A nova realidade que mudou o mundo parte 162 - Amor adolescente parte 2
Numa manhã clara, pouco mais de dois meses após Lucas ter tornado Lena exclusivamente sua, o quarto nos fundos do bordel estava mergulhado numa paz perigosa e ilusória. O sol filtrava pelas frestas da janela, iluminando o corpo nu de Lena deitado sobre o peito de Lucas. Ela dormia profundamente, o rosto relaxado pela primeira vez em anos, uma perna jogada por cima dele, a vagina ainda úmida e levemente inchada do sexo lento e apaixonado que haviam feito ao amanhecer. Lucas acariciava suas costas com ternura, sentindo o calor dela contra sua pele, o pau semiduro descansando contra a coxa macia da jovem.
O idílio foi destruído de forma brutal. Portas foram arrombadas com estrondo por todo o bordel. Gritos e ordens ecoaram enquanto soldados armados invadiam o lugar, rendendo os homens com violência. Passos pesados subiram o corredor. A porta do quarto de Lucas foi chutada com força. Vários soldados entraram, armas em punho, e em segundos renderam o jovem ainda nu. Lena acordou sobressaltada, tentando se cobrir instintivamente, mas mãos brutas a arrancaram da cama, torcendo seus braços para trás e amarrando seus pulsos com cordas ásperas.
Os dois foram arrastados nus para fora. Lena, completamente exposta, era puxada pelos cabelos e pelos braços, os seios balançando, os pés descalços cortando-se nas pedras do caminho. Lucas era levado algemado, lutando inutilmente. Foram jogados numa carroça e transportados até a praça central da cidade, onde uma multidão já começava a se formar, atraída pelo espetáculo.
Na praça, sob o sol forte, Lena foi forçada a se ajoelhar ao lado de Lucas. Cordas grossas foram amarradas em seus tornozelos e pulsos, mantendo-a de joelhos, pernas abertas, o corpo nu completamente exposto ao olhar de dezenas de curiosos. Seus seios, ainda marcados pelos carinhos e chupadas recentes, pendiam pesados; a vagina, rosada e levemente inchada das penetrações constantes dos últimos meses, brilhava à luz do dia, um fio sutil de excitação residual misturado ao medo escorrendo pela coxa. Ela tremia violentamente, cabeça baixa, lágrimas silenciosas caindo no chão de terra.
Lucas foi mantido de pé, algemado, enquanto o capitão dos soldados o interrogava duramente. Golpes e ameaças choviam sobre ele. Diante da pressão e do medo de ver Lena ainda mais humilhada, o jovem acabou confessando tudo. Com a voz embargada, ele admitiu que havia comprado a escrava para si, que a mantinha escondida, que nutria carinho profundo, afeto e amor verdadeiro pela vadia. Ele declarou, em meio à multidão que murmurava chocada e excitada, que a via não como mera carne, mas como sua mulher, que a amava, que a fazia gozar todas as noites e que sonhava em mantê-la só para ele.
Cada palavra da confissão ecoava na praça. Lena, ajoelhada ao lado, ouvia tudo com o coração apertado. Seu corpo nu exposto tremia não só de vergonha, mas de uma mistura devastadora de emoção e terror: o homem que a havia salvado, que a fizera gozar como nunca, que a limpara com carinho e a tratara como amante, agora confessava publicamente seu amor por ela, uma escrava, uma vadia usada por mendigos. As lágrimas escorriam mais intensas pelo rosto dela, enquanto o vento frio lambia sua pele nua e seus buracos ainda sensíveis, expostos ao julgamento de todos.
A multidão reagia com risos, insultos e excitação mórbida. O corpo de Lena, marcado pela recente vida de prazer proibido, estava ali para todos verem, os mamilos endurecidos pelo medo, a boceta levemente aberta e brilhante, as coxas tremendo. Lucas, ao confessar seu amor, selava o destino dos dois. A praça pulsava com a tensão de um espetáculo que mal começava.
Após poucos minutos de interrogatório brutal na praça lotada, o veredito foi proferido em voz alta e implacável pelo capitão dos soldados, para que toda a multidão ouvisse claramente.
O casal foi condenado por comprometer as sagradas regras machistas da sociedade, um homem livre se apaixonar e tratar uma vadia escrava como igual, como amante, como mulher. Pior ainda, por criar falsa esperança em uma mera carne reprodutora e prostituta, dando a ela momentos de prazer, carinho e dignidade que nenhuma escrava merecia. A confissão pública de Lucas selou o destino dos dois como exemplo vivo para todos os homens e todas as vadias do lugar.
A punição de Lucas foi anunciada primeiro: Ele seria castrado publicamente na praça no dia seguinte. Suas bolas seriam esmagadas lentamente com um instrumento de ferro, depois cortadas enquanto ainda consciente, para que sentisse cada segundo da perda de sua masculinidade. Em seguida, seu pau, o mesmo que havia dado tanto prazer à escrava, seria queimado com ferro em brasa e costurado, tornando-o incapaz de foder qualquer mulher pelo resto da vida. Depois disso, ele seria obrigado a assistir, acorrentado e impotente, tudo o que fariam com Lena durante semanas, antes de ser enviado para as minas como trabalhador eunuco, quebrado e humilhado.
A punição de Lena foi bem mais longa e cruel, destinada a destruir qualquer resquício de esperança que Lucas havia plantado nela: Ela seria devolvida imediatamente ao pior dos bordéis, mas desta vez como atração principal de punição pública. Todos os dias, por pelo menos seis meses, seria amarrada no cavalete central da praça durante as horas de maior movimento. Qualquer homem da cidade, mendigo, comerciante, soldado ou fazendeiro, poderia usá-la gratuitamente em todos os buracos, sem limite. Seu corpo seria mantido permanentemente lambuzado de mel e melado para atrair insetos e facilitar as penetrações brutais.
Todas as noites, após o uso público, passaria pela limpeza humilhante com escovas ásperas enfiadas fundo na vagina e no ânus, seguida de uma nova rodada de sodomia coletiva. Seu útero seria inseminado regularmente sem o objetivo de engravidá-la o mais rápido possível, visto que ela receberá doses imensas de hormônios para não engravidar, pois ninguém quer que ela parisse em público, amamentasse enquanto continuava sendo fodida, e tivesse a placenta arrancada e exibida como troféu. Além disso, toda vez que Lucas fosse trazido para assistir, Lena seria forçada a gozar publicamente, não por carinho, mas através de estocadas brutais e objetos enormes, para que o jovem visse como a sua amada ainda podia ser reduzida a uma vadia convulsionando de dor e prazer forçado ao redor de paus desconhecidos.
A multidão aplaudiu com excitação selvagem. Lena, ainda ajoelhada nua ao lado de Lucas, tremia violentamente, as lágrimas caindo sobre seus seios expostos, a vagina brilhando involuntariamente sob o sol enquanto o medo e a humilhação a inundavam. O breve sonho de amor e prazer que Lucas lhe dera agora tornava a punição mil vezes mais devastadora, porque ela havia experimentado algo melhor, e agora seria destruída com ainda mais crueldade precisamente por isso.
Os soldados arrastaram os dois para as celas subterrâneas, onde Lena já começou a ser usada pelos guardas naquela mesma noite, enquanto Lucas ouvia cada gemido abafado através das paredes. O exemplo estava dado. A esperança seria esmagada de forma exemplar.
Na praça central, sob o sol impiedoso do meio-dia, a multidão se aglomerava em um círculo excitado e sedento por sangue. Lucas foi arrastado nu para o centro do palco improvisado, os braços esticados e presos em correntes altas, o corpo exposto e tremendo. Lena, ainda nua, foi forçada a se ajoelhar diretamente à frente dele, o rosto a poucos centímetros de seu pau. Suas mãos foram amarradas atrás das costas, mas a cabeça foi empurrada para frente por guardas brutais até que os lábios dela envolvessem o membro flácido e amedrontado de Lucas.
Ela o tomou na boca inteira, sentindo o gosto familiar da pele que tanto amara nos últimos meses. Lágrimas escorriam pelo rosto dela enquanto chupava gentilmente, o pau dele crescendo involuntariamente entre sua língua quente e úmida apesar do terror. A multidão ria e gritava obscenidades. O carrasco se posicionou ao lado. Sem aviso, ergueu uma lâmina afiada e curva. Com um movimento preciso e brutal, cortou a base do pau de Lucas em um único golpe.
A lâmina passou com um som úmido e carnudo, seccionando carne, veias e uretra. O pau de Lucas, ainda meio duro e latejante, foi decepado completamente e permaneceu dentro da boca de Lena. O sangue jorrou violentamente da ferida aberta, espirrando no rosto dela, enchendo sua boca junto com o membro cortado. Lena arregalou os olhos em puro horror, o corpo inteiro convulsionando. O pau ainda quente e pulsante descansava em sua língua, o gosto metálico do sangue fresco inundando sua garganta. Ela tentou cuspir, engasgando-se e sufocando, mas um guarda segurou sua cabeça com força, obrigando-a a manter o pau decepado do amante dentro da boca enquanto o sangue escorria pelos cantos de seus lábios, pingando sobre seus seios nus.
Lucas soltou um urro animalesco de agonia, o corpo arqueando violentamente nas correntes. O toco aberto jorrava sangue em jatos ritmados, pintando o peito e as coxas de Lena.
Imediatamente, o carrasco pegou um ferro em brasa e pressionou com força contra o toco sangrento. O cheiro nauseante de carne queimada encheu o ar. Lucas gritou como nunca, um som gutural e quebrado que ecoou pela praça inteira, o corpo se debatendo em espasmos selvagens enquanto a cauterização selava a ferida em meio a fumaça e chiados horríveis. Seus olhos reviravam, baba e lágrimas escorrendo pelo rosto contorcido. Mas o tormento não terminou.
Lena foi arrastada até uma prensa de madeira e ferro posicionada entre as pernas abertas de Lucas. Seus testículos inchados e vulneráveis foram colocados sobre a base da prensa. Os guardas forçaram as mãos dela sobre a alavanca pesada.
“Esmaga”, ordenou o capitão.
Com o rosto coberto de sangue, o pau decepado ainda caído ao lado dela no chão, Lena chorava descontroladamente. Seus braços tremiam. Sob ameaças de pior sofrimento, ela empurrou a alavanca. A prensa desceu lentamente, esmagando primeiro um testículo, depois o outro. A pele esticou, os ovos estourando com um som molhado e repulsivo, esguichando fluido e sangue entre as placas de ferro.
Lucas soltou um grito sobrenatural, um urro de dor pura e insuportável que fez até alguns na multidão recuarem. Seu corpo inteiro convulsionou com violência, os músculos rígidos, os olhos esbugalhados. Lena sentiu cada pressão através da alavanca, o som úmido e nauseante dos testículos sendo destruídos reverberando em suas mãos. Ela soluçava alto, empurrando até o fim, até que ambos os testículos fossem completamente esmagados em uma massa sanguinolenta e disforme.
Lucas desmaiou finalmente, o corpo pendendo mole nas correntes, o toco cauterizado ainda fumegando entre as pernas destruídas.
Lena caiu de joelhos ao lado dele, vomitando o sangue e o pau decepado que fora forçada a segurar na boca, o corpo inteiro tremendo em choque profundo. O breve sonho de amor e prazer havia sido literalmente cortado e esmagado diante de seus olhos, deixando apenas ruína, sangue e um vazio ainda maior do que antes.
A multidão aplaudia enlouquecida. O exemplo estava completo.
Dia após dia, a destruição de Lena foi lenta, metódica e implacável, transformando a jovem que havia conhecido o toque apaixonado de Lucas em uma ruína viva e babando.
Nas primeiras semanas, o corpo dela ainda conservava algum vestígio da saúde recente. Todas as manhãs era arrastada nua para o cavalete central da praça, amarrada com pernas bem abertas, tronco inclinado para frente, buracos completamente expostos. Seu corpo era lambuzado inteiro com mel grosso e barato, que escorria pelos seios, pela barriga, pelas coxas e especialmente entre as pernas, tornando sua vagina e ânus brilhantes e pegajosos.
A partir das dez da manhã, a fila de homens começava. Mendigos, trabalhadores, soldados e até adolescentes usavam-na sem parar. Paus sujos entravam em sua boca, forçando-a a engolir até o fundo da garganta, enchendo seu estômago de porra azeda. Outros fodiam sua vagina com violência, esticando as paredes ainda sensíveis que haviam conhecido o sexo carinhoso de Lucas. O ânus, que ele havia treinado com paciência, era agora rasgado repetidamente por paus maiores e secos, causando fissuras que sangravam. A cada hora, seu corpo recebia dezenas de cargas: sêmen escorrendo em fios grossos de todos os buracos, misturado com sangue e mel.
À noite, após o uso público, vinha a “limpeza”. Escovas de cerdas duras e sujas eram enfiadas fundo em sua boceta e no cu, giradas com brutalidade, raspando esperma seco, sangue e muco. A dor era tão intensa que Lena urinava involuntariamente enquanto chorava. Depois, era inseminada à força com sêmen coletado de vários homens, injetado profundamente com um tubo grosso.
Com o passar dos dias, o corpo dela começou a deteriorar visivelmente.
Seus lábios vaginais e o ânus ficaram permanentemente inchados, roxos e evertidos. A pele ao redor rachava e inflamava. Moscas e formigas, atraídas pelo mel, mordiam seus mamilos, clitóris e o interior dos buracos expostos, causando pequenas feridas purulentas. Lena começou a ter febre baixa. Seus olhos, antes brilhantes de prazer com Lucas, agora estavam opacos e vermelhos de choro constante.
A infecção se instalou. Sua vagina exalava um cheiro forte de peixe podre e pus. O ânus não fechava mais completamente, deixando um buraco frouxo que vazava fluidos o tempo todo. Os seios, constantemente apertados e chupados, começaram a desenvolver mastite, ficando duros, quentes e doloridos. Lena já não parecia a mesma jovem. Seu corpo, antes macio e responsivo, estava magro, coberto de hematomas, picadas de insetos e feridas abertas. A pele do rosto, estava ulcerada pelo suor e fricção constante. Seus cabelos caíam em tufos. A vagina, agora permanentemente alargada e frouxa, fazia sons molhados e obscenos a cada penetração. Ela mal reagia mais, apenas tremia e babava dentro da máscara. Os orgasmos forçados ainda aconteciam às vezes, contra sua vontade, quando objetos enormes eram enfiados nela, fazendo seu corpo traí-la com contrações involuntárias enquanto a multidão ria.
Completando um mês, a deterioração se aprofundou. Lena perdeu grande parte da mobilidade. Suas pernas tremiam constantemente, mal conseguindo sustentar o peso quando a soltavam do cavalete. Infecções urinárias e intestinais a faziam mijar e cagar incontrolavelmente durante os estupros de mendigos. Seu útero, inseminado repetidamente, estava inflamado. Mentalmente, Lena estava destruída. A lembrança do quarto de Lucas, dos orgasmos verdadeiros, dos banhos carinhosos e dos beijos tornava cada violação mil vezes pior. Ela entrou em um estado de dissociação profunda, corpo presente, mente ausente. Babava constantemente, urinava de medo ao ouvir passos, e seu único som era um gemido rouco e quebrado. A esperança que Lucas havia plantado foi completamente esmagada, agora ela era apenas um buraco público, inchado, purulento e frouxo, que servia de exemplo para todas as outras escravas.
Com pouco mais de quarenta dias, Lena era uma casca vazia. Corpo magro e marcado, buracos permanentemente destruídos, mente fragmentada. Ainda era usada todos os dias, mas já quase não reagia. Apenas tremia, vazava e esperava o fim que nunca chegava rápido o suficiente. O breve amor de Lucas havia transformado sua punição em algo ainda mais cruel, ela conheceu o paraíso para depois ser arrastada de volta ao inferno mais profundo. E o inferno a consumiu completamente, dia após dia, até restar apenas carne destruída.
Na praça central, semanas após a castração pública de Lucas, chegou o dia da execução final do casal. A multidão se reuniu novamente, ansiosa pelo espetáculo que selaria o fim de um amor adolescente proibido e condenado.
Lucas foi o primeiro. O jovem, agora magro, pálido e quebrado, com o toco cauterizado e horrendo entre as pernas, foi arrastado nu até um grosso pilar de madeira escura, com cerca de 15 centímetros de diâmetro na ponta, liso e untado com óleo apenas o suficiente para não rasgar imediatamente. Ele foi posicionado de pé sobre uma plataforma, as pernas forçadas bem abertas. Dois soldados o seguraram pelos ombros enquanto o carrasco alinhava a ponta afiada do pilar com seu ânus.
Com um empurrão lento e implacável, o pilar começou a subir. Lucas urrou de agonia quando a madeira grossa forçou sua entrada, rasgando o reto e penetrando profundamente em suas entranhas. Centímetro após centímetro, o poste invadiu seu corpo, perfurando intestinos, deslocando órgãos internos. Seu abdômen inchou visivelmente enquanto o pilar subia pela barriga. O sangue escorria profusamente pelas pernas, formando uma poça escura no chão. Quando o poste atravessou o diafragma e perfurou um pulmão, seus gritos se transformaram em gorgolejos úmidos e sufocados. Ele foi empalado vivo, o pilar saindo pela boca aberta em um ângulo grotesco, o corpo suspenso e tremendo em espasmos violentos.
Lena foi trazida logo em seguida. A escrava, já uma ruína humana após meses de uso público, mal conseguia andar. Seu corpo magro, coberto de feridas purulentas, seios flácidos e inchados, vagina e ânus permanentemente destruídos e escorrendo, foi colocado diante de outro pilar idêntico, posicionado a poucos metros do de Lucas para que ele pudesse vê-la em seus últimos momentos.
Ela foi empalada com ainda mais lentidão. A ponta grossa da madeira pressionou contra sua vagina frouxa e lacerada, forçando-se para dentro com um som molhado e nauseante. Lena soltou um grito abafado dentro da máscara de metal enquanto o pilar rasgava seu útero, perfurava o intestino e subia por suas vísceras. Seu ventre se distendeu de forma obscena, a pele esticando ao limite. Quando o poste finalmente saiu pela boca, empurrando a máscara de metal para cima, seu corpo convulsionou violentamente, sangue jorrando pelo nariz e pelos cantos da boca.
Ali ficaram os dois, empalados lado a lado na praça.
Lucas agonizou por horas. Seus olhos, vidrados de dor insuportável, permaneciam fixos em Lena. O corpo dele tremia em espasmos cada vez mais fracos, sangue e fluidos escorrendo pelo pilar de madeira. Ele via o amor de sua vida empalado diante dele, o corpo que ele havia beijado, limpado e feito gozar agora profanado de forma definitiva.
Lena, sufocando lentamente dentro da sua mente, sentia o pilar grosso rasgando tudo por dentro. Cada respiração era um tormento. Seus olhos, inchados e vermelhos, encontraram os de Lucas por alguns segundos antes de a visão começar a escurecer. Lágrimas misturadas com sangue escorriam pelo rosto dela. O breve sonho de carinho, orgasmos apaixonados e ternura que Lucas lhe dera tornava aquela morte ainda mais cruel.
Durante dias, os corpos permaneceram expostos. A multidão passava ao lado, olhando com nojo e desprezo. Homens cuspiam neles, mulheres cobriam o nariz com o fedor de decomposição, crianças apontavam para os órgãos expostos e para o toco castrado de Lucas. Moscas se acumulavam nos ferimentos abertos, insetos entravam nos buracos destruídos de Lena, devorando a carne ainda quente. O cheiro de morte, merda, sangue e urina enchia a praça.
Lucas morreu primeiro, no segundo dia, com um último estertor gorgolejante, o corpo pendendo mole no pilar. Lena resistiu até o terceiro dia, o corpo convulsionando fracamente até que, finalmente, sua cabeça tombou para trás.
Assim terminou o amor adolescente entre o jovem apaixonado e sua escrava. Dois corpos empalados, apodrecendo publicamente sob o sol, servindo de aviso eterno: esperança entre classes era proibida, e seria destruída da forma mais humilhante e dolorosa possível. O que restou foi apenas carne morta, fedor e o silêncio de um amor que nunca deveria ter existido.
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