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O menino dos olhos verdes 5

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Episódio 5 ― Nosso lugar Especial
Ainda bem que meu pai tinha deixado o portão destrancado. Hoje não precisei pular o muro para entrar. Eu não tinha muita coisa para fazer durante a tarde. Preferi não ir na vendinha do seu Humberto, porque tinha matado aula… como eu ia falar isso pra ele? Então, ao invés de ir lá para mentir, resolvi ficar em casa mesmo. E também não queria falar sobre Hermes com ele. Ele ficaria demasiadamente preocupado. Não queria encher a cabeça dele com mais problemas…
A noite também foi tranquila. Papai e mamãe não brigaram e consegui dormir em paz. Acordei com o Duque lambendo minha mão. Estava tudo escuro. Devia ser madrugada ainda…
― O que foi, Duque? Vai dormir…
Ele continuou me enchendo o saco. Estava muito calor e eu estava morrendo de sede. Daí levantei. Estava tudo escuro. Acendi a luz do meu quarto e saí no corredor com o Duque.
― Vem cá! ― Eu chamei ele.
Fomos até a cozinha. A latinha dele estava sem água… claro! Se não for eu cuidando desse cachorro, ninguém cuida! Bebi dois copos de água e enchi a latinha dele até a boca.
― Pronto, amigão, bebe aí! Que porra de inverno é esse! Que faz mais calor que o verão?
Depois que ele bebeu, ele voltou para sua caminha, e eu voltei para meu quarto. Abri a janela e tirei minha camiseta, eu estava suando novamente… então resolvi tirar o meu short também. Deitei na cama e olhei para a janela. Dava para ver a lua… ela estava azul.
O azul da lua lembrava um pouco os olhos do Rafa… não… não lembrava… era eu que não conseguia tirar ele da cabeça… senti uma sensação boa nas minhas partes íntimas. Botei a mão no meu pintinho e senti ele ficar duro. Nossa, que sensação agradável tomou meu corpo.
Saí de dentro da minha cueca e fiquei deitado pelado na cama. Abracei meu travesseiro e pensei em Rafa. Meu pinto estava muito duro e eu estava com muito tesão. Não sei o que estava acontecendo comigo… meus desejos sexuais estavam ficando cada vez mais fortes. Estava ficando cada vez mais difícil de resistir. Queria tanto que Rafa fosse como eu… queria tanto que ele sentisse por mim o que eu sentia por ele…
Abracei meu pênis com minha mão e comecei a fazer movimentos frenéticos de vai e vem. Estava pensando tanto em Rafa que acho que até disse o nome dele em voz alta… o tesão não parava de crescer e eu estava completamente doido de vontade de gozar. Foi o que aconteceu. Quando gozei, o tesão insuportável passou e uma incrível sensação de alivio tomou conta do meu corpo. Como eu estava de ladinho, a porra caiu toda na cama, mas nem me importei, estava com muito sono e apaguei.
― Lucas! Caralho, Lucas! Bota uma roupa! Saímos daqui vinte minutos!
Acordei com a voz do meu pai. Era de manhã… hora de ir pra escola… minha mão e minha barriga estavam pregando… eu tinha dormido em cima da minha porra toda. Dei uma cheiradinha em minha mão e estava cheirando a porra… dã!
― Lucas! ― Ouvi minha mãe chamar.
Peguei minha cueca que estava no chão e quando fui me vestir, minha mãe entrou no quarto. Ela me viu pelado, mas subi a cueca logo em seguida.
― Lucas! ― Ela disse. ― Ah, você já acordou? Seu pai já está saindo, vá se aprontar! E porque você está pelado? Por acaso estava se masturbando, é?
― MÃE! ― Eu gritei bravo.
Droga! Que vergonha, cara! Que merda! Minha mãe nunca tinha falado isso para mim. Na verdade, eu e meus pais falávamos muito pouco de sexo, quase nada. E ouvir assim, no seco, ela perguntar se eu estava me masturbando foi totalmente constrangedor. Foi muito constrangedor.
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― Ué, filho! Todo mundo faz isso de vez em quando, não tem o que se envergonhar!
― MÃE! Eu não estava!
― Tá! Mas se tivesse também, não tem problema nenhum!
― MÃÃÃÃEEEE! ― Eu gritei.
― Tá! Se troca aí! ― Ela disse e fechou a porta.
Deitei na cama de novo. QUE MERDAAA CARAAA! CENA CONSTRANGEDORA DETECTADA! CENA CONSTRANGEDORA DETECTADA! Finalmente criei forças e me levantei da cama. Me troquei, peguei minha mochila e fui para escola.
Cheguei na escola, cedo novamente, botei minha mochila no meu lugar e fiquei conversando um pouco com as crianças que já estavam lá. Depois de uns minutos, eu vejo uma cena que me tomou de ciúmes. Rafa entrou na sala junto com um outro garoto. Os dois estavam muito apegados para o meu gosto. Devia ser o Igor.
Igor era um garoto branquinho de cabelos loiros. O cabelo dele tinha um tom mais escuro que o de Rafa. Era loiro escuro. E ele não usava franjinha como o Rafa, ele usava um topetinho para cima. Ele era gatinho também. Os dois se aproximaram de mim.
― Lucas! Esse é o Igor! Igor, Lucas!
Eu apertei a mão dele.
― Oi, Lucas, ouvi bastante sobre você! ― Ele disse gentilmente.
― Oi, Igor! E eu sobre você… soube que você estava doente, está tudo bem agora? ― Eu perguntei.
― Ah, tá sim, valeu…
― Desculpa, eu não sabia que você sentava aqui, se quiser posso sair… ― Eu disse.
― NÃO! NÃO! Fica aí! Eu já tinha falado para o Gustavo que eu ia sentar do lado dele… ― Ele disse desesperadamente.
― Do lado do Gustavo ou você quis dizer atrás da Sarah? ― Rafa disse.
Ele deu um empurrãozinho no ombro do Rafa.
― Que que foi? Até parece que ninguém sabe! ― Rafa disse zombando do amigo.
― Bom, então vocês me dão licença que ela está ali sozinha, desesperada por atenção! ― Igor disse apontando para a menininha que estava sozinha mexendo no celular.
― Hahaha! Idiota! Ela está desesperada por uma atenção que não seja a sua! ― Rafa zoou.
E, assim, Igor foi se sentar atrás de sua amadinha. E, foi assim que eu conquistei o meu lugar ao lado do meu amadinho, Rafa.
Nós dois nos sentamos e aula começou. Dessa vez não pediram minha participação na aula… ainda bem! Quanto menos eu aparecesse, melhor. A aula correu bem até o Recreio. Eu e o Rafa fomos até a cantina.
― Lucas, pera aí, vou pegar algo pra comer. ― Rafa disse.
― Tá, mas não precisa comprar nada pra mim… quer dizer, NÃO É pra comprar nada pra mim. ― Eu disse.
― Aí, seu chato! Não ia comprar nada pra você não!
― BOM MESMO! ― Eu disse.
Eu disse que não queria que ele me comprasse nada, mas menti. Eu adoraria que ele me comprasse um chocolatezinho… só me fazia amá-lo mais. Agora, honestamente, não queria que ele ficasse gastando dinheiro comigo, isso me aborrecia de verdade, me deixava desconfortável. Mas eu não me importava nenhum pouco em ganhar presentinhos dele, eu adorava isso, isso eu confesso. Mas se ele me desse algo que não custasse dinheiro, eu ficaria mais feliz e disposto a receber. Enfim, essa coisa de chocolate tinha que acabar, não porque eu queria, mas porque não podia deixar ele ficar gastando dinheiro comigo.
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― Toma! Pra você! ― Ele disse e me entregou a barrinha de chocolate recheado com morango que eu tanto amava.
Ai, me derreti todo. Eu pedi pra ele não comprar, ele disse que não ia comprar, mas comprou mesmo assim. Nossa, ele era um lindinho!
― Ei, Lucas, chega aí, vamos sentar ali na quadra?
Eu e o Rafa fomos até a quadra de futebol. Ficava um tanto afastada do pátio, da cantina e das crianças. Era um lugar bom para ficar. Tinham poucas crianças perto. Subimos até o topo da arquibancada, que não era tão alto não, e nos sentamos lá.
― Ué! ― Eu disse. ― Cadê o Igor?
― Porque a do Igor?
Ele tinha entendido que eu tinha perguntado “Cadê a do Igor? ”, ou melhor, “Cadê a barrinha de chocolate do Igor? ”. Eu pensei em corrigi-lo, mas fiquei curioso com a resposta que ele ia dar.
― Ele não é especial para mim! ― Ele disse zombando o amigo.
Claro que eu entendi o que ele quis dizer. Eles eram melhores amigos, melhores amigos têm essas manias de ficarem falando mal um do outro, na brincadeira. Melhores amigos falam os defeitos uns dos outros na cara, porque têm intimidade para isso. E eu entendi, que quando ele falou que o Igor não era especial, ele estava debochando do amigo. Só que o Rafa pensou que eu tinha achado que ele estava me chamando de amigo especial. Daí ele se confundiu todo.
― Ele não é especial! Mas não que você seja especial para mim! Não! Não foi isso que eu quis dizer! Você é especial! Mas não especial desse jeito! Não! É… eu te acho especial, mas não especial… você… ah… eh…. quer dizer, a gente é amigo! Mas não somos melhores amigos, quer dizer… podemos ser melhores amigos… quer dizer… aff! É… não somos melhores amigos, mas gostaria muito que fossemos… aff… você entendeu?
― Entendi… ― Eu disse rindo. ― Rafa, não sei o que você acha que rola entre eu e o Arthur… ele é legal, e é meu amigo, mas atualmente, meu melhor amigo está sendo você… então…
― Ah… ― eu deixei ele surpreso e sem reação. ― É que o Igor está diferente…
― Diferente como? ― Eu perguntei.
― Não sei… é que ele mudou… ultimamente ele só fala de meninas…
― E você não gosta de falar de meninas? ― Eu perguntei.
― Não! Não é isso! Claro que eu gosto de falar de meninas! ― Ele disse na defensiva. ― Mas parece que agora ele só sabe falar disso… a gente não brinca mais… quando eu vou na casa dele, ele só quer saber de ficar olhando as meninas no Facebook, teve uma vez que ele até abriu um site pornô!
― Hahahaha! ― Eu ri.
― É sério! Era um site pornô mesmo! Tinha gente pelada fazendo você sabe o que! E nessas férias ele ficou andando com a galerinha do Gustavo… e eles são muito chatos…
― Entendo…
― Então… atualmente, meu melhor amigo está sendo você… então…
Nossa! O comentário dele encheu meu coraçãozinho de alegria.
― Sabe, Lucas, você é inteligente, não fica falando essas bobeiras que os garotos da nossa idade falam… você é tão maduro… e eu gosto disso em você… pra falar a verdade, eu te acho muito foda! Queria ser inteligente igual você!
Aíí Rafinha! Para de alimentar meu ego! Desse jeito você me faz ter um ataque do coração! Eu é que te acho foda! Eu é que queria ser como você!
― Paraaaaa! Rafa! Sou foda coisa nenhuma!
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― Você é sim! Você é legal de um jeito diferente, e eu gosto disso! Você não fica falando besteira igual o Igor, ou igual o Arthur, por exemplo!
― Hahahaha, é… o Arthur é bem doidinho! É melhor a gente parar de falar dele, que ele deve estar ouvindo a gente agora… com uma escuta ou coisa do tipo…
― HAHAHAHAHAHA! TÁ VENDO! Isso que eu gosto em você…
Nessa hora pensei em abrir meu coração para o Rafa, e contar como eu gostava dele de verdade. Contar tudo que eu estava sentindo. Contar tudo que eu queria fazer. Eu sei que faziam apenas três dias que a gente se conhecia, mas tínhamos criado uma ligação muito forte. Estávamos nos sentindo tão confortáveis um com o outro, que era como se tivéssemos sido amigos desde sempre.
Juro que eu pensei em contar tudo para ele. Eu olhava apaixonado para sua boca. Era hipnotizante. Era tentador. Seu hálito de chocolate com morango me tirava da Terra. Como eu queria experimentar aquela boquinha. Como eu queria experimentar seu corpinho junto ao meu. Mas me contive. Eu não tinha forças para contar. Era a vida real. Não era um sonho, nem um pensamento, onde tudo sempre é fácil e ideal.
Se desse errado, eu perderia meu melhor amigo para sempre. Ele era tão diferente de como eu tinha sonhado ontem à noite. Era tudo tão diferente de como eu sonhava. Ele era outra pessoa. Ele andava com as próprias pernas. Tinha pensamentos diferentes dos meus. Ele era tão cheio de vida. Não era como nos sonhos.
Nos meus sonhos, ele pensava o que eu queria. Aqui, agora, ele estava longe do meu controle, ele não pensava o que eu queria. Era tudo tão diferente. Eu não conseguia mais falar uma palavra.
― Lá vem o Igor! ― Rafa disse.
Igor subiu a arquibancada e chegou até nós.
― Oi gente! ― Ele nos saudou. ― Nossa! Não consegui prestar atenção na aula hoje, nossa! A Sarah ainda vai me matar com aquela saia dela! Vocês precisavam de ver! O cabelo dela está com cheirinho de shampoo de morango! Me sinto no paraíso! ― Ele disse, fechou os olhos e se deitou no banco.
Olha! Eu sou um garotinho que gosta de garotinhos! Não é porque eu estou apaixonado pelo Rafa que eu não olho para outros garotos! O Igor se deitou e seu umbiguinho ficou de fora. Dava para ver o elástico da sua cueca. Nossa! Ele também era uma delícia, viu! E não tinha como não olhar. Ele estava com um volumão nas calças. Ele com certeza estava duro. Dava para ver certinho o formato da sua ereção. Aquilo me tirou do sério. Fiquei duro também.
A diferença era que ele pensava em Sarah, e eu nele. Mas eu tinha que tomar cuidado, Rafa não podia me pegar olhando para o amigo dele… o que ele ia pensar… hahahaha…
Rafa olhou para mim e seus olhos disseram “Tá vendo! Ele só fala de menina! ”. Eu sorri para ele.
Daí ele colocou o dedinho no queixo e fez sinal para mim, dizendo que estava sujo. Eu passei a mão no meu queixo. Ele fez um ‘não’ com a cabeça. Tentei limpar de novo. Novamente ele fez um ‘não’ com a cabeça. Daí ele estendeu o braço e passou o dedinho perto da minha boca.
― Pronto! Tava sujo…
Cheguei até a morder o lábio inferior, de tanto tesão que eu fiquei. Sentir ele me tocar foi coisa de outro mundo. A coisa que eu mais queria era agarrar aquele corpinho branco e lambe-lo todinho. Mas o sinal tocou, hora de voltar para a sala.
Nós três nos levantamos. Eu dei uma ajeitada no meu pinto, que tava mais duro que diamante. Contei até três, respirei um pouquinho e voltei para a sala.
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Quando a aula terminou, fui até o portão e me sentei no banquinho. A mãe do Rafa já estava parada lá.
― Ei, Lucas! Você quer uma carona? Seus pais vêm te pegar hoje? ― Rafa perguntou.
Eu olhei em todos os cantos e não vi sinal dos meus pais. É claro que eles não iriam me buscar hoje de novo.
― Aí, Rafa, aceitar eu até aceito, mas eu não estou sendo um incomodo pra sua mãe?
― Não! Imagina! Ela não importa mesmo. Ela até me disse que gostou de você…
― Hahaha, porque ela gostaria de mim?
― Porque eu disse para ela como você era inteligente, disse que você tinha sido o primeiro lugar no concurso de bolsas e tal, e ela disse que eu precisava mesmo arrumar uns bons amigos assim…
Fiquei surpreso. Ele tinha falado tudo isso para a mãe dele? Caraca, o dia que eu contar tudo sobre o Rafa para minha mãe, o mundo vai acabar… a última coisa que minha mãe quer é ouvir sobre meu dia na escola… e ela é a última pessoa para quem eu quero contar… então… nunca vai acontecer… mas deve ser legal ter pais que você pode contar esse tipo de coisa.
― Poxa Rafa, assim você me deixa sem graça… mas tá bom… se não for um incomodo, eu aceito uma carona sim.
A mãe do Rafa me deixou na porta de casa. Agradeci e me despedi dos dois. Ela era muito gentil comigo, fiquei feliz. O Rafa também era muito legal comigo, ainda mais hoje, que ele disse que queria ser meu melhor amigo. Me lembrei do sorriso dele e de quando ele tocou meu rosto. Me lembrei também da ereção do Igor. Eu só sei que hoje eu queria me acabar na punheta. Estava com vontade era de bater três seguidas, de tanto tesão que eu tinha acumulado essa manhã. Não via a hora de deitar na minha cama e trancar a porta do quarto.
Quando fui abrir o portão, estava trancado… droga… merda, cara… que inferno viver assim! Meus pais nunca lembram de deixar essa porra de portão ABERTOOO! CUSTA PENSAR UM POUCO NO FILHO, MERDA!
― CARALHO! ― Eu gritei.
Dei um chute no portão com todas as minhas forças pra descontar a raiva. O portão ficou me olhando indiferente. Meu chute não significava nada para ele. Não fazia nem cócegas.
― PORRA! ― Gritei novamente com raiva.
O focinho de duque apareceu no portão.
― DUQUE! Amigão! Me deixaram pra fora de novo… desculpa se te assustei! Merda… já venho, amigão, pera aí.
Fui até a vendinha do seu Humberto.
― Luquinha! ― Ele me saudou.
― Oi, tio!
― O Matheus estava te procurando…
― Ah… o que ele queria? ― Eu perguntei.
― Ele estava te procurando para brincar.
A última coisa que eu queria era brincar… o que eu mais queria agora era chegar em casa e bater uma. Não queria ir brincar com o Matheus.
― Meus pais trancaram o portão, tio Berto.
― Ahhh, meu filho! E você ficou pra fora?
― Fiquei tio, mas vou pular o muro…
― Ah meu filho! Vai se machucar… você não quer ficar lá em casa? Eu posso te emprestar a chave…
A casa do seu Humberto era exatamente do lado de sua vendinha. Tinha até uma porta da casa dele para a vendinha.
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― Precisa não, tio! Vou pular o muro mesmo…
― Huuum… você quem sabe… e como foi na escola hoje?
Eu nem sei porque tinha vindo no seu Humberto… foi bem aleatório. Eu estava com raiva e pensei em vir conversar com ele. Ele sempre me ouvia, ele sempre me dava atenção… ele era meu melhor amigo adulto. Ele era quem devia ser meu pai, mas a vida é injusta. Me deixou sem pai e deixou ele sem filho. A última coisa que meu pai queria ouvir era sobre meu dia, e parecia que isso era a coisa que seu Humberto mais gostava de ouvir. Contei tudinho para ele, sem a parte erótica e sem a parte amorosa também. Contei sobre o Igor e contei que o Rafa era meu novo melhor amigo. Contei também sobre os professores e sobre os outros alunos que tinha conhecido hoje. Foi bom falar com ele. Me acalmou. Depois desse papo agradável eu me despedi.
― Brigado por me ouvir, tio Berto! Te amo! ― Eu disse e dei um beijinho na bochecha dele.
― Sempre estarei aqui, filho! ― Ele disse.
Eu saí, atravessei a rua e pulei o muro de casa. Fiz um cafuné no Duque e fui para meu quarto. Daí tranquei a porta e vou poupar vocês dos detalhes… hahahahaha…
Quando gozei pela terceira vez, nem o Rafa ia fazer meu pau subir de novo, tinha batido tão gostoso, mas tão gostoso, que consegui me livrar cem por cento do tesão… hehehe… resolvi tomar um banho e ir tirar uma sonequinha.
Acordei umas sete e meia da noite, com meus pais chegando.
― LUCIANO! CHEGA!
Merda… eles estavam brigando de novo… fui até o banheiro lavar o rosto e jogar uma água no cabelo, enquanto ia escutando a briga.
― ANA! TÔ FALANDO COM VOCÊ, CARALHOOO!
― HÃ! FALA! TO ESCUTANDO! FALA!
― OLHA COMO VOCÊ FALA COMIGO! ME RESPEITA! ME RESPEITA!
― RESPEITO? VOCÊ AINDA TEM CORAGEM DE FALAR ISSO AQUI DENTRO DESSA CASA? SEU MALDITO!
― PUTA!
E eu ouvi o som de um tapa. Droga! O desgraçado do meu pai devia ter sentado a mão na cara da minha mãe. Fechei a torneira e saí correndo pela casa, até a sala, onde eles estavam. Fui de cueca mesmo, com o cabelo pingando água. E encarei os dois.
― PAI! MÃE! PAREM! POR FAVOR!
Minha mãe estava se levantando do chão e meu pai estava com as mãos na cabeça.
― PRECISO DE UM TEMPO! PORRA!
Meu pai disse e saiu de casa, batendo a porta com tudo e fazendo o maior barulhão. Fui até minha mãe, que estava sentada no chão com lágrimas nos olhos.
― Mãe! A senhora está bem? ― Eu perguntei e me ajoelhei ao lado dela.
― ARGHHHH! VOCÊ É IGUALZINHO A ELE! ― Ela disse e me empurrou.
Eu caí para trás e me segurei numa coluninha, que tinha um vaso em cima, de enfeite. Deixei o vaso cair e ele se estilhaçou todo no chão, um pedaço acertou minha perna direita. Na hora minha mãe se mostrou arrependida.
― Filhooooo! Me desculpa, filhoooo!
Eu estava acabado. Ela veio em minha direção, mas eu saí correndo e fui para meu quarto e tranquei a porta. Ouvi ela batendo.
― Filhooo! Abre aqui! A mamãe sente muito!
Não sente, eu pensei.
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― Abre filho! Por favor! Deixa mamãe dar uma olhada na sua perna! Você se machucou muito?
Minha perna sangrava. Tinha sido um corte superficial, porém estava saindo sangue. Não chegava a doer muito, mas ardia bastante. Encostei no cantinho do quarto e tampei os ouvidos, para não ouvir ela.
― FILHOOO! ABRE ESSA PORTA! MAMÃE ESTÁ PREOCUPADA! ME DESCULPA! POR FAVOR! ME PERDOA, FILHO!
Depois de mais de dez minutos de insistência, ela se cansou e parou de chamar. Eu ignorei ela durante todo esse tempo. Não respondi. Não dei sinal de vida. Era eu quem precisava de um tempinho para pensar. Fiquei ali agachado por mais ou menos uma hora, chorando sem parar.

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