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Inocência Maculada, 11

2885 palavras | 4 |4.00
Por

“Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.”
(Clarice Lispector)

11 – Ondas do querer, peraltices de prazer…
📑 O sexo faz parte do amor, e quando duas pessoas se amam como uma só, seu desejo é genuíno e inconfundível.
📑 Minha vida com Dolores e com Valéria desrespeita a regra acima. Não somos dois, somos três e… E quase quatro…

📅 1 de janeiro de 2012, domingo – Praia do Olho D’água (Ondas do querer)
📌 (Tinha sido um gozo aperreado, Valéria convida o tio para entrar no mar e nunca imaginou que aconteceria o que aconteceu…)

A garota desceu e Dolores abraçou forte seu cunhado genro jogando a pelves para o pau que afundou mais dentro dela.
— Porra Dinho…, que foda gostosa… – sussurrou ao seu ouvido – Gostou do presente de Ano Novo?
— Doida… Tu és doida mesmo loira…, doida e sempre gostosa… – se beijaram e Inês sorriu ainda esperando pelos dois – Vai na frente filha, ainda preciso conversar umas coisas com teu tio.
A menina ainda abraçou os dois antes de voltar correndo para o mar, Valéria estava deitada sentindo a água espumenta lhe lamber as pernas.
— Que foi filha, cadê teu tio e tua avó?
— Tão conversando… Mãe?… É…, é…, tu…, tu é…, é casada com o tio, não é? – sentou do lado da mãe.
— Não filha, casada, casada não, por quê?
— Mas…, tu não mora com ele e…, e faz aquilo?
— Aquilo o que, minha doidinha? – Valéria sorriu.
— Ora o que? Tu dá pra ele, não dá?
— Dou o que filha? – continuou instigando a garota, queria ver até onde iria aquela conversa.
— Ah! Mãe, tu sabe…
— Pode ser que saiba, mas quero que você me diga… – olhou para a filha imaginando o que se passava naquela cabecinha, Inês sorriu.
— Isso… – apontou para a vagina da mãe cuja calcinha branca molhada não escondia nada.
— Como você abe que eu dou pra ele? – riu e abraçou a filha.
— Ora mãe? Eu já vi…, lá em casa no teu quarto…
— Quando foi isso filha?
— Não foi só uma vez não, teve uma vez que a vovó me viu vendo e brigou comigo… Porque ela brigou mãe?
— Filha é feio espiar as pessoas em sua intimidade… – ouviu passos corridos – Depois a gente conversa sobre isso, está bem?
— Mãe? É…, será que cabe em mim?
— O que filha?
— A piroca do tio…
— Você… – riu – Depois a gente fala também sobre isso… Mãe, que estavam fazendo? – riu moleca – Escurinho danado de bom né titio?
— Porque você não me falou sobre a gravidez? – sentou ao lado da sobrinha.
— Sei lá…, queria ter certeza…
— E…, já contou a novidade para a pererequinha?
— Não, só tinha contado para a linguaruda de minha mãe – olhou para a filha – Vai mergulhar com ela e…, conta você… Filha, leva teu tio para tirar o azedume do ano…
— Êba! Vamos tio? – puxou a mão do tio e correu para as ondas cada vez mais fortes.
— Nunca ouvi falar numa coisa assim… – Dolores levantou o vestido e sentou na areia molhada olhando admirada para aquele estranho e feliz casal furando as ondas.
— Nunca ouviu falar em que, mãe?
— Vocês duas… Mãe e filha apaixonadas pelo mesmo homem…
— Nem eu sobre uma avó, filha e neta, né sua santinha?
— Meu tempo de paixonite já passou… – estirou as pernas e tentou elevar o corpo para que a língua d’água não molhasse, de todo, o vestido branco.
Valéria sorriu e levantou correndo em direção aos dois, Dolores preferiu não cair no mar, mas continuou olhando a alegria dos três, a xoxota ainda minava o gozo do cunhado genro.
— Mãe, diz pro tio me levar lá no fundo…, ele não quer me levar…
— Leva tio e da uns escaldos nessa moleca… Vamos?! – levantou e mergulhou furando uma onda que quebrava.
Claudio não conseguiu seguir a sobrinha e terminou sendo jogado rolando com Inês em seus braços.
— Puta merda, tio! – a menina sorria abraçada ao tio – Essa foi de lascar… Ixi, olha… – largou o pescoço de Claudio e, sempre rindo alegre chamou a mãe – Vem cá mãe, aconteceu um acidente…
Valéria tinha visto o bolo de gente enrolando na maçaroca d’água e, preocupada, estava quase ao lado deles.
— Que foi filha, machucou?
— Não, mas… – soltou as mãos que segurava o corpinho – Olha!
— Ah! Menina? Pensei que tivesse sido algo grave… – riu e tirou o corpinho da filha que, despudorada, passou as mãos nos biquinhos dos pequenos seios infantes – Poxa tio? Eu tava brincando quando falei pra dar uns escaldos nela, viu?
—Qual’é garota? Quase me afogo para que essa pestinha não batesse na areia – puxou o rosto da sobrinha e deu um beijo, de tirar o fôlego, em sua boca – Agora vamos que onda do mundo vai bater agora…
Colocou Inês nos ombros e entraram mar a dentro até o ponto que achou ser seguro para a menina.
— Tio? Se tu namora minha mãe e tu é tio dela, o que tu é pra mim?
— Ixi, cacá? – Valéria riu deliciada com as coisa da filha – Lá vem a perguntadora língua de trapo…
— Sou eu tio avô, não sabia? – Claudio cortou Valéria.
— Que tio avô que nada amor, tu é muito novo pra ter uma neta desse tamanho… – Valéria riu e empurrou o tio que mergulhou e, sem que a sobrinha conseguisse ou quisesse impedir, tirou sua calcinha – Faz isso não se taradinho, me dá minha calcinha…
Ainda brincou de perseguir o tio até que se abraçaram e se beijaram, Inês também ria feliz por estarem juntos, só não sabia era que aquele não foi um simples abraço, foi mais.
— Porra amor, estava sedenta… Hun! Hun! Mete tudo tio, mete… – abraçou forte com as pernas e fechou os olhos mordendo o lábio inferir para não gritar – Ui! Tio, ui…, merda… Teu pau é muito… Hun!… – um gemido prolongado se misturou com o zoar de ondas quebrando na areia.
— Mãe, tu tá sentindo alguma coisa? – Inês se assustou.
— Não filha, a mamãe está feliz… – olhou para o tio e sorriu – Vem cá, fica com a gente…
— O que é isso Valéria, tu estais doida? – tentou sair, a sobrinha não deixou.
— Tu gosta do tio, não gosta? – acariciou as costas da menina e desatou novamente o nó do corpinho, os pequenos seios ficaram à mostra – Olha tio, tua menina não é mais criancinha… – puxou a filha e colocou entre o dois.
Cláudio não sabia o que fazer, a sobrinha era tão maluca quanto a cunhada e quando a menina lhe abraçou com as pernas e colou o corpinho ao seu gozou novamente. Valéria sorriu e suspirou gemendo ao sentir os jatos lhe batendo no colo do útero e Cláudio recordou de um certo sábado em Recife…

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(Recordações)

📅 15 de março de 1997, sábado – Itamaracá, Coroa do Avião (Peraltices e Prazer)
📌 (Aquele banho, aquele gozo estranho com Juliana brincando com a mãe tinha perturbado os miolos, foi uma noite estranha e ainda não era sete horas quando Beatriz ligou…)

— Bom dia, príncipe encantado… – a voz moleca e, ao fundo, gritinhos e risos das meninas – Dormiu bem?
— Quase nada… – o sol pernambucano varria o chão da pequena sala – E tu, maluca?
— Como uma princesa entupida de gala… – aquilo riso gaiato – Que tu vai fazer hoje?
A voz alegre de Juliana perguntando se era o tio Claudio, não ouviu a resposta, ouviu zoada de vidro quebrando.
— Tá uma zorra aqui, espera… – ouvia Beatriz ralhando com Juliana e mandando Manoela tomar banho – Sim! Qual teu programa para hoje…
— Tenho umas quinhentas páginas pra destrinchar… E aí, como foi?
— Tranquilo, te falei, não falei… Ainda bem que foi ela e não Manu… Fala garoto, que vamos fazer hoje?
— Vamos?
— Sim, vamos… Espera filha… Tá bom, eita! Dinho, tua moleca quer falar contigo…
— Tio, tu não vai vir não?
— Preciso estudar, Juju… – voltou a imagem da molecagem – Seu pai…
— Não… – cortou – Deve de tá pelas bandas de Manaus, tu vai vir, não vai?
— Vou ver…, tua mãe está perto? – ouvir a menina falar com a mãe.
— Dinho, Juju exige que venhas pra cá…, Manu manda beijos… Demora não, viu?
Não queria ir, tinha muita coisa pra estudar, mas foi, teve de ir depois que Manoela ligou lhe intimando.
Resolveu ir de moto, precisava sentir o vento bater no peito e resfriar os miolos cheio de pensamentos.
— Tu tens moto? – Beatriz estava esperando no pilotis.
— Preferi moto a carro, afinal sou só eu… – beijou o rosto da companheira de aventuras – Ainda estou tremendo…
— Te falei que minha pequena é espevitada… – sorriu e segurou a mão fria pelo vento na moto – Ela…, Juliana é meio carente de carinho…, caiu de quatro pelo novo titio.
— Menina…, quando a vi…
— Sei, tu já falou – sorriu – Tu viu a popota dela? Igualzinha a minha, né?
Claudio suspirou lembrando da garota feliz na banheira e de como era cópia fiel da mãe. Andaram até o pequeno jardim florido, Beatriz falou com uma menina de olhos puxados que lia uma revista sentada em um banco de madeira. O sábado não nasceu quente como a sexta-feira, um vento frio vindo do mar esfriava o tempo.
— Sachi, esse é um grande amigo do Maranhão – a garota olhou para ele sorrindo – Veio fazer doutorado…
— Prazer… – estendeu a mão delicada e macia – Sachiko…, Sachi para os amigos…
— Oi, Sachi…, ainda não amigo, desculpe…, Oi Sachiko, Claudio…, Dinho para os amigos…
A garota olhou para Beatriz, que sorria, e sorriu.
— É filha de um amigo, também marujo… – passou o braço pela cintura de Claudio – Embarcado com Julio e…, esses olhinhos puxados é da mãe japonesa – sorriu – Vou levar esse capiau na Coroa do Avião…, topas?
Suzi olhou para ele e para ela que abraçava e acariciava a cintura, fechou a revista de arquitetura.
— Sei não, tia…, as meninas também vão?
— Lógico, e…, e o programa é sugestão de Manu… – beliscou a cintura, Claudio não tirava o olho da garota – E a gente poderia ficar por lá… Se você quiser falo com Yumi…
Subiram, antes passaram no apartamento de Yumi, uma japonesa de idade indefinida, sorriso fácil com sotaque engraçado que não se opôs da filha ir para a tal coroa do avião.
— Voltam ainda hoje? – olhou para Claudio – Vão de carro, né?
— Vamos de barco, carro entra água – Beatriz brincou e a japonesa sorriu divertida – Se meu amigo quiser ficamos por lá…, há problema da Sachi ficar conosco?
— Não, problema não, mas… – tornou olhar para Claudio – Sachico num atrapalha?
— Eita! Não é nada disso, olhos puxados… Claudio é um bom amigo e…, – sorriu, a amiga tinha coisas na cabeça – Não é meu macho, viu?
Sachiko voltou com uma mochila, vestia uma saída de praia. No apartamento Juliana se empoleirou no braço do “titio” e Manoela parecia menos cabreira que as outras três vezes que estiveram juntos.
— Tu namorou a mamãe, seu danadinho – Juliana segredou ao ouvido – Ela disse pra eu não falar pra ninguém…
— E você não falou, não é?
— Pra ninguém, nem pra Manu, viu? – deu um beijo estralado no ouvido e Claudio sentiu um zunir agoniado – Ela disse que tu vai ser nosso namorado de mentirinha…, tu gosta dela, não gosta?
— Gosto…, gosto muito de sua mãe… – acariciou a perna da garota e viu os cabelinhos loiros eriçar – E gostei muito de você…
Calaram, Manoela se aproximou e saíram ao destino da tal coroa. O cinquenta e poucos quilômetros foi um pulo, na praia do Forte Orange em Itamaracá embarcaram em um barco a velas em direção da tal praia que, naquele sábado, não estava tão lotada como imaginavam estar. Ficaram de molho brincando até perto de uma hora.
— Vamos lá cambada, precisamos nos registrar e… – olhou para a japonesinha – Lá somos uma família, Dinho é meu marido e você nossa sobrinha, está bem!
Não questionaram até chegarem no Orange Praia Hotel e descobrirem que ficariam todos em um só quarto.
— Isso não vai dar certo Bia… – olhou para as meninas que conversavam animadas – Vocês ficam nesse e eu…
— Deixa de besteira, Dinho… – segurou a mão – Já tinha conversado com as meninas…, somos ou não somos uma família – ele não esperava o beijo na boca – Tu és meu marido e, elas nossas filhas e nossa sobrinha…
— Bia…, isso não vai dar certo… – acariciou o rosto e olhou para as meninas – Tu ainda vai nos meter em encrenca…
— Tio, podemos ir pra piscina? – Sachy abraçou Claudio pelas costas e falou baixinho – Cuidado tia, as meninas…
— Pai! Posso ir pra piscina! – Manoela falou alto.
— Podem e…, cuidado com tuas primas – entrou no embalo – Vamos só deixar as coisas, nos encontramos no restaurante…
Seguiram o garoto das malas para o quarto. Uma cama de casal e duas de solteiro, frigobar, uma pequena saleta com sofá e tv e, do quarto, uma pequena varanda com 2 redes armadas e acesso para a piscina.
— Vamos tomar banho antes do almoço… – Beatriz tirou o biquíni e entrou no banheiro – Vem amor…
Claudio suspirou, a companheira de aventuras continuava tão maluca quanto no tempo de colégio. Mas tinha medo que aquilo tudo desse em merda.
— Bia…, isso não vai dar certo – entrou no banheiro – Não vamos envolver as meninas…
Mas ela somente sorriu e puxou pelo braço, era a menina maluca de sempre. Acariciou o ventre, bolinou no umbigo e beijou a boca, parecia não ter passado o tempo, os mais de dez anos não tinha colocado juízo na cabeça de Beatriz que agia como se ainda tivesse quatorze anos e não fosse mãe de duas meninas tão bonitas e formosas quanto ela na infância.
— Deixa de ser bobo Dinho…, e para de ser medroso, cara! – sorriu, segurou o cacete e massageou – Uma tu já conquistou, agora é só dar corda que Manu também entra e…, a japonesinha tá caidinha por ti…
— Não esqueça que tu és casada e… – não desviou a boca, aceitou o beijo e degustou a língua bolinosa bolinando a sua.
— Sou sim…, sou casada com meu eterno namorado… – sorriu e ajoelhou, segurou o cacete duro e abocanhou.
Dizer o que? Não tinha o que dizer e se deixou chupar sentindo o que sentia quando ela lhe chupava. Acariciou os cabelos loiros cacheados, a língua lhe tocando a glande, a boca lhe chupando o pau e ela sorria remetida para um passado que nunca tinha esquecido.
— Espera, Bia…, para… Hum…, hum… – ela sabia, ele ia gozar e gozou e ela recebeu os jatos lhe fustigando a úvula – Doida…
— Doida por ti, só por ti… – tornaram se beijar – E…, não te preocupa com as meninas…
Como não preocupar, eram crianças e a japonesinha tinha conhecido a pouco.
— Juliana me contou que sou o novo namoradinho dela e da mãe… – acariciou o rosto e ela sorriu – O que tu falou pra ela?
— Juju…, o Júlio passa mais tempo embarcado que em casa e…, parece que te nomeou novo pai – sorriu – Ela sabia o que estávamos fazendo…, é esperta e…, e…, e… Hum…, porra, Dinho, porra… – o dedo atolado na boceta melada, pernas bambas – Ai! Dinho…, ui…, Dinho… – ele sentou, ela sentou, o pau entrou, ela sentia.
Foi uma foda ligeira, ele temia novamente serem flagrados e foram.
— Tu já tá de novo mãe! – Juliana sorriu – As menina tão esperando…
— Merda! De novo… – Claudio sussurrou.
— Não quer banhar, moleca? – Beatriz chamou a filha – Tua irmã…, hum…, Dinho…, filha, tua…, tua irmã… – ele gozou, a boceta cheia de gala, ela respirou e sorriu para a filha – Vamos tomar banho?
Claudio não tinha o que estranhar, recordações de Dolores e Valéria em situações parecidas. Mas estranhou.
— Deixa disso Bia… – sussurrou – Ela vai…
— Vai filha, tira esse biquíni… – os pequenos lábios mastigavam o cacete, demorou nada para novamente gozar e sorriu do medo que Claudio sentia – Vem dar um abraço no namoradinho…
Juliana sorriu, tirou o biquíni e abraçou o namoradinho pelas costas, Beatriz brincou com o pau atolado que teimou em não amolecer…

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🗂️ Você leu o episódio 11 de 18, se achar que deve comente mas não esqueça de votar…

P.S.: O autor não segue uma linha de tempo ascendente. Não há uma cronologia lógica e, em alguns episódios, poderá haver a narrativa de mais que uma data. Ler assim é embarcar em uma viagem caleidoscópica insana, hora nos leva adiante, ora nos faz retroceder no tempo.

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PéssimoRuimMédioBomExcelente
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4 Comentários

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Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos
  • Responder shygio

    Estamos aguardando os capítulos 12 a 18 de INOCÊNCIA MACUALDA e os capítulos 12 a 16 de SONHOS DE VIDA E AMORES ETERNOS que encerrarão as referidas séries. Obrigado e continue escrevendo com este talento que poucos têm.

  • Responder UmApreciador

    Estamos aguardando a continuação. Show.

  • Responder Shysergio

    Uma série de contos com diálogos picantes e espontâneos. Nos sentimos vivendo este cotidiano tão envolvente. Nota 10.

  • Responder pau amigo

    Muito show continua