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O menino dos olhos verdes 23 & 24

8558 palavras | 26 |4.27
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Episódio 23 ― Fotografia | Episódio 24 ― O Erro

Infelizmente, eu e o Rafa tivemos que dar uma pausa nas nossas atividades escolares… se é que você me entende…
Depois que o Arthur me alertou sobre a Vicky, eu comecei a ficar esperto com ela… consegui flagrar ela umas duas vezes me seguindo… foi… assustador… que nem a vez que o Rafa me chamou para ir na secretaria com ele, buscar um papel… ele entrou e eu fiquei esperando na porta… quando olhei para trás, eu vi um vulto se esconder atrás da parede da esquina. Fui andando até lá, mas quando cheguei não encontrei nada… talvez tenha sido coisa da minha cabeça… mas eu vi um vulto… e ele se parecia muito com Vicky. Mas vai saber…
Depois daquela noite de sexta, eu e o Rafa quase não nos beijamos… só nos encontrávamos na escola… e na escola corríamos muitos perigos! Nos beijávamos só quando tínhamos certeza de que estávamos a sós. Rolava umas putarias aqui e ali, mas nada muito excitante.
Ficamos assim, na seca, a semana toda… quando foi quinta-feira, fui dar uma palavrinha séria com Arthur.
― Arthur! Que porra é essa?
― Oi para você também, Olhos Verdes! O que foi? Algum problema?
Faziam cinco dias que eu não tinha um contato decente com meu gatinho. Cinco dias passando vontade… vocês imaginam como meus hormônios estavam…
― Vicky. Vicky é meu problema.
― O que ela fez agora?
― Eu sinto que ela está me seguindo! ― Eu reclamei.
― Ela está! Ela é doida! Porque você não pega ela?
Ouch. Não esperava que ele fosse dizer isso.
― Pegar?
― É… pegar… dar uns beijos… você já beijou alguém antes, Olhos Verdes?
― Já! ― Eu disse na defensiva.
― Ouh… jura?
― Sim.
― Quem foi que você beijou?
― Foi o Rafa… ELA… foi a Rafaela! Sabe? ― Eu disse depois de ter feito a cagada… ― Tinha uma menina que morava na minha rua… ela tinha quinze anos na época… e ficava dando em cima de todos os moleques da rua… uma vez eu fui lá trocar uma ideia com ela… aí ela me chamou para entrar na casa dela e eu entrei. Depois ela perguntou se eu era BV… e eu, muito inocente, perguntei o que era isso… ela riu e perguntou se eu queria aprender a beijar… aí eu fiquei mó nervoso na hora… eu disse para ela “Beijar??”… e ela disse “Sim, beijar!”… aí eu falei que não sabia… daí ela colocou a mão bem aqui. ― Eu disse e apontei para meu ombro. ― E perguntou se eu deixava ela botar sua boca na minha. Eu estava meio assustado e disse que não sabia… aí ela disse que ia ser bom e eu topei… daí ela me beijou…
― Eita… ― ele disse. ― Não precisava contar a história toda, Olhos Verdes…
― Pois é… ― Eu disse.
― Então… pega a Vicky… ela é mó gatinha! Chama ela pra conversar, pelo menos…
― Aff… ― eu disse desapontado.
― O que foi?
― Nada…
― Então… vai conversar com ela agora!
― Não quero!
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― Aff! Vira homem, rapaz! Larga mão de ser moleque!
― Falou o pegador! E você, já beijou quem?
― Bem… ― Arthur disse. ― Quer saber… deixa! Preciso ir, minha aula vai começar.
― Caraca, Arthur! Você ainda é BV?
Eu não me importava nenhum pouco com essas coisas não… eu disse isso só porque quando eu disse para o Rafa que nunca tinha beijado ninguém, acabei beijando ele… vai que rolava uns peguinhas com o Arthur né? Custa nada… ele é gatinho… AFF! Não foi eu quem disse isso… foi… foi minha cabeça de baixo… você não ouviu isso de mim, leitor! Hahaha…
― Ah… porra… não tem sentido nenhum em mentir… sou! ― Ele admitiu.
― Ah… a gente dá um jeito nisso depois… ― Eu disse.
― O que? Como? ― Ele perguntou interessado.
― Sei lá… a gente te arruma alguém para beijar… sei lá…
Ele ficou meio sem reação.
― Mas agora o problema é outro! Vicky! O que faço para tirar ela da minha cola?
― Não sei… mas eu recomendo você a sempre andar por lugares movimentados, que assim fica difícil de te seguir… e sempre que houver algum alvoroço no lugar, alguma distração, dê um jeito de fugir, pois sua stalker vai ficar distraída…
― Tá… vou tentar me lembrar disso.
― Ah… e, Olhos Verdes…
― Quê?
― O professor pediu para avisar que não vai ter aula a tarde hoje… então… você tem a tarde livre…
― Ah… ótimo… valeu… ― Eu disse e me despedi dele.
Fui para o lugar que eu e o Rafa tínhamos matado aula uma vez. Sempre olhando para trás, para ver se não tinha ninguém me seguindo… eu não podia me dar ao luxo de ser pego com o Rafa… eu nem me importava de ser stalkeado não… mas nossa relação não podia ser vista por ninguém…
― E aí? ― Rafa perguntou quando me viu. ― O que ele disse?
― Ele disse pra gente sempre andar por lugares movimentados e dar dodge’s ninjas sempre que possível!
― Dodge’s ninjas?
― É… ele disse com essas palavras! ― Eu disse e ri.
― Hahaha…
― Aí… advinha só! ― Eu disse enquanto me sentava no banco ao lado dele.
― O quê?
― Cancelaram minha aula a tarde hoje!
― Ah… legal… tarde livre?
― Sim… quer sair?
― Pode ser… quer fazer o que?
― Não sei… quer ir tomar um sorvete?
― Que romântico… ― ele disse me zoando.
― É sério… ― Eu disse rindo.
― Pode ser… aqui perto tem um parque… a gente podia dar uma volta lá… tomar um sorvete… sentar na sombra de uma árvore… comer um cachorro quente…
― Tá… meus pais ainda acham que eu vou ter aula a tarde… então… tô livre mesmo…
― Bem lembrado… vou avisar minha mãe aqui.
Ficamos conversando escondidos por mais um tempo até ouvirmos o sinal tocar. Voltamos para a sala e esperamos a aula terminar.
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Quando terminou, eu e o Rafa saímos e fomos andando até um parque que tinha ali perto da escola. Perto mais ou menos… foram dez minutos de caminhada… mas quando chegamos percebi que valeu muito a pena… o parque era lindo… e, por ser hora do almoço, estava meio deserto… perfeito para rolar um namoro.
― Você acha que já estamos livres do pessoal da escola? ― Ele me perguntou.
― Por que?
Aí, para minha surpresa, ele segurou minha mão.
― O que você está fazendo? ― Eu perguntei.
― Nada… é que eu sempre sonhei em andar de mãos dadas com alguém no parque…
― Mas… o que as pessoas vão achar? ― Eu disse inseguro.
― Que pessoas? Só tem pessoas desconhecidas aqui! Elas podem nos julgar a vontade… elas não nos conhecem!
― Mas…
― Mas o que?
Ele tinha me deixado sem argumentos…
― Tá… ― Eu desisti.
Ele segurou minha mão e eu segurei a sua. Foda-se! Foda-se tudo! Vou andar de mãos dadas no parque com meu gatinho! Pra todo mundo ver!
E daí nós saímos caminhando lentamente pelo parque… de mãos dadas… como se o mundo fosse nosso… e quer saber o que todo mundo que estava no parque fez? Nada… nem notaram a gente direito… e os que notaram, não se importaram… ninguém olhou feio para nós… ninguém falou nada… foi uma experiência ótima… foi… motivadora…
Caminhamos mais um pouco até pararmos num carrinho de sorvete.
― Oi, meninos! ― O vendedor nos saudou. ― O que vão querer hoje?
― Tem de que aí, tio? ― Rafa perguntou.
― Morango, uva, abacaxi, leite condensado…
― Vê um de leite condensado pra mim, tio! ― Rafa disse.
― E um de morango pra mim! ― Eu acrescentei.
Ele nos entregou os picolés, pagamos e fomos sentar em um banquinho que tinha ali embaixo da árvore. Abri meu picolé de morango e comecei a chupar.
― Nossa, meu amor! Que chupadinha gostosa que você tá dando nesse picolé seu, hein?
Eu comecei a rir.
― Sério? Aqui?
― O que? Não consigo parar de pensar em sacanagem… vendo você enfiar o picolé na boca assim…
― Para, meu gatinho! Senão eu vou é chupar o seu picolé!
― Pode vim! Tá durinho já!
― E você? Que tá chupando picolé de porra! ― Zoei.
― Quer dar uma lambidinha? ― Ele perguntou e me ofereceu seu picolé.
Eu chupei aquele picolé de leite condensado e baba de Rafa… estava delicioso… fiquei duro quando fiz isso.
― Quer dar uma chupadinha no meu? ― Eu perguntei.
E ele começou a enfiar meu picolé de morango na boca. Daí ele fechou os olhos, começou a fazer movimentos de vai e vem no picolé e começou a gemer baixinho. Eu caí na risada.
― GATINHO! Não faz isso aqui! ― Eu o repreendi e puxei o picolé de sua boca.
― O que, amor? Não gostou não?
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E ele enfiou o dele na boca. E o retardado começou a ficar enfiando o picolé na boca como se fosse meu pinto!
― Huuuum! Huuuum! ― Ele começou a gemer de olhos fechados.
― Para com isso, gatinhooooo!
Eu disse e puxei o picolé da boca dele… o picolé era de leite condensado… daí sua boca estava toda melecada de sorvete de leite condensado… não tinha como não pensar besteira!
― Gatinho do céu! Limpa essa boca! Parece que eu gozei aí dentro!
― Huuum! Minha língua tá meio ocupada aqui, amor… você pode me dar uma ajudinha?
Sério que ele estava me pedindo para beija-lo aqui no meio do parque? Eu queria… e como queria… fazia dias que eu não provava sua boca do jeito que gostaria… e agora estávamos no meio do parque…
Dei uma olhada em volta e vi que ninguém ia ligar, daí me aproximei um pouquinho dele e passei minha linguinha em sua boca. Dei uma lambidinha aonde tinha sorvete e limpei. Nossa… como isso foi tentador… como eu queria fazer sexo com ele aqui e agora!
Sua boca era tão boa… e agora estava geladinha, por causa do sorvete… e deliciosa, por causa do sabor de leite condensado com morango. ARRRRGHHH! QUE VONTADE DE FAZER SEXO COM ELE AQUI MESMO NO PARQUE!
E começamos a nos beijar. Meus lábios tocaram os dele e eu pude sentir seu gostinho. Ele enfiou sua língua um pouquinho e tocou na minha. Nossa troca de saliva e sabores foi ficando intensa, mas os picolés começaram a derreter nas nossas mãos… daí tivemos que interromper o beijo.
Terminamos de chupar nossos picolés e jogamos o palitinho no lixo.
― Vamos sentar ali na grama? ― Ele me convidou.
― Na grama? Sério?
― É… ali em baixo da árvore… é que eu acho romântico… e é outra coisa que eu sempre quis fazer…
― Tá… pode ser…
Pulamos a cerquinha de dez centímetros, ele segurou na minha mão e foi me guiando até chegarmos em uma árvore que tinha ali. Era primavera… tanto a árvore como o gramado estava repleto de flores… é… bem brega mesmo… bem coisa de filmes… mas fazer o que… estávamos apaixonados… tudo era lindo e bonito…
Nós dois colocamos as mochilas da escola no chão e nos sentamos na sombra da árvore… no chão florido… nos sentamos coladinhos, na vibe do amor…
― Aí meu gatinho… tô me sentindo no céu… ― eu desabafei.
― Estou me sentindo no céu desde o dia que te conheci… ― ele falou.
― Tá nada! ― Eu disse. ― Larga mão de ser mentiroso! Você disse que demorou mó tempão para reparar em mim!
― Tá… isso foi mesmo… mas foi porque eu era burro! Deita aqui? Deixa eu fazer um carinho em você?
Ele fez sinal para que eu deitasse no colo dele. Ele encostou na árvore e esticou as pernas, colocando um pé em cima do outro. Daí eu botei minha cabeça no seu colo e fiquei de barriga pra cima, com a cabeça em cima do seu brinquedinho… flexionei os joelhos e coloquei as mãos na minha barriga. Daí ele começou a mexer nos meus cabelos…
― Naquela época seu cabelo era curtinho, lembra?
― Aí… lembro sim… e como você prefere? ― Perguntei.
― Prefiro assim… grandinho… deixa você mais sexy… Hahaha… ― ele disse rindo e começou a tirar meus cabelos da testa.
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― Também prefiro o seu grandinho assim… na verdade fui deixando o meu crescer por causa de você, sabia?
― Jura?
― Sim… eu era um menino muito apaixonado… sabia?
― Hahahaha… aí meu amor! Fala isso não que você me mata de paixão!
― Sabia que eu cheguei a escrever uma cartinha de amor pra você? ― Confessei.
― Não! Tá me zoando, né?
― Juro! Eu escrevi e ia botar na sua mochila… mas não tive coragem e rasguei…
― Meu deus, amor! Quando foi isso?
― Ah… sei lá… eu lembro que fazia pouquíssimo tempo que eu te conhecia… coisa de uma semana…
― E o que dizia?
― Ah… nem lembro direito… eu disse que te amava… que não conseguia parar de pensar em você… que tinha vergonha de falar… e que queria muito ser seu amigo… sei lá…
― Aiiii! Eu te amo, meu amor!
― Também te amo, meu gatinho!
― Você devia ter colocado… imagina minha reação! Eu ia pular dessa altura!
― Foi exatamente por causa disso que não coloquei… eu fiquei com medo… da sua reação e tal… você parecia ser o comedor das galáxias…
― E eu sou! ― Ele disse se gabando.
― Ah… você é um cuzão, isso sim! Só quer saber de comer! Dar que é bom… tô esperando até agora…
― Falar nisso… quando vamos fazer de novo?
― Isso é um problema… porque minha mãe não vai me deixar dormir lá de novo! Seria o terceiro final de semana seguido…
― Ah… que bosta… e os meninos também estragaram tudo… da última vez…
― É…
― Aí… e se eu fosse dormir lá na sua casa?
Merda… eu não queria que ele falasse isso… lá tinha muita coisa em jogo… tinha meus pais… seu Humberto… e o pior de tudo… tinha o Matheus…
― Não sei…
― Ei! Eu nunca fui na sua casa! Você já foi várias vezes na minha!
― Tá reclamando de que? Você já brincou várias vezes com meu bumbum e nunca me deixou brincar com o seu!
― Aff… você tá mesmo encanado com isso, né?
― Quero saber como é, meu gatinho! Não vejo a hora de experimentar!
― Ah… nem é tão bom assim…
― Bem… sendo bom ou ruim, quero provar… eu tinha um preconceito bobo contra sexo anal… mas eu até que gostei de dar para você…
― Ah é? Comi gostoso?
― E como! Meu deus! Da primeira vez foi melhor porque usamos creme… mas nessa última parece que eu senti ir mais fundo…
― Meu amor… teu bichinho tá a ponto de dar um treco aí dentro das tuas calças…
Ele disse depois de reparar em minha ereção… claro ué! Falando de sexo com ele! Quem não ficaria duro!
― Pois é… ― eu disse. ― Culpa sua… você precisa dar um jeito…
― Mas hein, o que acha? Eu nunca fui na sua casa… sua cama é boa?
― Hahaha… não… mas porque você não está nela!
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― Aí! Meu amor! Fala isso não que você me mata! Posso ir dormir lá esse final de semana?
― Será que nossos pais não vão suspeitar?
― Que suspeitem! Olha pra nós! Namorando em público no parque!
― Perigoso… ― eu disse.
― Perigoso nada! E mesmo se fosse! Eu gosto do perigo!
― Aí meu gatinho! Tá, vai lá em casa então… ― eu cedi.
― Depois do treino? Como sempre?
― Sim… sua mãe não vai estar lá para nos mandar tomar banho… podemos fazer suados…
― PORRA! MEU DEUS! NEM ME FALA UMA COISAS DESSAS!
― Sim… podemos chegar do treino… suados… arrancar as roupas e transar loucamente na minha cama!
― Amor! Fala isso não! Como vou dormir essa noite, agora?
― Vai ter que esperar até amanhã! Ah… quase ia me esquecendo…
― O que?
― Depois do treino meus pais ainda não estão em casa… então… a gente vai poder gemer e gritar à vontade…
― Não… nãooo… nãooooooo! ― Ele dizia enquanto ria.
― Sim! Sim meu gatinho! Vamos poder fazer sexo do jeito que sempre sonhamos! Livres!
― Devíamos ter ido lá desde a primeira noite, então…
― Pois é… mas é minha casa… serão minhas regras… ― eu disse já prevenindo qualquer tentativa dele manifestar seu comportamento obsessivamente dominante.
― Aí… não tô gostando disso… ― ele disse rindo.
― Hahahaha… ― eu disse.
― Ei… ontem à noite eu fiquei morrendo de vontade de te ver… bateu uma saudade…
― Awnnn! Seu fofo! ― Eu disse com as bochechas rubras…
― Vamos tirar uma foto? Acho que nunca tiramos uma foto juntos…
― Pode ser… ― eu disse.
Daí eu me levantei do seu colo e fiquei sentado do seu lado. Ele passou a mão por trás da minha cabeça e colocou no meu ombro.
― Vem… vamos tirar uma selfie…
Daí ele segurou o celular na nossa frente e tirou uma selfie nossa. Ficou lindaaaaaa! Ficou perfeita! Eu saí tão bem na foto!
― Não sabia que formávamos um casal tão fofo! ― Eu disse para ele.
― Não é? Ficamos perfeitos juntos! ― Ele disse. ― Vamos tirar outra!
Dessa vez eu encostei minha cabeça em seu ombro. Daí ele bateu a foto.
― Awnnn! Nessa você ficou super fofo! ― Ele disse.
― Você também! ― Eu disse. ― Outra?
― Claro! ― Ele disse.
Dessa vez eu me virei e encostei meus lábios em seu pescoço. Seu corpo era quente e aconchegante. Daí juntei meus lábios e posei para a foto beijando seu pescoço. E ele bateu.
― Awnnn! Somos lindos! Não somos? ― Ele disse rindo.
― Mais uma? ― Eu perguntei.
― Sim! ― Ele disse. ― Dessa vez eu que quero te beijar!
Eu virei meu rosto e ele colou seus lábios nas minhas bochechas…
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― Essa você vai ter que tirar. ― Ele disse, me entregou seu celular, voltou a beijar minha bochecha e passou as duas mãos em volta do meu pescoço. Bati a foto e ficou perfeita! Assim como as outras!
― E agora a que não pode faltar… ― eu disse.
Ele entendeu. Nós dois nos olhamos apaixonadamente, fechamos os olhos e encostamos nossos lábios. Nos beijamos e eu apertei o botão de fotografar umas quatro vezes. Abaixei o braço, coloquei o celular no chão e parti para o beijo com todas as minhas forças.
Ele passava a mão em meu corpo e eu sentia seus cabelos. Seus fios dourados brilhavam e reluziam com os raios de sol que entravam pelas frestas entre as folhas da árvore… era um dia lindo de primavera…
Fui beijando sua boca e me jogando em cima dele. Ele me segurou e foi caindo para trás, até encostar sua cabeça em algumas flores que tinham ali. Subi em cima dele e encostei meu pinto duro no seu. Quando o beijo começou a ficar quente e bom, tivemos que parar… era inapropriado fazer isso no parque… vai que algum conhecido nos via…
Nos levantamos, nos arrumamos e nos contivemos…
― Não vejo a hora de ir lá na sua casa… ― ele disse.
― Pois é… vai ser bom, né?
― E como…
Depois disso comemos um cachorro quente, tomamos refrigerante, tomamos outro sorvete, namoramos bastante… foi uma tarde mágica… melhor tarde da minha vida, eu acho… o sexo era bom, mas nosso namoro no parque? Não… isso era inesquecível… era perfeito…
Ficamos em torno de duas horas lá, namorando, curtindo a presença um do outro… foi tudo de bom… quando deu umas quatro da tarde, era hora de irmos embora, pois logo, logo minha mãe iria me buscar… ela ainda achava que eu estava tendo aula de olimpíadas… Hahaha… se ela soubesse que eu estava namorando um menininho no parque, acho que ela cortava minha cabeça fora… enfim…
Voltamos para a escola, Rafa ligou para sua mãe vir busca-lo e ela chegou primeiro que a minha. Nos despedimos e Rafa disse que já ia combinar com sua mãe agora mesmo de ir dormir lá em casa amanhã. Eu me despedi dele e ele se foi.
Cheguei em casa, tomei um banho, fiz tudo que eu tinha que fazer, jantei e tal e fui para minha cama dormir. Quando peguei meu celular, tinham várias notificações de mensagens.
― Rafael: Môrzinho, adorei o dia no parque… aqui nossas fotos…
E ele tinha me enviado todas as fotos que tiramos… awnnn! Meu deus! Eu nem acreditava que aquele menininho ali do lado dele era eu… não podia ser… era mágico demais… cara… meu deus… como eu amava esse menino… respondi assim para ele:
― Eu: AWnnNNN! MEU GATENHOOOW! TE AMO TANTOOO! MAS TANTO! QUE NEM CABE AQUI NESSA MENSAGEEEEEM!
Depois de cinco segundos, recebi uma resposta:
― Rafael: Awnnnn! Também te amo, meu amor! Te amo mais que tudo! Nossas fotos ficaram lindas, não ficaram?
― Eu: Siiiiim! Ficaram perfeitas! Vou mandar revelar todas e pregar num quadro!
― Rafael: Hahahahaha…
― Eu: Tá fazendo o que, gatinho? ― Perguntei.
― Rafael: Pensando em você…
AWNNNNNN! QUE FOFOOOOO! Queria morrer de amor ali mesmo!
― Eu: Awnnn! Saudades…
― Rafael: As fotos eram para isso…
― Eu: Mas não há foto que mate a saudade que tenho de você!
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― Rafael: Awnnn! Também te quero!
― Eu: Te quero nessa cama! Agora!
― Rafael: Não chama que eu vou, hein!
― Eu: Vem! Vem que te quero aqui agora!
Ele demorou para responder, mas do nada eu recebo uma foto do pinto dele duro.
― Rafael: Gostou?
― Eu: Meu deus, gatinho! Como você é safado! Você não vale nada!
― Rafael: Hahahaha! Manda o seu pra mim?
― Eu: Eu não! Tenho vergonha!
― Rafael: Manda! Tô com vontade!
― Eu: Aff!
Aff… nem sei porque estava fazendo isso, mas levantei minha cueca e tirei uma foto da minha ereção… daí mandei pra ele… só o Rafa pra curtir uma coisa dessas mesmo…
― Rafael: Wooooow! Você tem uma senhora ereção aí…
E daqui a pouco eu recebo uma foto da… da bunda dele… não… ele não tinha feito isso! Não era só a bunda dele… ele tinha puxado uma nádega para o lado e dava para ver seu cuzinho vermelhinho e virgem. Ele tinha me mandado uma foto do cuzinho dele, cara!
― Rafael: Quer?
― Eu: O______________O
― Rafael: kkkkkkkkkk
― Eu: Quanto cobra?
― Rafael: Pra você é de graça…
― Eu: Gatinhoooo! Não fala isso que eu gamo!
― Rafael: Aqui ó…
Ele me mandou um vídeozinho de cinco segundos dele se masturbando.
― Eu: MEU DEUS! VAI ME MATAR DO CORAÇÃO!
E começamos a trocar putaria pelo WhatsApp… só sei que eu estava muito excitado… nem sabia explicar como… ele nem estava ali comigo… só sei que começamos a falar muita putaria e mandar muitos nudes…
Peguei meu celular e me gravei gozando… assim que atingi o orgasmo, a porra espirrou pra cima e caiu no meu peito… gravei tudo isso… e daí começou a escorrer pelo meu pau e melecar minha mão… daí apertei enviar.
― Rafael: O_______O
― Eu: Gostou do que viu?
― Rafael: Queria estar aí pra provar…
― Eu: Amanhã tem… depois do futebol… com direito a suor e gemeção…
― Rafael: Mal posso esperar…
― Eu: Gozou já?
― Rafael: Sim…
― Eu: Cadê meu vídeo?
― Rafael: Pera…
E daí recebi um vídeo do peruzinho que eu mais gostava explodindo num orgasmo. Ele se punhetava e se punhetava… ficou fazendo isso até começar a sair porra… daí eu assisti sua barriguinha se contorcendo e tremendo, enquanto ele liberava um jato atrás do outro…
― Eu: Wow! Quero!
― Rafael: Amanhã tem… depois do futebol… ― ele respondeu e eu ri sozinho.
― Eu: Fechou…
― Rafael: Amor, vou dormir que agora cansei…
― ―
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― Eu: Tá… vai lá gatinho… também vou… boa noite!
― Rafael: Tá… tchau! Sonha comigo, que eu vou sonhar com você!
― Eu: Tá… então tchau… boa noite!
― Rafael: Boa noite… beijos!
― Eu: Beijos! Na boca!
― Rafael: Uiii! Quero!
― Eu: Amanhã hein!
― Rafael: Eu sei… vai ser bom!
― Eu: Vai mesmo… mas agora tenho que ir…
― Rafael: Boa noite, meu anjo!
― Eu: Meu anjo é você! Você que tem nome de anjo!
― Rafael: Kkkkkk
― Eu: Nome de anjo, rosto de anjo, corpo de anjo, voz de anjo, cabelo de anjo, coração de anjo… acho que estou namorando um anjinho!
― Rafael: Awnnnnn!
― Eu: Tá… vamos dormir?
― Rafael: Vamos! Boa noite, amor!
― Eu: Boa noite, meu gatinho!
― Rafael: Boa noite, meu anjinho!
― Eu: Aiiii! Vai me matar de amor!
― Rafael: Se for assim, já morri!
Olha… se eu fosse continuar aqui com nosso tchau, não ia terminar de escrever nunca! Você mede a paixão de uma pessoa pela demora na hora de dar tchau… ficamos ali enrolando por muuuito tempo ainda! Conversamos mais um pouco e combinamos de deletar os nudes… claro! Isso não poderia ficar nos nossos celulares! Infelizmente não tive a inteligência de passar para o meu computador antes… simplesmente fui apertando o botão delete em tudo… perdi um conteúdo muito bom… nudes do meu querido Rafa… ah… mas acontece… fui muito burro de jogar tudo fora… pelo menos combinamos de deixar as fotos do parque…
Essas não poderíamos jogar fora nunca! As fotos ficaram tão perfeitas que tinham que ficar guardadas para o resto de nossas vidas! Nossa… a nossa foto do beijo ficou perfeita! A câmera era muito boa… estávamos lindos nela! E as flores atrás… o verde da primavera… tudo era perfeito! Fiquei encarando essa foto por muito tempo até conseguir dormi. Abracei meu travesseiro e fingi por um momento que ele era o Rafa… só assim para conseguir pegar no sono…
Dormi tranquilamente e sonhei com os anjos… estava no céu… estava no paraíso namorando esse garoto…No dia seguinte eu cheguei bem cedo na escola. Quando estava caminhando para o sexto ano, tive a impressão de estar sendo seguido. Bom, olhei para trás e não vi ninguém… normal… talvez fosse coisa da minha cabeça… mas eu não confiava mais nos meus olhos… então tive uma ideia!
Na primeira esquina que encontrei, virei nela e me encostei na parede, me escondendo. Esperei apenas alguns segundos e tcharan!!! A Vicky passou por mim. Quando ela me viu tomou um baita susto, ela não esperava essa minha atitude.
― Oi!!! ― Eu exclamei quase gritando.
― Ahhh… oi… Lucas, né? ― Aham… como se ela não soubesse!
― Sim… desculpa, esqueci seu nome… ― resolvi bancar o difícil.
― Ah… eu sou a Vicky… ― ela disse tímida.
― Ahh… é verdade, nos falamos naquele dia, né?
― Sim… ― Ela disse sorrindo.
― Bom, você estava indo para onde? ― Perguntei, mas ela ficou toda sem graça.
― Para minha sala…
― Ah… você é do sétimo A? ― Eu sabia que ela era do sétimo B, porém o sétimo B ficava do outro lado da escola, diferente do sétimo A, que ficava ao lado da minha. Daí perguntei se ela era do sétimo A, para que ela ficasse sem resposta.
― Não… sou do sétimo B.
― Ué… ― eu disse me sentindo o dono da verdade enquanto ganhava o jogo. ― O sétimo B não é do outro lado?
― Tá… você está certo… é… mas na verdade estou indo ver alguém.
― Seu namorado? ― Eu disse adorando a sensação de estar no controle.
― Não… ― ela disse com uma cara de triste. ― Quase isso…
― Quase? ― Eu perguntei surpreso com a resposta dela. Não estávamos quase namorando…
― É… é complicado… ― ela disse com tristeza na voz.
Ah merda! O que eu estava fazendo? Estava torturando ela psicologicamente por prazer? Meu deus! Me senti completamente arrependido… imagina se o Rafa fizesse isso comigo, se lesse minha cartinha e depois ficasse brincando comigo. Que direito eu tinha de fazer isso com ela? Aff…
― Imagino… ― respondi triste. ― Aí, estou indo para o sexto ano… quer me acompanhar? ― Eu a convidei tentando ser legal.
― Ah, pode ser. ― Ela disse.
Enquanto caminhávamos em direção ao sexto ano, ela me perguntou:
― E você, Lucas…
― Eu o quê?
― Está namorando alguém?
Tá… nessa hora eu gelei. Eu não sabia o tanto que ela sabia sobre mim. Eu não sabia se ela já tinha me flagrado com o Rafael. Então fui sincero:
― Ah… estou ficando com alguém…
― Ah… imaginei… é claro que um menino bonito como você já está envolvido com alguém…
― Bonito? ― Perguntei rindo. ― Obrigado…
― Ah… de nada…
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Ah cara… quer saber? Ela até que era legal. Até que eu gostei dela. Ficamos trocando mó ideia na porta do sexto ano… ela parecia ser uma garota normal, não uma stalker! Admito que ela sabia conversar… ficamos conversando por um tempo até meu gatinho chegar na escola. Quando ele me viu na porta do sexto ano rachando o bico de rir junto com a Vicky, ele veio todo enciumado.
― OI LUCAS, OI VICKY!
― Oi Rafa… ― Nós dois dissemos ao mesmo tempo, daí começamos a rir da sincronia.
― Me empresta o Lucas um minutinho, Vicky? ― Aff… O Rafa era um estraga prazeres. Eu estava me divertindo ali com ela.
― Ah… empresto sim… na verdade eu já estava voltando para minha sala… daqui a pouco a aula vai começar. ― Ela disse.
― Tá… tchau Vicky… ― eu disse. ― Até mais…
E ela se retirou. Na mesma hora o Rafa me levou para o cantinho e disse revoltado:
― O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?
― Ei, gatinho, calma!
― Não era essa menina que estava seguindo a gente?
― Calma, gatinho! Encontrei ela hoje de manhã e puxei conversa… acontece que ela é muito legal… e ela não parece ser nada maluca, eu achei ela até bem normal…
― Do que você está falando? Não foi você que disse que ela estava seguindo a gente?
― Bem foi… na verdade não… sim e não… na verdade quem me disse que ela era uma stalker foi o Arthur! O que devíamos esperar dele?
― Para mim está parecendo que você está sendo seduzido por ela!
Meu Deus! Como o gatinho podia falar uma coisa dessas? Ele nem conhecia a menina e já estava tirando conclusões precipitadas! Ele nunca tinha falado com ela, nunca tinha trocado uma ideia com ela para saber!
― Seduzido? Tá maluco? ― Eu protestei. ― Se eu estivesse sendo seduzido eu saberia dizer!
― Caraca, amor, não acredito nisso!
― Aff… Gatinho, só existe você para mim. ― Eu disse. ― Sou seu e de mais ninguém! E eu nem acho ela bonita! Eu só achei ela legal, só isso…
― Tá… que seja… hoje ainda tem futebol né? E nossas atividades extraescolares… ainda estão de pé?
― Você diz minha casa?
― Sim.
― Só aparecer… aparece lá hoje que nem vamos tomar banho… vamos direto pra cama!
― Uiiii ― ele disse rindo.
E depois disso nós voltamos para a sala. Ficamos lá, conversando sobre putaria, até o Igor chegar.
― Oi Rafa, oi Lu. ― Ele nos cumprimentou.
― Oi Igor. ― Dissemos juntos.
― Terminaram de fazer o trabalho de matemática? ― Ele perguntou.
Merda! Eu olhei para o Rafa e o meu mesmo olhar de desespero tomou conta de seu rosto. Tínhamos passado a tarde toda, e também noite, na putaria e tínhamos esquecido do maldito de trabalho de matemática!
Obrigado por nos lembrar, Igor! Daí eu e o Rafa começamos o trabalho. O Igor ficou ali do lado olhando. Estávamos bem concentrados, até que o Rafa, no desespero, olhou para mim e disse:
― Amor, já fez a quatro?
― ―
165
Nessa hora pintou um clima esquisitíssimo. O Igor olhou para o Rafa com uma cara confusa e perguntou:
― Do que você chamou ele?
Nessa hora me senti ficar gelado e pude ver que o Rafa estava na mesma situação.
― O que? ― Rafa perguntou se fazendo de inocente.
― Você chamou ele de amor?
― Chamei? Nem vi… mas enfim… a quatro… você fez?
Igor ficou sem entender nada, mas comprou a desculpa.
Ufa… essa foi por pouco… enfim… eu e o Rafa terminamos de fazer o trabalho, e ainda conseguimos entregar… a aula passou devagar como sempre e esperamos dar a hora do recreio.
Eu, Rafa, Igor e Miguel fomos para a quadra e nos sentamos lá. Estávamos conversando coisas aleatórias quando o Igor disse:
― Merda… deixei meu celular na sala… me empresta o seu rapidinho, Rafa? Eu tinha que mandar um WhatsApp para minha mãe… daí eu aviso que estou com seu celular…
― Tá… toma! ― Rafa disse e emprestou seu celular para o Igor.
― Qual a senha?
― 58227.
― Valeu.
E daí o Igor começou a fuçar no celular do meu gatinho. Eu estava sentado do lado dele, estávamos no último banco da arquibancada. Enquanto Rafa e Miguel estavam no banco logo abaixo da gente. Eu fiquei observando o que o Igor estava fazendo, daí ele foi até o WhatsApp, digitou um número, que provavelmente seria da mãe dele e escreveu uma mensagem dizendo não sei o que de buscar na escola, enfim.
Feito isso, ele saiu do WhatsApp e disse:
― Você tem joguinhos aqui, Rafa?
E começou a fuçar.
― Nem tenho… ― Rafa respondeu.
Mas Igor continuou fuçando no celular do meu gatinho até clicar no ícone ‘Fotos’. Nessa hora meu coração começou a se acelerar e não deu nem tempo de tomar alguma providência. Igor abriu as fotos do Rafa e a primeira que apareceu, em destaque, foi a que eu mais temia. Igor abriu a foto do nosso beijo no parque.
Nessa hora ele ficou sem reação e me olhou. Eu tinha visto que ele tinha visto. Ele podia até fingir que não tinha visto nada, mas ele sabia que eu sabia. Rafa e Miguel não faziam ideia do que tinha acabado de acontecer.
Eu pude ver nos olhos do Igor que ele estava muito arrependido de ter visto aquela foto. Sabe quando você quer voltar no tempo? Sabe quando você quer muito que uma coisa seja mentira? Sabe quando tudo muda? Foi o que eu e ele sentimos. Eu não queria que ele soubesse a verdade e… claramente ele também não queria saber.
Meus olhos se encheram de lágrimas e eu olhei para ele, suplicando misericórdia, suplicando discrição. Ele, muito sem graça, apertou o botão de voltar no celular do Rafa e apagou a tela, em seguida entregou o celular para o Rafa, tentando parecer o mais normal possível.
Se não fosse por mim, passaríamos despercebidos. Igor estava fazendo sua parte em fingir que não tinha visto nada, mas infelizmente eu não resisti e abri a boca a chorar.
Imediatamente o Rafa e o Miguel olharam pra gente sem entender nada, mas foi o Igor quem me abraçou.
― O que houve? ― Rafa disse incrivelmente preocupado e sem entender nada. ― QUE QUE ACONTECEU? ― Ele disse ainda mais impaciente.
― Desculpa, Rafa… ― Igor disse sem graça enquanto me abraçava ali. ― Eu não sabia…
― ―
166
― Não sabia o que? ― Rafa perguntou sem entender nada.
― Cara, desculpa… desculpa mesmo… ― Igor disse enquanto eu inundava seu ombro com lágrimas. ― Eu vi tuas fotos…
Nessa hora o Rafa ficou sem chão. Ele ficou mais branco do que já era, colocou as mãos na cabeça e começou a tremer.
― O que foi gente? ― Miguel perguntou mais perdido ainda.
Ele perguntou, mas ninguém respondeu. Nós três ficamos em silêncio. Rafa tentou vir me consolar, mas a única coisa que eu conseguia fazer era chorar… e nem sei porque estava chorando…
― Posso falar para o Miguel? ― Igor perguntou para o Rafa.
Eu estava chorando nos braços dele e o Rafa estava passando as mãos nas minhas costas. Daí o Rafa fez que sim com a cabeça.
― Lu… ― Igor me chamou. ― Vai com o Rafa… ― ele disse e me passou para os braços do meu gatinho.
Em seguida, Igor foi falar com o Miguel no canto.
― Ele viu gatinho! ― Eu disse. ― Ele viu e eu não pude evitar!
― Ei… tá tudo bem, amor! Tá tudo bem… não tem problema não… eles são nossos amigos! Não tem problema eles saberem!
― Eu sei… ― eu disse entre lágrimas.
― Então por que você tá chorando?
― Não sei… ― eu disse entre lágrimas.
― Você é muito bobo! Não tem porquê chorar não… olha pra mim!
Eu levantei a cabeça e vi o rosto do meu gatinho me encarar com seriedade.
― Ei… chora não… você me deixa triste assim… eles já viram… passou…
Eu tentei me recompor e olhei na direção do Igor do Miguel. Eles estavam olhando para a gente confusos. Daí o Rafa fez sinal para eles se aproximarem.
― É… eu sei gente… é muita informação… estão surpresos? ― Rafa disse.
― Não… eu meio que já sabia! ― Miguel disse rindo.
― O que? ― Rafa disse indignado.
― Sim… vocês dois sempre estão grudados um no outro! Pior que chiclete! ― Miguel disse tentando tranquilizar as coisas. ― E eu já tinha flagrado umas passadas de mãos aí entre vocês…
― Desde quando estão juntos? ― Igor perguntou.
― Desde a festa do Diego… ― Rafa disse.
― PUTA QUE PARIU! ― Igor gritou. ― QUANDO EU ACHEI VOCÊS LÁ? VOCÊS ESTAVAM…?
― Sim… a gente estava ficando lá…
― Eita… caraca… certo… muita informação… ― Igor disse sem entender nada.
Eu nem conseguia falar, ainda estava me recuperando… só deixei o Rafa explicar…
― E aquele dia na sua casa, Rafa? ― Miguel disse. ― Quando vi o Lucas lá… tive 95% de certeza de que vocês estavam… ah… você sabe…
Todo mundo tinha entendido essa, menos o cabaço do Igor, que perguntou:
― Vocês estavam o que?
― NAMORANDO! ― O Rafa disse antes que Miguel tivesse chance de falar “fazendo sexo”.
― Você tá bem, Lucas? ― O Miguel perguntou.
Ah… não sabia o que responder, então apenas disse:
― Ah… estou… estou tão chocado quanto vocês…
― ―
167
― Fica assim não… a gente não vai contar pra ninguém… tá? Não é mesmo, Igor?
― É… vai ficar só entre a gente… e se vocês quiserem sair pra namorar, não precisam nem dar satisfação pra gente… não precisam falar que vão na secretaria… porque vocês estão indo pra secretaria todo dia já faz três semanas…
Todos rimos disso… era verdade… todo dia tínhamos que “ir resolver algumas coisas na secretaria”.
― Porra! Eu sabia que tinha ouvido você falar amor hoje de manhã! ― Igor disse.
― É… pior que falei sem querer, Igor… vou tomar mais cuidado da próxima vez…
― Mas e a Bia? Você não gostava dela? ― Igor perguntou.
― Não… na verdade não sinto nada por ela…
― Eita… Okay… uma pena… porque ela é bem gostosa… não tanto quanto a Sarah, mas ela tem uma bunda que ó…
Quando Igor viu que tinha falado merda ele se calou, mas logo tentou se desculpar.
― Aí… Rafa… e Lucas também… eu queria me desculpar por todas as piadas que eu já fiz sobre… ah… vocês sabem… sobre gays, Okay? Eu não sou preconceituoso… sou um retardado… e se eu soubesse que vocês…
― Está tudo bem, Igor… não tem que se preocupar… eu nem dou bola pra essas piadas não… na verdade acho elas até engraçadas… Hahaha…
― Ah… beleza… valeu… mas é sério… eu não sabia galera…
― De boa… ― Rafa disse.
― Mas quer dizer que agora só eu que estou sozinho? ― Igor começou. ― Vocês estão juntos… o Miguel nem mais virgem é… e só eu que estou aqui forever alone?
― Relaxa cara… sua hora vai chegar com a Sarah… ― Rafa disse sendo otimista.
E aí o sinal tocou. Poderíamos ficar ali conversando a tarde toda… fiquei muito feliz e motivado em saber que eles nos aceitaram… enfim, no final de tudo, acabaram sendo ótimos amigos…
Voltamos para a sala. Ainda bem que eu já tinha recuperado minhas forças. Pude assistir a aula tranquilamente, até mais feliz, eu diria… e na saída da escola, eu acabei me encontrando com Arthur.
― Porque o sorriso, Olhos Verdes?
― Nada… só tô feliz.
― Sei… ei… tem planos para o final de semana?
Bom… certamente, eu e o Rafa, teríamos que adiar nossa… como posso dizer? Nossa festinha… esse evento de hoje tinha nos deixado muito abalados. Cara… a sensação de ver o Igor olhando nossa foto foi horrível… eu fiquei com muito medo da reação que ele teria. Mas acabou que deu tudo certo. Tivemos um final feliz.
Mas o clima para o sexo tinha se perdido totalmente… eu mesmo não conseguiria fazer meu pinto subir nem que se eu tomasse Viagra. Então… nossos planos para o final de semana provavelmente tinham descido pelo ralo.
― Na verdade não… ― eu disse.
― Ótimo… porque o Tales nos pediu para fazer uma pesquisa… já que não tivemos aula essa semana… vamos marcar de fazer esse final de semana?
― Pode ser… quer ir lá em casa?
― Pode ser… pode ser sábado?
― Sim… aparece lá depois do almoço… lá pra uma da tarde…
― Tá, de boa… então estarei lá amanhã. Uma da tarde.
― Beleza…
― Até mais, Olhos Verdes…
― ―
168
― Tchau, Arthur…
E ele se foi. Bom, eu não teria o Rafa no final de semana, mas pelo menos teria o Arthur para poder passar o tempo…
Bem, hoje era sexta… dia de futebol. Depois que eu falei com Arthur, fui lá me encontrar com o Rafa, para irmos no futebol. Encontrei ele lá na cantina, sozinho, pensando na vida.
― Oi gatinho! ― Eu disse quando me aproximei dele.
― Oi… como tá, amor?
― Tô bem… e você?
― Também…
Daí eu me sentei na mesa junto com ele.
― O que aconteceu àquela hora? ― Ele me perguntou.
― Ah… o Igor começou a fuçar no seu celular e abriu suas fotos… daí ele viu nossa foto no parque… ele tentou disfarçar, mas ele viu que eu tinha visto ele vendo.
― Quê? ― Ele perguntou confuso. Daí eu comecei a rir.
― Ele percebeu que eu vi ele! Ele ia tentar fingir que não tinha visto nada, mas era inevitável! Eu tinha visto! Daí eu comecei a chorar… porque não sabia como ele ia reagir… eu pensei que ele fosse brigar comigo… sei lá…
― Hum… mas eles são legais, não são? Os dois…
― São… temos sorte de tê-los como amigos…
― Sim… nunca pensei que o Igor fosse reagir daquele jeito… ― Rafa disse.
― Né? Ele que sempre se mostrou homofóbico…
― Sim… ei… amor…
― O que?
― Hoje… podemos cancelar? Eu não estou muito no clima mais…
Eu já até tinha feito planos com o Arthur! Claro que devíamos cancelar.
― Claro! Era o que eu ia te falar… vamos deixar pra lá… eu preciso pensar um pouco… em tudo isso… e você provavelmente também…
― Sim…
― Então… outro dia a gente a gente… ah… você sabe…
― Tá… vamos parar de falar disso que eu já tô ficando… ah… você sabe…
― Aff, gatinho! Agora sou eu quem tá ficando… ah… você sabe…
E aí começamos a rir da nossa própria estupidez.
Depois disso acabamos indo para o treino. Jogamos bastante bola, eu até estava começando a gostar desse negócio de futebol… estava me deixando em ótima forma… eu podia correr livremente pelo campo, podia observar uns meninos lindos e adorava sentir o vento tocar meu rosto. Dava uma sensação de liberdade.
Enfim… jogamos bastante… quando o treino terminou, o técnico Dias quis dar uma palavrinha com o Rafa. Eu me sentei no gramado, ao lado do gol e fiquei esperando eles terminarem de conversar… mas ô conversinha demorada, viu… ficaram uns quinze minutos conversando. Todos os meninos já tinham ido embora.
Finalmente eles terminaram de conversar e o Rafa veio correndo em minha direção. Quando ele chegou, ele estava meio pálido e triste.
― Meu deus, gatinho… aconteceu alguma coisa? Que que ele disse?
― Ah… nada… só disse que eu estava jogando muito bem… me deu algumas dicas de como melhorar o ataque… ah… mas ele enrola muito pra falar, pelo amor de deus…
― Hahaha… bora lá trocar?
― Vamos…
― ―
169
Chegamos no vestiário e ele fez uma coisa que ele não fazia há muito tempo. Ele olhou todos os boxes do vestiário, para ver se tinha alguém dentro, assim como ele sempre fazia no banheiro da escola. Nessa hora meu pau subiu e meu coração bateu mais forte. Eu parecia um Beagle de Pavlov… já ouviu a história?
Pavlov sempre tocava um sino antes de dar comida para seus Beagles. E sempre que os Beagles sentiam o cheiro da comida, eles começavam a salivar. Acontece que, depois de um tempo, os Beagles começavam a salivar só de ouvir o sino… não precisavam nem sentir o cheiro da comida. Pois é… eu estava tão condicionado quanto um desses Beagles… era só o Rafa sair fazendo uma vistoria do local que eu já ficava duro. Hahaha….
Eu olhei para trás, para ver se não vinha ninguém lá de fora, a barra estava limpa, e quando eu olhei para frente novamente, uma boca me atacou.
Rafa segurou meu corpo e eu logo segurei o seu. Seus lábios tocaram os meus e eu pude sentir o gosto de sua boca úmida e gostosa. Começamos a nos beijar selvagemente enquanto íamos andando em direção ao último boxe. Entramos e ele fechou a portinha.
Logo ele retirou a camiseta e eu passei as mãos pelo seu corpo suado. Putz… era melhor do que eu pensava. Ele, por sua vez, meteu a mão no meu pinto e me apertou. Levei uma mão até seus cabelos loiros e senti eles molhados.
Senti sua língua invadir minha boca e eu fazia o mesmo com ele. Ele soltava sua respiração rápida e quente em cima de mim e isso me deixava louco de tesão. Logo eu retirei a minha camiseta e nossos corpos se tocaram. O suor fez com que eu sentisse uma sensação geladinha no corpo. E nossos peitos começaram a esfregar um no outro.
Eu agarrei seu corpo com muita vontade e me joguei em cima dele. Ele deu uma agarrada na minha bunda e eu arranhei suas costas. Depois eu segurei meu shortinho e tentei tira-lo, mas estava difícil, ele me encoxava e me agarrava tanto que eu não conseguia levar meu short pra baixo. Meu pinto estava a ponto de enlouquecer na minha cueca.
― RAFAEEEEEEL! ― Ouvimos um grito lá de fora.
Aff, cara… sério? Justo agora?
― É minha mãe… ― Rafa disse com seu corpo colado no meu.
― Não vai não… ― eu implorei.
― Preciso ir…
― Vai lá pra casa agora… por favor, gatinho! ― Eu implorei novamente.
― Agora tá difícil…
― Pede pra sua mãe deixar…
― Ah, meu amor! Que tal se fizermos assim… hoje a gente tira o dia pra pensar, e amanhã eu vou lá na sua casa…
― Mas amanhã meus pais vão estar em casa… agora eles não estão lá…
― A gente dá um jeito… precisamos refletir sobre o que aconteceu hoje…
― Tá… ― eu disse… já tinha broxado mesmo… foda-se!
Sério, cara… que raiva! Tínhamos tudo para foder ali no boxe… se não fosse…
― RAFAAAAAAAAA! ― A voz gritou de novo.
― Tenho que ir… ― ele disse.
― Então vai lá amanhã… ― eu disse.
― Vou sim… rua 2 né?
― Sim senhor…
― Que horas posso aparecer lá?
― Vai depois do almoço… lá pra uma da tarde…
― Tá, de boa… então estarei lá amanhã. Uma da tarde.
― Uma da tarde… ― eu disse esperançoso. ― Mas você vai dormir lá, né?
― ―
170
― Claro! Não perderia isso por nada! ― Ele disse e me deu uma estocada. Hahaha… ele queria me matar.
― Tá bom então. Me dá um beijo! ― Pedi.
Ele colocou as mãos no meu rosto, aproximou seus lábios de mim e me deu um beijo apaixonante.
― Tchau… ― ele disse.
― Tchau… ― respondi.
Aí ele pegou suas coisas e foi embora… me deixando ali no vestiário… sozinho… ah… foda-se… quem não tem cão, caça com gato.
Voltei para dentro do boxe, fechei a porta, me sentei no banquinho que tinha ali, abaixei meu shortinho e minha cueca e liberei minha ereção.
Envolvi meu pinto com a mão direita e comecei os movimentos de vai e vem. Dei uma cuspida na mão pra dar uma lubrificada e voltei a me aliviar. Passei a mão no meu corpo e pensei no Rafa… nesse nosso último beijo… nessa última estocada que ele tinha me dado. E logo gozei. Gozei e deixei a porra escorrer e cair no chão do vestiário. Certo… agora eu estava melhor… agora eu estava mais calmo…
Me vesti e saí do vestiário. Ainda bem que minha mãe ainda não tinha chegado… porque eu tinha ficado um tempão lá dentro. Tive que esperar mais vinte minutos ali sozinho até que ela aparecesse.
Mas esse tempo foi bom para pensar um pouco na vida. Cara… eu não conseguia tirar da cabeça a cena do Igor olhando o celular do Rafa… tinha sido marcante… quase traumática… ainda bem que deu tudo certo… ainda bem que eles tinham entendido… ainda bem que eles iam guardar segredo…
Fiquei filosofando sobre a vida até minha mãe parar o carro e me chamar. Eu estava distraído, daí ela precisou dar um grito para me acordar. Me levantei, fui para o carro e entrei.
― Oi, mãe.
― Oi, filho… desculpa a demora… fiquei presa no trabalho…
― Tudo bem… ― eu disse.
O Igor e o Miguel tinham reagido bem… fiquei só imaginando como minha mãe iria reagir… cara… não tinha nem como discutir isso com ela… eu e ela mal falávamos sobre sexo… como eu iria chegar nela e contar? Contar que eu estava namorando… outro menino? Não tinha como… e o que mais doeu foi que uma hora ou outra eu teria que contar… uma hora eu teria que ser forte o suficiente pra contar… merda… eu não tinha uma relação tão aberta como o Rafa tinha com a mãe dele… o Rafa já vinha falando sobre mim pra mãe dele fazia tempo… minha mãe nem sabia da existência do Rafa… nem sabia que eu tinha um melhor amigo… que eu tinha um amigo especial… e meu pai, então? Pior! Não sabia nem onde eu estava estudando…
Não sabia como eles reagiriam… e também não sei como iria fazer para contar… mas eu só tinha certeza de uma coisa… que eu amava o Rafa mais que tudo… e que estava disposto a passar pelo que fosse pra ficar com ele pra sempre.

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26 Comentários

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  • Responder Apollo Anjo ID:3u8hgaq18r9

    Woooow, realmente muito lindo ver essa história por aqui, eu adoro green box e kadu Coelho
    Seria incrível se os dois escrevessem algo juntos, ficaria incrível

  • Responder Tommen ID:6p1ab7y041

    Benmax ou Green, podem dizer onde conseguir a versão digital desse livro?

    • Seila ID:e243s2gzk

      acompanha a historia por aqui po, custa nada kkkk

  • Responder They ID:mujlmj7d3

    Cara eu odiava ler, mais esse conto mano esse conto é o melhor que eu já vi e li na minha vida.
    Cara sinceramente isso é uma obra de arte,se isso virasse uma série, cara seria a melhor série do mundo da causa gay, ganharia tantos prêmios de melhor série já feita, cara vc vai longe e não para de produzir essa história.
    Por favor, essa história virou minha rotina kkkk
    Amo de mais, quem quiser me seguir no insta
    @theyz_ofc. Obrigado por fazer essa história.

    • Legolas ID:bf9sybyb0k

      Isso pq vc ainda não leu “Bruno” é tão bom quanto.

    • greenbox amigobc ID:dloya5u42

      meu amigo esta e a proposta

  • Responder greenbox amigobc ID:dloya5u42

    caros leitores obra não está em um livro fisico pois foi recusado pela editora mais estamos nos preparando para lançar

    • Benmax ID:gqatx4phj

      Eu tenho esse livro de forma digital, e gostaria muito de conversar com vc, pois tenho muitas teorias, inclusive que os contos de entre dois mundos tem muita ligação com esse livro. Vc tem tele Gran ?

    • Tesão gay ID:3ij0y0lim9a

      Se parar de escrever eu te caço pelo mundo inteiro e te faço escrever tudinho até acabar com meu pau crava……..em s….c kkkkkk

  • Responder Legolas ID:bf9sybyb0j

    Agora ter q esperar mais 3 dias pra ver se vai rolar kkk… Mas tá boa

    • Greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Sim vale apena esperar

  • Responder Legolas ID:bf9sybyb0j

    AF. Ansioso pela primeira vez do Lucas sendo ativo com o Rafa.

    • Olhos castanhos ID:81rdannr43

      SIM, MELHOR CONTO QUE JA LI

  • Responder Benmax ID:gqatx4phj

    Muito bom seu conto, na verdade o livro é excelente, foi vc mesmo que escreveu ? Vc teve ajuda de outras pessoas ? Gostaria muito de falar de com vc, acho que sei onde vc teve essa expiração, bom gostaria muito de conversar com vc, tenho muitas teorias sobre seus contos e contos que li a algum tempo atrás aqui que não estão mais disponíveis, não lembro o nome do conto somente do autor, Kadu coelho, era o autor desses contos, talvez vc até conheça ele. Mas é isso queria muito saber se vc é realmente o autor desse lindo livro . ( Gi vieira e Art….)

    • Seila ID:e243s2gzk

      Ele não é o autor desse livro. É apenas uma pessoa que conhece a história e está postando os capítulos do livro para todos lerem, em relação ao nome do conto do kadu Coelho, se chamava ” Entre dois mundos”, uma ótima história como esta é que teve inspiração na mesma. Uma pena do autor ter apagado todos os contos do site, era realmente uma ótima história que agora só irá ficar na memória

    • Greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Olá como posso te ajudar

    • Benmax ID:gqatx4phj

      Seila, vc tem contos por aqui tbm ? Pois vc conhece muito as histórias,

    • Benmax ID:gqatx4phj

      Green queria saber se vc tem telegram para batermos um papo, sobre minhas teorias, pois acredito muito que esse conto e entre dois mundos estão muito mais ligados domque as pessoas imaginam.

    • Seila ID:e243s2gzk

      Não tenho nenhum conto por aqui, eu sou ruim para escrever. Sou apenas um admirador que gosta de ler bons contos como este

    • Benmax ID:gqatx4phj

      Entendi seila, eu tbm aprecio muitos contos daqui, até tentei escrever uns, mas não sou muito bom em escrita tbm, aquele do Vicente e do Vinícius que vc comentou, muito bom tbm, adoro contos sobre gêmeos.

    • Benmax ID:gqatx4phj

      Green, acredito que tenho muito onquenconversar com vc, vc tem telegram ? Tenho muitas teorias sobre este livro, inclusive que esse livro e os contos de entre dois mundos, tem muito mais em comum do que parece ter.

    • greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Benmax manda o seu que eu entre em contato

  • Responder Seila ID:e243s2gzk

    Não demora muito para postar por favor, esta demorando muito. Em relação a história não tenho oque dizer, ela é muito boa

    • greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Ei seila quando voce ler o conto bota esta musica de fundo que vai te levar as lagrimas Elton joh safa love

    • Seila ID:e243s2gzk

      Não preciso de músicas para me fazer chorar com essa história kkkk. Eu já li ela completa umas 2 ou 3 vezes e sempre me faz chorar por N motivos

    • greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Seila pois esta historia de fato tira qualquer um do chão pois algo real muitos não entende mais como pode os joven lidar com tantas opressão tantos preconceitos desculpa o meu desabafo