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Inocência Maculada, 9

1931 palavras | 3 |5.00
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Claudio viaja no tempo e relembra uma sexta-feira no apartamento de Beatriz, da foda na banheira e no flagra da pequena Juliana…

“Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!”
(Mario Quintana)

📑 9 – Recife das surpresas e de amores antigos
🗞️ Não confundam as coisas… Pegar não é amar… Fazer sexo não é fazer amor… Ficar não é namorar… Sorrir não é ser feliz e, chorar não é estar infeliz. Nem sempre o que se demonstra… É o que se sente. Então não confundam as coisas.
São coisas da vida que constrói a própria vida, não há como negar que Valéria não fez sexo, fez amor!

📅 3 de janeiro de 2012, terça-feira – No apartamento (Conversas com Valéria)
📌 (Precisava mesmo ter aquelas conversas para entender, ou tentar entender, acertos e erros…)

— E…, quando tu foi, tu…
— Não pense ter sido fácil… – suspirou acariciando a mão da sobrinha – Sabe, Valéria…. Até entrar naquele avião eu…, sei lá!… Mas tinha que ir, outra oportunidade como aquela nunca voltaria ter…
Ficaram em silêncio querendo falar sem conseguir, o clima denso e tenso parecia apalpável. Ele pescando impressões, detalhes daquele momento crucial em suas vidas e ela, de novo, sofrendo o que lhe parecia impossível de acontecer.
— Foram os cinco minutos mais longos de minha vida… – a voz embargada parecia não querer falar – Tinha vontade de desistir, de voltar correndo…
— Não fui no aeroporto, não tinha coragem de…, de te ver saindo de…, de nossas…, minha vida – foi estranho aquela lágrima teimosa que pulou dos olhos – Mamãe…, ela foi e…
— Foi…, você não… – tentou sorrir naquela recordação que ainda doía – Talvez se…, talvez se você tivesse ido…
— Não sei Dinho, talvez eu tivesse medo de que…
— Se você estivesse lá eu… Tenho certeza…, ia desistir…
— Eu sabia, eu sabia e foi…, a mamãe também sabia – levantou, ele olhou para ela, nunca deixaria de ser sua menininha – E como vai ser?
Claudio sorriu, era sempre assim. Bastava um assunto tocar na dor para que mudasse.
— Como vai ser o que, doidinha?
— Vamos levar tudo ou… – sorriu – Tu não tá querendo ir amor…, Tu é quem sabe…
— Não…, claro que vamos… – ainda tinha um pouquinho de medo – Finalmente dona Dolores consegue me arrastar pra casa dela…
— Lá é grande e…, ela ficar sozinha…
Novamente estava embarcando em uma viagem ao desconhecido como tinha embarcado há 14 anos só que o novo desconhecido não era tão longe e tão desconhecido…

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(Recordações)
📅 8 de março de 1997, sábado – Recife (Encontros)
📌 (O destino é um ente estranho.)

Estava em Recife há quatro dias morrendo de saudades da terrinha, não fazia calor de lascar, era um calor de turista em terra estranha.
— Como é o nome dessa igreja… – perguntou para o sorveteiro.
— Basílica de Nossa Senhora do Carmo…, o moço não é daqui?
— Não…, obrigado… – o sorvete ajudava matar o calor.
Sentiu como fosse uma formiga olhando o prédio imenso, entrou. Apenas algumas poucas pessoas ajoelhadas em suas preces.
— Moço, tu viu a mamãe?
Uma garotinha parada olhando pra ele.
— Não amorzinho… – acocorou – Você está perdida?
— Não…, só tava vendo o menino… – apontou para um nicho com imagem da santa segurando a mão de Jesus menino – a mamãe tava aqui e…
— Como é seu nome…
— Juliana… – sorriu um sorriso de anjo.
— E sua mãe, como se chama? – era estranho, aquela menina parecia com alguém de seu passado – Como ela é?
— Bia… – olhava para ele como se já o conhecesse – Tá alí, moço…
— Julia! – uma senhora gritou e correu.
Claudio levantou e sentiu uma pontada no pé da espinha, a mulher também parou estática olhando espantada.
— Dinho?!
— Beatriz!
— Meu deus…, Dinho!
As duas meninas não entenderam, não tinha como entender aquele abraço e gritos da mãe.
— Menino! Que tu tá fazendo aqui?
Talvez a outra menina tenha estranhado o beijo na boca do moço, a pequenininha não.
— Vim fazer uma especialização… – falou sem desviar o olhar do rosto da antiga companheira de aventuras – Meu deus, esse mundo é bom de viver por isso… E essas são tuas filhas?
— Dinho…, Dinho… – outro beijo sem ter respondido – Nunca pensei…, são…, são minhas meninas…
— Achei estranho… – tornou acocar – Essa me…
— Juliana e essa Manoela…
A pequenininha foi a que primeiro gostou do moço, Manu demorou um pouco antes de se deixar levar pelo gostar.
Saíram da igreja e andaram, de mãos dadas pelo largo conversando das saudades. Entraram em uma lanchonete.
— Pronto, conquistou minha menina… – sorriu, Juliana estava empoleirada em seu colo – E tu está onde?

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📅 3 de janeiro de 2012, terça-feira – No apartamento

Valéria sentou na almofada.
— E tu sabia que ela morava perto de lá?
— Não…, faziam uns dois anos que não tínhamos notícias dela…
— E aí, vocês…
— Conversamos, trocamos telefone e…
— As meninas não acharam estranho tu…, vocês se beijarem?
— Depois, quando voltamos a nos encontrar…, Manu falou que achou, a anjinho não…
— E ela, a tia ainda estava casada?
— Estava… – suspirou, aquelas recordações mexia com ele – Só conheci Júlio uns vinte dias depois…
— Ele era da marinha, não era?
— Capitão aviador embarcado no Minas Gerais…
Puxou a sobrinha para seu colo bolinando no peitinho intumescido, Valéria suspirou e tirou a camisa de meia.
— E como foi que vocês…
Claudio suspirou e, novamente, voou para trás no tempo…

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📅17 de março de 1997, sexta-feira – Recife (Recordações na cama, surpresas no quarto)
✒️ (Não sei porque fui parar lá, só sei que o que aconteceu naquela sexta-feira mudou não somente minha vida em Recife, mas a das meninas…)

— Tu tá onde? – a voz de Beatriz ao telefone.
— Sei lá! Tô numa, espera… – olhou a placa – Avenida Dantas Barreto…
— É pertinho daqui, tu tá fazendo o que?
— Tô procurando a Capela Dourada…, tu moras perto?
— Moro, espera…, faz isso, vê se acha a Gelato…, um restaurantezinho gostoso e me espera, demoro nada…
Almoçaram juntos, conversaram sobre as aventuras sacanas e Beatriz lhe levou para conhecer o apartamento.
— As meninas só chegam depois das cinco – fechou a porta – Júlio tá no mar…, aceita uma bebida?
O apartamento onde morava cabia com folga naquela sala e a varanda com a pequena piscina parecia o lugar mais aprazível.
— Pode fumar…, Júlio também fuma… – também acendeu um cigarro – A moleca vive perguntando por ti… Tu conquistou as duas – sorriu – A mim…, sempre…
— Quando Juliana perguntou se eu te tinha visto…, não sei, pareceu que tinha voltado no tempo… – sentou no sofá de vime – Ela é você pura…
— É muito mais eu que tu podes imaginar – riu e sentou no colo – Tô com saudades de nossas escapadas…
— Tu já tá começando… – acariciou o rosto da amiga de aventuras – Aquele beijo na igreja…
— Fiquei molhada… – pegou a mão e colocou entre as pernas e sentiu o dedo bolinar a boceta – Quando te vi conversando com Juju…
— Estranhei…, parecia até que já me conhecia… – afastou a beirada da calcinha e pincelou o dedo nos grandes lábios, Beatriz suspirou – Está carequinha…
— Do jeito que tu gosta… – abriu as pernas e beijou a boca vivendo o que já tinha vivido – Juliana…, hum…, hum… Ela…, hum…, não…, espera…, espera…
Ele esperou, o dedo atolado na gruta que tinha batizado no quintal da casa de Suelen. Beatriz lembrava, não era preciso que falasse, lembrava das traquinagens no educandário, nas surubas com as amigas no ginásio.
— Vamos…, vamos pro quarto… – sentiu o dedo sair – Vamos Dinho…
Não era de espantar depois do tamanho da sala, o quarto imenso e a cama majestosa coberta de cetim róseo brilhante.
— Teu apartamento é…
Beatriz riu e tirou a roupa antes de se atirar no colchão macio, Claudio suspirou, era a maluca de sua vida. Maluca loira de olhos que brilhava e cabelos doirados cacheados de corpo bonito, seios pequenos, cintura de violão e bunda arrebitada.
— Preferia a casa de mamãe… – aquele sorriso sacana iluminando o rosto – Ou o quarto da Su…
— Tu lembras? – tirou a camisa, deixou a calça cair e sentou na beirada da cama – Tu dava o tom… – antigas lembranças pipocava na cabeça – A gente não tinha nada na cabeça…
— Mas era bom… – sentou revivendo as coisas que aprenderam juntos – Foi o melhor tempo de minha vida e…, e tu dava conta da gente – suspirou e engatinhou e sentou no colo que já foi seu – Meu cu ainda vibra lembrando…
— Lembro… Tu era doida… – sorriu e lambeu o biquinho do peito, ela gemeu – Foi tua culpa minha primeira suspensão…
— Foi nada, aquela pretinha era muito escandalosa…
— Tadinha de Joana… – riu – Mas você deveria estar vigiando…
Sorriram abraçados e voltou se sentir menina moleca quando ele levantou lhe carregando para o banheiro.
— Me dá banho… – sorriu abraçando a cintura com as pernas – Tô precisando…
Tudo naquele apartamento era imenso, no banheiro uma jacuzzi que caberia folgado uma família arrodeada de samambaias que dava impressão de ser piscina no meio do mato.
— Espera… – desceu do braço abraçado e ligou a cascata – Pronto, nossa cachoeira…, lembra da Queda do Jacinto?
Quando viu a banheira e as samambaias foi seu primeiro relampado de lembrança, mas mesmo já se indo quase vinte anos as sensações pareciam as mesmas. Entraram na banheira de mãos dadas como tinha sido naquele domingo perdidos no meio da mata.
— Essa vida é gostosa… – sentou no colo – Nunca…, nunca pensava em…
Já tinham perdido muito tempo com recordações e o beijo foi o gatilho, a sensação de voltar sentar no cacete duro e o desejo desejado.
— Ai!…, ui…, Dinho…, ui! – e aquele sorriso sacana iluminava o rosto, a ponta da língua mordida no lábio fino – Porra cara…, porra… Ui.., espera, deixa…, ai… hum…, não…, hum… Deus…, deus…
Boceta cheia e os gostos gostosos da infância bolinava o cérebro fazendo jogar gozos gozados e, como era antigamente, ele não mexia, era dela a xoxota espetada e era ela quem rebolava esfregando a pélvis lisa, sem pelos.
— Mamãe!… Mamãe!…
Claudio gelou, as meninas tinham chegado. Beatriz não ouviu, não tinha como ouvir espetada no cacete que lhe tinha feito mulher e gozava, arfando, esfregava a xoxota sorvendo o pau duro, olhos fechados, mente aberta para as sensações que lhe remetia ao passado.
— Bia…, hum…, Bia… – a voz embargada de gozo – Bia, para Bia…, Bia…
Não olhava, não via a pequenininha olhando para eles com olhos de alegria sem ter noção do porque da mãe gemer e ele não olhava que a menina olhava.
— Mamãe…
Beatriz abriu os olhos, viu a filha parada olhando para eles.
— Bia, para Bia, para…
Ela não parou, olhava para a filha que olhava para ela. Não tinha como parar, os gozos parecia não parar.
— Posso banhar também?
Beatriz sorriu louca de estar fodendo, não ouviu direito, viu a filha tirar a roupa e correr, e gozou gemendo.
— Não para Dinho, não para… – sorria para a filha – Ui…, deus…, hum… Vem, vem…
Juliana entrou, Claudio não via, estava de costas, tinha ouvido e não viu a garota sorrir e nem o sorriso gozado de Beatriz…

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📰 Você leu o episódio 9 de 18. Continue lendo, vote e comente…

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3 Comentários

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  • Responder Armando

    Não sei como pode haver leitores que não se deliciem com este Autor. Mas tudo bem. O gosto é livre. E a ignorância erótica também, tudo tem seu tempo. Quem sabe em algum momento, este Autor seja reconhecido. Se não como o melhor, porque se respeitam opiniões, certamente um dos melhores deste Universo de Relatos Adultos ( que neste caso, trazem tantas deliciosas crianças/mulheres porque são assim desse as fraldas…) Deliciosa fantasia, sonho e desejo….
    Obrigado

  • Responder Claudio Alberto

    Sabe gente, relendo esses meus escritos sinto voltar no tempo, isso tudo o que escrevi são momentos de minha vida que repasso para você.
    Leia, reflita e, se achares que devo, comente e/ou vote!

  • Responder lyah

    n creio que alguem esteja acompanhando isso, escrita chata, mto enrolada, mtos detalhes menos das cenas de sexo, o publico esta aki pra gozar, se eu fosse vc publicava no wattpad ou algum site em que realmente leiam isso. boa sorte