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Comi a irmã do meu amigo

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Pinho

Naquela noite, a ousadia tomou conta e eu resolvi arriscar tudo, colando meu corpo ainda mais firme ao dela. Foi quando tudo mudou pra gente.

Eu praticamente morava na casa do José. Ele era meu irmão de alma, e as irmãs dele eram como parte da minha própria vida. Não havia maldade nenhuma entre nós. Só que o tempo passa, o corpo muda e a gente começa a enxergar as coisas com outros olhos.

Quando a adolescência chegou de verdade, aquele filtro de "irmã" sumiu. Principalmente com a Ana, a do meio. Ela tinha um magnetismo impressionante, um mistério que só aumentava. Ela não tinha o corpo das meninas de revista e até sofria com algumas inseguranças, mas para mim, aquelas curvas mais cheias eram exatamente o que me deixava completamente fascinado.

Aí teve um final de semana que mudou tudo. Os pais deles tinham o costume de espalhar vários colchões na sala para todo mundo dormir junto, formando uma grande fortaleza de lençóis no chão.

Naquela noite, a casa estava em um silêncio absoluto. Você só escutava a respiração pesada do José e da irmã mais nova, que dormiam profundamente do nosso lado. O medo de ser descoberto era gigante, mas o tesão era um incêndio impossível de controlar.

A Ana estava deitada de costas para mim. Fui me aproximando devagar, milímetro por milímetro, até sentir o calor do corpo dela. Colei meu corpo no dela, em uma conchinha perfeita, mas eu estava tremendo de nervoso. Com o coração batendo acelerado, comecei a tocar nela. Minha mão mapeou a curva do quadril, subiu pela cintura, sentiu a pele quente da barriga... Comecei a beijar aquele pescoço, sentindo o perfume dela, e subi para a boca. Aquele beijo úmido, abafado, no escuro. E ela não esboçava nenhuma reação. Parecia imersa em um sono profundo.

Aí a ousadia tomou conta e eu resolvi arriscar tudo, colando meu corpo ainda mais firme ao dela. Foi quando tudo mudou.

Em vez de se afastar ou recuar, ela se ajeitou. Facilitou o encaixe perfeitamente. Ela estava acordada o tempo todo, sustentando o teatro com uma calma impressionante.

Quando percebi que o caminho estava livre, o resto do mundo desapareceu. Nos entregamos ali mesmo, no meio da sala, a centímetros do irmão dela. Havia uma urgência abafada e frenética em cada movimento. Eu a segurava firme pela cintura, e o ritmo era ditado pelo pânico de alguém acordar misturado com a maior onda de prazer que já tinha sentido na vida. A respiração curta, os corpos colados pelo suor e pela adrenalina... Ela ali, com o cabelo desalinhado e aquele perfume que grudou na minha memória para sempre.

No dia seguinte, o sol nasceu e o teatro recomeçou, só que agora dos dois lados. Tomamos café, rimos com os pais dela e conversamos com o José como se nada tivesse acontecido. Mas o segredo estava selado. Sempre que os nossos olhares se cruzavam pela casa, havia uma faísca cúmplice e quente. Mais tarde, quando conseguimos ficar sozinhos, ela me olhou com um sorriso de canto e confessou: tinha aproveitado cada segundo.

Aquele foi apenas o primeiro capítulo. Depois disso, repetimos a dose muitas outras vezes, em situações e lugares que desafiavam o juízo da gente.

Hoje em dia, a vida seguiu o seu curso natural. Ela se casou, construiu a família dela, tem os filhos dela. Mas o tempo não apaga certas marcas. Até hoje, nas noites mais silenciosas, eu me pego voltando direto para aquela sala escura, revivendo aquele calor proibido. No fundo, ela não foi só uma aventura de adolescência. A Ana foi um grande amor na minha vida.

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