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O menino dos olhos verdes 3

2907 palavras | 6 |5.00
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Episódio 3 – #### A Casinha da Rua 2 ####

Não sei porque resolvi esperar minha mãe vir me buscar. Faziam quarenta minutos que eu estava sentado no banquinho. Eu tinha vindo para essa escola só umas três vezes na vida… não sabia voltar para casa a pé. Fudeu! Não tinha mais ninguém na porta da escola, todos tinham ido embora. Minha mãe provavelmente tinha se esquecido de mim… não ia ser a primeira vez…
Quinze minutos depois, a diretora Lúcia apareceu na porta da escola. Ela estava acompanhada de um molequinho, que parecia ter uns sete anos.
― Lucas! O que você está fazendo aqui ainda?
― Ah… oi diretora… acho que minha mãe se esqueceu de mim…
― Ah… eu entendo… este daqui é meu neto, o Heitor, ele está no terceiro ano!
O garoto era muito branquinho, igual leite, e tinha cabelos loiros claros em forma de tijelinha e bochechas bem avermelhadas. Ele estava usando um relógio enorme do Ben 10.
― Oi! ― Ele disse com uma vozinha aguda.
― Oi… ― eu respondi.
― E porque você não liga para ela? ― A diretora me perguntou.
― Não tenho celular…
― Ah, pode usar o meu… você sabe o número?
― Sei sim…
A diretora me emprestou o celular dela. Era um iPhone… era de se esperar, devia ganhar rios de dinheiro nessa escola… liguei para o trabalho da minha mãe e ela atendeu.
― Alô?
― Mãe…
― Filho! Desculpa! Mamãe está muito ocupada! Você ainda está na escola?
― Tô…
― Eu não esqueci de você não, filho! É que a mamãe está presa no serviço…
― Ah… ― eu disse decepcionado. ― Eu vou a pé mesmo, mãe, não precisa se preocupar…
― Obrigada, filho! Abraços, mamãe te ama!
― Eu também… ― E ela desligou o celular. ― …te amo…
A diretora e o Heitorzinho estavam me olhando.
― Aqui, dona Lúcia, ela não pode vir me buscar… vou a pé mesmo…
― De jeito nenhum! Eu te dou uma carona, filho!
Nossa, fiquei feliz com a comoção dela… não esperava isso.
― Obrigado…
Entramos no carro. Era um Hyundai branco. Dona Lúcia era uma senhora de uns cinquenta anos de idade. Ela tinha cabelos curtos e loiros, quase brancos, por conta da idade. Eu entrei no banco de trás e o Heitorzinho no banco da frente.
― Aonde você mora, Lucas?
― Então, dona Lúcia, eu moro na Rua 2… eu só não sei chegar lá!
― Ah, não tem problema, vou colocar no GPS.
Bom, meus planos eram prestar atenção no caminho para decorá-lo, caso eu precisasse voltar a pé algum dia… daria certo se o bonitinho do Heitor não tivesse feito contato comigo. O garoto era uma gracinha, ele era muito fofinho e tinha bochechas que davam vontade de morder. Ele estava no banco da frente, daí se virou e ficou olhando pra mim.
― Que relógião legal, Heitor. ― Eu disse. ― Posso ver?
Ele estendeu o bracinho para mim e delicadamente eu toquei no seu pulso e olhei o relógio de perto.
― ―
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― Pode colocar em você, se quiser. ― Ele disse, tirou o relógio do braço e me passou.
Eu coloquei, olhei para ele e dei um tapinha no botão relógio, assim como o Ben 10 fazia, e disse:
― Iaaaa! Virei um monstro!
Os olhos do menino até brilharam. Ele apertou o botão do cinto de segurança, se soltou e veio para trás, para se sentar comigo.
― Aaaaaa! Minha vez! ― Ele gritou.
Eu pude ver os olhos da diretora pelo retrovisor. Ela estava feliz e satisfeita comigo, que estava brincando com seu netinho.
A viajem durou pouco. Foram só quinze minutos até ela chegar na minha rua. Eu fiquei brincando com o Heitorzinho durante todo trajeto.
― Lucas, qual é a sua casa? ― Ela me perguntou.
― É aquela verdinha ali…
A dona Lúcia estacionou e eu desci.
― Obrigado mesmo, diretora, não sei como agradecer!
― Não tem de que! Sempre que precisar, estou disponível!
― Obrigado!
O Heitor botou a cabeça para fora da janela.
― Lucas! Vai brincar lá em casa comigo qualquer dia! Ele pode ir lá, vó?
― Claro que pode, quando quiser ir, Lucas, é só me avisar! Você é bem-vindo lá em casa!
Eu agradeci novamente e disse que ia sim. O garoto era uma gracinha, eu adoraria brincar com ele. E o carro da diretoria sumiu no horizonte.
Fui até o portão da minha casa e tentei abrir. MERDA! Estava trancado.
― Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai! ― Eu gritei.
Nada. Ninguém respondeu. Somente o Duque apareceu no portão. Ele botou o focinho no vão do portão e me cheirou.
― Sou eu, Duque! Papai não está em casa, não é?
Merda! Eu ia ter que pular o muro novamente. Foi o que eu fiz. Pulei o muro de casa e entrei. O Duque, nosso cachorro, veio me receber, fazendo festinha.
― Oi garotão… tenho muita coisa pra te contar hoje… cadê o papai, em, seu fofinho!
Brinquei um pouco com ele. Ele era um vira-lata, grandão e charmoso. Pegava todas as cadelinhas da rua… né, Duque? Seu safadinho!
Entrei em casa e deixei minha pasta no meu quarto. Não tinha muito o que fazer em casa, estava sem computador… a única coisa que tinha para fazer era estudar… ou ler, mas eu não estava nenhum pouco a fim. Então resolvi me deitar um pouco. Deitei na minha cama e me lembrei de hoje cedo. Do Arthur, do Rafa, e de todo mundo da escola, mas especialmente do Rafa.
Me lembrei do seu hálito, que ele exalava enquanto falava comigo. Me lembrei dos seus cabelos loiros e logo fiquei durinho… fazia tempo que não ficava excitado desse jeito. Enfiei a mão dentro da minha cueca. Fechei os olhos e pensei nele. Já fazia um tempo que eu sentia essa estranha atração por garotos. E o Rafa era tudo de bom. Tirei a roupa e deitei peladinho na cama, aproveitando que estava sozinho em casa…
Não demorei muito pra gozar, estava muito excitado e fazia dias que eu não me masturbava. Gozei em toda minha barriga. Fiquei deitado na cama, pensando nele, por mais uns vinte minutos, quando Duque entrou.
― Oi… como vai Duquinho… só vou me limpar aqui, rapidinho, e eu já te levo pra passear lá fora, tá? Aguenta mais um pouquinho aí!
― ―
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Fui até o banheiro e limpei a porra da minha barriga com papel higiênico… foi a maior lambança… grudou tudo papel em mim… aff… fui passar água e a coisa piorou… então entrei de baixo do chuveiro de uma vez… fiquei lá cinco minutinhos, me vesti e fui pra rua.
― DUQUEE!!! VEM!!! ― Eu gritei e o cachorrinho apareceu correndo. Abri o portão e saí com ele.
A Rua 2 ficava num bairro de classe média-baixa daqui da cidade de Ribeirão Preto/SP. Eu não morava numa casa boa, mas também não era tão ruim assim. Eu tinha meu quartinho, tinha meu espaço. Tinha minhas coisas e meus livros…
Abri o portão e deixei o Duque ir brincar na rua. Ele mijava e cagava na frente da casa de todo mundo, menos na frente da nossa, bom garoto! Tinha ensinado ele bem! Daí resolvi ir ali na vendinha do seu Humberto.
Seu Humberto era um senhor que devia ter seus cinquenta anos. Ele era muito legal. Eu adorava ele. Lembra do dinheiro que eu falei? Ele vivia me dando uma graninha aqui e ali pra me divertir. Ele já tinha me contado a história dele em outra ocasião.
Quando ele tinha uns trinta anos, ele se casou com uma mulher, que ele dizia ser linda. Ele era apaixonado nela, porém ela morreu seis meses depois que eles casaram. Desde então ele nunca mais namorou ninguém. Não teve filhos, e, portanto, não teve netos, mas ele fala que eu e o Matheus somos os netos que ele sempre quis.
Você deve estar se perguntando quem é Matheus. Matheus é um menino que também mora aqui na Rua 2, a casa dele é aquela ali, a amarelinha ali na frente. Ele tem oito anos e eu lembro de quando ele nasceu. Eu tinha apenas três anos, mas o parto dele aconteceu naquela mesma casa, foi a maior gritaria, eu estava com muito medo. Meu pai tinha sido chamado para ajudar, na época ele trabalhava em um hospital, como técnico de enfermagem. Hoje ele trabalha em uma oficina mecânica, do amigo dele. Enfim, depois conto mais sobre minha família.
Cheguei na vendinha do seu Humberto e o Matheus estava lá também. Ele estava no balcão, com a mão na bochecha, entediado.
― Olha, se não é o outro santo! ― Seu Humberto exclamou.
Ele costumava nos chamar assim, visto que eu e o Matheus tínhamos nomes bíblicos. Ele era bastante religioso.
― Boa tarde, seu Humberto! Oi Matheus. ― Eu os cumprimentei.
Eu e o Matheus fizemos nosso toque que demorava uma eternidade, era coisa dele isso, mas eu achava engraçado…
― Como foi a escola nova, Luquinha?
― Tio! ― Eu chamava ele de tio… ― Foi demais! A escola é enorme! Tem muita gente legal lá! Você precisava de ver a biblioteca deles! Tem muuuuuito livro!
― Nossa! Parece que você gostou mesmo! ― Ele disse.
― Siiiiim! Foi ótimo! Eu estava com um pouco de medo no começo… ― Eu disse e me sentei no banquinho do balcão, que era tão alto que eu não alcançava o chão com os pés. ― …mas aí eu conheci dois meninos lá, o Rafael e o Arthur. Tio! Eles são muito legais!
Eu contei praticamente todo meu dia para ele… falei até que a professora de matemática perguntou uma coisa pra mim que eu não fazia ideia e acertei. Ele só não gostou muito da ideia que eu estava conversando durante a aula…
― Lucas! Que isso! Não faça mais isso! Você se esforçou tanto para entrar, lá! Agora que entrou, está sendo um mau aluno?
― Não tio! Prometo que não faço de novo! ― Eu disse para ele.
― Muito bom, e você já começou a ler o último livro que eu te dei?
― ―
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O seu Humberto vivia me enchendo de presentes, mas não pense que eram brinquedos! Não! Eram livros! No começo eu não dava muita bola, sentia até raiva dele! Mas depois que eu li alguns, aprendi a gostar…
Quando fiquei em primeiro lugar no concurso de bolsas, ele correu comprar um livro novo para mim, para me dar de presente, mas não tinha dado tempo de ler ainda…
― Ainda não comecei a ler não, tio… mas juro que começo logo!
Se eu devia meu gosto pela leitura e pelos estudos a alguém, esse alguém era o seu Humberto. Ele sempre tinha me incentivado a estudar… “Estudo dá futuro! ”. Ele dizia… e hoje sou muito grato a ele. Diferente dos meus pais, que nem ligavam para meus estudos. Meu pai não gostou nadinha quando eu passei. A escola ficava mais longe, daria mais trabalho pra ele ir me buscar…. enfim…
Contei tudo a seu Humberto. Ele sempre me dava ouvidos, não importava o que ele estava fazendo, ele sempre parava para me dar atenção. Eu gostava dele por causa disso. Ele sempre era atencioso comigo.
Quando terminei, ele disse que estava orgulhoso de mim, e explicou para Matheus que a vez dele ia chegar, que uma hora seria ele que iria para a grande escola Nova Aliança.
Matheus me chamou para brincar, mas eu ainda tinha que almoçar, já eram umas três da tarde. Então me despedi dos dois e voltei para casa. Chamei o Duque e ele veio para dentro comigo.
Fiz um lanche com as coisas que tinham lá em casa, comi e resolvi tirar um cochilo no sofá. Tirei a camisa, porque estava muito calor, e deitei lá. Adormeci rapidamente.
Quando acordei, já estava escuro. Acordei com a porta do carro batendo.
― NÃO FOI ISSO QUE EU DISSE! PORRA! SÓ ESTOU DIZENDO QUE NÃO TE EMPRESTO MAIS O CARRO! CARALHO, ANA!
― AÍ! DÁ UM TEMPO! PELO AMOR DE DEUS! CHEGA! CHEGA! ESTAMOS EM CASA JÁ! FELIZ?
― NÃO! AMANHÃ QUEM FICA COM O CARRO SOU EU! VOCÊ QUE VÁ A PÉ PARA O TRABALHO!
Meu pai e minha mãe entraram em casa. Minha mãe entrou limpando as lágrimas dos olhos e disse:
― Oi, filho!
E saiu correndo para o quarto. Ouvi a porta bater.
― Oi, Lucas! ― Meu pai me saudou.
― O que houve? ― Eu disse, coçando meus olhinhos e ficando sentado no sofá.
― Ah, filho, sua mãe! Isso que dá emprestar o carro pra mulher, ela ficou de me pegar no serviço, mas ela só foi me buscar uma hora e meia depois! Também não empresto mais o carro para ela! E aí, tudo bem com você?
Ele perguntou e se sentou do meu lado no sofá.
― Me passa o controle? ― Ele disse e eu entreguei o controle da televisão pra ele. ― Filhão, pega uma cerveja para o pai?
Eu ainda estava acordando. Meus olhos doíam, porque eles chegaram e acenderam todas as luzes da casa. Eu ainda estava sem camisa e estava todo suado. Estava muito calor em casa. Enxuguei meu corpo com minha camiseta e joguei ela no sofá. Fui até a cozinha e peguei uma latinha de cerveja para o meu pai.
Eu voltei para a sala e ele tinha acendido um cigarro e ligado no futebol. Eu entreguei a latinha de cerveja para ele e disse:
― Nossa pai, foi muito legal na escola hoje.
― É mesmo filhão!? Ah, depois você me conta, deixa o papai ver o jogo aqui!
― ―
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Aff! Não sei porque ainda insisto… peguei minha camiseta e fui para meu quarto. Passei em frente ao quarto da minha mãe, a porta do quarto estava fechada e estava tudo quieto, pensei em abrir a porta… mas pensando bem, pra que? Para ela gritar comigo? Daí continuei andando.
Entrei no meu quarto, apaguei a luz e fechei a porta. Eu deitei na minha cama. Não sabia que Duque estava no quarto. Ele saiu de baixo da minha cama e subiu nela junto comigo.
― Oi, amigão… papai e mamãe brigaram de novo… hoje na escola foi tão legal… ― Eu comecei a conversar com ele enquanto fazia um cafuné em sua cabeça. ― Tem um garoto lindo lá, nome dele é Rafael, mas eu chamo ele de Rafa, ou de Rafinha, quando ele não está olhando… hoje ele me emprestou um lápis, me comprou um chocolate, me levou para dar uma voltinha na escola. Só fiquei muito decepcionado quando ele falou daquela menina, a Bia… aí, Duque, confesso que até fiquei com um pouquinho de inveja… ele disse que achava ela a menina mais linda da escola… imagina se ela começa a namorar ele! Ia ser o fim do mundo! Ter que ver ela se esfregando nele todo dia! O que? Você acha que ela não namoraria com ele? Você só tá falando isso porque não viu o Rafa! Quem não namoraria com ele, meu Deus! Para de ser bobo Duque! Eu sei que até você namoraria com ele! Hahaha! É, ele é bonito assim… você deve me achar louco, né? Estou falando com você como se você fosse meu psicólogo… não Duque, meu psicólogo você não é, mas é meu melhor amigo!
Eu disse e dei um abraço nesse cachorro que eu amava tanto.
― Agora eu vou tomar um banho, que tô todo suado… vai lá ver se papai e mamãe já estão mais calmos…
Eu fui para o banheiro, tirei o short e a cueca e fiquei pelado. Entrei no chuveiro e deixei a água fria cair em meu corpo. Tomei um banho até que rápido. Sai e vesti uma cueca. Fui até a sala e me sentei no sofá ao lado do meu pai.
― Nossa Lucas, vai botar uma roupa! Você já não é mais criança pra ficar andando de cueca por aí!
― Aí pai! Tá calor! E o que vamos comer? Tô com fome…
― Não sei… tua mãe não sai daquele quarto…
― Vamos pedir uma pizza?
― Pizza? Que pizza o que! Com que dinheiro? Você não quer preparar alguma coisa pra gente comer não?
― Tipo o que?
― Sei lá, se vira lá na cozinha!
Eu fui pra cozinha e preparei dois lanches, um pra mim e um para meu pai. Voltei para a sala e entreguei o dele. Eu tinha caprichado no lanche dele, coloquei três hambúrgueres, para tentar deixar ele feliz, e também para mostrar um pouquinho do meu talento na cozinha, mas ele simplesmente pegou o prato da minha mão e nem agradeceu. Comeu o lanche vorazmente e ainda por cima disse:
― Faltou sal!
Eu o ignorei. Terminei de comer e voltei para meu quarto. Estava um pouco triste, porque o clima em casa estava ruim, mas fiquei feliz em pensar que amanhã veria o Rafinha de novo… como estava muito calor, fui dormir de cueca mesmo.

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6 Comentários

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  • Responder Odo ID:830zqz2b0i

    tao burro que nem tem parte 1 e 2

    • Tt123 ID:muirj5mm3

      tem sim, mas ta em outra conta dele

  • Responder Dark boy ID:8ef6vikm9j

    Continua…

  • Responder Seila ID:e243s2gzk

    Seja lá quem for que esteja postando a história. Esperando que poste ela completa para todos verem essa obra

    • Amigobc ID:muiq6p9v3

      Olá estou postando mais é muito grande ok tem que cuidar para não erra as colocações para não virar clichê eta obra é muito boa e bonita historia.
      É de amor complicidade rejeição

    • Amigobc ID:muiq6p9v3

      Vou esperar para ver se vi com em ordem