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Eu e Beto, ele trabalhando nos navios, depois churrasco, até na praia fomos, sexta feira gostosa tiv

5281 palavras | 7 |4.05
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Levantamos, tava escuro ainda, fui fazer um café reforçado pra nós, Beto acordou Luciano e foi tomar banho, bom dia menino bom me disse Luciano, caraio, escuro ainda, Beto é muito apavorado prá trabalho, dava prá levantar só as seis pow, Beto ouviu lá do banheiro, prá depois sair atrasado correndo por ae, vamos de Spé dois mano, armazém 13 è uma boa caminhada, Luciano foi pro banho tb, logo depois Beto chegou na cozinha, café tava pronto, ele só de toalha enrolada na cintura sentou e ficou tomando café enquanto o cuscuz tava no fogo ainda, põe um schort e duas cuecas na mochila bebê me disse, eita, vai dormir no navio é, perguntei, nunca se sabe, esses gringo é tudo meio doido e se eu ver que dá pra acabar logo o trampo, viro a noite na bagaça, fica trancadinho em casa e não abra porta pra ninguém estranho, Luciano saiu do banho de toalha enrolada tb, Beto veio atrás de mim no fogão, bora estalar esse bracinho falou-me, vê se não força ele não prá não doer, girou meu ombro, estalou alto, eita que agora ouvi daqui falou Luciano da mesa, tem que ver isso Beto, mlk não é de reclamar mas isso deve incomodar bastante, Claudionor se ofereceu prá ir com ele lá na Luíza Macuco, vou fazer isso acho respondeu Beto.
Beto sentou de novo, pus o cuscuz com ovos na mesa, eles se serviram, eu comi pão com manteiga e ovo, pega cueca e um schort Assis disse Beto, põe na minha mochila, qq coisa nós vira a noite trabalhando, gringo gosta de serviço bem feito e rápido tb, caraio Chefe disse Luciano, já vi que tou fudido na tua mão hoje, melhor se fuder um dia e meio que ter que ir pro cais três dias disse Beto, o lek sozinho dia inteiro aqui me dá nos nervos, relaxa falou Luciano, aquele verme tá longe, pisa aqui mais não, sei não disse Beto, mês passado tava longe, vai saber agora por onde anda, eu falei o que acontece se pisar nesta terra de novo, mas o animal é doido, vai saber cabeça de maluco como é e tb não quero o lek na oficina sem eu tar lá.
Colocaram o uniforme depois e saíram depois de Beto me dizer trinta vezes prá não abrir a porta prá estranho nenhum rs, fui no portão com eles, dia tava claro já, seguiram os dois grandão no sentido Cais, eu voltei prá dentro pras tarefas do dia, não precisava fazer almoço, fui pruma boa faxina, trocar lençóis e lavar, serviço ali nunca faltava, antes dei comida pros meus peixinhos, coloquei frutas, arroz e água pros passarinhos das árvores, primeiro a levantar lá atrás foi Seu Aroeira como sempre, sem camisa, com um schortão velho que parecia feito de saco de estopa guardando as coisas dele, bom dia mulekão, bom dia respondi, já foram os dois, faz uma meia horinha que saíram lhe disse, se tiver café, traz um pouco prá mim, entrei, enchi uma caneca e trouxe prá ele acocorado no alpendre, tem cuscus e ovo pronto se o Sr quiser lhe disse, obrigado meu netinho respondeu ele, me conheço, carne do véio é fraca, acabo fazendo besteira novamente se entrar ae dentro , entendi o que ele tava dizendo, fiquei encabulado e entrei prá dentro, Seu Aroeira nunca mais tinha me falado desse jeito novamente.
Depois os três foram trabalhar, deram tchau eu respondi de dentro de casa mesmo.
Arrumei as três camas, os dois sofás, lavei tudo o que tinha sujo, eram duas hs tava tudo pronto, era ruim ficar sozinho o dia inteiro sem vir ninguém prá almoçar, esquentei comida prá mim, almocei, liguei a tv da sala, deitei assistindo National Kid na esperança de dar uma dormidinha e a hora passar.
O sono não veio, abri a janela da sala, fiquei vendo o movimento na rua, das pessoas, carros, trólebus, ônibus, de dia era muito movimento ali, até de noite as vezes tinha muito carro passando tb, uma hora vinha o bonitão de cara séria e o baixinho mais moreno, sempre achei que eram irmãos, agora o alto não usava mais farda do Exército não, deve ter dado baixa pensei, vinham do mercado com certeza, cheios de sacolas na mão, deram boa tarde, respondi, eles seguiram pro caminho da casa deles lá na General, fiquei olhando eles indo, o mais moreno parecia ter minha idade, eu sentia falta de conversar com gente nova, os mais novos que entravam ali em casa era Wantuil e os irmãos, mas assunto deles era só putaria, isso já bastava a que escutava quase todo dia de todo mundo ali de casa mesmo, a tarde foi passando, Seu Aroeira e Preá chegaram, fui prá cozinha fazer janta sem saber se Luciano e Beto iam vir ou não.
Fiquei lá entre a cozinha e o alpendre, Seu Aroeira e Preá tavam dando a última mão de verniz nas cadeiras, um trampo danado prá não manchar o encosto mas a madeira brilhava feito espelho, pelo menos eu não tava mais sozinho agora, cadê Cláudionor perguntei, sei lá disse Seu Aroeira, deve tar comendo veado ae pelos prédios, eu ri, tadinho do Cláudionor, não podia sumir um pouquinho que os outros já falavam mal dele.
Janta tava pronta, me mandei pra sala prá assistir Os Inocentes, mal tinha começado e já tava bombando a novela, ah, e aquele Adriano Reys me lembrava meu Beto todo, homem bonito aquele só.
Novela acabou, deu dez hs, vi que Beto e Luciano iam ficar no navio, já tava é cum saudades do meu Nego, inda pensei em chamar Preá e Seu Aroeira prá jantar comigo mas achei melhor não, já tinha ouvido graça de manhã e Beto tb não ia gostar de gente ali sozinha comigo, jantei sozinho com um canecão de vinho com gasosa junto, aiai, se Beto chegasse ali agora, um tabefe bem dado eu ia levar com certeza.
Tomei banho depois, o bolo de laranja já tava no fim, bati um tortão de banana, coloquei prá assar e fui pra janela, de lá eu vi Cláudionor virando a esquina da Amador vindo prá casa, tava com um sacolão de coisa na mão, parou debaixo da janela, boa noite lek, já sei que tá sozinho, essa hora na janela teu carrasco ia deixar nunca me falou rindo, vieram não lhe disse, vão virar a noite é trabalhando acho e tu, por onde andava, ah respondeu ele, quarta não perco minha roda de capoeira por nada, tava na academia lá da Praça dos Andradas, jantou, lhe perguntei, comi pastel com cerveja lá na Pastelaria do lado, inda pensei em trazer prá ti um garapão mas achei que tava é deitado já, vou desl o forno agora, torta de banana, se quiser entre lá, ô se quero respondeu ele todo feliz, de Claudionor eu não tinha receio nenhum, nunca falava nada de besteiras comigo e adorava minha Mãe tanto quanto Beto.
Fechei a janela, abri a porta dos fundos pra Ele entrar, tirei a torta do forno pensando, ah esse Seu Aroeira, como gosta de queimar Claudionor, ele entrou, o sacolão que trazia era o macacão e a roupa da capoeira dentro, deixa aqui que eu lavo amanhã eu lhe disse, nada lek ele respondeu, Sexta feira a mulher vem pegar as roupa suja aqui, deixa, eu lavo amanhã, vou ter nada prá fazer, as daqui já lavei tudo hoje, blz então mlk de ouro falou ele, sentou, dei café e torta quente ainda prá ele pra comer no prato e fiquei tomando café e conversando, hum mlk, num sei como tu aprendeu a fazer essas coisas mas sai tudo bom demais das tuas panelas, essa torta dá vontade de comer a forma inteira, coma respondi rindo, aprendi lá no Bairro desde novinho no colo das muié de lá, ficava vendo elas fazendo as coisas, ia aprendendo, bem, já tou comido, mais de zero hora, vou tomar um banho e me jogar na cama falou-me depois, boa noite lhe falei, vá dormir tb disse Ele, Beto é meio doido, se bobear ele chega na madruga pro escravo por comida prá Ele, vou mesmo lhe respondi rindo, qq coisa da um berro completou ele, tem três mosqueteiros ae atrás prá acudir e saiu, escovei os dentes e fui dormir no sofá, a cama sem o pernão do Beto prá mim tinha graça nenhuma, rezei prá não ter pesadelo nenhum, ali sozinho ia ser ruim demais e graças à Deus não tive mesmo.
Acordei cedo, já era costume meu, não tinha cuscuz prá fazer, fiz café, comi com torta, almoço tinha pronto, era só fazer arroz fresco, arroz velho Beto detestava, cuidei dos bichinhos e fui lavar as coisas do Claudionor.
Chegou hora do almoço, nada de Beto e Luciano aparecer, vão chegar mortos desse trampo pensei, comi um sanduíche e um pedaço da torta, sentei no degrau do alpendre e fiquei vendo os passarinhos comendo frutas e arroz que eu colocava prá eles, cada vez vinham mais, tico tico, coleirinhas, sairas, bem te vis, rolinhas, eram tudo misturados, gostoso ficar vendo, as cadeiras e a mesa chega brilhavam do verniz nelas, Beto ia ficar contente quando chegasse.
Deu umas duas hs, Claudionor veio só pra falar que Beto tinha ligado na Oficina, tava tudo em ordem lá nos navios, iam voltar hj, só não sabia o horário, prá mim deixar comida pronta prá eles, deu o recado, comeu um pedaço de torta e foi embora.
Deitei no sofá pra ver tv, depois ouvi palmas na porta, fui na janela, era um Sr véinho já, conhecia ele não mas sempre passava por ali pegando garrafas e papelão num carrinho tipo carroça, Boa tarde falou, respondi, Seu Oliveira está perguntou-me, passei lá no trabalho dele, ele não tá lá, respondi que não, tava trabalhando embarcado num navio mas que ia chegar hoje, faça esse favor então pro Tio, me disse, diga à Ele que Januário Carroceiro esteve aqui, ele sabe quem é, geladeira de casa quebrou, se ele não pode ir lá dar uma olhada prá mim, ele sabe onde moro, falo sim, respondi e ele se foi.
Escureceu, os três lá atrás chegaram do serviço, fiz arroz fresco e salada de batata que Beto adorava, começou a novela das oito, acabou, nada dos dois aparecerem.
Tomei banho, vesti a bermuda azul e camiseta branca que Beto gostava, fiz suco de abacaxi, Beto tinha vivido grande parte da vida dele vendendo abacaxi e melão na estrada e tomando suco de abacaxi na casa dele, mas não enjoava nao, virava litros na boca direto da jarra.
Ouvi barulho dum carro parando na porta, olhei na janela, tinham chegado, um carro de alguém lá dos navios tinha trazido os dois, ouvi Beto convidando o Homem prá entrar e jantar, Luciano tirando duas caixas do porta malas, o Homem agradeceu o convite e foi embora, ae Beto olhou prá mim na janela e disse rindo, tem nada pra fazer não vagabundo, entra pra dentro e esquenta a janta, tamo morto de fome, danado tava com cara de bem cansado, Luciano a mesma coisa.
Entraram pelos fundos, as caixas eram uma de whisky, outra de vinho de rico disse Beto, tinham ganhado lá no navio, apertou meu ombro, e ae safado me perguntou, saudades do teu chato, fiquei quieto, ele sabia que eu tinha, foram os dois pro banho, comida já tava na mesa quando sairam, já era quase onze hs e nós jantando ainda, Beto com o peito todo vermelho e arranhado, que foi isso perguntei, umas peça de frigorífico grande e pesada da porra tivemos que carregar lek, tamo os dois no bagaço, dia e noite virados na labuta, só quero massagem e depois dormir hj, tou sem força até pra falar disse Luciano prá mim, comeram, nem escovaram a boca, Luciano foi pra cama, deixa a louça ae bebê, vamo deitar, tou com as costas moida, perna nem sei se tenho mais, vamos pra cama disse Beto me puxando pela mão, deitou de bruços só de cueca, capricha bebê, Pai tá morto, peguei o creme de cânfora, espalhei primeiro nas costas dele e fui esfregando, ai delicia meu meninão, num via a hora de tar aqui disse Ele, tranquilo ontem e hj, tranquilo respondi, dormi no sofá, ele riu, safado reclama mas sente a falta deu com o pernão em cima né, já acostumei dormir assim eu disse enquanto massageava os ombros e pescoço dele, tb senti tua falta sem vergonha, tava a madrugada toda trampando e pensando, se bem conheço, minha cria essa hora tá nanando é no sofá, falei pra Ele do véinho, ixi coitado, de manhã antes de ir prá oficina nós passa lá, é aqui perto, e eu vou pra Oficina de novo hj é lhe perguntei, vai, conheço Luciano, hj não trabalha nem a pau, vou te deixar aqui com ele sozinho mais nunca, safado já deve ter esquecido a surra que levou mês passado, fiquei quieto, Beto sabia o que era melhor prá mim, fui pras coxas dele, chega gemeu meu Nego, faz forte ae lek, as pernas tão moida de cima embaixo me disse.
Virou de frente, eu massageando o peitoral dele e a pirocona dura, ele olhou prá ela, se aquiete safada, tem xaxado hj não pra tu falou rindo, abaixei a cueca dele, passei o creme nela, no saco e massageei tb, ele gostava e até gemia, ô delícia lek me disse mas vai pras pernas se não vou te enrabar cansado mesmo.
Acabei, ele não deixou eu levantar nem pra lavar as mãos, dormimos os dois com xero de cânfora, apertou minha barriga, jogou o pernão e se apagou meu Nego, dormi logo depois também.
Acordei, tentei escapulir da mão e perna dele sem acordá-lo mas era missão impossível, vai lá bebê disse ele sonolento, preciso de mais meia horinha.
Fui preparar o café, enchi um copão e fui tomar sentado no degrau do alpendre, Seu Aroeira lava lá na varanda dele pitando seu cachimbo, chegaram os meninos, sim, respondi, chegaram tarde então, não vi, continuou ele, era bem umas onze hs acho respondi, levei uma caneca de café pra ele, entrei e fui chamar Beto, tava num soninho tão bom Ele, mas conhecia meu Nego, se não o acordasse ia ficar brabo comigo, alisei a cabeça dele, vai dar oito hs Beto eu disse, hummmmmm sussurrou ele, já vou levantar, bom dia meu sem vergonha, fui ajeitar a mesa, ele levantou, se enfiou no banheiro, saiu de banho tomado, foi vestir o macacão e veio pro café, ficamos os dois conversando, ele me contando as coisas e o trabalho lá nos navios, os três lá do fundo vieram dar bom dia pra nós, ficaram tomando café, eu fui tomar banho e pôr roupa pra ir com Beto pro trabalho dele.
Luciano ainda roncava quando saímos, na esquina da São Francisco, os três viraram na direção da Oficina, eu e Beto seguimos lado oposto prá ir na casa do tal Sr Januário, era pertinho, umas duas quadras só.
Era um cortiço feio como quase todos que haviam ali na área, Beto conhecia a casa, já foi entrando, bom dia Dona Luzia disse ele na porta que tava aberta, olá, bom dia Seu Oliveira respondeu Ela, cadê o Homem disse Beto, ah, ele sai às cinco, se não não arruma mais nada prá por na carroça não, entrem disse ela, café tem não, mas tem chá de cidreira, obrigado Dona Luzia, tomamos café inda agora, quem é esse meninão bonito perguntou ela, meu filhote disse Beto, puxou ao Pai disse ela, Beto olhou a geladeira velha deles, tinha quase nada dentro coitados, é gás Dona Luzia falou Beto, antes do almoço passo aqui e ajeito prá vcs, quanto vai ficar ela perguntou, nada não respondeu Beto, eu pego os restinho dos tubos que vão pro lixo lá na oficina e trago, ô Glória disse ela, Deus os abençoem, hj e sempre.
Fomos embora, na saída Beto me disse, miséria danada né lek, cobrar um cruzeiro desse povo é crime maior que assaltar um banco.
Andamos as quatro quadras até a Oficina, tirando Luciano tava todo mundo lá já, da porta do escritório Seu Manoel já deu bom dia e chamou nós dois prá lá, já comeu os bombom tudo perguntou-me, não, respondi, deixei prá abrir só amanhã que tem visitá em casa, pois devia ter comido já minha riqueza, teu Vô te dava outra, sentem-se, sentamos eu e Beto num sofazinho de bambu que tinha lá, Beto foi falando os serviços que tinham feito nos navios, Murilo ia anotando tudo prá fechar o preço, pensei que nem viesse hj falou Seu Manoel prá Beto, serviço foi pesado que eu sei, responsabilidade não me falta Patrão, Sr sabe disso lhe respondeu Beto, sei muito bem falou Seu Manoel, nunca me arrependi daquela Segunda Feira que lhe contratei lá atrás, vc já me trouxe muito dinheiro Rapaz, obrigado Patrão disse Beto, Sr me tirou da rua, me fez cidadão, vou ser sempre muito grato por isso, uma mão lava a outra, bem, sei que vc tá cansado continuou Seu Manoel, tá liberado por hj, vá descansar e só apareça aqui Segunda feira, Eu e Murilo vamos fechar o preço aqui, segunda lhe digo quanto é tua parte e de Assis, já tou descansado disse Beto mas obrigado, vou aproveitar e levar nosso mlk na praia então, danado faz muito tempo que não vê o mar, aproveitar o ensejo, vou levar um gás prá consertar uma geladeira lá perto de casa, anote ae Murilo prá descontar no meu envelope de Março, ah pensei, meu Nego é danado, não cobra e ainda tem gasto com esses extras por ae, já na porta Seu Manoel nos disse, bacalhau na quarta hen, chega de adiamento, mesa tá pronta disse Beto, dessa vez precisa levar vinho não, ganhamos uma caixa mais uma de whisky lá dos homens no navio, oba disse Murilo, me aguarde, na saída vou lá te ajudar a acabar com esse whisky, lhe espero falou Beto, saímos, lá fora começou as piadinha, é, protegido do Patrão tem folga né ficaram dizendo os três à Beto, vão si fuder lhes disse Beto, à noite Murilo vai lá em casa, hj tem é scoth prá nós, uhul disse Cláudionor, comprou no navio foi, nada falou Beto, ganhamos foi uma caixa cheia, txau e saimos.
Atravessamos a praça, no Café Floresta Beto mandou moer um quilo de café, depois subimos pela General, ele comprou um monte de coisa no açougue, mandou separar do pacote um kilo de bife de coxão mole e fomos prá casa, ele abriu a porta, guarda as coisas lá lek, nem vou entrar, te espero aqui, Luciano continuava dormindo, fomos lá na Dona Luzia, Seu Januário tava lá fora na porta, entramos, Beto deu o café e o pacote com bife prá Dona Luzia, ê seu Oliveira falou Seu Januário, nós tem como pagar esses luxo não, è nada não disse Beto, ganhei duns freguês lá na Oficina, trouxe prá vcs, em casa já tem sobrando, graças à Deus, Beto foi prá geladeira pôr o gás, Dona Luzia pro fogareiro fazer o café, cadê a molecadinha perguntou Beto, graças à Deus Madame Sarah arrumou uma creche prá eles dia inteiro lá na 7 de Setembro, levo 7 hs da manhã, busco as cinco, já vem os três comido e de banho tomado, respondeu Dona Luzia, sei quem é essa Madame Sarah falou Beto, mas muitos anos não a vejo, uma Santa falou Seu Januário, é dona de bordel mas prá nós é Santa.
Dona Luzia deu café pra nós, tomamos, Beto arrastou a geladeira pro lugar, daqui meia hora pode por na tomada lhes disse Beto, qq coisa só bater lá em casa que volto, Seu Januário foi com a gente até o portão, aquele trecho aquela hora já tava entupido de carrinheiros que moravam por ali, abençoados sejam nos falou o Sr e fomos embora.
Entramos em casa, Luciano tinha levantado, vimos pela louça suja na pia e tava dormindo de novo, põe uma roupa decente lá lek, vamos pegar um bronze, esquenta com janta hj não, vamos assar umas carninhas e jogar uns litrão prá dentro de noite, inaugurar essa mesa abençoada.
Entramos no quarto, Beto pôs um schort branco de jogar bola, eu já sabia o que era roupa decente prá mim, bermuda e camiseta de manga, atravessamos a rua, subimos no primeiro ônibus, todos que passavam ali iam até a praia.
Sexta feira, praia já tava entupida, Beto pegou duas cadeiras num quiosque, colocou um pouco afastadas elas prá nós, pegou uma garrafa de Antarctica e uma Crush prá mim, pediu pro rapaz fazer dois sanduíches, tiramos as camisas, os olhares começaram prá Beto, meu danado sem camisa com aquele corpão só de schort, até homem olhava, depois fomos prá água, um calor duns 40 graus tava, deu duas da tarde nós dois já tava queimadão, voltamos pro quiosque, eu não quis nada, Beto pegou outra Antarctica, ficamos lá sentados conversando, e ae safado, tá feliz, esse ano tu num tinha pisado em praia ainda, tou, respondi, por mim vinha é todo dia, ele riu, eu tb lek vinha todo dia se pudesse me disse, mas não posso, eu ri tb e falei, todo mlk da minha idade vem pra praia sozinho, ele piscou o olho esquerdo, mas tu num é todo mlk seu danado, tu é o meu mlk, vêm sim mas quando eu puder vir, chato eu disse à Ele, chato, carrasco, mandão e tarado por ti safado e tu gosta deu assim mesmo que eu sei, tou mentindo me disse, não seu chato, respondi, então pronto, nós se entende, isso que interessa falou prá mim.
Umas quatro da tarde, fomos embora, bora na caminhada bebê, falou Beto, era bem umas 14 quadras até em casa, mas gostoso o caminho, muita coisa e gente prá se ver.
Voltamos pelo Canal 3, pela calçada rente ao canal, defronte à uma loja de bicicletas ele parou e disse, foi aqui que conheci Alberto, o macaco tava dormindo, era umas nove da noite, quando encostei o pezão com o sapato todo sujo e furado, o dedão mais sujo ainda na cara dele, ele acordou, olhou prá cima assustado, deve ter pensado, chegou minha hora, que tá fazendo aqui urubu, este é meu ponto, ah desculpa disse ele tremendo, não sabia que tinha dono aqui não, bixo era magrinho, eu todo grandão, pois tem eu falei, volta prá tua Febem macaco, sou de Febem não disse o danado ainda no chão, sai do Educandário esses dias, mandaram eu pro Albergue mas não gostei não, preferi a rua mesmo, gostei do jeito educado no falar dele, qual teu nome frango de encruzilhada perguntei-lhe, Alberto dos Santos respondeu ele, ai fudeu, safado tinha o mesmo nome meu, eu tava cansado de não ter com quem conversar bebê, nas ruas eu nem chegava perto de ninguém, o povo se afastava com medo de serem roubados acho, só os viado que vinha com conversinha prá mim mas eu não dava trela, sabia bem o que eles queriam e tu sabe que não nasci prá sugar veia de ninguém não, ae disse prá ele, hj pode dormir aqui, fui pro outro canto, forrei com meus papelão e deitei, tenho uma tatuzinho aqui disse Ele, se quiser um gole prá ajudar no sono, já tou fudido na vida eu respondi, se virar cachaceiro tb me lasco de vez, quero um dia ainda ter um quartinho, um trabalho honesto rapaz, já fui gente, quero ser de novo, tu tem família me perguntou ele, já tive, das boas mas não querem mais saber de mim não, respondi, depois dormimos.
Eu acirdava cedo lek, muito cedo, se não os peão da oficina chegavam, jogavam água em mim, naquele tempo ae era só oficina, depois que virou loja, Alberto tava no sono ainda, deu na telha, acordei ele com o pé, levanta rapaz, já já chega os peão e te mete um balde dágua na fuça, ele levantou e do nada saímos trocando idéia pelas ruas, ele falando da vida dele em juizado, orfanato e eu falando da minha, viramos amigos assim do nada, arrumei uns pão amanhecido prá nós comer, no mesmo dia à noite ele já tava me chamando de Pai, tinha um filho pretinho agora eu pensei, foi bom, eu ensinava as coisas na rua como era, ele me fazia companhia nas andadas, foi bom pros dois.
Eu não falei nada, já sabia a história mais ou menos de Beto e Alberto, só não sabia os detalhes, ficava triste quando Beto falava da vida de rua dele, danado era tão limpo, ficava pensando como tinha sido difícil a vida dele pelas ruas da nossa cidade, seguimos andando, na Luiza Macuco entramos em direção à Conselheiro, em frente ao Centro de Saúde ele me disse, aqui que tu vai vir com Cláudionor prá ver teu bracinho, semana que vem não passa, eu já vim aqui uma vez eu lhe falei, fazer o que ele perguntou, tirar uma tal Abreugrafia respondi, lá na Comissária onde eu trabalhava mandaram, ah tá falou ele, é prá saber se tu não tinha a tisica bebê, os Patrão manda tirar mesmo.
Pegamos a Conselheiro, subimos a 7 de Setembro prá ir no Mercadão Municipal, ele queria comprar abacaxis prá mim fazer com sal e vodka, o povo gostava, pegou quatro abacaxis e uma melancia gigante e fomos prá casa.
Assim que entramos, fomos tomar banho, depois fui lavar as roupas da praia, senão o sal manchava tudo, ah safados disse Luciano saindo do quarto, foram prá praia nem me chamaram, morto que nem tu tava Beto respondeu, num guentava nem chegar no ponto de ônibus, ainda voltamos na caminhada, Luciano riu, eu tava morto mesmo, um sono da porra, tempera as carnes lek disse Beto prá mim, já já Murilo chega com a turma, ê, vai ter farra é falou Luciano, não, disse Beto, Murilo vem tomar uns whiskies com nós, peguei umas carnes prá acompanhar, veja se as formas de gelo tão tudo cheias tb lek continuou ele, se não tiver providencie, depois faz os abacaxis prá petiscar.
Beto cortou os abacaxis em gomos prá mim, disso ele manjava, fiquei fazendo as coisas, ele e Luciano ficaram lá fora admirando a mesa nova, quando Murilo chegou com os outros três já tava tudo pronto, até macarrão e arroz fresco tavam tudo prontinho, vai tomar outro banho lek, tá todo suado de novo, tomei, entrei no quarto prá me vestir,, Beto veio com um copo de whisky na mão já, ficou me olhando, que foi Nego perguntei, nada disse Ele, quero ver a marquinha que a bermuda deixou na tua bundinha do sol de hj, isso bebê, fica vermelhinho, do jeito que o Papai gosta, nem põe bermuda azul continuou ele, senão com whiskão na cabeça, acabo te estourando todo hj, três dias sem meter, meu leite já virou requeijão dentro do saco, vesti uma bermuda amarela e fomos lá pra fora.
Traz os abacaxi lá rapazinho mandou Beto em seguida, ficou lá assando as carnes, oba que tou vendo que a farra vai ser boa hj, esse abacaxi do mlk dá é mais vontade de beber disse Murilo, que milagre foi esse Beto de levar o lek na praia perguntou Claudionor, milagre nenhum, ganhei folga, tive tempo, só isso respondeu Beto.
Dona Guilhermina lá do outro lado gritou pedindo uns ramos de coentro, tava cozinhando peixe prá janta, tirei do canteiro e Beto entregou à ela, minha altura não alcançava o alto do muro, Sra tá fazendo janta, tamos assando uma carninha aqui, ia lhe chamar falou Beto, ora pois, comemos o peixe e deixamos um espaçozinho pra carne uai, logo estaremos ae, gosto de tar com jovens respeitadores feito vcs disse ela.
Miguel chegou do trabalho dele, Sexta feira já era normal ele vir prá casa antes do trabalho no baile, eita que tá queimadinho mlk, pitelzinho mesmo, trouxe um livro prá ti, me entregou, era O Cortiço, Beto pegou o livro na mão e disse, fica enfiando besteira na cabeça do mlk, ele viu cortiço hj foi ao vivo já, foi em papel não, ignorante respondeu Miguel como sempre à Beto.
Horas foram passando, pessoal tava animado virando os whiskies e se fartando de comida, Seu Orlando chegou com Dona Guilhermina, Beto serviu eles todo animado, tava feliz mas meio alterado já, conhecia meu Nego, tou é lascado hj pensei, Beto quando tomava umas a mais, montava em mim e esquecia de descer.
Miguel tomou banho, jantou, se despediram ele e Luciano e foram pro Baile, os outros três iam mais tarde, hehe bebê, me falou Beto uma hora que eu tava sozinho na cozinha, se prepara que hj tá do jeito que o Pai gosta, só nós em casa, passou a mão na piroca, hj tem chumbo grosso te esperando, nem falei nada, sabia que tinha mesmo.
Deu meia noite, Murilo já bêbado foi embora, Beto insistiu prá ele dormir em casa mas ele não quis, minha gorda vira um demônio quando durmo fora disse Ele, Seu Aroeira, Claudionor e Preá tb saíram pro baile, ficou eu arrumando a bagunça e Beto continuou bebericando seu whisky e me pentelhando, eu tava na pia lavando a louça, ele me apertou forte por trás a cintura que estremeci, tou meio bêbado lek mas fica com medo não, machuco só um pouquinho tá, vou tomar banho e te espero na cama.
Fui pro banho depois tb, entrei no quarto nú, ia por uma samba canção, Ele tava deitado nú com a piroca dura na mão, vêm pelado rapazinho, por roupa só prá eu ter o trabalho de tirar, vem logo, deitei do lado dele, ele já puxou minha cabeça prá baixo, primeiro vou gritar meus ai mamãe meu mlk, depois quem vai chamar por mamãe vai ser tu, Pai tá atacado hj.

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7 Comentários

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  • Responder Baby Boy ID:vpdkriql

    Amo essa novela

    • Marcus ID:19p2lvrzj

      Obrigado Querido. Bjão. Boa noite.

  • Responder luiz ID:dlns5khrd

    Conto chato, esse namoro de Beto mas lek ja deu ate demais

  • Responder Branquinho ID:dlo3mj9qj

    Eita, o lek vai se dar bem! Hege

    • Marcus ID:19p2lvrzj

      Com certeza rs.

  • Responder Sla ID:1daicwpzrd

    🤤continua, amo ver as fodas dele,espero que o Beto esteja bem malvadão

    • Marcus ID:19p2lvrzj

      Vlw Querido. Postei um capítulo agora há pouco. Bjão. Boa noite.