Eu afirmei que o Ricardo não era homem

Me chamo Daniela, tenho 31 anos, sou morena, seios pequeno, 1,75m. Aos 18 anos perdi minha virgindade com um homem casado, depois tive um namorado que era 15 anos mais velho que eu e fui morar com ele, acha engraçado, pois muita gente que não nos conhecia e nos via juntos, perguntavam se eu era a filha dele, ele ficava brava, risssss, ficamos juntos por um ano e meio até nos separarmos, foi então que conheci o Ricardo, 5 anos mais velho que eu e fui morar com ele na cidade dele.
Foi muito bom, Ricardo era um homem bonito, rico, adorava viajar e amava putaria, me fez mulher de verdade e me dava tudo que eu queria, eu tinha uma vida de rainha mesmo, roupas caras, carros de luxo, em fim, mas como todo casal, tínhamos ás nossas brigas, em uma dessas brigas, eu esperei o Ricardo ir trabalhar e peguei o meu carro e fui para minha cidade.
Quando cheguei falei para minha mãe que havíamos brigado e que eu decidi me separar, minha mãe quase enlouquece nisso o Ricardo me liga perguntando onde eu estava eu então falei que havia vindo embora para casa da minha mãe e que não o queria mais, ele então me pediu para esfriar a cabeça, mas eu falei que: “Se ele fosse homem, não me procurasse mais”, e desliguei o telefone o deixando fora de área.
Três dias se passaram e eu não havia ligado o celular e nem o Ricardo havia me procurado, foi então que duas amigas me convidaram para ir a um baile no clube, eu aceitei o convite de imediato e isso mudou a minha vida para pior.
No baile conheci o Agnaldo que é de outra cidade, mas que tem parentes aqui na minha cidade, então fomos dançar, depois fomos para o estacionamento e transamos dentro do meu carro, depois deixei o Agnaldo na casa da família dele, deixei ás meninas em casa e fui para casa, no dia seguinte o Agnaldo me liga e me convida para almoçar, eu aceitei e fui busca-lo, pois ele não tem carro, almoçamos e fomos a um motel, após isso o deixei e voltei para casa.
Quando fui chegando percebi uma sw4 parada em frente da minha casa e quando me aproximei, percebi que era o carro do Ricardo, então passei direto, pois não queria ver nem a cara dele, principalmente agora que eu estava saindo com o Agnaldo, então liguei para minha mãe e ela me falou que o Ricardo estava me aguardando, eu pedi para passar o telefone para ele e quando ele falou oi Daniela. Eu falei com a voz brava: “Você não é homem mesmo, eu não quero te ver, e, por favor, vá embora para o meu namorado não te ver aí, não crie problemas para mim, e tem mais, vou trocar de número, para não ter o desprazer de você me ligar”. E desliguei o telefone.
Fiquei escondida no final da rua esperando ele ir embora, não demorou nem 5 minutos e o Ricardo foi embora, eu então voltei para casa e minha mãe perguntou por que eu havia feito aquilo, e que o Ricardo havia ido embora arrasado, então ela me perguntou que história era aquela de namorado, e eu falei que estava dom o Agnaldo e fui explicar para ela quem era ele, mas minha mãe falou que não queria que eu levasse esse cara para casa dela e falou que já que eu estava com outro homem, devolvesse o carro que o Ricardo havia me dado, eu então falei que ele me deu e que era meu.
No outro dia eu fui até a casa da família do Agnaldo, mas uma tia dele me falou que ele já havia ido embora, eu falei, mas como assim, ele não me falou nada, então liguei para ele e perguntei por que ele foi embora sem me avisar, ele deu uma desculpa esfarrapada e falou que a noite me ligaria.
Não me ligou, e quando eu liguei ele falou: “Daniela, entenda que se eu falei que ia ligar e não liguei é porque eu não quero ligar, e por favor, não fique me ligando, pois minha namorada pode atender e vou ter um problema sem necessidade”. Eu fiquei arrasada e para completar minha mãe não parava de me encher o saco por causa do carro, eu que já estava uma pilha de nervo fiz um bilhete e pedi para o meu primo levar o carro para entregar para o Ricardo, Meu primo então foi e falou para o Ricardo: “A Daniela me pedio para vim te devolver o carro”. Então o Ricardo falou: “Muito obrigado, mas por favor leve o carro de volta e diga para ela que eu dei, então esse carro pertence a ela”. O meu primo então entregou o bilhete que eu havia mandado e que falava: “Estou te devolvendo essa merda, pois sempre que olho para ele me lembro da merda que é quem medeu”. O meu primo me falou que os olhos do Ricardo se encheu de lágrimas e ele simplesmente falou: “Deixe o carro aí, não quero causar o desprazer dela está lembrando de mim”.
No final do mês veio à surpresa, a menstruação não chegava então uma amiga me levou um teste de farmácia e deu positivo, eu de imediato liguei para o Agnaldo e falei que estava grávida, ele então me perguntou se eu sabia quem era o pai, eu então falei que não havia saído com mais ninguém além dele, então ele falou: “Filho de rapariga, não tem pai” e desligou o telefone.
Minha mãe quase enlouquece e nesse momento eu vejo que fiz uma loucura, pois a briga que tive com o Ricardo foi normal de todo relacionamento e ser tratada da forma que fui, me fez perceber o quanto o Ricardo me amava.
Fui cuidando da gravidez e sem dinheiro, sem trabalho, minha mãe ganhando muito pouco, mal dava para ela e para minha irmã mais nova, imagine agora ter que me sustentar e eu ainda grávida, eu chorava dia e noite.
Quando a minha filha nasceu, eu liguei para o Agnaldo e perguntei se ele vinha ver a filha, ele então falou que eu não ligasse mais para ele e mais uma vez desligou o telefone. O tempo foi passando e eu sem puder sustentar a minha filha, minhas roupas já todas velhas, pois quando sai da casa do Ricardo, sai apenas com o carro e a roupa do corpo, até eu pensava que seria uma briga boba e eu queria fazer birra, mas me apareceu o Agnaldo e eu gravidez, a família do Agnaldo vez ou outra me mandava uma roupinha para minha filha, eu estava desesperada quando conheci o Leandro, um mecânico da minha cidade, ele então me disse que me assumiria se eu fosse morar com ele, o Leandro não era bonito, já divorciado com três filhos, mas eu estava tão desesperada para criar a minha filha que fui morar com ele, resultado, mais uma vez engravidei, dessa vez de um menino.
A vida não era fácil, o Leandro ganhava pouco e anda tinha que pagar pensão para os outros filhos, muitas vezes faltava ás coisas, e o Leandro bebia e quando chegava em casa me batia, me chamava de puta, que a cidade toda já havia comido, perguntava se eu já havia dado para os amigos dele, minha filha já com 4 anos, chorava e pedia para ir embora para casa da vó. Foi um dia em que minha mãe chegou a minha casa e me viu machucada, então ela falou para eu arrumar ás minhas coisas e dos meus filhos e voltar para casa dela, pois de fome não morreríamos. Eu voltava para casa com dois filhos de dois homens.
Dois meses depois o Leandro vai pela primeira vez ver o filho e diz que quer conversar comigo, eu então falo que ele passou dois meses para ir visitar o filho e quando vai, vai bêbado, ele começa a gritar dizendo que se eu não sair para conversar com ele, ele vai levar o filho dele, minha mãe assustada pede para eu conversar com ele em frente de casa, mas dentro do carro para os vizinhos não ver aquela baixaria. Eu deixo os meninos com a minha mãe e entro no carro, mas ele liga e sai cantando os pneus, o Leandro me leva para uma chácara em um lugar deserto que eu nunca havia ido, eu já estava ficando com medo, nessa chácara entramos em uma casa, ele diz que quer voltar e que havia e que tudo seria diferente, mas eu falo que não dava mais certo, ele então me dá uma tapa na cara que eu caí no chão, ele então puxa os meus cabelos e gritando me pergunta quem está me comendo? Eu falo que não quero ninguém que só quero criar os meus filhos, ele começa a me bater e rasgar ás minhas roupas e começa a me estupra, e sem parar de me bate e gritando me chama de: Vadia, piranha, que eu era uma nojenta, uma vagabunda. Me virou de costas e meteu no meu anus sem dó, eu gritava de dor, mas ele não parava.
Quando ele terminou, levantou e eu fiquei caída no chão toda machucada e chorando muito, ele então começou a mijar em cima de mim, eu não reagia, pois estava morrendo de medo de ser morta e só pensava nos meus filhos, me encolhia cada vez mais e chorava, o Leandro então se vestiu, veio até mim, me puxando pelos cabelos me arrastou para fora da casa e me jogou em frente a casa, fechou a porta da casa, veio em minha direção e me deu um chute nas costas, então parado em minha frente me mandou beijar os pés dele, eu chorando, me arrastando beijava os pés dele, ele então abriu o zíper da calça, colocou o pau para fora e me mandou masturbar, eu nua, toda roxa da pisa que levei, cheia de dores, me ajoelhei e comecei a masturba-lo, eu estava fazendo tudo que ele me mandava para ver se ele me deixava viva, então ele falseou: Eu vou gozar, engole sua vagabunda que gozar na merda da tua boca, eu engoli o pau dele e ele gozou na minha boca, daí me deu outra tapa na cara e falou: “Antes de me denunciar, lembre-se que você tem filhos, pois a primeira que eu mato é a futura rapariga da sua filha, aquela que não morreu de fome porque eu dei de comer, eu me arrependo não ter comigo aquela piranha, então se me denunciar eu mato teus filhos”. Entrou no carro e foi embora.
Eu fiquei agonizando de dor e fui me arrastando até o terraço da casa, e ali creio que desmaie. Foi quando no outro dia, acordei com um casal já idosos, me chamando, eu nua, a mulher tirou o casaco e me deu para eu me vestir, então eles me levaram até o sítio deles que ficava mais ou menos próximo, então ela me deu um banho e me emprestou um vestido, e foram me levar em casa, minha mãe já estava louca e quando me viu naquele estado, se abraçou comigo, minha filha chorando e falando que me amava. Não tive coragem de denuncia-lo.
O meu primo que foi entregar o carro para o Ricardo, o encontrou na praia e contou para o Ricardo tudo que havia acontecido. O Ricardo tem uma casa de veraneio e a minha cidade fica na rota do litoral, ou seja, toda vez que o Ricardo vai para sua casa de praia, passa pela minha cidade.
Três semanas se passaram e eu me recuperando, mas com trauma de sair de dentro de casa, para não encontrar com o Leandro por acaso.
Foi então que o meu primo que foi devolver o carro para o Ricardo, entra em casa assustado e fala para mim e para minha mãe que: “Hoje por volta das 8h00 da manhã, o Ricardo me ligou e falou que estava aqui na cidade, eu então fui encontrar com ele, ele me mandou entrar no carro e pediu para eu mostrar onde era a oficina do Leandro, eu o levei até lá, então quando estávamos descendo do carro, chegou mais dois carros com quatro homens brutamontes, em cada carro, e todos entraram na oficina, dois caras pegaram o Leandro e o arrastaram para uma sala que fica no final da oficina, entramos todos e o Ricardo fechou a porta e disse para o Leandro”. “Essa é a primeira e última vez que venho aqui, Daniela pode até não ter pai, mas a partir de agora, se o senhor a encontrar na rua, mude de calçada, o senhor é um verme e o senhor sabe o que devemos fazer com os vermes, não sabe”? Então o Ricardo abriu a porta e um dos caras deu um soco na barriga do Leandro que ele caiu no chão vomitando.
Então eu entrei no carro com o Ricardo e ele me deixou no centro, me entregou um papel e foi embora, então quando olhei o papel, é um deposito em sua conta de R$10 mil reais. Eu quase não acreditava e fui correndo ao banco e lá estava o dinheiro, eu saquei e fui pagando o que devia e fiz contras no mercado para dentro de casa.
Uma semana depois um vendedor de uma loja de carros aqui da cidade, me trás uma Ecosport 2016 automática e me manda preencher o recibo em meu nome.
Eu tentei ligar para agradecer, mas a gravação me diz que esse número não existe com certeza o Ricardo trocou de número. A partir desse dia, todo dia dez de cada mês cai em minha conta um depósito no valor de quatro salários mínimos.
O Leandro nunca mais me procurou e hoje eu estou criando os meus filhos com dignidade. Graças ao homem que disse que não era homem…

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