#Outros

No carro a chupada, no motel a foda anal!

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Lampião

— Se você não me tirar daqui agora, eu juro que vou morder o seu pescoço na frente de todo mundo.

A frase de Beatriz ecoou no silêncio tenso do estacionamento da empresa, logo após o fim de uma reunião exaustiva de oito horas. Eles haviam passado o dia trocando olhares furtivos por cima de planilhas e tablets, a eletricidade estática quase visível entre eles enquanto discutiam metas e prazos. Cada toque acidental de mãos, cada sussurro próximo ao ouvido para "comentar um ponto do projeto", era um fósforo riscado em um barril de pólvora.

Assim que a porta do carro bateu, o mundo exterior deixou de existir. Não houve preliminares gentis ou conversas suaves. Lucas mal teve tempo de engatar a marcha antes que ela deslizasse para o banco do passageiro, puxando-o para baixo com uma urgência animalesca.

Beatriz não queria delicadeza; ela queria a liberação imediata de toda aquela pressão acumulada. Ela se ajoelhou no espaço apertado do assoalho, ignorando a ergonomia impossível, e abocanhou-o com uma voracidade que fez Lucas soltar um gemido rouco, batendo a cabeça no teto do veículo. O boquete era selvagem, frenético, marcado por sucções profundas e a urgência de quem estava morrendo de sede. No entanto, a adrenalina do risco — a possibilidade de qualquer colega de trabalho dobrar a esquina do estacionamento — tornou a experiência quase insuportável. O prazer era imenso, mas a claustrofobia da falta de privacidade era um lembrete constante de que eles precisavam de mais.

— Para o motel. Agora — ele ordenou, a voz rouca, enquanto tentava recuperar o fôlego.

A chegada à suíte foi um borrão de chaves girando e portas batendo. Assim que entraram, as roupas foram descartadas como se estivessem pegando fogo. A tensão, agora sem amarras, explodiu.

Lucas a prensou contra a parede, a língua explorando cada centímetro do seu pescoço enquanto suas mãos desciam para as coxas dela. Quando finalmente se fundiram, a intensidade foi avassaladora. Eles experimentaram cada ângulo, cada posição que a cama king-size permitia: ela por cima, controlando a profundidade e o ritmo; ele por trás, dominando a cena com estocadas profundas que a faziam arquear as costas e gritar o nome dele.

No auge da entrega, houve a curiosidade. O desejo de explorar territórios novos, impulsionados pela química visceral daquele dia. Com cuidado, mas com a mesma fome, Lucas a preparou para o sexo anal. O que começou como uma experimentação tornou-se uma revelação. O prazer era surpreendentemente agudo, preenchendo-a de uma forma que a deixou sem fôlego, levando ambos a múltiplos orgasmos que reverberaram por todo o corpo, deixando-os exaustos e trêmulos sobre os lençóis desalinhados.

Mas a fome ainda não havia acabado completamente.

Eles se arrastaram, quase rindo da própria luxúria, até a banheira de hidromassagem. A água quente abraçou a pele sensível, e enquanto as bolhas massageavam seus músculos cansados, eles encontraram um novo ritmo. Entre beijos molhados e carícias lentas que voltavam a acelerar, a água se tornou o cenário para a última rodada de prazeres. Ali, imersos no calor e no silêncio da suíte, eles finalmente descarregaram a última gota de tensão, entregues a um êxtase que começou com um olhar num escritório e terminou com a pele grudada, exausta e plenamente satisfeita

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