Minha amada Sofia

Me chamo Lívia (pra manter a privacidade, meu nome e dos demais envolvidos foram modificados, mas o restante é verdadeiro), tenho 20 anos, sou lésbica, branca, magra, ruivinha, seios volumosos e corpo mediano, e estou aqui pra contar um pouco das minhas experiências sexuais. Tudo se iniciou a menos de um ano, porque, apesar de já me entender homossexual, sempre tive medo de me assumir publicamente, sem saber qual seria a reação dos meus amigos e, principalmente, da minha família.

E tudo começou em casa, a propósito. Moro numa casa, sou de uma família de classe média, filha única, e desde que me conheço por gente convivo com a dona Cida, que é nossa empregada e quase uma segunda mãe pra mim. Ela tem uma filha, a Sofia, de 23 anos, uma morena linda de olhos verdes, cabelos cacheados longos, seios pequenos e corpo escultural. Praticamente fomos criadas juntas. Ela vinha depois da escola pra minha casa, passava os finais de semana, enfim, era presença constante no meu dia a dia. Ela era a irmã mais velha que eu não tinha. Sempre gostei muito dela, mas só depois que ela começou a aparecer menos em casa é que eu notei que era amor o que eu sentia por ela. Isso foi há uns três anos. Na época, ela começou a trabalhar, e logo depois soube que tava namorando com um cara. Daí a ir morar juntos, foi um pulo. Foram os piores anos da minha vida.

De qualquer forma, o tempo foi passando. Entrei na faculdade, fiz novas amizades, mas nada nem ninguém passou pela minha vida e deixou marcas como a Sofia. Ela continuou casada, mas no começo desse ano voltou a aparecer em casa com uma certa frequência. Tínhamos perdido um pouco do contato, e nossa relação de amizade tinha esfriado. Eu ficava meio tímida na frente dela, os assuntos pareciam já não ser os mesmos, enfim, eu ainda nutria a mesma paixão por ela, mas não sabia como me aproximar. Então foi o destino que acabou se encarregando disso.

Dona Cida soube que a mãe dela, que mora lá numa cidadezinha do Sergipe, que agora não lembro o nome, teve um problema de saúde e precisava que uma das filhas lhe ajudasse. Ela falou com a minha mãe e propôs que a Sofia ficasse no lugar dela enquanto estivesse fora, assim a casa não ficava desguarnecida e a Sofia, que tava desempregada no momento, podia se sustentar, também. Ouvi essa notícia com grande alegria, mesmo sabendo que as nossas vidas já tinham tomado caminhos bastante diferentes. Mas, afinal, ela estava de volta à minha casa. E, por que não, de volta em minha vida?

Então sempre que eu voltava da facul, que era de manhã, a Sofia me servia o almoço e conversávamos por um tempo, até ela retomar o serviço da casa e eu voltar a estudar. Retomada a amizade, ela se abriu comigo. Disse que estava vivendo um período difícil com o namorado, que ficavam mais separados do que juntos nesses anos, muitas vezes ela indo pra casa de amigas enquanto estavam brigados. Com a cumplicidade que restabelecemos, ela me contou de como ele era violento, e que a tratava como uma vadia durante as relações sexuais. Fiquei horrorizada com tudo aquilo, não porque eu não tinha experiência, mas pensando em como ela podia se deixar vitimizar daquele jeito. Sofia me dava explicações até bem argumentadas sobre o quanto gostava do cara, mas nada me convencia do contrário. Pra mim aquilo era um amor bandido, falei assim mesmo na cara dela, e que ele não a merecia. Mas ela riu de mim, e disse que eu ainda não sabia muito coisa sobre o amor. Me ofendi, e fui pro meu quarto batendo tudo que encontrava pela frente.

Me joguei na cama e chorei de raiva. Tinha a sensação de que aquela menina nunca entenderia que eu a amava. E o que me deixava mais frustrada era saber que ela não se valorizava, que não enxergava que o cara só a usava com um objeto, enquanto eu, louca por ela, sofrendo escondida por um amor não correspondido, louca pra dar carinho e tê-la em meus braços, era apenas uma confidente pra Sofia. Será que ela nunca me veria como eu a via? Passei o resto do tempo trancada no quarto, deitada no chão olhando pro teto, imóvel, ouvindo música bem alta.

No começo da noite, achando que talvez ela já tivesse ido embora, desci. Na cozinha, ouvi o barulho de chuveiro vindo do banheirinho de empregada, que ficava dentro do quartinho dela, na área de serviço. Como já tava ficando escuro, olhei sorrateiro pela fresta do vitrô, e vi a Sofia, nua e ensaboada, esfregando o shampoo delicadamente pelo cabelo. Não me contive. Abaixei o zíper da calça e coloquei a mão por dentro da calcinha, me masturbando com vontade. Eu tava expurgando toda a raiva que ela me fez sentir, e o que me dava mais gosto e me fazia aumentar a frequência do movimento era saber que eu a espiava sem que ela me notasse. Quando gozei, peguei seu travesseiro e passei na minha boceta molhada. Assim ela teria meu cheiro da próxima vez que dormisse ali.

No dia seguinte, não voltei pra casa na hora do almoço e só cheguei no finalzinho da tarde. Quando entrei, a ignorei, e só percebia Sofia me olhando como quem não tá entendendo nada. Mesmo me sentindo nervosa com a atitude que eu tinha tomado, eu queria me fazer notar. Como eu não sabia de que jeito lhe falar sobre minha paixão, aquele poderia ser o melhor jeito pra que ela percebesse minha intenção. E parecia que tinha dado certo. Quando peguei um copo d´água e tava tomando ele junto a pia, ela veio por trás e me abraçou, carinhosa, colocando seus braços em baixo dos meus seios, e me deu um beijo meio na bochecha meio no ouvido. Me arrepiei inteira.

-Não fica brava comigo, não. Sou assim mesmo, complicada. – ela falava baixinho. – Te amo como uma irmã, sabia?

Aquelas últimas palavras acabaram comigo. Joguei o copo na pia e me desvencilhei dela, bufando. Ela tava me zombando, só podia. Por isso que eu sempre evitei de me abrir pra alguém sobre minha sexualidade, por causa desse tipo de comportamento. Só dessa vez, uma única vez, que eu demonstrei meu sentimento, ou ao menos dei a entender, e a Sofia, logo a pessoa que eu mais amo nessa vida, despedaça meu coração sem piedade. Subo correndo as escadas, mas paro, com um nó engasgado na minha garganta. Volto alguns degraus e vejo ela vindo, devagar.

-Também te amo, mas não como irmã.

Gritei, finalmente abrindo o jogo, e subi novamente, batendo a porta e me deixando cair de joelhos no chão do quarto. Meu choro era ao mesmo tempo de raiva e alívio. Não sei bem o que esperava, mas pensava que talvez Sofia viesse atrás de mim, correndo, e se jogasse em meus braços. Mas acho que romantizo demais, porque isso não aconteceu. Então, com um calor subindo pelo meu corpo, arranquei minhas roupas. Talvez se a Sofia me visse assim, entregue de corpo e alma pra ela, meu amor pudesse ser finalmente correspondido. Abri a porta e desci as escadas, procurando-a por toda a casa, mas nada. Então fui até a janela da sala, puxando a cortina pro lado e me jogando sobre o vidro. Ela ia, já longe, a passos rápidos. Gritei seu nome, mas o som fora abafado pela janela fechada. Fiquei ali, sem me importar se alguém estava me olhando, com os seios prensados contra o vidro e as lágrimas voltando a tomar meu rosto, vendo-a cada vez mais embaçada e diminuta desparecer aos meus olhos.

A lembrança que tenho depois disso me parece algo surreal, mas foi a tradução perfeita do amor avassalador que sentia por Sofia que me fez tomar aquelas atitudes. Minutos depois, saí de casa usando um vestido tomara que caia longo e florido, sem nada por baixo, e apenas de posse da minha bolsa. Pensei que encontraria Sofia no ponto de ônibus, mas ela já tinha ido. Esperei angustiada pela próxima condução, que só chegou meia hora depois, e estava lotada. Mas enfrentei o desafio, e também o assédio dos machos de plantão, que nem vale a pena contar agora. Já devia ser umas oito da noite quando encontrei a casa em que Sofia vivia com o namorado, na periferia. Vi que tinha luz, e não me importava se o cara estivesse lá ou não.

Sofia atendeu, e tomou um susto. Sua primeira reação foi fechar a porta de novo, mas a segurei com toda a minha força.

-Você tem que me deixar entrar. Eu comecei, agora quero ir até o fim.

-O Naldo deve estar chegando. Ele te mata se te ver aqui. – ela dizia, aterrorizada.

-Foda-se o Naldo, foda-se todo mundo. Só você que me importa.

-Vai embora, Lívia, por favor. Vai embora.

Ela repetia pra eu ir embora, mas já não tinha forças pra segurar a porta. Entrei, e ela não parava de espiar pela janela.

-Me dá atenção, Sofia. Esquece esse cara.

-Como esquecer? – ela veio pra cima de mim em fúria. – A gente tá na casa dele. Agora cê tá em perigo, também. Cê é louca.

-Louca por você…

Retruquei, e a puxei pra mim, tascando-lhe um belo beijo na boca. Ela tentava se desvencilhar, mas eu a segurava como alguém que conquistou algo que há muito tentava, e agora não queria mais largar. Eu passava a outra mão no seu seio esquerdo, pequeno mas durinho, e ela ainda tentava me demover, mas aos poucos cedeu. Puxou meu vestido pra baixo, e sem esforço ele foi ao chão, deixando meu corpo nu exposto. Ela se afastou pra me contemplar, e depois as mãos nos meus seios, brincando de dar mordiscadas nos bicos. Por minha vez, coloquei minha mão sob sua sainha de pano, e enfiei o dedo anular em sua boceta. Ela gemeu, e eu coloquei também o indicador, indo e voltando com força.

Mas ela não me deixou continuar por muito tempo, e me empurrou pra que eu caísse meio sentada, meio deitada, sobre o sofá. Abri as pernas, totalmente rendida. Ela então se agachou e veio andando de quatro, manhosa, me deixando louca de desejo. Comecei a massagear meus seios, com a libido a mil. Ela chegou com o rosto próxima a minha boceta, raspada e rosadinha, e a cheirou. O ventinho da expiração me deixou alucinada.

-Eu reconheço esse cheiro… Tava no meu travesseiro…

Fiz que sim com a cabeça, louca pra que ela começasse a me chupar. Sofia riu com malícia, e pôs a língua pra fora. E que língua! Cutucava minha boceta aos pouquinhos, lambendo as virilhas, também. Ficou assim por um tempinho, até que posicionou melhor seu corpo contra minhas pernas, e ajeitou suas mãos pra agarrar minhas nádegas, e finalmente enfiou a língua no meu clitóris. Fechei os olhos e gemi de tanto prazer. Era a realização de um sonho, ainda que uma relação fosse muito mais que uma transa… mas com uma transa dessas, eu não pensava em mais nada naquele momento.

Mas foi então que a casa caiu. Naldo, o marido da Sofia, abriu a porta e nos pegou no flagra. Caralho, que puta vergonha! A princípio eu não vi nada, porque tava com os olhos fechados e totalmente entregue ao prazer. Só percebi que sua língua deixou a minha boceta e seu corpo se afastou das minhas pernas.

-Que porra é essa?

Quando ele gritou, eu abri os olhos, ainda sem entender muito o que tava acontecendo. Só vi o cara me olhando e depois encarando a Sofia, que foi de encontro a ele. Naquela sala, só eu que tava nua. Coloquei as mãos sobre minhas partes íntimas, levantando do sofá, enquanto o cara segurava o queixo da Sofia com força, chacoalhando-a de um lado pro outro.

-Que putaria é essa na minha casa?

O cara me olhou e pôs o pé no meu vestido quando eu tentava pegá-lo, e em seguida chutou meu colo, me fazendo cair de costas no chão.

-Não faz isso com ela!

A Sofia gritou, e devia ser a primeira vez que fazia isso, porque o Naldo parou de chacoalhá-la e a encarou, meio perplexo. Depois, começou a estapeá-la no rosto, repetindo:

-Vai me contestar?

Levantei num pulo, e parti pra cima dele. O cara sabia como machucar. Pegou no bico do meu seio direito e começou a retorcê-lo, o que me fez sentir uma dor imensa. E ele era forte, porque eu batia no braço dele, mas ele não soltava. Então ele mandou a sofia se sentar no sofá, e ela obedeceu de imediato, certamente temendo o pior pra mim caso ela se rebelasse. Então, sem soltar de mim, ele me levou até o chão, e eu fiquei de quatro. Sentou sobre minha lombar, fazendo pressão, e segurou meus braços. Tinha me dominado.

-Abaixa a saia e a calcinha. – Naldo se dirigiu à Sofia. Ela estava na minha frente, e novamente o obedeceu de imediato. Temia por mim. – Agora tira e joga pra lá. – Jogou as peças pro lado.

Ele pressionou meu braço esquerdo pra frente, o que era sinal de movê-lo. Em seguida, com o direito, e com isso me aproximei do sofá, e consequentemente do ventre de Sofia. Ela estava praticamente na mesma posição que eu tinha ficado há alguns minutos. Ele se abaixou pra falar no meu ouvido.

-Cê não gosta de xoxota? Taí. Come!

Eu não tava entendendo aonde ele queria chegar. Tinha feito a maior confusão de nos ter pego em pleno ato sexual, e depois vem com essa de “fica a vontade”? Como não me mexi, mesmo com a Sofia me fazendo um gesto de arregalar os olhos dizendo “faz”, ele puxou meus cabelos pra trás, erguendo meu rosto.

-Cê tá na minha casa, vadia. E o que o dono da casa manda comer, você come.

Então me soltou, e dessa vez fui em frente, pela Sofia. Coloquei a boca com vontade, lambendo e repuxando aquela boceta morena com pelos estilo bigodinho. Eu não desgrudava os olhos dela, e ela estava entre mim e o marido. Senti preocupação no seu olhar. Ele então se levantou, e pensei que ele fosse pegar uma câmera e gravar, pra depois colocar tudo na internet e humilhar principalmente a mulher. Mas em seguida ele deu tapinhas nas minhas nádegas e falou:

-Continua. Se você parar a coisa vai demorar mais…

Só entendi quando ele começou a afastar minhas nádegas, e enfiou o dedo no meu cú.

-Agora relaxa, vadia. Dói menos.

Continuei bravamente o oral em Sofia, enquanto sentia o pau duro e grosso de Naldo me fodendo cada vez mais. Olhei pra Sofia, e ela tinha fixado o olhar no marido, em lágrimas. Então ele iniciou o movimento, e minha boca ia de encontro a boceta de Sofia com tanta força, roçando meus dentes nos seus grandes lábios, que sentia que a estava machucando, mas ela não se queixava, apesar da expressão de dor. Tirei forças não sei de onde pra aguentar aquela coisa entrando em mim por trás, porque parecia que eu desmaiaria. Mas me mantive firme.

Até que ele tirou seu pau de dentro de mim, não sem antes me dar tapas bem fortes nas nádegas, me xingando de tudo quanto era nome. Puxou meus cabelos pra trás, me levantando, e foi me levando até a porta. Sofia veio do meu lado.

-É assim que vai ser?

Naldo perguntou pra Sofia. Ela me deu a mão, e pela primeira vez senti que estávamos juntas, pro que desse e viesse. E a primeira prova nós já tínhamos passado. Resmungando, a contragosto, ele abriu a porta, e gritou pros vizinhos, que logo apareceram. Ainda mais que próximo dali tinha um barzinho.

-Olha aí, pessoal! Puta e vadia! Comedoras de xereca! Comigo é assim, puta e vadia é na base do coice!

E nos enxotou da casa. Tropecei, e Sofia me segurou. Nos abraçamos, tentando nos proteger. Mas é claro que, apesar da pouca iluminação, dava pra ver que tinham duas mulheres – eu, totalmente nua, e Sofia, seminua sem a parte de baixo da roupa – vulneráveis na rua. Vaias, gritos histéricos de mulheres, uma arruaça tremenda. Tive medo de não só sofrer mais humilhação, como também ser novamente estuprada por aqueles homens enlouquecidos, e agarrada pelas mulheres raivosas. Então Sofia me guiou até uma casinha mais a baixo na rua.

Era a casa de uma amiga, chamada Ivete. Ela nos recebeu sem perguntas, e fechou a porta rapidamente. Finalmente estávamos protegidas, tanto daquele filho da puta do Naldo como da hora ensandecida na rua. Ivete nos deu toalhas e roupas limpas, e nos deixou a sós no banheiro de sua casa. Sofia tirou sua blusa e me levou ao chuveiro. Me ensaboou e me lavou, esfregando-me com delicadeza e carinho. Apesar de tudo que tinha acontecido, me senti feliz. Parecia que finalmente estávamos conectadas. Sorri pra ela, e ela retribuiu, tímida, se sentindo culpada. A abracei longamente, e depois a beijei, mostrando pra ela que estávamos juntas, e assim seríamos mais fortes.

[Continua…]

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