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O menino dos olhos verdes 9

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Episódio 9 – A Casa do Rafa
No domingo, eu aproveitei o dia livre para instalar meu computador e aprender mexer nele e no meu celular novo. Eu dei uma fuçada na internet, baixei alguns joguinhos e uns programas. Foi um dia legal, foi muito bom para distrair a cabeça.
Quando chegou segunda-feira, era hora de voltar para a escola. O final de semana tinha sido divertido, mas já era hora de voltar a ver o Rafa. Sem falar que eu estava louco para mostrar meu celular novo para ele. Cheguei na escola antes dele. Quando ele chegou, eu não pude esconder minha alegria.
― Rafaaaa! ― Eu exclamei. Algumas crianças ficaram me olhando estranho.
Ai, que vergonha, acho que falei alto demais… mas foda-se!
― Oi, Lu! ― Ele disse.
― Aí… ― eu disse. ― Olha o que eu ganhei.
E mostrei meu celular para ele.
― Hahahaha! Já era hora em? ― Ele respondeu.
Daí ele botou sua mochila na carteira e puxou sua cadeira para ficar pertinho de mim.
― E o que você já instalou nele? ― Ele me perguntou, só que na verdade eu não tinha instalado nada.
― Bem… eu não sei mexer direito, estava esperando que você pudesse me dar uma ajudinha…
― Ah… certo… instala o WhatsApp, que é o aplicativo de mensagens, daí a gente pode conversar a qualquer hora.
― Instala pra mim? ― Eu pedi.
Ele pegou meu celular e a professora chegou na sala. Era aula de matemática. Ele voltou pra sua carteira e ficou mexendo no meu celular. A professora começou a falar. Depois de um tempinho ele me chamou.
― Lucas!
Eu olhei para ele e ele estava apontando a câmera do celular para mim.
― Valeu! ― Ele disse e voltou a mexer no meu celular.
Depois de mais um tempinho ele me devolveu. Olhei o que ele tinha feito e ele tinha instalado o WhatsApp para mim, e já tinha até uma foto minha lá, que estava ridícula por sinal…
― Obrigado. ― Eu disse para ele.
Mas, como a professora já estava falando, eu prestei atenção nela. Foi quando meu celular tocou altão enquanto reinava o silêncio na sala. Era o toque de notificação de mensagem recebida. Porra! Caralho! Fiquei morrendo de vergonha. Daí a professora deu uma bronca na sala:
― Geeeente! Não vi quem foi, mas guardem isso aí, porque senão eu vou tomar!
Um monte de gente olhou para mim, mas eu apenas abaixei o volume do celular. Fui ver o que tinha acontecido e eu tinha recebido uma mensagem de texto do Rafa escrito “Oi…”.
Eu olhei para ele e ele estava se cagando de tanto rir. Daí eu respondi para ele: “Idiota”. Eu dei uma olhadinha na nossa conversa e tinha a fotinha dele lá… pelo menos agora eu poderia vê-lo sempre que quisesse…
Bom, acontece que não éramos os únicos que estavam sem saco para ter aula. Hoje a sala estava turbulenta. Muita gente não parava de conversar e atrapalhar a aula. A professora ficou brava com a turma e decidiu passar um trabalho que tínhamos que fazer e entregar no dia seguinte. Todo mundo reclamou, mas não adiantou, ela estava com raiva da gente…
Quando a aula terminou, o Rafa veio falar comigo:
― Porra, Lucas! Você sabe resolver as questões do trabalho? Estão impossíveis!
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Bom, eu já até tinha terminado o meu, mas não queria ser chato…
― Eu dei uma olhada… mas acho que sei fazer sim… ― Respondi.
― Você bem que podia me dar uma mão, hein?
― Claro, eu ajudo sim, Rafa. ― Eu disse com sinceridade.
Daí nós dois fomos até a cantina. Ele comprou uma barrinha de chocolate com morango para mim e uma para ele, e subimos para a quadra. Chegando lá ele me disse.
― E aí… então você vai me ajudar com o trabalho lá? Porque eu realmente não sei nada…
― Eu ajudo… mas você tem um papel aí? ― Eu perguntei inocentemente.
― Oloco! Mas não vamos fazer o trabalho agora! ― Ele me respondeu.
― Não? ― Eu perguntei, se não íamos fazer agora, íamos fazer quando?
― Não! Agora é o recreio, pô!
― E vamos fazer quando? ― Eu perguntei.
― Você não pode ir lá na minha casa hoje? ― Ele me perguntou.
Tá! Confesso que não tinha considerado essa hipótese. Ir na casa dele poderia ser uma boa, pois eu conheceria mais um pouco sobre ele. E será que ficaríamos sozinhos? Será que pintaria um clima? Comecei a imaginar várias coisas, e cheguei na conclusão que adoraria ir na casa dele.
― Mas tenho que ver com minha mãe… ― Eu respondi.
Bom, que bom que agora eu tenho um celular! Liguei para mamãe e expliquei a situação, ela concordou em deixar eu ir passar a tarde na casa do Rafinha, ótimo! E assim aconteceu. Quando o recreio terminou, voltamos para a sala de aula e tivemos uma aula infernal. Não sei se foi porque a aula era uma merda, ou se eu apenas estava ansioso demais para ir para a casa do Rafa… mas que eu não aproveitei nada, eu não aproveitei…
Na hora da saída o Rafa me disse:
― Então… você vai comigo, né?
― Vou sim! ― Eu disse.
― Minha mãe está ali.
E eu e ele fomos até o carro. Ele explicou para a mãe a situação, e ela adorou a ideia de eu ir para ajudar o Rafa. Me agradeceu incontáveis vezes enquanto ia dirigindo rumo a casa deles.
― Olha, estou muito feliz e satisfeita que o Rafa arrumou uns bons amigos dessa vez! Porque aquele Igor lá… pelo amor de Deus! ― Ela desabafou.
― MÃE! ― Rafa implicou.
Bom, chegamos em um bairro de classe alta da cidade, para variar. Paramos em frente a uma casa que tinha dois andares e um lindo jardim na frente. Nós três entramos e a mãe dele disse para nós ficarmos à vontade, que ela ia terminar de preparar o almoço rapidinho.
O Rafa me chamou para ir até a sala. Ele jogou a mochila no sofá e ligou a TV.
― Senta aqui! ― Ele me chamou pra ir sentar ao lado dele.
Eu estava meio desconfortável e com vergonha. Era um território desconhecido, e eu não estava totalmente à vontade, daí fiquei meio tímido.
― O que foi? ― Ele me perguntou.
― Nada, por que? ― eu respondi sem olhar para ele.
― Hum… nada não… é que você ficou estranho…
― Não costumo ir muito na casa dos outros, ainda mais em casas desse tamanho… ― eu respondi.
Ele ficou meio chateado, porque ele era rico e eu não, e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar isso, mas nem era culpa dele. Tentei botar um sorriso no rosto e fingir que
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estava à vontade. Mas não conversamos quase nada, apenas ficamos assistindo TV, até a mãe dele chamar.
― Meninos! A comida está na mesa!
Fomos para a cozinha, que também era linda e bem equipada. Almoçamos um delicioso frango grelhado. Eu nunca tinha comido um tão bem temperado. Foi ótimo. E por fim, a mãe dele ainda nos serviu um delicioso suco de limão com leite condensado, que também estava perfeito.
O telefone da casa tocou.
― Ah, deve ser o Gabriel, vou lá falar com ele… Lucas, fique à vontade, a casa é sua! ― A mãe dele disse.
Eu agradeci e a ela foi lá na sala atender o telefone.
― Quer subir? ― O Rafa me perguntou.
― Subir? ― Eu perguntei.
― É… meu quarto é lá em cima. ― Ele disse e se levantou da mesa. ― Só vamos pegar nossas mochilas lá na sala.
E assim fizemos. Daí, durante o caminho para o quarto dele, ele foi me apresentando sua casa. Tinham vários cômodos, os banheiros eram incríveis, pra falar a verdade, tudo era incrível. Ele tinha uma TV enorme na sala, com amplificadores de áudio e tudo mais. Quando passamos em frente à uma porta fechada, ele disse:
― Esse é o quarto do Gabriel, meu irmão mais velho… não sei se te falei dele.
― Não… não falou… não sabia que você tinha irmãos… ele é mais velho, é?
― É sim, ele tem dezesseis anos. Ele já está no ensino médio, mas estudou na Aliança até o nono ano.
― Legal… ― eu disse.
― E você, Lu… tem algum irmão?
― Não… sou filho único…
― Ah… entendi…
Não contei para ele que eu fui fruto de um acidente… é… papai comeu mamãe sem camisinha… tipo isso… mas depois de mim, eles aprenderam que o esperma é perigoso, e não voltaram a cometer esse “erro”.
― E finalmente, esse é meu quarto. ― Ele finalizou.
Eu entrei no quarto dele e era perfeito. As paredes eram azuis e brancas; tinha uma estante com várias bolas autografadas, por jogadores famosos, acredito eu; também tinha uma televisãozinha pequena; e, para finalizar, também tinha um banheiro!
― Uau! ― Eu disse, mas ele ficou meio sem graça.
― Senta aí… ― Ele disse e me ofereceu a cama.
Eu me sentei em sua cama, que estava forrada com um lençol azul. O quarto dele cheirava a Rafa. Era mágica a atmosfera que o quarto possuía. Eu me senti encantado lá dentro. Foi quando o Rafa tirou a camiseta.
Eu fiquei meio assustado com a atitude dele. Só faltava ele arrancar a roupa e começar a me pegar… ia ser demais…
― Porra… não tô mais aguentando de calor. ― Ele disse e guardou sua camiseta, que era da escola, na gaveta. ― Se quiser pode tirar a sua também… ― ele ofereceu.
Mas muito obrigado! Eu estou bem assim! Minha timidez não permitiu que eu ficasse de peito nu como ele.
― Ah não… estou bem… ― eu respondi.
― Sério? Com um calor desses? Tira aí! ― Me senti tentado, estava muito calor mesmo, mas resisti, não ficaria sem camisa na casa dele nem fudendo! TÁ! Fudendo talvez…
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― Ah… nem está tanto assim… ― eu respondi.
― Ah… você que sabe… mas se eu fosse você, eu tiraria… ― ele tentou insistir mais uma vez, mas minha resposta foi a mesma.
― Não… estou bem…
― Senta aqui. ― Ele disse e apontou para a escrivaninha que tinha no quarto dele. ― Vou ali buscar outra cadeira no quarto do Gabriel.
Ele disse e sumiu. Nesse momento, em que eu fiquei sozinho no quarto dele, resolvi dar uma fuçadinha. Fui até o guarda-roupa dele e abri um pouquinho a porta. Quando olhei lá dentro, uma onda de tesão tomou conta do meu corpo quando vi a coleção de cuecas dele.
NOSSA! QUE VONTADE DE PEGAR UMA E CHEIRAR! Mas me contive e fechei a porta. Pelo menos agora eu sabia onde ficava… na primeira oportunidade que tivesse, eu iria ali bisbilhotar novamente.
Ele apareceu com uma outra cadeira e colocou na escrivaninha.
― Vem! ― Ele me chamou.
Eu me sentei do lado dele e ele colocou os cadernos na mesa. Sério, estávamos muito perto, um do outro… o braço dele estava encostando no meu. E o cheirinho de menininho suado que advinha do corpo dele estava me deixando pirado.
― Olha, a questão um eu já comecei… vê se o que eu fiz tá certo! ― Ele disse.
O hálito dele impregnou no meu nariz. Eu quase fechei os olhos de tanto prazer que tive quando senti esse cheirinho de limão. Meu pau ficou duro, muito duro. Bem… eu olhei para o que ele tinha feito e não entendi nada… não porque ele tinha feito errado, mas a única coisa que conseguia pensar era em como estava doido para agarrar aquele corpo seminu que estava a centímetros do meu.
― Lu? ― Ele me acordou do meu transe hipnótico.
― Oi! Ah… sim… claro… tá… ― Daí eu me concentrei e expliquei o exercício para ele.
― Huuum… ― ele disse.
― Entendeu? ― Eu perguntei.
― Acho que sim. ― Foi o que ele falou, mas foi um daqueles ‘Acho que sim’ que na verdade significam ‘não faço ideia do que você está falando…’
― Acha que sim? Você não entendeu né?
― Não… pode explicar de novo? ― Mas ele me pediu com tanta meiguice que não tinha como falar não… expliquei tudinho novamente para ele.
― E agora? Pegou o jeito? ― Eu perguntei.
― Acho que sim… ― Aff… ele não tinha entendido novamente…
― Acha? ― Eu perguntei com deboche.
― Olha, Lu! Desculpa… é que está meio difícil de me concentrar… ― Ele disse e me olhou nos olhos.
Que filho da puta! Está difícil de se concentrar? Eu é que estou tendo que me concentrar com um menino delicioso sem camisa do meu lado! E não é só isso! Ele é o menino que eu amo! Eu é que estava doido para agarrar aquele corpo e senti-lo nos meus braços! Porra! Se alguém tinha que estar tendo dificuldades para se concentrar aqui, essa pessoa devia ser eu!
Continuei tentando explicar o exercício para ele, mas parece que estava difícil para nós dois… daí eu acabei fazendo todo trabalho dele…
― E daí achamos a resposta, que é dois! ― Eu concluí.
― Hum… entendi! ― Ele disse. ― Então terminamos, né?
― É, Rafa… terminamos…
― Hum… obrigado, Lu! Não sei o que eu seria sem você.
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Ele disse e me deu um abraço. NOSSA! Isso me derreteu todinho. Ele chegou seu corpo bem próximo do meu e me envolveu com seus braços. Meu pipi, que devia estar duro fazia uma hora, chegou até latejar de prazer. Eu passei minhas mãos nas costas dele e senti aquela pele suave de menino. Foi incrível tocá-lo. Ele estava quente e tinha uma leve camadinha de suor em seu corpo. Infelizmente ele me soltou logo.
― Quer jogar? ― Ele ofereceu.
― Pode ser… ― Eu disse.
― Vamos lá na sala, então…
Saímos do quarto e descemos até a sala. A mãe dele já tinha ido trabalhar, e agora que estávamos a sós, eu estava mais à vontade. Chegamos na sala e ele ligou o vídeo game. Eu sentei no sofá e o maldito se sentou do meu lado, quase colado em mim. Sério! Eu já estava muito tentado! E ele ainda ficava se esfregando em mim assim… cara… meu deus… que isso… sério Rafa! Pra que isso! Eu estava quase enlouquecendo…
Daí começamos a jogar um joguinho de tiro, aquele Call of Duty… era bem legal… mas o braço dele estava encostando no meu, estava difícil de me concentrar. Quando ele me matou, eu olhei para ele e aproveitei para analisar aquele peito de menino perfeito. Eu comi ele com os olhos. Mas aí ele olhou para mim e eu tive que desviar o meu olhar. Cara… meu pinto estava muito duro… pra falar a verdade, estava até vazando… estava saindo pré-porra, de tanto tesão que eu estava… eu sei que senti minha cueca ficando úmida.
― Peraí, Lu… já volto… vai jogando aí… ― Ele disse e saiu da sala.
Aproveitei o momento de privacidade e apertei meu pinto. Joguei a cabeça para trás, fechei os olhos e soltei um suspiro de prazer… foi quase um gemido. Caraaaaaa… caraaaaaa… fiquei apertando meu pinto e aproveitei para ajeitar ele na cueca. Daí a pouco algo atingiu minha cabeça.
― Auuuu! ― Eu gritei e ouvi o Rafa rir.
Um dardo de borracha tinha me atingido. Olhei para trás e o Rafa estava com duas arminhas de brinquedo na mão, daquelas Nerf’s…
― Vamos brincar de Call of Duty? ― Ele disse. ― Toma! ― E me entregou uma arma.
Bom… ele tinha me comprado… daí começamos a brincar. Corremos pela casa atirando, gritando e se divertindo. Foi muito legal brincar com ele. Depois de uns vinte minutos, eu e ele estávamos completamente suados. Voltamos para a sala e desabamos no sofá.
― Caraca… você está suado… tira a camisa… ― Ele disse para mim.
― A não… tô bem… ― Eu disse. Porra! Eu não queria tirar a camisa, eu estava com vergonha… será que ele não entendia?
Ficamos descansando um pouquinho no sofá. Daí eu apontei a arma para ele. Ele colocou a mão na frente para se defender.
― NÃO ATIRA! NÃO ATIRA! ― Mas eu não abaixei a arma, continuei apontando para ele.
Daí ele se levantou rapidamente do sofá e pulou em cima de mim. Ele agarrou a arma que estava em minha mão e a tomou de mim. Cara… ele encostou seu corpo no meu… sua face ficou muito próxima da minha… cara… você não está entendendo… ele encostou seu corpo no meu… ele se deitou em cima de mim… eu pude sentir seu peso… eu pude sentir seu calor… eu pude sentir seu corpo encostar no meu pinto… cara… eu estava muito duro… não teve como… apenas aconteceu… eu gozei…
Ele estava em cima de mim quando eu senti a maravilhosa sensação do orgasmo tomar conta do meu corpo. Eu estava extremamente excitado e senti meu coração bater mais forte. Cara… eu gozei sem tocar no meu pinto… e foi forte… foi um dos orgasmos mais duradouros que eu já tive… eu pude sentir a porra fluir do meu pênis e molhar minha cueca. Em seguida,
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uma imensa sensação de alivio tomou conta do meu corpo. Eu suspirei forte e tentei recuperar o folego enquanto o Rafa ia saindo de cima de mim, após tomar minha arminha. Eu fiquei mole no sofá… cara… que foda… tinha sido muito bom gozar ali… eu gozei olhando para ele… foi incrivelmente bom… e agora eu estava extremamente aliviado. O tesão insuportável e a excitação tinham me deixado em paz um pouco.
― O que foi? ― Ele me perguntou.
Eu estava meio bobo e desnorteado, daí comecei a rir.
― Eu hein! Que que foi? ― Ele perguntou mais uma vez.
Enquanto isso minha calça ia ficando toda molhada…
― É que eu tô meio cansado… posso usar o banheiro? ― Eu perguntei.
― Vai lá… você sabe onde é, né?
― Sei sim… já volto.
Corri para o banheiro, entrei e tranquei a porta. QUE PORRA TINHA ACABADO DE ACONTECER ALI??? Droga… tinha gozado tudo na cueca… desabotoei minha calça e abaixei o zíper. Estiquei o elástico da minha cueca para dar uma olhadinha e tinha gozado muito… peguei um pedaço de papel higiênico e tentei dar uma limpada… mas você sabe que porra é uma coisa que não sai fácil… vesti minhas calças novamente e dei uma olhadinha no espelho… bom… pelo menos não dava para ver a mancha por cima da minha calça…
Peguei um desodorante que tinha ali e espirrei um pouquinho para disfarçar o cheiro… daí dei descarga na privada, para disfarçar… lavei minhas mãos e saí do banheiro.
― Pronto… ― eu disse meio envergonhado.
― Quer jogar mais um pouco? ― Ele perguntou.
― Pode ser…
Olha… agora que eu tinha gozado e estava calmo, eu pude me concentrar bem mais no jogo. Inclusive eu ganhei dele várias vezes… parecia que agora era ele quem não conseguia se concentrar… jogamos bastante, até cansarmos…
― Quer fazer outra coisa? ― Ele perguntou.
― Ah… tanto faz… ― eu respondi.
Ele desligou o vídeo game e daí subimos para seu quarto. Chegando lá, ele se jogou na cama e fechou os olhos. Olha, ele ainda estava sem camisa, sua barriguinha estava de fora e o elástico de sua cuequinha estava à mostra. Não tinha como não olhar pra ele daquele jeito. Seu peito de garoto era perfeito e delicioso. Dei uma olhadinha nas calças dele e pude ver um voluminho considerável.
Sentei em uma das cadeiras que estavam lá no quarto.
― E aí… o que quer fazer? ― Ele me perguntou.
― Ah… sei lá… ― Eu disse.
― O que você faria se estivesse em casa agora?
― Não sei… talvez estaria lendo…
― Lendo o que? Livros?
― É…
― Aff… odeio ler…
― É… eu também odiava…
Eu me levantei e comecei a andar pelo quarto dele, observando tudo de pertinho. Ele levantou e ficou sentado na cama me observando.
― Odiava? O que mudou? ― Ele me perguntou.
― Bom… eu tenho um tio que sempre me dá muitos livros… um dia resolvi ler um e acabei gostando…
― Hum…
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― Talvez você devesse ler algum, sabe? Quando não ter mais o que fazer… ― eu disse.
Na prateleira de coisas dele, tinha um livrinho. Eu peguei e disse:
― Você pode começar por esse daqui…
Mas quando abri o livrinho, percebi que não se tratava de um livrinho, mas de um caderninho, e tinha muita coisa escrita nele.
― NÃOOOOO! ― Rafa berrou e saiu correndo em minha direção.
A única coisa que eu consegui ler antes dele tomar o livrinho das minhas mãos foi “Querido diário, hoje conheci alguém especial…”
― NÃO LÊ ISSO, POR FAVOR!
― O que foi, Rafa? ― Eu disse assustado. Ele tinha me assustado com aquele grito.
― Nada! ― Ele disse esbaforido.
― Nada? Depois de fazer um escândalo desses?
― Não é nada…
Ele disse e se sentou na cama. Eu me sentei do lado dele.
― Você escreve num diário? ― Eu perguntei.
― Olha… eu sei que é ridículo, e eu nem escrevo mais… escrevi isso quando era pequeno…
― Ridículo? ― Eu perguntei. ― Não acho ridículo… muito pelo contrário… eu acho até legal… às vezes queremos conversar sobre coisas que outras pessoas não podem saber… ou que outras pessoas não entendem… e escrever um diário é uma ótima solução…
Ele me olhou estranho, procurando insinceridade nos meus olhos, mas ele não achou, pois eu estava sendo honesto.
― Podemos escrever o que pensamos e ninguém vai ler para nos julgar… é como tirar um peso das costas… desculpa, se eu soubesse que era seu diário eu não teria nem tocado nele… ― eu disse.
― Não… tudo bem… é que você me entende tão bem… obrigado, Lu… você não é como os outros garotos idiotas… ― Ele disse sem olhar nos meus olhos. ― E sim… eu ainda escrevo aqui sim… é que o Igor me zuou muito quando descobriu que eu tinha um diário… e ele ficou tentando pegar para ler…
― Então ele é um idiota… ― eu disse.
― Talvez… não sei… a única coisa que eu sei é que você não é um… ― Eu apenas sorri. ― Obrigado por me entender. ― Ele disse por fim.
Eu estendi os braços oferecendo um abraço. Cara, pela primeira vez na vida eu tinha sido corajoso o suficiente para expressar o que eu estava sentido. Eu queria muito abraçá-lo, e criei coragem para pedir um abraço. Embora parecesse que eu estava oferendo… na verdade eu estava pedindo.
Mas não é porque eu entendo que ele tem um diário que eu não fiquei curioso. Eu fiquei morrendo de vontade de saber o que tinha ali. Ele devia abrir seu coração ali… será que ele tinha escrito sobre mim? É claro que ele tinha escrito sobre mim! Eu só gostaria de saber o quê… mas eu não trairia a confiança dele… jamais faria isso com ele… ele tinha o direito de desabafar no diário e também tinha o direito de ter privacidade para isso. Portanto, eu não leria seu diário nem se tivesse oportunidade. Ele já tinha se tornado especial o suficiente para mim a ponto de eu não trair a confiança dele dessa maneira.
Então, eu ofereci um abraço e ele veio até mim e aceitou. Isso que era um abraço de verdade. Não era um abraço falso, era um abraço sincero. Ele estava carente e eu também.
― Rafa, se tiver qualquer coisa que você queira me contar, qualquer coisa que seu diário não dê conta, saiba que eu estou disponível… pode contar comigo para conversar sobre qualquer coisa… tá?
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― Obrigado, Lu… valeu mesmo…
Nosso abraço durou bastante. Eu estava precisando, ele estava precisando, o mundo era nosso, não tinha ninguém para julgar, para impedir, então por que não nos continuar abraçando? O Rafa então jogou seu peso pra cima de mim e me derrubou na cama.
Nós dois caímos na cama e ficamos abraçados, detalhe que ele estava sem camisa… então você imagina o quão duro eu estava, né? Ficamos em silêncio por um bom tempo. Só aproveitando a presença um do outro.
Mal sabia ele que eu estava completamente apaixonado por ele, e que esse abraço, para mim, tinha um sentimento a mais… tinha um significado a mais… como eu queria poder expressar tudo o que eu sentia nesse abraço… mas não era hora ainda… era um abraço de amigos, não de namorados.
Depois de um bom tempo em silencio, eu e ele com os olhos fechados, ele começou a rir. Eu olhei para ele e perguntei baixinho:
― O que foi?
― Nada… é engraçado… ― Ele disse.
― Hã? O que é engraçado? ― Eu perguntei.
― Nada não… ― Ele disse e se levantou.
Infelizmente nosso abraço tinha terminado, mas eu tinha adorado sentir as costas nuas dele em minhas mãos. Eu continuei deitado na cama olhando para ele. Depois desse momento de amizade, nós dois voltamos para a sala e jogamos mais um pouco de Call of Duty, até a mãe dele chegar.
Era hora de ir embora, então liguei para minha mãe.
― Tá cedo… vai embora ainda não… ― ele disse.
― Ah, Rafa… eu queria ficar, mas tenho que fazer um monte de coisas ainda… ― e isso era verdade. Eu queria ficar, mas tinha uma pilha de trabalhos para terminar quando chegasse em casa, sem falar que já estava anoitecendo.
Daí minha mãe veio me buscar e me levou de volta para casa. Eu cheguei e já era noite. Jantei com meus pais e fui direto para meu quarto. Abracei o travesseiro e pensei em Rafa… cara… que dia maluco tinha sido esse? Fiquei na cama refletindo um pouquinho sobre o dia de hoje… sobre o diário do Rafa… sobre o nosso abraço… sobre o orgasmo que me pegou de surpresa…
Finalmente criei forças para me levantar e fui tomar banho, um bem demorado, se é que você me entende… e finalmente voltei para o meu quarto para dormir.

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5 Comentários

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  • Responder Seila ID:e243s2gzk

    Quero a continuação o mais rápido possível e espero que termine de postar tudo. E um Aviso para as pessoas que esperam um conto com muita putaria e acham que a história é fraca. Essa é uma boa história com um ótimo desenvolvimento, coisa que 90% dos contos do site não tem. É uma história longa e apresenta vários momentos de um misto de sentimentos, onde em uma parte da história está tudo feliz e no outro é um momento triste que você tem raiva. Vale muito a pena acompanhar

    • Dark boy ID:8ef6vikm9j

      Você tem todo a razão seila.

    • Seila ID:e243s2gzk

      Apenas completando o meu comentário. Essa história faz parte de um livro, sao 800 páginas. A história está apenas no começo, tem muita coisa para acontecer ainda

    • Amigobc ID:muiq6p9v3

      Obrigado foi por isso que estou postado este conto para mostrar que não é só putaria que devemos ler sim uma história onde encontramos no dia de hoje

    • Ana ID:1dai0j6544

      Qual é o nome do livro?