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Ate que a Morte o Separe

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Incontrolável fetiche num momento entre a realidade da vida e da morte, na ânsia de prazer sexual.

A morte vem. Cedo, tarde, aos jovens, aos velhos. Vem. É a certeza absoluta de nossa existência. Entre os anos de 86 a 88 trabalhei numa empresa de portaria numa cidade do interior de São Paulo e durante um período fiquei destacado para uma portaria de uma Santa Casa de Misericórdia, à noite, por ter um ganho maior e menos trabalho. Normalmente à partir da meia noite dos três agentes, dois permaneciam na portaria principal e um terceiro destacava-se para atender junto a entrada dos fundos, que, por regra, não funcionava das uma às cinco da manhã. Sempre pegava esse turno. Os demais não gostavam por ficar lá por ter ao lado de um galpão, chamando de velório, de diversas árvores seringueiras e ser tudo muito mal iluminado, assustador mesmo. Passando ao lado desse acessava um corredor e chegava na portaria. Realmente a única luz ficava bem à porta do velório. Não, não era um corajoso mas um atento articulador, que fez observar o temor dos colegas e o prazer de descansar por quatro horas de boa. Naquela noite de turno o esquema já montado a tudo na maior paz, sem movimento, sem atropelos, sem nada de errado. Até por volta das 21 horas quando o Hernandes, porteiro dessa guarita, meio que branco e assustado, veio na nossa pedindo que fosse rendido por mim já. Entre risos e balburdias o questionamos dessa atitude fora de padrão.
“-Deu entrada no velório para ficar a noite toda um morto…” Os olhos do rapaz esbugalharam de pavor e nós na risada.
“-Cagão mesmo. Tá morto não faz mais nada…”
“-Lá não fico.”
Em virtude dessa dramaticidade toda já fui para a portaria. Até às 23h30, pouco mais, mesmo pouco o movimento, transcorreu tranquilo e sem alterações. Contudo já passado da meia noite, cessando por completo o movimento e prestes a encerrar o atendimento no setor, a noite tornou-se mais sombria com uma leve chuva que começou a cair. Noutra circunstância estava feito para um gostoso cochilo, porém nessa o temor passou a flertar com a minha coragem. Pela minha fama de enfrentar fui obrigado a aceitar resignado o trabalho e passar pelas horas na madrugada tão perto de um galpão taxado de velório onde um morto lá dentro estava. Logo após uma e meia da manhã o chefe de atendimento trouxe uma prancheta. Olhou sério e entregou-a.
“-Leve no velório e deixe junto ao cadáver!”
Confesso hoje passado mais de trinta anos que tremi de medo e não surtei por ser um homem com fama de corajoso.
“-Quem está lá…?” A pergunta fora apenas para quebrar o meu pavor.
“-Foi uma mulher que caiu num buraco mal sinalizado e veio a óbito. Vai para o IML logo cedo…”
Não, o enfermeiro não percebeu meu medo. Meticulosamente esperei a chuva aumentar para ter uma boa desculpa de ir correndo e voltar voando para enxugar a roupa que molhará. Sai numa disparada em direção da porta do velório. Respirei fundo e comigo mesmo pensei “Tu é homem!”. Entrei. Sabe naquele momento que você olha tudo, tudo mesmo, busca algo estranho, algo que justifique o medo e nada encontra, ficando entre uma decepção e a euforia. Ao centro do salão uma mesa e sob essa um corpo coberto com lençol. Nada demais. Uma luminária de uma luz amarela pálida pendente sobre o cadáver clareando-o. Um formato de corpo sobre o pano. Fiquei tomado por uma curiosidade mórbida recordando as palavras do enfermeiro…” Uma mulher que caiu num buraco”. Por mais que viva não saberei explicar o que fez criar o ânimo de descobrir o cadáver. Uma mulher com um rosto de traços de idade, cabelos lisos entre tons de cinza e louros, uma tonalidade branca pálida, lábios finos já num tom roxo. Nariz bem aduncado. Um rosto arredondado. Algo dentro de minha essência do mal estalou. Lentamente fui trazendo o lençol corpo abaixo e olhando a defunta. O volume na blusa deixava entender seios grandes e flácidos, ventre proeminente de gordura e cintura larga denotando os quadris volumosos. Creio que altura de menos de metro e sessenta. Vestia uma saía marrom a altura da linha dos joelhos. Uma sapatilha nos pés. Incompreensivelmente fui tomado por uma excitação e desejo sentir o corpo. Voltei à porta de entrada e puxei o ferrolho do trinco. As janelas trancadas. Alguma coisa dentro de mim premia pelo desejo de sentir o corpo da morta. Não resisti apenas clamando que seria um toque na mulher e mais nada. Não foi. Fui como que incorporado e as mãos acariciaram por cima da blusa os seios, desceram na barriga, passaram pelas coxas grossas e ainda tão macias e foram aos pés. Senti uma trêmula excitação mesmo sem ter o pau duro. Nervoso e ansioso. O calor esvaia-se da carne mas ainda era macia. Deliciosamente macia. Morbidamente macia. As mãos subiram pelos flancos das coxas levantando a saia mostrando-me as coxas brancas, a calçola preta. Alinhei como pude o tecido da saia um pouco acima da cintura e observei cegamente a região pubiana. Com os dedos senti os pelos da região, um monte de respeito. Não hesitei em desnudar a mulher. Não contive a boca indo de encontro a sua morta área pubiana. Senti um cheiro de urina, de morte! A carne ainda morna, macia ainda. Apenas os dedos apertava nas coxas e marcavam denotando a falta de reação na pele. Fiquei assustado. Medo de ser descoberto, de ficar um sinal nessa violação. Levantei então a blusa descobrindo a barriga e não contive tirando os seios grandes e moles do soutien. Delicadamente abocanhei os seios chupando de leve, quase sem tocar neles, nos bicos. Agarrei um a um com as palmas das mãos e enfiei o máximo no interior da boca. Num olhada por completo no corpo o desejo de violá-la ao extremo, de penetrar em suas entranhas, de enchê-la de sêmen que dá vida a um corpo morto. Passei numa luta imensurável de abrir suas coxas e enfiar o pau dentro daquela boceta, socar forte na mulher e ter meu orgasmo pecaminoso. A sensação de desejo avolumou observando suas ancas… Teria com certeza uma bunda gostosa. Com um cuidado fui colocando-a de lado mesmo até conseguir deixar sua bunda mais para cima. Abri o zíper da calça e soltei o membro. Cuidadosamente levei-o as bandas carnudas da mulher resvalando numa leve e masturbação. Ousei violar abrindo as bandas da bunda olhando o rego escuro e observei o buraco do ânus… Uma enorme perda uma mulher com aquela bunda tão gostosa, redonda. Fiquei tentado em enfiar o dedo mas ficaria o claro sinal dessa violação. Como desejei enfiar a cabeça do pau dentro daquele buraco e arrombá-lo socando com força. Comer o cuzinho enchendo de pôrra. Ficaria aberto mesmo depois? Sempre assim ouvi dizer… Não, não podia. Então passei a masturbar sobre as coxas brancas da senhora e olhá-la. Senti o gozo chegando numa fúria entre que de satisfação, alívio e insanidade. Veio numa explosão num jato cobrindo a carne daquela mulher sem vida. Foi uma punheta que marca até hoje meu mórbido momento de prazer nessa vida tão errada, de hediondos momentos. Com toda delicadeza e atenção limpei a sujeira. Vesti-a novamente e fiz tornar-se mais uma vez um cadáver sobre uma mesa, sem vida, sem esperança, sem saber que fora por uma última vez objecto de desejo para um homem, um homem irracional aos pecados da carne. Ao puxar o lençol sobre o rosto olhei-a pela última vez, sem poder resistir o impuro beijo nos lábios mortos da mulher aos meus horas antes de beijar uma mulher com vida…
Antes de abandoná-la ao destino de um legista, de um caixão, de um sepultamento, do eterno nada, olhei a prancheta que fizera vir ali e profanar a morte. Zuleica Maria, idade 69 anos, viúva. Com o pensamento que fui o último homem em sua vida, voltei ao meu mundo perdido.
No próximo uma situação na adolescência no desejo da mãe do amigo.

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1 comentário

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  • Responder Anônimo

    Porra que conto sexual bizarro! Isso se chama necrofilia. Nunca vi um conto assim em todos esses anos navegando em sites de contos eróticos!