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Convento de putas no interior do Paraná - Segundo semestre

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AnãoJediManco

Os dias se arrastavam. Os meses, para as novatas, pareciam não ter pressa. A rotina se repetia com a precisão de um relógio cruel, acordar nuas, inspeção, trabalho braçal, treinamentos de obediência, aulas de sensualidade, sessões com homens, castigos elaborados, noites de privação e alívio controlado. O corpo de cada uma foi sendo lentamente reescrito. Vergões se tornavam cicatrizes discretas. A resistência física aumentava. A vergonha, aos poucos, se transformava em algo mais complexo, uma mistura de medo, excitação condicionada e uma aceitação resignada.
E, como regra absoluta da escola, a cada mês cumprido, a aluna recebia uma parte de sua tatuagem de caloura. O local era sempre o mesmo, a virilha interna, bem rente à base da coxa, tão perto da boceta que o cheiro da pele íntima se misturava à tinta. Pequena, Delicada, um trevo de quatro folhas.
No final do primeiro mês, sob a luz fria da sala de rituais, cada novata foi deitada em uma mesa estreita, pernas abertas e firmemente presas. A agulha zunia. A dor era precisa, quente, latejante. Cecília sentiu a ponta perfurar a pele sensível da virilha enquanto o talo fino e verde-escuro era desenhado. Maria Clara chorou em silêncio, os dedos apertando o próprio corpo, enquanto a mesma linha era gravada nela. Quando terminaram, um pequeno talo preto-esverdeado marcava a pele ainda vermelha e inchada de cada uma.
No segundo mês, a primeira folha, no terceiro, a segunda, no quarto, a terceira, no quinto, a quarta folha se completava. A cada sessão, a dor era a mesma, a agulha perfurando a pele fina e sensível da virilha, o ardor que durava dias, o inchaço que fazia doer ao caminhar, ao se ajoelhar, ao abrir as pernas para qualquer treinamento. Mas o significado mudava. O trevo ia se formando, folha após folha, como um calendário vivo gravado na carne.
As instrutoras observavam com satisfação.
— Isso não é enfeite, dizia Irmã Helena enquanto a agulha trabalhava. É a prova de que o corpo já não lhes pertence. Cada folha é um mês de quebra. Cada linha é um pedaço de orgulho que vocês entregaram.
No final do sexto mês, o ritual foi diferente.
As novatas foram novamente presas à mesa, pernas abertas. Desta vez, além do contorno já completo do trevo, a tinta colorida foi aplicada. Verde vivo nas folhas, um toque de dourado no centro. A dor foi mais intensa, a agulha voltando várias vezes sobre a mesma área já marcada, preenchendo, forçando a tinta a se fixar. Cecília sentiu o ardor profundo enquanto a cor entrava na pele. Maria Clara gemia baixinho, o corpo tremendo, a virilha latejando.
Quando terminaram, o trevo de quatro folhas estava completo e colorido, pequeno e delicado, mas impossível de ignorar. Ali, na virilha íntima de cada uma, a marca brilhava sob a luz. Irmã Laura as fez se levantarem e se olharem no espelho grande da sala.
— Agora vocês carregam a prova. Seis meses. O trevo completo e colorido. Vocês estão aptas a subir de degrau. A partir de amanhã, o treinamento muda. Mais profundo, mais exigente, vocês deixam de ser apenas novatas… e começam a se tornar o que seus pais pagaram para que se tornassem, putas de família bem-educadas.
Cecília olhou para o pequeno trevo colorido na própria virilha. A pele ainda estava vermelha e sensível. Ao lado, Maria Clara tocava de leve a marca dela, os olhos baixos. Seis meses haviam passado, o corpo de cada uma agora carregava a prova permanente, o próximo degrau já as esperava. O sexto mês terminou com o trevo colorido gravado na virilha de cada novata.
Na manhã seguinte, após a inspeção matinal, Irmã Laura as reuniu no pátio central.
— Vocês cumpriram o primeiro ciclo. A partir de hoje, deixam de ser apenas calouras isoladas. Passam a dormir no alojamento coletivo do segundo semestre. Lá vocês terão contato diário com as alunas mais antigas, as veteranas do terceiro e quarto semestre. Elas já passaram por tudo o que vocês estão vivendo. E agora serão parte do seu treinamento.
O novo alojamento era maior, com beliches de madeira escura alinhados em duas fileiras. O cheiro era diferente, mais pesado, misturado de suor jovem, óleo de massagem, excitação feminina e o leve aroma de lubrificantes. As novatas do segundo semestre ocupavam as camas inferiores. Nas superiores e nas beliches do fundo dormiam as veteranas, mulheres um ou dois anos mais velhas do que elas, corpos já mais moldados, posturas mais seguras, olhares que misturavam superioridade e desejo.
Na primeira noite, Cecília e Maria Clara foram colocadas em beliches lado a lado. Acima delas dormia uma veterana de cabelos pretos e seios firmes chamada Isabela, do terceiro semestre. Do outro lado, uma loira alta e de quadris largos chamada Rafaela.
Logo na segunda noite, as atividades conjuntas começaram.
As veteranas tinham permissão e, na verdade, ordem de usar as novatas para treinar domínio e para ensinar submissão lésbica. Não havia delicadeza. As ordens vinham diretas:
— De quatro, caloura. Língua para fora.
— Abra as pernas e fique quieta enquanto eu uso sua boca.
— Você vai lamber até eu gozar. Se parar, leva chicote.
Cecília aprendeu rápido o gosto de outra mulher. Na terceira noite, Isabela a puxou para a cama superior, sentou-se sobre seu rosto e ordenou que lambesse. O cheiro era forte, íntimo, diferente de tudo que ela conhecera com os homens. A língua desajeitada de Cecília foi guiada com puxões de cabelo e palmadas na bunda. Quando Isabela gozou, o líquido escorreu pela boca e pelo queixo da novata, que foi obrigada a engolir tudo.
Maria Clara foi usada por Rafaela de forma ainda mais prolongada. A veterana a fez deitar de costas, abriu suas pernas e passou longos minutos lambendo e chupando sua boceta já condicionada, só para depois montar em seu rosto e gozar com força, segurando a cabeça da loira contra si até o último espasmo.
As humilhações coletivas também se intensificaram. Em várias noites, as novatas eram alinhadas de joelhos no centro do alojamento enquanto as veteranas caminhavam entre elas, usando bocas, dedos e, às vezes, cintos com consolos. Algumas sessões eram públicas, uma novata era colocada de quatro no meio do quarto e todas as outras eram obrigadas a assistir e depois a participar, enquanto uma ou duas veteranas a usavam oralmente e a humilhavam com palavras e palmadas.
O treinamento bissexual não era opcional. Era parte oficial do currículo do segundo semestre. As instrutoras supervisionavam ocasionalmente, mas a maior parte do trabalho era feito pelas próprias veteranas, que tinham prazer em quebrar a resistência residual das mais novas.
Cecília e Maria Clara, que no início se entreolhavam com vergonha e medo, aos poucos começaram a se tocar também sob ordem. Em uma noite, Isabela as obrigou a se beijar profundamente enquanto as duas estavam de joelhos, bocas ainda sujas do gozo de outras mulheres. Em outra, foram forçadas a se lamber mutuamente sob o olhar atento de várias veteranas, que corrigiam a técnica com varadas leves nas coxas.
O corpo de cada uma respondia, mesmo quando a mente ainda lutava. A boceta de Cecília ficava molhada só de ouvir a voz autoritária de Isabela. Maria Clara, apesar das lágrimas frequentes, gemia quando Rafaela a usava.
O segundo semestre havia começado de verdade. As novatas agora dormiam no mesmo ar que as veteranas. Aprendiam a servir mulheres com a mesma dedicação com que serviam homens. E a cada noite, a fronteira entre vergonha e desejo se tornava mais fina.
A hierarquia entre as próprias alunas é tão importante quanto a das instrutoras. Ela determina quem pode ordenar, quem deve servir e quem tem o direito de usar o corpo da outra.
3º Ano
O status mais alto entre as estudantes, têm direito de usar sexualmente qualquer aluna dos semestres inferiores. Podem aplicar castigos leves (palmadas, plugs, humilhações verbais). São tratadas com relativo respeito pelas instrutoras e já participam de “visitas conjugais” supervisionadas. Usam um pequeno piercing no clitóris.
2º Ano
Têm autoridade direta sobre as novatas dos semestres anteriores. Podem, e devem, usá-las para treinar domínio e para ensinar submissão lésbica. Podem ordenar serviços sexuais, humilhações e tarefas domésticas. Ainda estão sob forte controle das instrutoras e das alunas do 3º ano. Usam um piercing em cada mamilo.

2º Semestre
O degrau mais baixo, não têm direito a quase nada. Devem servir a todas as hierarquias acima: instrutoras, alunas do 2º e 3º ano. São usadas livremente em treinamentos conjuntos, humilhações coletivas e sessões de aprendizado bissexual. Ainda carregam a tatuagem do trevo em formação, ou recém coberta. E ao final do 5º mês do segundo semestre, vão ganhar um piercing no mamilo esquerdo.
E as regras de uso entre as alunas, é bem claro:
Uma aluna de grau superior pode ordenar qualquer ato sexual ou de serviço a uma de grau inferior, desde que não interfira no treinamento oficial determinado pelas instrutoras. Recusar uma ordem de superior é falta grave e resulta em castigo imediato, varadas, isolamento, ou semana de correção, as veteranas são incentivadas a serem criativas na humilhação das novatas, isso faz parte do próprio treinamento delas como futuras esposas dominantes dentro de casa, quando necessário. O respeito visual é absoluto, uma novata nunca olha nos olhos de uma veterana ou instrutora sem permissão. Cabeça sempre baixa, a menos que ordenada a olhar.
Assim, dentro dos muros de Santa Silvia, cada mulher sabe exatamente o seu lugar. E o corpo de cada uma existe, em maior ou menor grau, para servir às que estão acima.

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