinto era grande já pra minha idade, ele me olhou com um sorriso e disse que eu seria feliz e daria muito leite de pau pra minha mulher se eu casasse com uma mulher que não fosse igual a minha mãe, na hora perguntei o que era leite de pau e ele disse que era o leite que saía do pinto, colocou o pinto a um palmo da minha cara e falou, daqui ó, e mostrou o buraquinho de onde saía o mijo, nos secamos e nos trocamos, e fomos jantar no restaurante do posto…

-Então ele não era tão ruim né André?

Mal educado interrompi o André e ele continuou com a voz de velhos fantasmas:

-Ele me machucou muito nessa noite por causa da mesma curiosidade que você teve Luquinhas.

Disse isso triste, encostando a boca no meu cabelo, dando beijos e me abraçando com carinho, como quem estava demostrando ou provando para alguém que não era capaz de ser mal com um garotinho, que era o contrário do que fizeram com ele.

-Acabamos de jantar, voltamos para escovar os dentes no banheiro e fomos para a carreta, eu sabia que ia dormir com ele porque essas carretas tem uma cama atrás dos bancos, chegando nela tinha ao lado da nossa carreta uma outra carreta estacionada, um homem entrava nela junto com uma mulher bonita, eu inocente perguntei alto para o meu pai se os maridos carreteiros também trabalham junto com as suas esposas, o homem ouviu e me deu uma piscadela, o meu pai mandou eu calar a boca e quando viu que os vizinhos já tinham entrado e fechado a porta ele disse, eles vão trepar, aquele cara vai dar bastante leite para aquela mulher, vai por leite na boquinha, na bocetinha e até no cuzinho dela, enquanto eu vou acabar na punheta porque a sua mãe não quis o meu leite no fim de semana, disse isso amargurado e completou, acho que não sou bom o bastante pra ela, eu fiquei triste por ter ouvido aquilo, triste e de pau duro também, comecei a entender a distancia do meu pai, o casamento deles não ia bem, mas eu não precisava pagar por isso, ele não precisava ter se distanciado de mim, lembrava agora que o seu pai sempre fora presente e carinhoso até os meus sete anos, por volta de quando a minha mãe arrumou emprego, dali pra frente ele ficou amargurado, se sentindo incapaz talvez e se distanciou de tudo e de todos, entrámos na carreta direto para a cama atrás, era maior do que ele achava, cabia até o pai deitado e sobrava espaço, ele deitou e mandou eu deitar também ao lado dele para dormir, deitei de costas pra ele encostado no banco da frente, demorei para dormir e pouco tempo depois comecei a ouvir um barulho engraçado de algo que fazia sploc, sploc e sploc meio líquido, o colchão tremia ritmado, virei para o lado e ele se assustou tirando as mãos de entre as pernas, não pude ver com certeza mas o short dele estava levantando onde estava o pinto, eu também era inocente igual você na sua idade meu anjo, não sabia o que era uma punheta.

Disse isso dando um beijo na minha cabeça e continuou:

-Ele olhou pra mim e perguntou se eu já sabia bater punheta, eu disse que não e ele perguntou se eu queria aprender a tirar o leite do pau, eu disse que sim, o meu pinto estava duro a ponto de doer, meu pai que já estava sem camisa tirou o short, não usava cueca por baixo, deitou ao meu lado e mandou eu tirar a roupa e ficar sentado pra olhar como era, eu fiquei olhando e a curiosidade de um menino caseiro que não sabia de nada me fez prestar atenção a ponto de não piscar, meu pai mandou eu fazer no meu pinto o que ele fazia no pinto dele, meu pai envolveu o pinto dele com a mão e eu envolvi o meu pinto com a mão, ele começou a mover a mão de cima pra baixo apertando o pau no meio, eu fazia igual, eu conseguia envolver o meu pinto com a minha mão mas ele não conseguia envolver o dele com a mão dele, era muito grosso, vermelho, a cabeça era maior do que o corpo do pênis, as bolas eram grandes e repousavam em um saco compacto, o pinto dele não era comprido mas era grosso, eu fazia tudo o que ele fazia, olhava com atenção a punheta dele, o corpo inclinado em direção para ver melhor, de repente começou a sair do pinto do meu pai gotas grossas e transparentes, eu olhei e perguntei o que era aquilo, meu pai todo vermelho segurou a base do pinto e desceu o prepúcio para que eu pudesse olhar melhor ou para se exibir, perguntando se era esse líquido aqui, eu confirmei com a cabeça e ele disse, é o leitinho ralo que sai antes do leite de verdade, sem pensar eu passei a mão na cabeça do pinto do meu pai e lambi pra saber se tinha gosto de leite.

O André disse isso sofrendo, a voz tinha mudado, não era mais aquela voz forte que vibrava como aço, era a voz de um menino assustado por velhos fantasmas, sai de cima do André, ele me olhou triste achando que eu não queria ficar perto dele, mas eu sentei na cama e encostei as minhas costas na parede, puxei aquele homem pesado e deitado na cama para por a cabeça no meu colo, ele não resistiu e de certa forma me ajudou porque eu não conseguiria mover aquele homem grande e pesado sozinho, ele estava carente e precisava de carinho, mais do que eu, coloquei a cabeça dele atravessa em minhas pernas, encostei a cabeça dele na minha barriga, passando o braço esquerdo por baixo da cabeça dele pra fazer apoio e com a mão direita fazia carinho no cabelo, na face esquerda e na orelha dele, ele me olhou com olhos grandes e tristes e eu fiquei triste também, encostei a minha cabeça na cabeça dele e ficamos abraçados assim por um tempo, passou um tempo ele me deu um beijo que pegou na minha bochecha, voltei a encostar na parede mas mantive a cabeça dele encostada em minha barriga e no meu colo, continuei fazendo carinho nele, ele sorriu e continuou:

-Ele não me deu um tapa Luquinhas.

Disse isso olhando pra mim, vi nos olhos dele o remorso por ter me batido e ele viu no meu o meu medo, ele segurou a minha mão que fazia carinho na face dele, levou até a boca pra dar um beijo longo e forte dizendo baixinho “nunca mais meu anjo”.

-Mas escolheria o tapa Luquinhas, se pudesse escolher, sofri naquela noite e sofri as consequências daquela noite até o meu pai morrer de infarto quando eu tinha 13 anos…ele não me bateu e também não entendeu a minha curiosidade infantil, ele disse que se o filho dele era um veadinho que gostava de leite, ele daria leite pro filhinho veado dele, ele pegou a minha cabeça com as duas mãos e disse que eu ia provar da fonte, afundou a minha cabeça no pau dele, por reflexo eu não abri a boca, ele mandou eu abrir a boca, eu estava assustado e comecei a chorar, mas ele não se comoveu, ficou segurando a minha cabeça com a mão esquerda e com a mão direita fazia um movimento circular com a cabeça do pau na minha boca que aínda estava fechada, o líquido lubrificante do meu pai deixou tudo liso e a cabeça encontrou o caminho pra dentro da minha boca Luquinhas, mas não tinha carinho ou amor, só tinha violência, quando a cabeça entrou ele começou a socar, impulsionando o quadril pra cima e pra baixo, com a mão esquerda ele fazia o movimento contrário, a cabeça não cabia na minha boca, mas ele forçou até entrar, a cabeça praticamente entalou dentro da minha boca, era tão grande que não passava dela, eu tinha de respirar com o nariz porque com a boca não entrava o ar, eu estava inteiro vermelho, chorava e engolia a saliva junto com o líquido do pau do meu pai, o choro não comoveu ele, tentei me afastar com as mãos mas ele segurou as minhas mãos com a mão esquerda dele e com a mão direita ele continuou a empurrar a minha cabeça em direção ao pinto dele, ficou assim um tempo, arfando, não parecia o meu pai, parecia um animal agindo com um instinto selvagem, pensei que não poderia piorar, mas piorou Luquinhas, o meu pai olhou pra mim e disse que ia dar leitinho na boca do filho veadinho dele, mas tinha mudado de idade e ia dar leite no cuzinho do filho veadinho dele, tirou o pau da minha boca e me colocou deitado de barriga pra baixo no colchão, sentou em cima dos meus pés, podia sentir o pau dele grosso no meio dos meus pés, ele pegou as mãos e colocou sobre a minha bunda, abriu ela pra deixar o meu cuzinho a mostra, disse que era um cuzinho vermelhinho e bonito, que se eu era um veadinho nada mais justo do que deixar o papai depositar o leite dentro desse cuzinho pela primeira vez, o meu pai colocou a boca em cima do meu cuzinho Luquinhas, sentia o calor da respiração descontrolada dele, sentia o bigode espetando a pele frágil, ele começou a passar a língua no meu cuzinho, tentava fazer ela entrar, a sensação dele lambendo não era ruim, ele desistiu de tentar enfiar a língua e colocou o dedo indicador dentro de mim de uma vez, eu chorava de dor e pedia pra ele parar, mas ele não parava, colocava o dedo até o fim, chegou uma hora que eu estava acostumado e não doía mais, dava até uma sensação gostosa ser tocado assim, ele viu que eu parei de chorar e disse que eu estava gostando, ele só queria proporcionar dor aquele dia, junto do indicador ele penetrou com o médio, a dor tinha voltado e eu voltei a chorar, ele passou a fazer esse movimento com os dois dedos e cuspia muita saliva em cima, dizendo que estava ficando no ponto, no ponto do que pensava eu, mas descobriria, ele tirou os dedos e sentou sobre as minhas coxas, deitou com a sua barriga pesada sobre as minhas costas e segurou com as suas mãos as minhas mãos, entrelaçando os dedos por cima, com força, colocou as mãos dele por baixo da minha cabeça, segurando as minhas mãos ainda ele começou a lamber o meu ouvido, estava preso pelo peso dele, ele fez um movimento de abrir com os joelhos dele e as minhas pernas ficaram abertas e a minha bunda vulnerável.

-Você sabe o que é vulnerável meu anjo?

Assenti e ele continuou.

-Nesse momento ele disse que ia depositar o leite dentro de mim.

O André olhava pra mim, não chorava com lágrimas mas chorava com o olhar, eu já chorava por mim e por ele, saber que o meu André que era tão carinhoso passou por tudo isso me fazia sentir amargura e raiva, disse dentro de mim bem feito pelo pai dele ter morrido de infarto, abracei a cabeça dele e as minhas lágrimas molharam ele, pensei que ele ia brigar mas não brigou, me olhou nos olhos e disse que ia acabar com a história pra sepultar ela de novo, assenti e voltei a posição que estava, secando com a mão a face do meu amado André que fechava os olhos a cada toque da minha mão.

-Senti o pinto dele encostar em mim Luquinhas, lá onde ele tinha colocado os dedos, não entendia o que estava acontecendo, ele levantou um pouco o quadril e o pinto grosso dele ficou alinhado com o meu cuzinho, ele deu uma forçada pra baixo e eu entendi o que estava por vir, ele forçava mas não entrava, mas de tanto empurrar pra baixo a ponta da cabeça do pau dele encaixou na saída do meu cuzinho, eu chorava com dor, nessa hora ele fez uma coisa muito ruim Luquinhas, muitas pessoas fazem isso e gostam porque fazem com carinho, mas o meu pai não esperou, também não foi violento demais enfiando de uma vez, mas ele não parou, foi afundando o pinto dele dentro de mim, centímetro por centímetro, milímetro por milímetro, eu chorava, me debatia, tentava gritar mas o peso em cima de mim não permitia, depois de um tempo que pareceu uma eternidade eu senti o saco dele encostar em minha bunda, nesse momento ele parou de socar, disse em meu ouvido que o filhinho dele estava com o pau do papai todinho dentro da bunda, sentia o cuzinho dilatado, como de estivesse fazendo um cocô muito grosso e ele não saísse, sentia o calor do pau dele dentro de mim, o peso e o suor da barriga e do peito dele sobre mim, o suor da face dele pingava em mim, ele beijava a minha orelha e falava que o leitinho estava vindo, eu não tinha força pra mais nada, nem pra resistir, ele voltou a fazer movimentos de entra e sai com o pinto dele dentro de mim, começou a tremer e a urrar, sentia o pinto dele pulsando dentro de mim e o meu pai perdeu as forças, desabou completamente sobre mim, o peso me esmagava e o pinto ainda pulsava com os último tremores dele, o meu pai se recobrou depois de um tempo, deu um beijo na minha bochecha e soltou as minhas mãos, se apoiou no colchão e ajoelhou no colchão, o pinto dele ainda estava dentro de mim, eu tinha vergonha de olhar para o meu pai, ele pegou um pano no rack sob o teto da Scania e foi tirando o pinto de dentro de mim, bem devagar, quando saiu a cabeça eu senti uma sensação de vazio, meu pai colocou o pano ali e me colocou sentado no colchão, disse que era pro leite sair porque não podia ir no banheiros agora, sentei com aquele pano no meio da minha bunda, as minhas mãos estavam sobre a minha perna, olhei para o meu pinto e ele estava duro, meu pai viu que o meu pinto estava duro e pegou nele, mas não fez nada, soltou depois de um tempo, eu só sofreria aquele dia, ele mandou eu levantar, a dor na bunda era insuportável, levantei com dificuldade e ele limpou a minha bunda, mandou eu fazer força como se estivesse evacuando e eu ouvi um som de bolhas saindo do meu cuzinho, meu pai disse que eu estava colocando o leite pra fora, quando ele acabou de limpar eu olhei o pano, estava com um líquido branco e avermelhado, a dor não passava, ele me passou a minha roupa e vestiu a dele, o pinto dele mesmo mole estava ainda mais grosso, se vestiu também, se deitou sem uma palavra e eu me deitei na na ponta do colchão, encolhido, dormi um sono sem sonhos, no outro dia acordei dolorido e o meu pai fez de conta que nada tinha acontecido.

O André olhou pra mim, seus olhos antes tão vivos estavam apagados, minhas lágrimas não paravam de cair pelo meu amigo ter sofrido tanto, abracei ele e fungava quetinho, ele fez carinho em minhas costas e se levantou, bebeu um copo de água e me ofereceu um copo de leite, ver a preocupação dele comigo mesmo depois de ter contado tudo o que tinha acontecido de mal com ele me emocionou, assenti e ele trouxe, esperou eu beber e sorriu ao ver o bigode de leite que ficou em mim, ele colocou o copo sobre e pia, deitou do meu lado, passou o polegar no meu bigode e sugou o dedo, deitou e me colocou sobre o peito dele, ficamos abraçados, passou um tempo e ele disse:

-Foi por isso meu anjo, foi por isso Luquinhas, na hora que você chupou o dedo tudo o que eu passei veio de uma vez em minha mente, mas eu não sou o meu pai e entendo a sua curiosidade, nunca vou te fazer sofrer.

Ficamos abraçados no silêncio, minha cabeça sobre o peito dele, sentia a respiração dele em meus cabelos e ele me acariciou até eu dormir, não me lembro de ter sido colocado para dormir de forma melhor até esse dia, falei baixinho:

-André.

Ele respondeu:

-Oi Luquinhas.

Reuni a coragem e falei:

-Eu…eu te amo André, como se fosse o meu pai.

Disse isso com a vergonha infantil de se expor, ele não respondeu e eu fiquei triste, passou uns 20 segundos e ele me abraçou mais forte, deu um beijo em minha testa e deixou o lábio lá, disse abafado pela minha testa.

-Eu também te amo filho.

Está chegando o fim dessa jornada, espero que estejam gostando, não consigo lembrar todos os detalhes mas o essencial está aí, abraços amigos.

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13 Comentários

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  • Responder PinkD

    Amei

  • Responder Fabinho

    Amigo, você escreve muito bem. Parabéns. No meu ponto de vista isso não seria um conto e sim uma linda história de amor, desejo, amizade, carinho e ternura. Leio esse maravilhoso “conto” penso e um homem que conheci o PEDRÃO, Pedro é um negro bonito com um belo corpo. Hoje na faixa de 43 anos e pedreiro, ja saiu com eles varias vezes, tenho 25 ano, mesmos assim ele sempre foi carinhoso comigo. A última fizemos em um obra em um apartamento que ele trabalhava. Senti aquele homem suado com cheiro de macho. Dessa vez eu vi que estava apaixonado. Quero sempre ter aquele homem pra mim, mesmo sendo casado e com filhos. Nos damos super bem. Então esse conto me lembra a ele e quero te pedir que não pare. Tenta chegar até o 10º. Um abraço.

    • Meninão

      Muito obrigado Fabinho, vou até o fim e outras paralelas ainda, abraço.

  • Responder NéDeereJohn

    Né veado,ainda continua a relatar suas veadagens com a maricona velha né,que bacana!Venha veado,venha conhecer a obra do Pedreiro John Deere,onde o sujeito entra veado e sai homem,a obra ainda está te esperando!

    • Meninão

      Sem choro bichinha enrustida, você é o primeiro a ler e comentar os meus contos, solta a franga.

    • JohnJohnNé

      Cuidado com a ironia veado,ou vai precisar dum médium pra postar veadagem!

  • Responder [email protected]

    Amei 😍

  • Responder beto

    Muito bom, plausivel, vc escreve muito bem, continue por favor!!

  • Responder L

    Caramba, esse conto foi bem triste r admito q me emocionei, n foi excitante mas foi muito bem contado como todos os outros, mas olha, quando digo q n foi excitante n to querendo criticar n ta? é só um comentário sem muita importância.
    espero ansiosamente a parte 6

    • Meninão

      Obrigado amigão, já postei, em breve será publicado, você vai gostar.

  • Responder .

    Muito triste que ele tenha passado por isso

  • Responder Jaconias

    Acabei de ler este episódio 5. Adore!

    • Meninão

      Fico feliz que te deixei feliz com o meu relato.