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Mafiosos

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Nota do Autor: Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real, é mera coincidência.
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Janeiro 1990
O inspetor Mangiacotti chegou caminhando ao endereço que tinham-lhe passado seus colegas de Caltanissetta.
Tinha decidido ir a pé pois estacionar aí, em pleno centro de Pádua, era praticamente impossível.
Além disso a manhã ensolarada, a despeito da temperatura de poucos graus acima de zero, era um convite para a curta caminhada entre a Questura e o apartamento de Janaina De Santis.
Se encontrou diante de um edifício elegante, seguramente erguido no primeiro pós-guerra.
Procurou entre os nomes no interfone e logo achou o que procurava. Tocou.
Pouco depois uma voz melodiosa, com ligeiro sotaque respondeu.
– Pois não?-
– Bom dia senhora De Santis, eu sou o inspetor Mangiacotti. Gostaria de lhe fazer algumas perguntas respeito o delito Coraci.-
O inspetor escutou o barulho da fechadura sendo destravada, e a voz no interfone falou:
– Terceiro andar à esquerda.-
O inspetor deixou de lado o elevador, claramente adaptado no centro do vão das escadas, e subiu a pé por estas, meditando o que ia perguntar para senhora De Santis.
O delito Coraci fora um tríplice homicídio perpetrado nos primeiros dias do ano em uma pequena vila na província de Caltanissetta, na Sicília.
Tinham sido abatidos, a golpes de “lupara”, a malfadada espingarda de canos curtos, muito utilizada pela máfia em suas execuções, o boss de Cosa Nostra, Giuseppe Coraci, seu filho Mario e sua nora Giuseppina, esposa do Mario.
Era quase seguramente uma execução advinda de dissabores com algum clã local, porém para policia local constava que, durante o período entre 1987 e 1988, em que o Giuseppe Coraci estivera em Pádua, por causa de una residência obrigatória decretada pela Justiça, esta senhora fora sua amante.
Por desencargo de consciência seus colegas sicilianos tinham pedido para interroga-la.
O inspetor chegou no terceiro andar um pouquinho ofegante.
Pensou, consigo mesmo, que tinha que fazer um pouco mais de esporte, afinal já tinha 47 anos, e daqui a pouco viraria o meio século, se não começava agora, quando ia ser?
Viu, na esquerda, uma porta entreaberta, através da qual se entrevia o vulto de uma bonita jovem.
– Entre inspetor!- disse a jovem.
A voz era muito bonita, o italiano era perfeito, mas o acento cantado de brasileira era nítido.
A moça estendeu a mão:
– Prazer, Janaina De Santis. Por favor, entre.-
– Prazer, inspetor Mangiacotti.-
O aperto de mão da jovem era firme e sincero, o inspetor logo gostou dela.
Entrou na sala que, mesmo tendo poucos móveis, era aconchegante e bastante elegante.
Na parede haviam bonitos quadros de arte naïf e uma estante com muitos livros e volumes, especialmente de arquitetura e artes plásticas.
Sentaram-se, frente a frente nos sofás da sala, o inspetor não pôde deixar de notar a aliança de ouro no anular da mão esquerda da jovem.
– Diga-me, inspetor.-
– Se trata do homicídio de membros da família Coraci, que aconteceu alguns dias atrás, na Sicília.-
– Eu vi no noticiário. Foi horrível.-
– Pois é, nos consta que a senhora conhecia Giuseppe Coraci.-
– Sim, conhecia ele. Na realidade eu tive um caso com ele, alguns anos atrás.-
– Mas, peço desculpa pela falta de hospitalidade. O senhor aceita um café?- continuou Janaina.
– Obrigado, aceito sim!-
– Então, por favor, siga-me na cozinha, que estaremos mais cômodos.-
O inspetor, seguindo a moça, não pôde evitar de notar a esplendida bunda dela.
Janaina vestia um abrigo de moletom que enfaixava perfeitamente aquele monumento de parar o trânsito, por contra se notava que os seios eram diminutos.
Na cozinha o inspetor se sentou na mesa, no enquanto Janaina preparava a cafeteira moka.
– E, como conheceu o Sr. Coraci?-
– Ele era meu vizinho, no segundo andar.- respondeu Janaina.
O inspetor maldisse mentalmente a escassez de informações que tinham-lhe passado seus colegas.
Um pouco sem jeito o inspetor perguntou:
– Diga-me, o Sr. Coraci costumava receber visitas?-
– Não, excetuando-se o Mario e a Pina, que estiveram com ele nos últimos dias antes de ir embora. Por sinal nem se despediram.-
– Pina seria a Giuseppina, nora do Giuseppe Coraci?-
– É isso mesmo.- esclareceu Janaina.
– Assim que a senhora chegou a conhecer também o filho e a nora do Coraci?-
– Sim. Tive um caso com eles também.-
– A senhora quer dizer que teve um caso com o Mario?-
– Não. Eu estive com os dois. Mais precisamente foi assim: eu estive duas vezes com o Mario, e depois, em outras três ocasiões, fizemos um ménage à trois com ele e a esposa dele. Depois nunca mais vi, nem eles, nem o Giuseppe.-
O inspetor fez um grande esforço para não fazer transparecer nenhuma reação às palavras da Janaina.
– A senhora desconfiou alguma coisa, ou notou alguma coisa de estranho no período em que os Coraci moraram ou estiveram aqui no prédio?-
– Ver, eu não vi ou escutei nada. Porém sempre desconfiei de alguma coisa. Também eu não perguntei nada, porque não é do meu feitio me meter na vida dos outros. Eu entendo o senhor, que é inspetor, portanto é seu trabalho indagar sobre os outros, mas eu sou uma simples viúva, que vivo minha vida.-
– A senhora é viúva faz tempo?-
– Meu marido morreu em ’85, portanto faz pouco menos de cinco anos.-
– Meus pêsames.- disse o inspetor, assim por falar algo.
O inspetor se deu conta que seu interrogatório tinha acabado.
As palavras de Janaina não iam acrescentar nada ao inquérito e, de outro lado, ele tinha certeza quase absoluta, que ela tinha-lhe contado toda a verdade, sem omitir nada de importante.
Podia levantar-se, naquele instante, despedir-se e voltar para seu escritório, onde escreveria um sucinto relatório, que enviaria para seus colegas de Caltanissetta.
A moça, porém, o fascinava, tanto pelo seu aspecto gracioso e a bunda gostosa, quanto pela manifesta sinceridade com a qual respondera às suas respostas.
Outra coisa que lhe chamou a atenção, foram os mamilos que tinham-se enrijecido, e agora mostravam suas pontas por debaixo do moletom, o que denotava que ela não estava usando soutien.
– Diga-me: o que a levou a ter um caso com o Giuseppe Coraci.-
Janaina, parou um instante para pensar depois respondeu:
– É um pouco difícil de responder. Eu tenho a tendência de ficar na minha, na realidade não tenho nem muitos amigos nem amantes. O Giuseppe, logo de cara, me cantou de uma maneira grosseira que me incomodou e, em condições normais o teria ignorado.
Ele tinha, porém uma áurea de pessoa poderosa, que atrai uma mulher, além me lembrar, somente pela idade, Carlo, meu falecido marido.-
– Seu marido era bem mais velho do que a senhora?-
– Sem dúvida. A gente se casou em ’78, na época eu tinha 18 e ele tinha 59.-
– Como você o conheceu?-
Não passou desapercebido, para Janaina, que o inspetor passara a tratá-la por você, sinal que o interrogatório, propriamente dito, tinha terminado.
– Você quer mais um café?- perguntou Janaina, também tratando-o com menos formalidade.
– Aceito, obrigado.-
Ela se levantou e foi para o fogão, permitindo assim, ao inspetor, apreciar aquela sua bunda espetacular.
Depois de um hiato de silêncio, no enquanto preparava o café, Janaina trouxe as xícaras e respondeu:
– A gente se conheceu, em ’76 em Ouro Preto, em Minas Gerais, onde eu morava na época. Já ouviu falar em Ouro Preto?-
– Não, nunca.-
– De fato, poucos italianos a conhecem. É uma cidade onde se pode apreciar, em todo seu esplendor, a arte e a arquitetura barroca colonial brasileira.-
– Você nasceu lá?-
Janaina deu uma risadinha e respondeu:
– Não! Eu nasci em uma pequena vila no sul do estado da Bahia. Vim parar em Ouro Preto, por força das circunstâncias, em ’70, eu tinha 10 anos na época.-
– Tua família se mudou para lá?-
Ela riu de novo e disse:
– Não. Eu fui parar lá sozinha!-
– Como sozinha! Com 10 anos?-
– Acontece que, já desde criança, minha bunda tira do sério os homens. Você também não para de olhar para ela desde que você chegou.-
O inspetor enrubesceu visivelmente.
– Não se preocupe não. Eu estou mais do que acostumada com isto.- disse Janaina, colocando sua mão encima da mão do inspetor que estava apoiada em cima da mesa, ao lado da xícara.
O contato da pele macia dela, perturbou o inspetor.
– Então, como estava dizendo, desde que eu começara a ir a escola, eu devia ter uns oito anos na época, meu padrasto começou a ficar atiçado pela minha bunda, até que, uns dois meses antes que minha mãe nos flagrara, começou a me sodomizar. Quando minha mãe nos descobriu, entre expulsar ele, que, bem ou mal, levava o sustento para casa, e eu, que só dava despesas, resolveu me expulsar.-
Janaina falava tranqüilamente, sem transparecer nenhum ressentimento.
– Eu peguei carona no primeiro camião, que parou na rodovia que, em troca da minha bunda, me descarregou em Ouro Preto e seguiu viagem.
Aí eu fui “adotada” por uma republica de estudantes universitários, que em troca de meus serviços de cozinha e limpeza, além da minha bunda, é claro, me davam sustento e até, não sei bem como, conseguiram me matricular em uma escola para eu seguir meus estudos. Bem ou mal consegui, até meu casamento terminar a oitava série.-
Janaina fez uma pausa, tomando o último gole do seu café, e continuou:
– Carlo veio a Ouro Preto, como turista, a primeira vez em ’76. O ano antes tinha falecido Lucia, sua primeira esposa, o verdadeiro amor da vida dele.-
O inspetor notou que Janaina tinha deixado de lado seu tom destacado de antes e que os seus olhos começavam umedecer-se.
– Lucia era coetânea de Carlo, conheceram-se no Liceu que os dois freqüentavam, em classes separadas. Casaram-se cedo, logo após a guerra, e viveram juntos quase trinta anos. Lucia tinha um espírito de artista, era arquiteta. Estavam planejando aposentar-se os dois juntos, justamente em ’76, para curtir o que mais gostavam, viajar no Fiat Spider dele e visitar as cidades e o museus na Itália e na Europa afora. Em junho de ’75, descobriu-se a doença dela. Em poucos meses Carlo viu definhar e morrer sua amada esposa.-
Janaina fez uma pausa, e enxugou com um lenço de papel as lágrimas que escorriam no seu lindo rosto.
– Carlo desistiu de aposentar-se, sem Lucia não fazia o menor sentido. Os colegas dele, vendo sua prostração, insistiram para que ele tomasse umas férias, aconselhando o Brasil, pensando obviamente, no carnaval, no samba e nas mulatas. De tanto eles insistirem ele aceitou gozar destas férias e, no abril de ’76 tomou o avião para ir ao Brasil. E foi assim que o conheci.-
Pensativa, Janaina fez uma pausa, brincando com a xícara de café já vazia.
– Você deve estar pensando: que louca que eu fui arranjar hoje, que não fecha esta sua matraca! Mas, na verdade, eu acho que a primeira vez, desde que Carlo faleceu, que me abro assim. Peço desculpas, acho que você tem mais o que fazer!-
– Imagina! Janaina, para mim é um prazer escutar-te.-
Desta vez foi o inspetor que pôs sua mão encima da dela, que estava apoiada sobre a mesa.
– Carlo, obviamente, deixou de lado o samba e as mulatas e foi visitar as cidades históricas de Minas Gerais, que tem uma arquitetura tão diferente daquela que se aprecia aqui no Veneto e na Itália. Na época eu tinha acabado de completar 16 anos, e estava cursando a sétima série. Para conseguir algum dinheiro, eu tinha estudado o básico de arte e arquitetura de Ouro Preto e trabalhava, na informalidade, como guia. Abordava de preferência senhores sozinhos porque se deixavam seduzir, com maior facilidade, pelas minhas graças e pela minha bunda e, de vez em quando, rolava um programa, com muito cuidado por eu ser de menor. Quando vi Carlo pela primeira vez, um domingo de manhã, na porta da igreja de Nossa Senhora do Carmo, achei que ele era meu alvo perfeito. Sozinho, vestido simples porém elegante, óculos escuros, cabelo grisalho, mochilinha nas costas, achei ele bonito e bem apessoado. Me aproximei e comecei a falar, o que sabia, o que não era muito, sobre o templo. Ele me escutou com atenção e abriu um sorriso, que me fez derreter toda por dentro, desde desta primeira vez. Ai! O sorriso dele! Parecia que te deixava entrever sua alma.-
Janaina começou a chorar, mais forte desta vez.
Quando o choro se acalmou um pouco, ela seguiu:
– Fiz para ele as perguntas de praxe: de que país ele era, se era a primeira vez no Brasil, onde se hospedara, etc. Ele me respondia com calma, num português surpreendentemente bom, considerando que era a sua primeira vez no Brasil e tinha chegado na cidade na noite anterior. Logo percebi que ele conhecia os monumentos históricos da minha cidade de adoção, melhor do que eu: me deixava falar, depois corrigia meus deslizes, sem nenhuma arrogância. Almoçamos juntos e continuamos a visitar a cidade a tarde. Já era ele que falava mais, deste país, a Itália, na época para mim tão distante. Eu pendia dos seus lábios, como pendi durante os sete anos que estivemos casados.-
O choro fazia parar de vez em quando Janaina, que enxugava as lágrimas e seguia:
– A manhã seguinte, matei a aula, e lá estava eu esperando ele, na porta do seu hotel, como uma cadelinha espera seu dono. De novo passamos o dia juntos, visitando a cidade. Na terça, seu último dia na cidade, implorei ele para que fizera o amor comigo. Ele no início se esquivou, mas diante das minhas lágrimas se ele derreteu e acedeu. Fomos para uma pousada, cujo dono fazia vista grossa sobre minha idade, e aí me esmerei. Boca, boceta, bunda, tudo que tinha direito. Queria marcar ele, como meu homem, a toda custa. Ele era um bom amante e, como todo homem que conheci, curtia muito o sexo anal, que experimentara, pela primeira vez, naquela ocasião. Ele foi embora aquele dia, mas voltou em julho do ano seguinte, quando nos passamos uma semana, na pousada, fazendo amor. Em ’78 veio em abril, nos casamos e viemos embora para Pádua. Nunca mais voltei para o Brasil. O ano seguinte se aposentou e fez comigo o que planejara fazer com a sua amada Lucia. Com seu Spider visitamos o Veneto, a Itália e muitos países da Europa. Hoje eu poderia, sem algum problema, ciceronear qualquer turista em visita a uma Villa do Palladio em Vicenza. Também, como já disse, ele era um bom amante, e dificilmente passava um dia sem comer minha bunda. –
Janaina, pensativa, fez uma longa pausa.
– Uma manhã ele acordou passando mal. Levei-o correndo para o hospital, porém faleceu em seguida: infarto fulminante. Isto foi em ’85.-
– Você pode não acreditar, mas o Giuseppe foi o primeiro caso que tive depois do Carlo. Eu faço, desde que fiquei viúva, uma vida bastante retirada: uma corridinha de madrugada, compras no supermercado e, quando estou estressada, uma esticada com o Spider que foi do Carlo.
Não trabalho, porém recebo a pensão do meu falecido marido, não tenho, portanto, problemas econômicos. O Giuseppe me cantou, pesado, desde a primeira vez que nos encontramos no elevador. Devo dizer que a sua persistência deu frutos, pois conseguiu, após uns dez meses de insistência, minha bunda.-
Voltando a falar do mafioso, Janaina recobrou seu tom mais tranqüilo:
– O Giuseppe era talvez o oposto do Carlo: sem educação, sem cultura, grosseiro…, mas tinha aquela áurea de homem poderoso, que ao mesmo tempo te intimida e te fascina. E ele era bem explicito sobre o que queria de mim: queria minha bunda e ponto. Assim que, um dia eu cedi, e aí ele começou a me enrabar em todas as ocasiões possíveis. Devo dizer que levando em conta a idade dele, tinha uns sessenta anos na época, dava bem no couro. Depois quando chegou o Mario ele me compartilhou com o filho. E o filho me compartilhou com sua mulher.-
– Alguma vez você foi forçada a fazer algo?- perguntou o inspetor.
– Não! Nunca! Os Coraci eram grossos mas nunca passaram dos limites. Alias o Giuseppe até me dava presentes. Se bem que os presentes dele eram sempre dinheiro. Deve ter-me dado, durante os meses em que transamos, vários milhões de Liras. Eu os guardava, até pouco tempo atrás, em uma caixa aqui na cozinha. Depois acabei gastando.-
Durante um tempo pairou um silêncio irreal na cozinha.
Foi Janaina que falou, perguntando para o inspetor:
– Qual é teu nome?-
– Alessandro, Sandro para os amigos.-
– Sandro, você quer comer minha bunda?-
O inspetor engoliu em seco e só conseguiu gaguejar:
– Sim.-
Janaina chegou perto dele e deu-lhe um beijo de língua na boca.
– Vem comigo!- disse ela.
O inspetor a seguiu até o quarto dela.
Chegando lá, ela se despiu em um instante, com toda naturalidade.
Ele ficou admirando o corpo dela, embasbacado.
A pele era de um tom caramelo claro uniforme, os seios eram diminutos, porém tinham mamilos grossos e pontiagudos, o púbis era coberto por uma espessa mata de pêlos negros encaracolas.
Porém, o que se destacava mais, era a pronunciada curva dos quadris, em contraste com a cintura extremamente fina.
Vendo a êxtase do inspetor, ela se virou, abriu as nádegas com as mãos, expondo obscenamente o ânus entreaberto.
– É isto que você quer, Sandro?-
O inspetor, obnubilado pelo desejo, se ajoelhou atrás dela e começou a lamber o ânus, procurando enfiar, o máximo possível, a língua dentro do cu dela.
O inspetor, que nunca tinha lambido o cu de uma mulher, nem pensar fazer isto com sua esposa, provou o seu gosto acre, que atiçou sua libido, com fosse uma droga afrodisíaca.
Janaina, de seu lado, demonstrava o prazer que lhe causava esta ministração, gemendo baixinho e piscando o ânus.
– Já basta!- disse ela de repente.
Ela se virou rapidamente, empurrou o inspetor, que caiu deitado na cama. Com destreza tirou as calças e a cueca dele e ficou em pé, admirando por um instante, o membro, já em plena ereção, no enquanto o inspetor arrancava-se a camisa.
O inspetor pôde ver a mata de pêlos dela, já úmida pelos humores de prazer que saíam de sua vagina, que ainda nem tinha sido tocada.
Aí ela caiu de boca.
A felação não era novidade para o inspetor, afinal de contas isto era uma coisa que também sua esposa fazia, esta, porém, era de outro nível.
Janaina intercalava lambidas no glande e no membro, com profundas sucções e “gargantas profundas”, nas quais o pau desaparecia por completo naquela boca, o inspetor tinha a impressão de estar mergulhado em filme pornô de primeira linha.
Em poucos minutos ele gozou.
Lhe pareceu que nunca, na sua vida, tivesse saído tanto esperma do seu pau.
Janaina engoliu tudo e continuou a chupar, para que o membro recobrasse seu vigor.
Quando ficou satisfeita com o resultado, ela retirou o pau da boca, cuspiu sobre ele, para lubrifica-lo bem, se posicionou com os joelhos ao lado do homem, alinhou o membro com seu cu e desceu devagarzinho, até abriga-lo todo no seu intestino.
O inspetor ficou surpreso com a facilidade da penetração e ficou curtindo todas as sensações que seus sentidos transmitiam ao seu cérebro, transfigurado pela libido.
Janaina começou a se mexer, no princípio mais devagar, alternando movimentos verticais, com rotações suaves dos quadris, que deixavam louco o inspetor, depois cada vez mais rápido.
Ele foi colocar a mão na vagina vazia, encontrando-a encharcada.
Sem interromper sua cavalgada, ela gentilmente retirou sua mão daí, e a levou, junto com a outra, para seus peitos.
– São pequenos, mas muuuito sensíveis!- disse ela, com a voz entrecortada pela excitação.
Os humores desciam da vagina e formavam um charco no abdômen dele, fazendo que, quando o quadril dela descia com força, os espirros gerassem um barulho engraçado.
Desta vez o inspetor resistiu bem mais, e quando gozou apertou com força os seios dela, depositando seu sêmen nas profundezas do intestino.
A dor súbita dos seus mamilos sendo esmagados, causou o orgasmo dela, que, perdidas a forças, caiu deitada encima dele.
Ficaram assim beijando-se, no enquanto o pênis amolecia devagar, até sair do intestino dela.
A um certo ponto ela perguntou:
– E aí, como vai querer me enrabar agora: de quatro ou frango assado?-
O inspetor riu e respondeu:
– Você está brincando comigo! Eu não dou outra, de jeito nenhum!-
– Ora bolas! Eu não acredito que você se deixa passar a perna por um velho se sessenta anos!- disse ela aludindo ao Giuseppe.
– Eu não acredito que ele…- disse, pasmo, o inspetor.
– Pois sim! Você não deve, nunca, subestimar o poder que tem minha bunda sobre os homens!-
– Deixa que eu dou um jeito, com a boca, neste teu pau.-
– Eu gostaria também de chupar tua boceta.-
– Vamos fazer um sessenta e nove, então!- disse ela.
Se posicionaram assim, o inspetor por baixo e ela por cima.
Antes de cair de boca, o inspetor ficou admirando o espetáculo na frente dos seus olhos.
A mata dos pelos era muito mais espessa daquela de sua esposa, que porém, raramente, o deixava admirar as suas intimidades.
Os humores tinham deixado os pêlos molhados e embaraçados, e se via claramente uma vagina diminuta, quase de criança.
Espetáculo a parte era o ânus: entreaberto pela penetração sofrida até pouco antes, deixava entrever o vermelho escuro do intestino, era ladeado por muitos pêlos e se notavam algumas manchas marrons de fezes que o pau tinha removido do reto.
O que, em ocasiões normais o deixaria com nojo, aumentou ainda mais sua excitação, sobretudo pelo fato que Janaina já começara a chupar com toda a vontade seu membro, seguramente sujo.
Caiu de boca sobre a vagina, absorvendo seu sabor áspero, que contribuiu a excita-lo ainda mais, e a enrijecer, em poucos, minutos seu pau.
– Então, de quatro ou frango assado?- repetiu Janaina, que interrompera a felação, uma vez satisfeita pelos resultados obtidos.
– Frango assado!- foi a resposta do inspetor, depois de um instante de hesitação.
– Ótima escolha, eu também gosto muito.- disse Janaina, colocando-se em posição.
– Vem, meu garanhão, mas vem com força, que eu não sou cristal e não quebro não!-
E assim fez ele: a sodomizara com golpes tão violentos que, se os tivesse aplicado na vagina de sua esposa, teriam lhe valido uma semana de exílio, dormindo no sofá da sala.
Janaina o incitava para que a possuísse mais forte, e que ele lhe apertasse e esmagasse os sensíveis mamilos.
Finalmente ele gozou, derramando poucas gotas de esperma no intestino dela.
Depois de algum tempo deitados, trocando carinhos, foram no banheiro para se lavar.
Vestiram-se e Janaina acompanhou-o até a porta.
Na hora de despedir-se, ela perguntou:
– Sandro, você é casado, não é?-
O inspetor enrubesceu, pois era um daqueles homens que, chegando no trabalho, guardava a aliança na gaveta e só a pegava de volta, na hora de voltar para casa.
– Sou, sim.-
– Então, por favor, nunca mais me procure!- disse Jainaina, dando-lhe um beijo de despedida.
O inspetor voltou para Questura, caminhando com as pernas largas, pois os testículos lhe doíam.
Era desde a adolescência que não dava três e nunca, na sua vida, tinha tido uma seção de sexo tão intensa.
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Abril 1990
Aquela segunda-feira, o delegado em Caltanissetta, Paolo Virzì, chegou um pouco mais tarde no seu escritório.
Como todas as manhãs, ficou fitando o mural que começara a montar em janeiro, respeito o homicídio Coraci, cuja investigação era de sua responsabilidade.
Durante vários meses nada de novo tinha acontecido e, de repente, em uma única semana, aconteceram dois episódios, que tinham dado uma reviravolta no caso.
O primeiro episódio fora de um mafioso, já preso desde o ano passado, e esperando o juízo, que resolvera fazer uma delação premiada, para tentar diminuir sua pena.
Se tratava da informação de um verdadeiro tesouro, algo como trinta milhões de dólares em espécie, que os Coraci estariam escondendo, no norte da Itália, na época em que foram mortos.
Neste sentido, na sexta-feira passada, o delegado Virzì tinha enviado um despacho, para o inspetor Mangiacotti, para que voltara a interrogar a De Santis.
O segundo episódio fora totalmente ocasional e acontecera no domingo, dia anterior.
Ia ter um jogo de futebol do primeiro nível regional, entre o time local, o Nissa, e um grande rival de uma cidade perto.
Na entrada do jogo, um dos torcedores do Nissa fora flagrado, por um policial, com um canivete no bolso.
Levado para Questura, levantou-se a ficha corrida dele, e descobriu-se que era procurado por roubo.
Submetido a um interrogatório de praxe, ele apavorou-se e se declarou culpado, como executor material, do tríplice homicídio dos Coraci.
Inútil dizer que o delegado Virzì foi chamado, por telefone, em casa, e correu para Questura, em pleno e sagrado horário da janta do domingo, causando as iras de sua esposa.
Assim, na noite anterior, ele tinha atualizado o puzzle do mural, com novas peças e, especialmente, a volta em cena de um elemento, que tinha sido jogado em segundo plano, meses atrás, a raiz do relatório que chegara de Pádua.
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Nesta mesma manhã de segunda-feira, em Pádua, o inspetor Mangiacotti estava indo a pé para a residência de Janaina.
Ele tinha seguido a risca, até então, o pedido dela de não procura-la mais, mesmo que a tentação fosse muito forte.
Hoje porém era diferente.
Recebera, no final do expediente da sexta-feira um despacho de Caltanissetta, solicitando que a interrogara respeito uma grande quantidade de dólares, em espécie, que guardaria o Coraci em Pádua.
Duvidava que Janaina soubesse algo, pois, na longa conversa que tinham tido em janeiro, ela não mencionara nada a respeito de dólares, mas era uma boa desculpa para revê-la e, quem sabe, comer de novo aquela sua bunda gostosa.
Chegou na frente do interfone e tocou a campainha com a plaqueta De Santis.
– Pois não?- respondeu a mulher do outro lado.
A voz, com um timbre mais agudo e ligeiramente desagradável, e o acento, claramente da região da Puglia, eram, porém, totalmente diferentes dos da Janaina.
– Bom dia. A senhora De Santis está?- perguntou o inspetor.
– Não. Não está.- foi a resposta.
– E, quando volta a senhora De Santis?-
– Não volta. Ela não mora mais aqui.-
O queixo do inspetor caiu e, depois de um momento de indecisão respondeu:
– Eu sou o inspetor Mangiacotti da Questura de Pádua. Gostaria de subir para fazer-lhe algumas perguntas.-
A mulher hesitou alguns instantes depois destravou o portão, dizendo:
– Terceiro andar a esquerda.-
O inspetor correu escada acima e chegou com a língua de fora, já que a promessa feita consigo mesmo de fazer esporte, tinha caído no esquecimento.
Tocou a campainha do apartamento e uma senhora entreabriu a porta, deixando a corrente travada.
– Bom dia, sou o inspetor Mangiacotti, posso entrar para fazer-lhe algumas perguntas?-
– O senhor pode mostrar-me o distintivo?-
O inspetor tirou do bolso o distintivo e mostrou para ela.
Satisfeita, a mulher destravou a corrente e deixou o inspetor entrar na sala.
A sala não tinha nada a ver com o elegante ambiente que o acolhera meses antes.
Não estavam lá mais os quadros nem a estante, com os elegantes volumes de arquitetura.
No lugar disso havia uma poltrona e um sofazinho, cobertos por lençois, e caixas e mais caixas de mudança.
– Desculpe a bagunça, mas meu marido e eu chegamos, com a mudança, faz duas semanas e não deu tempo para desfazer as caixas. Além disto estou sozinha, porque meu marido trabalha o dia inteiro e as crianças ficaram em Taranto, na casa de minha irmã para terminar o ano letivo.- falou ela, com seu acento regional bem carregado.
O inspetor observou a mulher: baixinha, gordinha, a cara graciosa, porém redondinha.
Vestia um conjunto cinza de blusa de manga comprida e saia pouco abaixo do joelho.
Era tipicamente uma dona de casa do sul da Itália, transplantada no Veneto em razão do trabalho do marido.
Também, pensou, que não ia ter dificuldades em obter as informações que ela dispunha, pois dava a impressão de ser uma pessoa bem faladora e talvez fofoqueira.
– Desculpe eu perguntar pela senhora De Santis, é que no interfone esta marcado o nome dela.-
– Pois é. Tanta coisa que eu tenho que fazer, que esqueci de trocar a plaqueta no interfone. Meu sobrenome de casada é Rossi, Manuela Rossi.- disse ela estendendo a mão, que o inspetor apertou.
Ao contrario da Janaina, o aperto de mão dela era mole, causando uma má impressão no inspetor.
– Me diga, vocês alugaram ou compraram o apartamento?-
– Compramos, foi um bom negócio. Parece que a proprietária anterior, a senhora De Santis, voltou para o Brasil, a terra dela.-
– Quando vocês compraram o apartamento?-
– Deixa ver… Foi fim de fevereiro, início de março. Sabe, a firma onde trabalha meu marido ofereceu-lhe, em janeiro, uma promoção, com um bom aumento, para vir aqui em Pádua, assim que decidimos mudar para cá. Este apartamento estava com bom preço, assim que negociamos um pouco, fizemos um empréstimo e conseguimos comprar.-
– Que impressão a senhora teve respeito a De Santis?-
– Eu não cheguei a conhecer. Quando vi, pela primeira vez o apartamento, em meados de fevereiro, ela já tinha viajado e levado toda a mudança, nos negociamos com um corretor. Até o carro dela, um Spider, estava a venda. Meu marido até babou com vontade de comprar o Spider, mas eu falei que podia esquecer, já que temos dois filhos. Soube depois, que um colecionador o comprou. Eu vi o apartamento já todo vazio. É uma pena pois a senhora Alberta diz que a decoração era muito bonita.-
Sem deixar o tempo para o inspetor perguntar, a mulher continuou:
– A senhora Alberta é uma senhorinha que mora no térreo. Ela é a mais antiga moradora do prédio. Coitada ela mora sozinha. Eu a conheço ha pouco tempo mas já a ajudo.-
– E, a senhora Alberta é amiga da senhora De Santis?-
– Não a De Santis brasileira. Ela era muito amiga da primeira esposa do engenheiro Carlo. A Alberta diz que era um casal maravilhoso que se amavam muito. Coitado do engenheiro Carlo, a perda da sua primeira esposa foi um baque terrível, tanto assim que depois de pouco caiu, presa fácil, nas garras da outra.-
– Pelo que entendo a senhora Alberta não gosta muito da segunda esposa do De Santis.-
– Por nada. A viúva se acha uma “senhora” porque casou com um homem culto e inteligente como o engenheiro Carlo, mas foi só aparecer aquela corja de mafiosos, que veio a morar no segundo andar, que ela botou as asinhas de fora e ficou amante de todos eles. Um horror!- e seguiu com uma fofoca:
– Ah, a senhora Alberta desconfia que esta fuga improvisa da “senhora”, tem a ver com o homicídio dos Coraci. Ela deve ter tido medo que o assassino pegasse o trem, e viesse a executa-la aqui em Pádua.-
Foi difícil para o inspetor sair do apartamento, de tanto que a senhora Rossi falava, porém no caminho de volta para a Questura ele estava furioso e perplexo.
Logo chegando ele fez um telefonema a um seu amigo que trabalhava no INPDAI, que depois de rápidas pesquisas, lhe confirmou que a pensão que recebia Janaina, agora era enviada para uma conta no exterior, no Brasil.
Depois disto não agüentou: pulou todas as etapas burocráticas e ligou diretamente para o delegado Virzì, em Caltanissetta.
Quando conseguiu falar com ele disse:
– Bom dia, sou o inspetor Mangiacotti, de Pádua.-
– Bom dia, inspetor, conseguiu falar com a De Santis.-
– Não. Ela foi embora para o Brasil, parece definitivamente.-
O inspetor resumiu a conversa que tivera com a senhora Rossi.
– Não me surpreende. Ontem capturamos o executor material do crime, um jovem criminal da ralé. Ele foi contatado telefonicamente por uma mulher com um sotaque exótico. Nunca chegou a encontra-la pessoalmente. A mulher lhe enviou, por correio, um milhão de Liras como sinal e, após o homicídio outros quinze milhões, sempre pelo correio.- informou-lhe o delegado.
O inspetor estava furiosíssimo.
Fora passado para traz, como um otário, por aquela salafrária. Ele perguntou:
– Vamos proceder a preparar um pedido de extradição?-
– Com que provas? Você acha que um “sotaque exótico” seja suficiente para convencer ao magistrado de formular um pedido de extradição, com êxito mais do que dúbio?- retrucou o delegado.
– E a repentina fuga?- tentou o inspetor.
– E se a vizinha tivesse razão? Vai que a moça está fugindo com medo de ser morta, ou simplesmente está com saudades da sua terra? Não, inspetor, ponha-se a alma em paz, nunca vamos pegar aquela mulher, nem recuperar os dólares, que devem ter saído da Itália na mudança dela. Ela foi mais esperta e nos passou a perna. Prepare seu relatório do interrogatório de hoje, que eu vou anexá-lo aos atos e vou mandar para o PM o dossiê com, pelo menos, a acusa formal para o executor material.- terminou o delegado.
O inspetor fechou a ligação e decidiu ir ao bar perto da Questura, para desanuviar a cabeça.
Chegando ao bar, pediu um prosecco.
O garçom o conhecia bem, mas evitou puxar conversa, porque notara que o inspetor estava de péssimo humor.
Tomou um gole e ficou fitando as bolhas que subiam no copo.
Tinha sido passado para traz, e isto doía muito ao seu ego.
Depois de outros dois goles, começou a recobrar um pouco do seu otimismo e pensou consigo mesmo:
“Pelo menos comi aquela bunda gostosa!”
Levantou o copo e disse entre si e si:
– Saúde!-
Fim

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1 comentário

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  • Responder lucio entrou

    fora do contesto do site,mas,gostei muito,…..nem so de punheta vive os leitores.kkkk