Lúcio e os pés de Polaco
Lúcio adora os pés do irmão, suas meias, seu cheiro...
Lúcio, de 17 anos, magrinho, nerd, esperava o som da chave na fechadura. O portão rangia, depois os passos pesados no corredor de cimento. Polaco, seu irmão de criação, 20 anos, macho, jogador de futebol, ele entrava sempre do mesmo jeito depois do treino: camisa colada nas costas, short molhado na cintura, mala pesada marcando entre as pernas, meias brancas já cinzentas até a canela. O cheiro vinha antes dele. Grama pisada, terra úmida, suor ácido que se espalhava pela casa pequena como se tivesse vida própria.
Naquela quinta-feira o time tinha treinado finalização sob sol forte. Polaco jogou a mochila no sofá e tirou as chuteiras ainda no corredor. O estalo do velcro. O som das meias sendo puxadas. Lúcio, no quarto, com a porta entreaberta, ouviu tudo. Ouviu também a voz do irmão no celular, falando com alguém do time:
— Porra, aquele cruzamento do Caio foi uma bosta. Se eu tivesse chegado um segundo antes… Não, amanhã a gente treina de novo. O técnico quer pressão alta o tempo inteiro. Meu joelho tá ralado pra caralho.
A voz grave, um pouco rouca de gritar durante o treino. Lúcio fechou os olhos. A mão já estava dentro da cueca. Continuou ouvindo. Polaco riu de alguma resposta do outro lado. Depois o barulho da geladeira abrindo, o estalo de uma lata. Passos indo para o banheiro. A água do chuveiro ligando.
Lúcio saiu do quarto descalço. As meias estavam no chão do corredor, ainda mornas, encharcadas. Ele se ajoelhou. Pegou a direita primeiro. O tecido pesado, úmido, com fiapos de grama presos na sola. Levou ao rosto e inspirou fundo. O cheiro subiu direto, grosso, vivo. Algodão suado, terra, o toque levemente metálico do esforço. Ele abriu a boca e empurrou a ponta da meia para dentro. O gosto veio logo depois: salgado, amargo, um pouco doce no fundo. Chupou devagar, a língua pressionando o tecido contra o céu da boca, enquanto a outra mão descia e apertava o pau por cima da calça.
A água do chuveiro continuava. Polaco cantarolava baixinho alguma música do rádio do vestiário. Lúcio chupava a meia, o rosto quente, o peito apertado. Quando a água desligou, ele guardou as duas meias debaixo da camisa e voltou para o quarto. Fechou a porta. Deitou de bruços na cama e esfregou o tecido no pau até gozar, a boca ainda cheia do gosto.
No dia seguinte os amigos vieram. Caio, o zagueiro, e o goleiro, um cara alto chamado Bruno. Sentaram na sala com pizza e latas. Polaco estava de short e meias limpas, as pernas abertas no sofá, um pé balançando. Lúcio ficou no quarto com a porta entreaberta, o corpo tenso.
— Aquele cara da zaga adversária é uma anta — disse Polaco, a voz alta, animada. — Toda vez que eu ia pelo lado esquerdo ele abria o espaço. Se o Caio tivesse cruzado na hora certa eu matava.
Caio riu.
— Tu que errou o tempo, porra. Eu botei a bola onde tinha que botar.
— Vai se foder. Amanhã a gente vê. Tem que treinar esse timing.
Bruno falou alguma coisa sobre o goleiro adversário. Polaco respondeu descrevendo o ângulo do chute, o pé dominante, a maneira como o cara se posicionava. Cada vez que a palavra “pé” saía da boca dele, Lúcio apertava o lençol. O cheiro das meias da noite anterior ainda estava no travesseiro. Ele enterrou o rosto nelas e se masturbou devagar, ouvindo a conversa, o riso grosso, o estalo das latas.
Quando os amigos foram embora, Polaco ficou sozinho na sala. Lúcio ouviu o som das meias sendo tiradas. Depois passos. A porta do quarto dele se abriu.
Polaco estava na soleira, o peito ainda suado debaixo da camisa aberta. Olhou para o irmão deitado, as meias antigas ainda na cama. Não falou nada por um segundo. Depois entrou, fechou a porta e se sentou na beira do colchão. Tirou a meia limpa do pé direito e jogou no colo de Lúcio.
— Cheira.
Lúcio pegou. O tecido ainda quente do corpo. Inspirou. Depois a língua. Polaco observava, a mão descendo para dentro do short. Quando Lúcio começou a chupar o tecido com mais força, Polaco estendeu o pé descalço.
— Agora aqui.
A sola estava limpa, mas já começava a suar de novo. Lúcio aproximou o rosto. O cheiro da pele era diferente do das meias: mais direto, quente, com o leve residual de sabonete da manhã misturado ao suor novo. Passou a língua de cima a baixo. Entre os dedos. No arco. Polaco soltou um som baixo e puxou o cabelo dele, guiando a boca para onde queria. A mão livre subia e descia no pau. Quando gozou, foi com o pé ainda na boca de Lúcio, o esperma escorrendo pelos dedos.
Lúcio engoliu o que alcançou. Continuou lambendo até Polaco afastar a perna e se deitar de costas, ofegante.
Na semana seguinte o time jogou em casa. Lúcio foi ao estádio. Ficou nas arquibancadas, longe o suficiente para não ser notado, perto o suficiente para ver cada movimento. Polaco corria pelo lado esquerdo, o corpo baixo, as pernas fortes empurrando o gramado. Cada vez que ele chutava, Lúcio apertava os punhos. Imaginava o interior da chuteira: o pé escorregando dentro da meia encharcada, o suor acumulando, a pressão do chuteiro nos dedos. Quando o gol saiu — um cruzamento rasteiro, Polaco chegando de trás e batendo de primeira — a arquibancada gritou. Lúcio só sentiu o pau latejar dentro da calça.
Em casa, depois, Polaco entrou eufórico. Tirou as chuteiras no corredor. As meias estavam quase pretas de terra e grama. Ele as jogou no chão e foi direto para o chuveiro. Lúcio esperou. Quando a água desligou, as meias ainda estavam lá. Ele se ajoelhou no corredor mesmo, pegou as duas e levou ao rosto. O cheiro era mais pesado que o de treino. Terra molhada, grama cortada, suor ácido que queimava um pouco no nariz. Chupou uma, depois a outra. O gosto vinha junto com pequenos fiapos de grama. Ele se masturbou ali mesmo, ajoelhado, até gozar no chão.
Polaco saiu do banho de toalha. Olhou para o irmão no corredor, as meias ainda na mão, o esperma no cimento. Sem dizer nada, se aproximou, tirou a toalha e se sentou no sofá. Estendeu os dois pés.
— Limpa tudo.
Lúcio engatinhou até lá. A língua passou pela sola suja, pelo peito do pé, entre os dedos ainda com terra. Polaco segurava o cabelo dele com uma mão e se masturbava com a outra. Quando gozou, puxou a cabeça de Lúcio para o pau e enfiou até o fundo. Lúcio engasgou, engoliu, continuou chupando enquanto o irmão ainda tremia.
Depois Polaco ficou deitado no sofá, os pés no colo de Lúcio. De vez em quando movia os dedos, empurrando-os de volta para a boca. Lúcio chupava em silêncio. O cheiro ainda estava forte no ar.
Os dias foram se acumulando assim. Depois de cada treino, as meias. Depois de cada jogo, o mesmo ritual. Às vezes Polaco deixava as meias no travesseiro de Lúcio antes de sair para o treino da manhã. Às vezes mandava mensagem só com uma foto: as meias no chão do vestiário, ainda molhadas. Lúcio respondia com uma foto da própria boca cheia do tecido.
Uma noite os amigos vieram de novo. Caio e Bruno e mais dois. Falavam alto sobre o próximo clássico. Polaco estava de short e meias suadas do treino da tarde. Não tinha tomado banho ainda. Ficou o tempo todo com um pé em cima do outro joelho, balançando. Lúcio no quarto, a porta entreaberta, cheirando uma meia antiga enquanto ouvia:
— Se o lateral deles marcar pressão eu vou pelo fundo. Tem espaço. O Caio só precisa segurar a bola dois segundos a mais.
— Tu que tem que chegar mais rápido, porra.
— Eu chego. O pé esquerdo tá redondo esses dias.
A palavra “pé” saiu baixa, casual. Lúcio gozou no lençol com a meia na boca.
Quando a casa esvaziou, Polaco entrou no quarto já tirando a camisa. As meias ainda estavam nos pés. Ele se sentou na cama de Lúcio e estendeu as pernas.
— Tira.
Lúcio puxou as meias. O cheiro explodiu. Ele enterrou o rosto nelas primeiro, depois nos pés. Lambia com força, chupava os dedos um por um, passava a língua no calcanhar onde a pele estava mais grossa. Polaco segurava a cabeça dele com as duas mãos agora, guiando, empurrando o rosto contra a sola quando queria mais pressão. Gozou no peito de Lúcio, o esperma escorrendo até a barriga. Depois puxou o irmão para cima e enfiou a língua na boca dele, o gosto de suor e terra ainda nos dois.
Lúcio tremeu. Continuou chupando a língua de Polaco enquanto o pé direito ainda esfregava no pau dele. Quando gozou, foi com a boca aberta contra a boca do irmão, o gemido abafado.
Polaco não afastou. Continuou beijando, lento, profundo, enquanto os pés ainda estavam no colo de Lúcio, quentes, úmidos. De vez em quando quebrava o beijo só para empurrar os dedos de volta para a boca do irmão, fazer ele chupar, depois voltar a beijar com o gosto ainda ali.
Nas semanas seguintes isso virou parte do ritual. Depois das meias, depois dos pés, o beijo. Sempre com o cheiro ainda forte entre os dois. Polaco começava a ordem baixo, quase preguiçoso:
— Cheira primeiro.
Lúcio cheirava. Chupava o tecido. Depois os pés. Depois a boca vinha, quente, insistente, o gosto de suor e saliva misturado.
Num domingo depois de um jogo pesado, Polaco voltou com o joelho ralado de novo e as meias encharcadas. Entrou no quarto de Lúcio sem bater, tirou tudo e se deitou de costas na cama. Os pés sujos no ar.
— Hoje foi foda. Limpa direito.
Lúcio ajoelhou entre as pernas dele. Começou pelas meias, chupando o tecido até o gosto ficar só de saliva. Depois a pele. A língua passou pela sola, pelo peito do pé, subiu até o joelho ralado e desceu de novo. Polaco segurava o cabelo dele com uma mão e se masturbava com a outra. Quando estava perto, puxou Lúcio para cima, beijou fundo e gozou entre os corpos dos dois, o esperma escorrendo enquanto a boca ainda não se separava.
Lúcio gozou depois, esfregando o pau contra a coxa suada do irmão, a boca ainda aberta no beijo, o cheiro dos pés subindo do colchão.
Polaco ficou deitado, respirando pesado, um braço por cima dos olhos. Com a outra mão ainda mexia nos cabelos de Lúcio, devagar. Os pés continuavam no colo do irmão, os dedos de vez em quando se movendo, pedindo de novo a boca.
Lúcio obedeceu. Sempre.
O cheiro mudava um pouco conforme o dia. Depois de treinos leves era mais suave, quase doce. Depois de jogos sob sol forte vinha pesado, ácido, com terra e grama. Depois de noites frias o suor ficava mais concentrado, mais salgado. Lúcio aprendia cada variação. Aprendia também o tom da voz de Polaco quando ele falava com os amigos sobre o próximo jogo, sobre o lateral adversário, sobre o ângulo do chute. Cada descrição fazia o corpo dele reagir antes mesmo das meias aparecerem.
Numa noite qualquer, depois que os amigos foram embora, Polaco ficou na sala só de short. As meias suadas ainda nos pés. Chamou Lúcio com a cabeça. Quando o irmão se ajoelhou, ele só estendeu a perna e disse baixo:
— Começa.
Lúcio começou. Pelas meias. Depois a pele. Depois a boca de Polaco veio de novo, quente, insistente, o gosto de tudo misturado. Os dois no sofá da sala, a casa silenciosa, o cheiro de grama e suor e sexo impregnando o tecido do estofado.
Polaco beijava devagar agora, uma mão no cabelo de Lúcio, a outra guiando o pé de volta para a boca entre um beijo e outro. Lúcio chupava os dedos, depois voltava para a língua do irmão, depois de novo para os pés. O ciclo se repetia até os dois gozarem, até o cheiro começar a suavizar, até Polaco puxar Lúcio para deitar em cima dele e continuar o beijo sem pressa, os pés ainda entrelaçados nas pernas do irmão.
A casa pequena continuava a mesma. O corredor ainda cheirava a grama depois dos treinos. A voz de Polaco ainda ecoava quando os amigos vinham. E Lúcio continuava ajoelhado, a boca cheia, o nariz enterrado, o corpo respondendo a cada variação do cheiro e a cada palavra que saía da boca do irmão.
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