Meu enteado – 3ª parte

1ª Parte e 2ª Parte – Qualquer coisa que o meu enteado pedir, quiser, eu farei. Esse raciocínio trespassa meus pensamentos enquanto me entrego todo e de uma só vez a ele. Matheus percebe que estou inteiro à sua disposição e não titubeia em avançar qualquer sinal à sua frente, derrubar qualquer obstáculo que venha a se interpor diante da sua jornada… Sinto calafrios embaixo da água fria do chuveiro quando seus beijos tomam conta do meu pescoço e do meu peito de forma rude, enquanto seus pelos roçam minha pele mais que desnuda e suas mãos apertam minha bunda e uma de suas pernas se envolve ao redor das minhas, como se me aprisionasse dentro da sua masculinidade, como se dissesse, mesmo sob o silêncio que nos permeia, que a partir daquele instante eu serei seu.
__ Por que você está fazendo isso? __ ouso perguntar, entre sussurros e gemidos.
Matheus não responde. Sua virilidade indo e vindo no vão das minhas pernas é a resposta que eu recebo, e no meu caso, com plena satisfação.
Me contorço a cada estocada que recebo. Sua pika roçando com relativa violência na minha pele me deixa cada vez mais inebriado. Não me importo em deixar que transpareça toda a sofreguidão que se alastra pelo meu corpo, não deixando dúvidas que eu o desejo também inteiro, sem limites…
__ Vou te fazer provar o meu gosto e garanto, tio, que não vai querer me deixar mais __ o ordinário deposita as palavras como cálices de vinho em meus ouvidos, mordicando minha orelha, brincando com sua língua.
Suspiro. Forte. Então decido tomar um pouco o controle da situação. Quero mostrar a esse menino que ele também vai querer provar mais de mim. Quero deixá-lo viciado… O encosto na parede num gesto brusco, a fim de não deixá-lo se defender, e então começo a lamber os seus mamilos, a mordiscá-los, acariciando bem de leve as laterais de seu tórax definido. Seus pelos se arrepiam com o toque macio que proporciono com a ponta dos meus dedos. Ele geme. Baixinho.
Desço minhas mãos até sua virilha. Quero o seu caralho. Não consigo conter um sorriso ao sentir, finalmente sem qualquer resistência, o seu músculo rígido. Matheus percebe. Está me encarando e sorri também e me beija. Quente. Apaixonado. Há muito eu não sentia mais essa sensação. Nenhum dos meninos a que eu e o Mauricio ficamos conseguiu me proporcionar algo parecido, por mais mecânica que fosse durante a trepada as quais nos submetemos durante a hidráulica do sexo sem qualquer sofisticação.
Matheus empurra minha cabeça para baixo, na direção do seu sexo. Se eu ainda aguardava qualquer tipo de autorização, ela, agora, estava dada.
Desço. Vou abrindo caminho entre a água que escorre pelo seu peito, pela sua barriga e pelos poucos pelos que encontro por essa fascinante estrada. Meu enteado se contorce com a brincadeira, com o joguinho dessa preliminar. Seu caralho parece ficar ainda mais duro… Quero provocá-lo ao máximo. De repente recebo um tapa na cara, forte. Levanto o meu rosto em busca de uma resposta e me deparo com um sorriso cínico e ordinário estampado no rosto de Matheus.
__ Se quer ser minha puta, tio, vai ter que mamar minha rola até eu pedir pra parar, ouviu bem?
Nossos olhares se cruzam. A tensão acordada se registra. Me derreto diante do tratamento rameiro que recebo. Não demoro e então abocanho a pika que está a minha disposição. Até o talo, levando ao delírio o meu enteado. Começo bombeando-a, sugando-a beijando a cabecinha, depois mudo de posição e parto para o eixo e as bolas enquanto meu menino arqueia o quadris para que seu membro entre ainda mais dentro da minha boca.
__ Filho de uma puta! Você mama gostoso tio. Caralho… Meu pai tirou a sorte grande.
E recebo mais estocadas na minha garganta. Como todo jovem, Matheus se empolga e eu sou forçado a afastá-lo de vez em quando para recuperar o ar perdido, mas logo retorno ao meu trabalho, concentrado em chupá-lo, em deslizar seu cacete para dentro e para fora da minha boca. Minha mente está vazia. Não penso em nada, por incrível que possa parecer, somente nesse órgão carnudo palpitando entre os meus lábios, na sensação de sua cabecinha deslizando na minha língua e nas cócegas que seus poucos pentelhos fazem nos meus lábios e no meu queixo.
Sou surpreendido sendo levantado. Matheus me coloca de pé e depois de beijar a boca ele mesmo desce até o meu cacete e começa a mamá-lo. Sua boca é quente, úmida. O vai e vem que proporciona no meu pau é inebriante. O moleque sabe mamar uma rola. De repente sinto um de seus dedos na minha bunda e não penso duas vezes: arqueio minhas pernas, liberando a passagem para ele. O garoto não se faz de rogado e então enfia um segundo dedo, fundo, e eu, então, me agacho um pouco mais para que ele os penetre em dificuldade. Fecho os olhos. Quero sentir, literalmente… Um terceiro dedo me invade e ouço Matheus anunciar que quer me fuder. Respondo na hora que eu já tinha esperado demais.
__ Vamos! __ ele anuncia ao mesmo tempo em que se levanta, fecha o chuveiro e me arrasta para fora do banheiro.
Seguimos rápido pelo corredor e quando percebo a direção que está sendo tomada, resisto. É o meu quarto. O quarto do pai dele.
__ O que houve? __ ele se vira, sem soltar minha mão.
Eu meneio a cabeça, um tanto indeciso, mas deixando claro minha decisão.
__ Qual é tio. Me deixa te fuder na sua cama. Quero você sendo minha puta nessa cama enorme. Vai? __ ele termina sua frase vindo em minha direção, mas eu me afasto.
__ Não. Na mesma cama e m que eu me deito com o seu pai, não.
__ Porra __ ele solta minha mão e dá meia volta ali mesmo no pequeno espaço do corredor __ Qual o problema? É só uma cama. Depois trocamos os lençóis…
__ Então, Matheus __ eu o encaro, firme __ É só uma cama. Podemos ficar na sua
__ Por favor, tio. Por favor__ ele se ajoelha diante de mim e me beija o umbigo, a barriga, a virilha __ Por favor. Me deixa ser seu macho ali dentro. Prometo que depois dessa foda nunca mais vou trepar contigo ali. Juro.
Permaneço em silêncio enquanto sinto seus lábios e sua língua. Uma parte de mim está prestes a sucumbir, mas a outra metade se esforça em, ainda, fazer prevalecer a autoridade de padrasto… Me abaixo até ele e o encaro:
__ Você está tentando disputar com o seu pai é isso?
__ Porra, tio, já te falei pra parar com esse lance de querer me analisar __ ele tenta se levantar, mas eu não deixo.
__ Olha nos meus olhos e diz a verdade.
Ele resiste, mas por fim me encara. Eu sinto um calafrio percorrer minha espinha temendo o que possa ouvir.
__ Tem certeza que quer me ouvir dizer o óbvio?
__ Matheus…
Meu enteado me beija e caímos no chão.
__ Eu te amo, caralho __ ele confessa, sussurrante __ Pronto. É isso que quer ouvir? É essa a certeza que quer ter?
Minha cabeça gira. Por um instante pareço deixar o meu corpo.
__ Matheus, por favor, ainda temos tempo…
__ Não fala mais nada. Não quero que estrague, talvez, minha única chance de estar com você… por favor.
Ele me pede olhando bem dentro dos meus olhos. Não vejo, nesse momento, um rapaz diante de mim, mas um homem, decidido, resoluto.
Seus beijos voltam a tomar conta do meu pescoço, dos meus lábios e seus dedos também retornam para dentro da minha bunda. Por mais tesão que toda a situação me proporciona, sinto o chão duro e não consigo relaxar. Levanto e pego as mãos de Matheus, terno, e então o levo para dentro do meu quarto, onde, antes de caímos sobre a cama, informo, lhe acariciando o rosto: __ Essa será a única vez, ouviu bem? A única. Nenhuma outra.
Ele sorri e meu coração dispara diante do raio de felicidade que trespassa em seu semblante. Nos deixamos rolar sobre o colchão, enfim.

Tudo o que eu imaginei consegui realizar sobre o corpo do meu menino, cada pedaço de sua pele ele me deixou aproveitar, sentir o seu cheiro, gravá-lo em todas as partes do meu corpo, recebendo em troca a mesma efusão de caricias, de envolvimento, de puro tesão.
__ Chegou a hora Fernandão __ Matheus diz se sentando na cama, me pedindo uma camisinha.
Aponto para o criado mudo, onde ele está sentado perto, e ao abrir a gaveta um grupo de preservativos surgem à sua frente. Sorrindo, maroto, meu enteado se protege e sentado me chama para sua pika. Eu arqueio a sobrancelha. Não tenho como negar que vou sentir alguma dor antes do prazer, mas dou de ombros e caminho para o cadafalso. Fico de costas para Matheus e me ajeito até começar a ir me abaixando, mas ele não me deixa escolha e me força a sentar de uma só vez sobre o seu caralho que me invade, rasgando… Deixo escapar um grito de dor. Sim. O cacete escorrega inteiro ate minha bunda alcançar o seu talo. Não consigo disfarçar a dor e o desconforto inicial, mas meu enteado me beija o pescoço, o rosto, e diz que é dessa forma que ele vai me marcar.
Permaneço em silencio ate que consigo me adaptar ao caralho que está dentro de mim e começo a cavalga-lo, primeiro devagar, e aos poucos impondo o meu ritmo de prazer. Matheus me xinga, me trata como uma rameira mais uma vez e isso só faz o meu tesão aumentar ainda mais; logo ele se levanta um pouco, não me deixando sair de cima de sua pika, e cautelosamente me coloca de quatro sobre a cama e desliza para dentro de mim, novamente, de uma só vez, chegando a me empurrar para frente. Ouço um som gutural sair de sua boca.
__ Agora quem vai cavalgar serei ei, sua puta.
Matheus emaranha seus dedos pelo meu cabelo e puxa minha cabeça para trás e com a outra mão toca um dos meus mamilos enquanto manda ver no meu cu, sem pena. Minhas costas se arqueiam um pouco de dor, mas eu não reclamo. Sinto sua respiração quente na minha orelha. Ele arfa. O ar está explodindo de suas narinas como se fosse um garanhão enlouquecido.
__ Por favor… __ eu balbucio __ Se continuar assim eu vou gozar __ seguro o meu pau, me masturbando e me controlando…
Matheus parece não me dar ouvidos e continua a me comer desesperadamente. Eu não resisto mais e gozo. Jorro em cima do lençol. Minha porra escorre e meu enteado não para de meter em mim, galopando minha bunda sem parar, enfiando cada vez mais fundo. Minha entranhas, definitivamente parecem estar sendo rasgadas.
Finalmente ele também goza. Seu corpo se agita em espasmos. Um silêncio toma conta do quarto, mas o caralho de Matheus, mesmo amolecendo, ainda permanece dentro de mim. Logo ele sai e o sinto cair para o lado. Parece exausto. Eu o fico observando por alguns instantes até receber o convite para deitar ao seu lado. O faço e recebo os seus braços em torno de mim.
__ O que vamos fazer agora Matheus?
__ Podemos descansar um pouco? __ responde com uma voz que parece se distanciar.
__ Não estou falando do agora…
__ Relaxa, tio… Relaxa.

Estou sentado sobre o pequeno sofá no canto do meu quarto, observando meu enteado, dormindo como uma criança inocente. Olho para a janela. O dia está começando a amanhecer. Me volto para o corpo nu de Matheus deitado sobre a cama. Seu corpo, firme, descansando em cima do lençol emaranhado, cobrindo quase toda a cama com sua pele clara como um manto, é um deleite onde me rendo fascinado diante da sua natureza quase etérea. Seus braços e pernas, naturalmente definidos. Seus lábios, tão bem desenhados… E o que dizer de seu peito, completamente liso, assim como todo o resto de seu corpo? A barriga, exata, perfeita, e sua virilidade, ainda que adormecida, me hipnotizando?
Deixo escapar um suspiro. Minha cabeça já não consegue ordenar qualquer tipo de pensamento… Estou confuso, equivocado, desatinado…

“Eu te amo, caralho. Pronto. É isso que quer ouvir? É essa a certeza que quer ter?”

A confissão de Matheus invade minha mente. Busco me convencer de que ele estava tomado pela euforia, pelo tesão… E se for verdade o que ele disse?

__ Que merda é essa?
De tão absorvido que estou em meus pensamentos, em minhas reflexões, não ouço a chegada de Maurício. Quando me dou pela sua presença após sua pergunta carregada de cólera e surpresa, já é tarde demais. Ele está estacado sob o umbral da porta do nosso quarto. Um semblante carrancudo, deixando transparecer toda a ira diante da visão mais que insólita que se desdobra à sua frente.
Matheus também acorda ao ouvir a voz do pai.

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