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Sonhos de Vidas e Amores eternos, 11

2848 palavras | 2 |3.14
Por

Nem sempre os fatos acontecem como queremos, desejos e sexo não se evita… Foder, gozar é um divino ato que Deus nos deu.

11 – Resquícios de desejos desejados

“Imaginar é o princípio da criação. Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos.”
(George Bernard Shaw)

📅 1 de janeiro de 1986, quarta-feira – Praia do Sabiá (Resquícios)
📌 (O homem vangloria-se de ter imitado o voo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam..)
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(Recordações)

― O que foi aquilo, mãe…
Marina olhou para a filha e novamente aquele sentir que lhe preencheu o querer pareceu tornar bolinar na boceta. Não respondeu, queria continuar desfrutando daquele momento mágico de redescobrir sensações esquecidas.
― Tu…, fiquei com medo…
― Medo de que filha…
― Sei lá, só fiquei com medo – suspirou, a lua tentava escapulir pela beirada da nuvem preta – Tu…
― Foi nada não…, só uma onda, mas… – era estranho, o gozo lhe tinha bebido a bebida – Teu…, Nando me segurou…
― Meu o que?
Não era o brincar e nem o beber que lhe roubaria o ver a filha esticar olho para Fernando, nem em ver o interesse bolinoso quando suspirava a toques fortuitos.
― Ele é bonitinho… – sorriu matutando se a filha teria coragem de se dar como ela – Não fosse ele…
― É…
― É o que?
― Bonito… – sorriu e olhou para trás, ele continuava sentado no mesmo lugar – Tu acha que…
― Acho…
― Acha o que? – olhou para a mãe – Não terminei de falar, minha mãezinha doida…
― Uma boa ducha fria e caminha… – abraçou a filha – Gostou da farra?
― Gostei…
Foram direto para o chuveirão, na praia Fernando estava preocupado, não achava o calção que o mar havia roubado.
― Tu vai… – olhou preocupada para os lados – Deixa de ser maluca mãe…
Marina tinha tirado a roupa branca, estava nua.
― Pode aparecer alguém… – olhou o portão aberto – O Nando…, que é isso mãe… – viu o risco de gosma do gozo pingando da boceta da mãe.
― Não é nada… – sentiu uma pinicada na ponta da espinha – Deve ser corrimento…
Mas não conseguiu que a filha passasse o dedo pegando o fio escapulido da xoxota e nem que prendesse entre os dedos e cheirasse. Manuela sabia muito em o que era aquilo e teve certeza quando cheiro. Marina puxou a mão da filha e lavou com sabonete.
― Pega a toalha, minha filha doidinha e… – acariciou o rosto bonito da menina de cabelos encaracolados – Não é nada não… Depois vou na doutora Esmeralda, vai, tô com frio…
Manuela ficou com aquela sensação estranha martelando a cabeça, entrou e voltou com a toalha. Marina foi para o quarto onde Elesbão roncava, encostou na porta fechada pensando na loucura gostosa que tinha feito.
Manuela apagou a luz da varanda e saiu, Fernando não conseguia ver o calção arrastar na areia e viu a garota correr.
― Tu vai ficar a noite toda aí, Nando… – viu o bolo azul esverdeado, pegou, era o calção e, um pouco adiante, a calcinha da mãe.
― Vou não, demoro nada sair… – escorregou sentado, tinha de esconder estar nu – Tua mãe já entrou?
― Entrou…, tá todo mundo dormindo… – olhou o calção preso debaixo do pé – A mãe tomou banho… Tu não quer o calção?
Fernando viu a menina pegar seu calção e depois a calcinha branca que Marina havia dado para Iemanjá.
― Deixa aí…, quando sair visto… – levantou, ela já sabia.
Manuela viu, sabia e viu o garoto mergulhar nu varando a onda. A lua já tinha chutado a nuvem preta e iluminava a espuma das ondas, a estrela não paravam de piscar. Pegou o calção e calcinha branca e entrou sentindo o mar lhe querendo não deixar entrar e firmou o pé batendo de frente com outra onda que explodiu em seu corpo.
― Eita! O mar tá brabo hoje… – a garota não se deixou cair e enfrentou os empurrões da água do mar revolto – Me ajuda…
Fernando olhou a menina brigar com o mar, mas estava nu.
― Vem me buscar… – pediu sentindo não conseguir avançar – Vem Nando, me ajuda…
― Tô nu… – teve de falar.
― Eu sei… – riu e abanou o calção – Toma…
Jogou, ele não conseguiu pegar e zoando forte novamente a roupa foi empurrada para a praia.
― Desculpa… – ainda conseguiu olhar o calção se embolar na onda.
Ele olhou, também viu, e sentiu o baque do turbilhão lhe empurrar. Manuela tinha visto a onda crescer e não teve tempo de avisar. Fernando rolou e bateu na menina e rolaram engolindo a água salgada até sentirem a pele arder arranhados na areia fina.
― Elas meu… – tossia jogando fora o que conseguiu não engolir – Não deu de avisar, desculpa…
Também ele tossia, olhos vermelho ardendo e aquele asco de vômito amargo sujando o respirar de boca aberta.
― Desculpa, Nando…, não deu de avisar… – respirou e não sentiu vergonha.
O vestido branco molhado não escondia os biquinhos do peito que ele olhava.
― Teu calção… – levantou, o vestido levantado colado na costa e a calcinha, também branca presa no meio da bunda branca com marcas de sol – Deixa que eu pego…
Ainda sentia olhos e garganta arder sem sentir a bunda a mostra pelo vestido levantado e quando curvou, para pegar o calção, ele viu a beirada da xoxota. Deu vontade de levantar, não levantou, o pau duro, só olhou e Manuela, sem saber, arrebitou e abriu as pernas antes de voltar e entregar a rupa do garoto.
― Que tu tava fazendo nu?
― Foi a onda… – recebeu o calção e vestiu sem levantar – Obrigado…
― Nada…, e… – ele olhou a calcinha branca que Marina havia dado de oferta para Iemanjá – Porque mamãe…
― Ela deu pra Iemanjá… – pegou a calcinha e atirou novamente no mar – Ofertou pra deusa do mar…
― Mas…, não são flores e… – olhou para ele – Ela quer também calcinha?
― Sei lá, acho que ela queria…
― E tu…, tu e… – cortou, tinha de cortar, sabia muito bem o que ele iria falar, mas não terminou, outra onda quebrou perto deles.
― Dei não…, tava sem cueca… – falou e viu que ela via, não ia dar tempo.
Não deu, tinha sentido a onda puxar a água. Tentou segurar a menina, também não deu e se viram embolados naquele mundo de água com raiva naquela noite de ficar nu. Dessa vez ela sentiu o joelho arder quando pararam de rolar abraçados sem querer abraçar.
― Elas, meu… – não tinha encolhido água, nem ele – Outra dessas…
Olhou, ele olhou, estava em cima dela. O pau duro roçava na beirada da xoxota já sem proteção da calcinha roubada por Iemanjá.
― Tu comeu ela, não comeu… – olhavam dentro dos olhos, sentiam o querer de olhar – Vi tua…, tua gala na bo…, na vagina dela…
― Foi sem querer… Olha, eu não… – ela olhava que ele lhe olhava, não tinha expressão de estranhar, tinha só um que de querer – Tu…, me desculpa…
― Porque? – não sabia porque, abriu as pernas sentindo ele encaixar – Tu…, tu gozou dentro dela, não…, hum…, gozou…
― Não queria, mas… Não deu de…, de segurar…
― Foi naquela hora que foi ver ela, não foi…
― Não…, eu…, eu já tinha…
― Ela…, ela gostou?
― Deve de ter gostado… A gente não… – sentia o dedo da onda mexendo nos pés, brincando nas coxas – Ela…, ela te falou…
― Não, eu vi e… – uma língua gelada de onda bolinou a bunda melando as beiradinhas meladas da xoxota que brincava de lamber a ponta do pau duro – Peguei e…, e lambi…
― Tu lambeu ela?
― Não…, só tirei um tiquinho e…, e lambi o dedo…
― Porque tu fez isso…
― Não sei, deu vontade… – sorriu, tinha certeza de que aquela coisa que bolinava na xoxota era o pau – Tem gosto de…, de xixi…
― Tu já…
― Não, mas deu vontade de lamber…
― Tu sabia o que era? – sentiu estar encaixado, o morninho melado dava vontade de não sair de cima dela – Ela viu?
― Não, seu doido… – estava gostando de gostar – A mamãe é meio doidinha, mas… Ela não é de dar assim não…, acho que não…
― Também acho…
― Porque, ela falou alguma coisa?
― Não, é que… – ela mexeu a bunda pra melhor sentir – Ela é…, é apertada…
Manuela sorriu para dentro.
― Tu é pesado…
― Desculpa… – rolou pro lado, ela não queria que ele rolasse.
― Não era pra sair não… – olhou pra ele – Só falei que tu é pesado…
― Tinha de sair, senão…
― Tinha nada não, a gente tava só conversando…
― De tá, tava, mas… – olhou para ela, continuava de pernas abertas.
Ficaram se olhando sentido as línguas de ondas molhar seus pés, Manuela sentiu arder no joelho e sentou sem arrumar o vestido.
― Ralou… – olhou o joelho ralado – Tá ardendo…
Fernando olhou, a lua focava as pernas abertas, rolou novamente e sentiu o aroma de xixi. Manuela não olhava o joelho arranhado, olhava para ele que olhava sua xoxota ainda papuda, poucos pelinhos e suspirou, lembrou da mãe sentada de frente pra ele, devia estar de boceta cheia, imaginou.
― Tá doendo…
― Não…, arde um pouco… – olhava para ele que não olhava para seu joelho que ardia – Deve te ter sido naquela onda…
― Tu…, tu gostou dela? – fechou os olhos, ele lhe tinha tocado.
― É…, gostei, é…, é gostosa…
― E eu?
― Não sei…, deve ser… – passeou o dedo entre os grandes lábios, estava elado – Tu já…
― Não…, só…, hum… Só… – olhos fechados, sentia o dedo lhe bolinar e a onda mexer em sua bunda – Tu…, eu…

📑 Aquele cheiro de coisa proibida, ela de olhos fechados talvez sonhando sonhos sonhados não tinha como ver, só sentiu a respiração assoprada e o toque da língua lambendo a abertura melada do prazer…

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📅 13 de junho de 1993, domingo – São Luís (Perdidos em noite sem lua)
📌 (Foi um domingo puxado cheio de correrias e de surpresas…)

Quando, por fim, retornaram já passava das sete horas. As meninas sorriam com as paredes maravilhadas com a abertura dos jogos.
― Pronto, agora é descansar que a terça-feira vai ser cheia – Luciana se desdobrava entre as trinta e nove garotas da delegação – Amanhã cedo vamos para o Marista…
― O professor Abelardo não veio… – Rebeca tirou a calça e sentou em uma cama perto – Quem vai com a gente?
― Abelardo não pode ir na abertura, mas amanhã vai estar lá e… – balançou a cabeça, nem pareciam as meninas comportadas do educandário – É bom fecharem a porta, as freirinhas não vão gostar desse desfile, viu dona Francisca!
Sabia que não adiantaria falar e levantou e saiu do alojamento fechando a porta. Na sala Mônica e Fernando conversavam com irmã Maria que lhes contava coisas do tempo de mocinha, Elisa e Clarisse reviam o programa dos jogos.
― E aí professora? – irmã Maria sorriu bonachona – As garotas estão animadas…
Sorrisos e gritinhos vazavam do alojamento enchendo o convento de cores alegres como a muito irmã Maria não ouvia.
― Quem aceita suco de pitomba? – uma mocinha alegre colocou a jarra na mesa.
― Quem bom, irmã… – sorriu para a mocinha – Essa vocês não conhecem…, é Isabela, a noviça das mãos de ouro…
Não fosse o traje a lhe encobrir as formas bem poderia ser uma das capetinhas zuadentas no alojamento. Loira de cabelos cortados rente ao pescoço, olhos verdes cintilantes e sorriso alegre e um tanto desenvolta que logo chamou atenção de Luciana.
― Obrigado, filha… – serviu os copos – Isabela é minha sobrinha, filha de minha irmã…
― Novinha… – Luciana olhou para a garota – Vai ser freira também?
― Isso só o pai pode saber…, por enquanto parece querer… – irmã Maria segurou a mão da sobrinha que sorriu encabulada – Estou brincando Bel, desde criança sempre falou que seria serva de Deus…
― A tia é brincalhona, professora… – olhou para Luciana – Não sou a mais nova, temos meninas bem mais novas estudando no convento…
― Nem todas são noviças… – irmã Maria atalhou – Amanhã vou leva-las para conhecerem o convento mas, por enquanto um bom suco há de refrescar esse calar dos… – olhou para cima e fez sinal da cruz – Dos infernos…
Riram e continuaram conversando sobre educação de meninas, Luciana estava ao lado de Fernando que lhe acariciava o ombro.
― É sua namorada? – Isabela falou olhando para Fernando.
― Não…, é minha tia…
― Tia e mais mãe que eu – Claudia brincou – Foi pouco depois do moleque aí nascer que Luciana veio morar conosco e…, perdi meu filho.
― Quem os vê junto realmente imaginam serem um casal – irmã Maria confessou – Foi essa a minha primeira impressão…
― Essa tia sempre foi maluca pelo sobrinho… Era seu boneco que fazia xixi e coco… – sorriu e puxou o filho – Querem ver uma onça, mexam nele…
Contou coisas da infância dos dois e de como a irmã tinha assumido o sobrinho em tudo. Durante o lanche da noite receberam o convite para conhecerem a orla de São Luís.

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De longe a aragem do mar já mostrara seu frescor. Ficaram em um bar reservado e preparado para os técnicos e professores dos jogos e jantaram ouvindo toques de atabaques e zabumba dos grupos folclóricos do lugar. Depois do jantar e de incontáveis discursos um grupo musical tocou músicas românticas, aos poucos as luzes foram sendo desligadas para que casais dançassem.
Do educandário apenas Mônica, Luciana, Fernando e Elisa que se mantiveram a margem dos grupinhos.
― É bom pararem de beber… – Fernando tomou o copo da mão de Mônica – Minha diretora já está meio encharcada e…
― Deixa ela Nando…. – Luciana abraçou o sobrinho – Tua mãe sabe o que faz…
― Será que sabe mesmo?…
Riram, a mãe e Elisa continuaram bebendo. Não havia lua, só estrelas aos montes piscando cintilantes no céu. O barulho de ondas quebrando na areia fina, o som do grupo tocando “O relógio” encheu o salão de silencio suspirado.
― Adoro essa música e… – calou, não queria perder – Lembro de minha juventude…
Fernando olhou para a mãe de olhos fechados sorvendo as músicas que lhe remeiam para o tempo de mocinha e começaram dançar. O grupo deixara as músicas da época e cantavam músicas apaixonadas. Não havia outro som que não do conjunto, quem não dançava não conversava, parecia até não haver o que conversar, apenas ouvir e mergulhar em sentimentos guardados em baús no fundo da alma.
― Vamos sair, Nando… – sussurrou em seu ouvido – Vamos…
A areia fofa dificultava andar, Fernando levantou a mãe nos braços e foram para uma mesa solitária debaixo de um coqueiro.
― Tá sentindo alguma coisa?
― Não, só essas músicas… – suspirou e tirou os sapatos cheios de areia – Tô carente de carinho…
Fernando olhou para ela, ela olhou para ele, olhares trocados, desejos confirmados. O som do mar, o assoviar do vendo e aquelas músicas era o que lhes bastava.
― Aqui?
― Aqui…, agora… – levantou, tirou a calcinha que jogou para ele e sentou em seu colo – Tu és o maior amor de minha vida… – repetiu o que cantava o cantor – Não sei porque te amo tanto…
― Sou teu filho… – acariciou o rosto.
― Não, não por isso… – suspirou e levantou para que ele libertasse o pau – Por isso, por isso Nando, por isso…
― Essa música é tua cara… – riu.
― Sou doida demais por isso… – colocou o pau no lugar e sentou – É isso que me faz te amar…, te amar tanto…, tanto…
― Só por isso? – sentiu a buceta espetada no pau,
― Hum…, não, hum…, também…, também por…., isso… – rebolou, estava cheia, totalmente cheia do pau que tinha vindo ao mundo de onde agora estava – Meu…, meu menino…
Olhavam nos olhos, viam desejo e sentiam prazer. As mãos apertadas apertavam as mãos e ela cavalgou como amazonas livre naquela praia deserta ouvindo as músicas de amar, as ondas explodindo e o assovio assoprado do vento.
― Te amo, viu…, te amo…
Porque dizer, sabia, sempre soube do amor que ele, seu filho e homem, tinha por ela, mas ouvir enquanto sentia foi o que lhe bastou para o beijo.
Na porta do bar Elisa olhava sem olhar, a cortina de álcool anuviava o olhar e olhou sem saber se olhava.
― Vixe maria, tô bêba! – puxou Luciana – Tu tá vendo aquilo?
Luciana viu, a irmã beijava o sobrinho e ela soube o que estava acontecendo, bastou firmar a vista para ver a irmã rebolar.
― O que, pequena?
― A Mõnica…, ela e…
― Tu tá é bêbada, nigrinha… – abraçou a amiga e voltaram para a mesa.

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🗂️ Você leu o episódio 11 de 16, se achar que deve comente mas não esqueça de votar…

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2 Comentários

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  • Responder shygio

    Estamos aguardando os capítulos 12 a 18 de INOCÊNCIA MACUALDA e os capítulos 12 a 16 de SONHOS DE VIDA E AMORES ETERNOS que encerrarão as referidas séries. Obrigado e continue escrevendo com este talento que poucos têm.

  • Responder Shysergio

    Estas suas séries de contos são de “levantar defunto”. Uma obra literária com um erotismo espontâneo e envolvente. Nota 10.