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O menino dos olhos verdes 2

3230 palavras | 5 |3.94
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Episódio 2 – Crianças, Recreio e Chocolate

Okay… não foi fácil prestar atenção na aula… todos os garotos da sala eram lindinhos… até as meninas chegavam a ser bonitinhas… mas Rafa… Rafa era Rafa… e ele estava me tirando do sério.
Ultimamente venho sentindo essa atração insuportável por meninos… eu já sabia no que eu estava me transformando… eu já sabia que as pessoas chamavam isso de viado… ou de gay… mas eu não me sentia assim… eu só não conseguia desgrudar os olhos dos meninos, só isso… olha para o Rafael… tão perfeito… tão delicadinho… tão menino… olha como ele respira lentamente enquanto fica distraído com a aula… ô oh…
É… quando você é um garoto de onze anos, isso acontece com mais frequência do que você gostaria… coloquei a mão sobre meu pinto, que tinha ficado duro e de mal jeito na cueca. Droga… me perdi demais olhando para o Rafa…
Bem na hora que coloquei a mão no pinto para tentar arrumar o mal jeito da ereção, Rafa olhou para mim. Instintivamente eu olhei para ele… e ele rapidamente desviou o olhar, para tentar fingir que não viu nada. DROGA RAFA! NÓS DOIS SABEMOS QUE VOCÊ VIU!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!! Que vergonha cara… merda! O que ele ia pensar de mim… merda!
Enfim… geralmente eu controlo esse desejo pelo corpo dos meninos na punheta… venho fazendo isso desde os nove, quando eu assisti um filme pornô que meu pai deixou ligado na sala… é… belo pai, né? Mas não é culpa dele… ele nunca imaginaria que eu acordaria no meio daquela noite…
Cheguei na sala, a luz estava apagada e não tinha ninguém… a sala era iluminada somente pela luz da televisão. E na tela uma mulher brincava com a piroca enorme de um homem… a cena de sexo acendeu um fogo em mim… não conseguia desgrudar os olhos da TV… daí sentei no sofá e tirei meu pinto pra fora. A mulher começou a fazer movimentos na piroca homem. E eu comecei a fazer o mesmo em mim.
Do nada a mulher coloca o peruzão do homem na boca… aquilo me deixou surpreso… devia ser uma sensação incrível ter uma boca no seu pau. Tentei… juro que tentei… mas não consegui me chupar… daí, frustrado, cuspi na mão e fingi ser uma boca. Que sensação maravilhosa tomou meu corpo. Eu continuei esfregando meu pênis e continuei a delirar de prazer. Quando gozei conheci o paraíso. Que sensação nova era essa? Que experiência maravilhosa eu tinha acabado de ter?
Eu não sabia o que tinha acontecido, mas tinha sido bom. Saiu uma aguinha do meu pinto. Eu fiquei com um pouco de medo, mas continuei a assistir a cena de sexo que passava na TV. O homem colocou a mulher de quatro e começou a fode-la. Eu coloquei a mão no meu pinto, que estava muito sensível e continuei mexendo nele devagarzinho. Passaram mais uns cinco minutos ele tirou o pinto da mulher e gozou na cara dela. Eu lembro que saiu muita porra da piroca do homem. Então me caiu a ficha… isso que era o esperma?
Do que estávamos falando mesmo? Ah é… Rafa… bem, estava difícil me concentrar na aula. Ouvi um estalinho e quando olhei para o lado, ele tinha derrubado o lápis. Ele foi pegar e se abaixou. Nossa! Aí aí… por que essas coisas acontecem comigo? Ele foi se abaixar para pegar e sua cuequinha apareceu… ele estava usando uma cuequinha branca… sua costinha também ficou um pouquinho para fora. Não desgrudei os olhos até ele pegar o lápis e retornar para sua posição original. Quando ele voltou, eu desviei meu olhar rapidamente para o quadro. Enfim… fiquei olhando ele de canto de olho durante toda a aula…
A aula terminou. A princípio eu pensei em sair atrás de Arthur… queria conversar mais um pouco com ele. Onde será que ele estava? Mas fui surpreendido…
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― Oi… Lucas…
Sua voz doce me custou um arrepio. Rafa veio falar comigo…
― Rafa, né? ― Eu perguntei… sério, Lucas? Foi isso que veio na sua cabeça?
― Isso… ― Ele respondeu dando uma risadinha linda…
― Ah… o lápis? Aqui! ― Eu disse e devolvi o lápis para ele.
― Não! ― Ele me repreendeu. ― Pode ficar… eu tenho mais aqui. ― Ele disse graciosamente.
― Obrigado… ― Eu agradeci.
― Então… vai sair para o recreio ou vai ficar aqui na sala?
― Não sei…
― Quer ir dar uma volta? Você já conhece a escola? Se quiser eu te mostro…
Eu não entendi muito bem porque ele estava sendo legal comigo. Ele parecia ser bem popular… ele parecia ser daqueles que não precisam de mais amigos…
― Tá… pode ser…
Quando saímos, só tinha restado nós dois na sala. Todas as outras crianças já tinham saído desesperadas para o pátio, para não perderem um segundo do recreio sequer. Rafa deu uma volta comigo e foi me apresentando a escola. Conforme íamos andando, várias garotas abanavam a mão para ele… algumas nem notavam minha presença… eu apenas abaixava a cabeça, quando alguma acenava.
― E ali é o laboratório de ciências… e daquele lado é a biblioteca…
Enquanto caminhávamos ele ia me apontando os lugares e me explicando o que eram.
― E ali é a cantina. Quer comer alguma coisa?
Eu não estava com fome… e mesmo se estivesse não poderia comer… não tinha trazido dinheiro. Raras eram as vezes em que meus pais me davam dinheiro. Não só faltava, como eles não se importavam muito comigo… então passei a economizar sempre que podia… a maior parte do dinheiro que eu consigo, vinha de seu Humberto… ele é um senhorzinho que mora na minha rua… ele gosta de me mimar com esse tipo de coisa… ele fala que eu sou o neto que ele sempre quis…
Graças a ele, atualmente tenho uma boa quantia guardada, estou economizando para poder comprar um livro que estou de olho faz tempo… então não gastaria meu dinheiro com nada nesse mundo.
― Eu não trouxe dinheiro… ― eu respondi para o Rafa.
― Mas você quer alguma coisa? Se quiser eu posso comprar pra você!
― Quero não! Estou bem, obrigado. ― Eu respondi educadamente.
― Tá, então espera ai que eu vou pegar algo pra mim.
― Tá…
Ele foi até a cantina. Enquanto isso eu fiquei observando o pessoal. Algumas crianças me olhavam estranho, outras me olhavam curiosas, outras nem notavam minha presença. Segundos depois, Rafa volta com duas barrinhas de chocolate.
― Toma, pra você!
Putz! Porque diabos ele fez isso? Como eu ia pagá-lo depois?
― Aí! Não precisava! Não precisa fazer isso!
― O que? Eu comprei um pra mim e outro pra você! Pega logo!
Peguei o chocolate porque não sabia o que dizer, mas queria ter recusado…
― Obrigado, Rafa… depois eu te pago… ― eu respondi agradecendo.
― Imagina! Não precisa não, Lucas! É só um chocolate…
Em seguida continuamos nosso passeio pela escola.Ei, Lucas, olha! ― Ele apontou discretamente para um garoto gordinho, que parecia ter uns dez anos. ― Aquele ali é Diego. Ele é um dos mais populares aqui… ele é amigo de todo mundo…
― Entendi… ele parece ser legal… ― Eu respondi.
― Ele é! Ele é do quinto ano e tem dez anos. Nem se preocupe, porque alguma hora você vai conhecer ele… quer dizer, ele vai conhecer você…
Eu ri.
― E aquela ali é Sarah… ― ele apontou o dedo para uma menina loira e mordeu seu chocolate.
Eu também mordi o meu… era uma barrinha deliciosa de chocolate recheado com creme de morango. Era caseiro, talvez alguém da cantina a tivesse feito.
― O que tem ela? ― Eu perguntei enquanto saboreava o doce sabor de morango.
― Tá, vou te explicar… é que ele não veio hoje… mas meu melhor amigo se chama Igor… você sentou no lugar dele, inclusive…
― Ah… desculpa, não sabia, me lembra de sair depois… ― Eu disse envergonhado.
― Não precisa, depois ele rouba o lugar de outra pessoa… enfim… ele está doente… eu ia visitar ele essa semana, mas não deu certo… não sei quando ele volta pra escola, mas ele é apaixonado nela.
― E ela sabe? ― Eu perguntei.
― Não… só eu e ele sabemos… e agora você…
― Entendi… ― eu disse. ― Quem mais é legal aqui? ― eu perguntei.
― Bom… AH! ― Ele apontou o dedo para duas crianças correndo. ― Aqueles ali, correndo, são os gêmeos do terceiro ano… Vinicius e Vicente, eles têm oito anos… são muito legais também…
E bonitos, eu pensei… dois anjinhos…
― Ahhhh! E ali está a Bia!
― Quem seria ela? ― Eu perguntei.
― É… Beatriz, ou Bia, é uma das garotas mais bonitas daqui… na minha opinião ela é a mais bonita daqui… o que você acha?
Aiii… ele tinha acabado de me colocar em uma situação difícil… não sabia o que responder… a menina era loira e tinha olhos azuis… e estava usando o visual que qualquer garota, com o mínimo de consciência, morreria de inveja… mas mesmo assim, eu não conseguia sentir nada por ela… nenhuma atração… daí tive que mentir.
― Nossa, bonita mesmo…
― Mas aquele ali com ela, eu não conheço… ― Rafa disse.
Mas que mundo pequeno… e estranho…
― Aquele ali eu conheço… ― eu disse, e Rafa me olhou com uma cara de espanto. ― O nome dele é Arthur…
Quando terminei de falar, Arthur me avistou, deu um beijinho de despedida na bochecha da Bia e veio falar comigo.
― Oi, Olhos Verdes! ― Ele me saudou com um sorriso na cara. ― Oi… menino que eu não conheço… ― Ele cumprimentou o Rafa.
― Arthur, esse é o Rafa… ― Eu apresentei o Rafa. ― Rafa… esse é o Arthur, segundo lugar no concurso de bolsas.
― Oi Arthur! ― Rafa o cumprimentou com empolgação. ― Segundo lugar? Parabéns! E já conheceu o primeiro?
― Haha! Muito engraçado! Você que pediu pra ele falar isso, Olhos Verdes? ― Arthur disse e a ficha de Rafa parece ter caído.
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― Você que é o primeiro lugar, Lucas? Me desculpa, eu não sabia… e porque ele te chama de Olhos Verdes? ― Rafa perguntou.
― Dã? ― Arthur disse e fez cara de idiota, Rafa riu.
― E ele é o Dez Anos! ― Eu retruquei.
Rafa caiu na gargalhada. Sério, o apelido de Arthur caía muito bem nele… Arthur ficou com vergonha.
― Dez, para os mais íntimos… ― eu continuei. ― O que você estava fazendo com a Bia? ― Eu perguntei.
― Descobrindo que temos o mesmo signo, sabe o que isso significa?
― O que? ― Rafa perguntou interessado.
― Nada! Mas já sabemos os signos uns dos outros! ― Arthur disse sendo irônico. Eu e o Rafa rimos.
― Chocolate? ― Eu ofereci para ele.
― Já que ofereceu… eu aceito sim…
Ele deu uma mordidinha na minha barrinha de chocolate, e enquanto mastigava, Rafa disse:
― Olhos Verdes? Gostei desse seu apelido…
― Aí… lá vem outro… ― Eu suspirei.
― Hahaha ― Arthur riu. ― Parece que as coisas estão dando certo para a gente, não é, Olhos Verdes?
Eu fiz que sim com a cabeça… feliz por isso ser verdade… já tinha arrumado dois amigos. Vocês não sabem como me surpreendi com isso… e eram dois amigos super descolados! Um era um super gatinho loiro, e o outro era uma figurinha que conseguia conquistar as pessoas com seu jeitinho de superinteligente. Eu estava feliz por estar com eles… me sentia bem ao lado deles… me sentia seguro…
O sinal tocou.
― Vamos voltar pra sala? ― Rafa me perguntou. ― Olhos Verdes… ― Ele completou.
Eu apenas sorri e fiz que sim com a cabeça.
Nós dois voltamos para a sala. Fomos uns dos últimos a chegar. A sala toda olhou para a gente… eu apenas abaixei a cabeça e continuei seguindo o Rafa. Me sentia protegido atrás dele. Quando cheguei no fundo da sala, fiquei mais calmo. Deviam ter umas trinta, trinta e cinco crianças na sala de aula.
Uma outra professora entrou na sala. Ela chegou dizendo bom-dia e perguntou como tinham sido as férias.
― Aula do que agora, Rafa? ― Eu perguntei.
― Matemática, essa é a professora Daisy, você vai gostar dela… menos da matéria…
― Não gosta de matemática? ― Eu perguntei… até ai nada de novo, poucos são os que gostam…
― Gosto, mas tenho dificuldades… ano passado fiquei de recuperação duas vezes…
― Ah…
A professora terminou de se apresentar, e disse:
― Bom, crianças, chega de conversa, vocês sabem que estamos um pouco atrasados com a matéria, então nada de choro e vamos começar a aula.
Abri meu caderno e comecei a copiar a matéria do quadro.
― Ei… Lucas! ― Rafael me chamou.
Eu, particularmente, não gostava de conversar durante as aulas, eu tinha noção de como isso era chato para o professor, mas Rafa puxou conversa… eu não ia ser mal educado. E as vezes ele só queria tirar alguma dúvida sobre a aula…― Oi? ― Eu respondi para ele.
― Você joga algum jogo?
Tá, Lucas, com certeza esse menino lindo ia tirar alguma dúvida de matemática com você… é obvio que ele não se importa com a matemática! Olha só para ele! Porque um príncipe desses se importaria? Você está sendo idiota!
― Jogo? ― Eu perguntei.
― Sim… computador, videogame…
― Computador? Não… eu tinha um, mas aconteceu um pequeno acidente com ele…
― Videogame? ― Ele me perguntou, ainda com um pingo de esperança.
― Videogame? Nunca tive… ― Eu respondi. Até parece que eu tinha dinheiro para essas coisas… ― Só joguei na casa de outros colegas…
― Mas você gosta?
― Claro que eu gosto! ― Eu exclamei. ― Que garoto de onze anos não gosta de videogames?
Ele riu. Acho que fizemos muito barulho… a professora olhou em nossa direção e disse:
― Oh! Eu não conheço uma carinha ali! Qual seu nome, amor?
Aff! Era comigo que ela estava falando? Eu olhei para os lados e todo mundo estava olhando para mim… eu apontei para mim mesmo, para confirmar se era comigo que ela estava falando.
― Sim! Você mesmo, qual seu nome, lindinho? ― A Professora Daisy perguntou.
― Lucas. ― Eu respondi.
― Ah… muito bem, Lucas! Você começou hoje, né?
― Sim senhora. ― Eu respondi.
― Bom, seja muito bem-vindo! E parece que você é dos bagunceiros, né?
Putz! Ela não falou isso! Nossa! Que merda cara! Nessa hora senti todo sangue do meu corpo ir pra minha cara… eu estava morrendo de vergonha e muito desconfortável com a situação. Eu não sabia o que responder… fiquei completamente sem graça…
― Tô brincando, Lucas! Não precisa ficar vermelho não! ― Ela disse.
PUTZ! MUITO OBRIGADO PROFESSORA! Agora a sala inteira estava rindo… estavam rindo da professora, mas eu senti que alguns estavam rindo de mim… queria morrer ali mesmo…
― Lucas! Você pode me ajudar com esse exercício aqui?
Eu fiz que sim com a cabeça. Eu e o Rafa tínhamos conversado a aula toda. Eu não fazia ideia do que estava escrito no quadro. Tinha um monte de contas e o no fim tinha um sinal de igual e um ponto de interrogação, ou seja, uma pergunta esperando para ser respondida.
Eu percebi que o Rafa ia abrir a boca. Ele ia falar alguma coisa, talvez iria discutir com a professora. Vamos lá, Lucas, temos menos de 2 segundos, pense!
Eu tenho uma teoria, geralmente, quando os professores perguntam coisas para os alunos, são coisas fáceis de serem respondidas. E, em toda minha vida, as respostas eram zero, um ou dois. Simples assim. Por que seria diferente agora? Vamos lá, Lucas: zero, um ou dois?
Olhei o quadro e vi que a professora já tinha resolvido um exercício. Advinha quanto tinha dado… tinha dado 1. O novo exercício com certeza não daria o mesmo resultado, então, Lucas: zero ou dois? Cinquenta por cento de chances. Parece que é apenas uma conta… não vai dar zero…
― A resposta é dois, professora! ― Eu respondi como se tivesse toda certeza do mundo, sem ter a menor ideia sobre o que estava escrito no quadro.
A sala ficou em silêncio. Olhei para todos, alguns cochichavam entre si. A professora estava de boca aberta.
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― É… muito bem, Lucas! Muito bom mesmo! Alunos! Esse é o primeiro lugar no concurso de bolsas! Estou até arrepiada! Ele nem estava prestando atenção, alunos! Imagina se tivesse! Lucas, com certeza vamos aprender muito com você! Muito bom!
Rafa olhou para mim perplexo. Eu dei uma piscadinha para ele. Na verdade, me arrependi completamente um segundo depois. Estamos no século XXI, quem dá uma piscadinha em pleno século vinte e um? Aff, Lucas, só você mesmo…
― Lucas! ― A professora voltou a me chamar. ― Se importa de explicar para nós como você resolveu?
Aff professora! Aí a senhora quer foder com a minha vida! Quer mesmo saber sobre a teoria do zero, um ou dois? Travei, não sabia o que dizer. Foi quando, para minha salvação, uma menina levantou a mão e nem esperou a professora dar autorização… ela já começou a falar.
― Professora! Multiplica por não sei o que, divide por não sei o que, faz sei lá o que e dá dois.
TÁÁ! Não foi bem isso que ela falou, mas foi isso que eu entendi… mas essa garota salvou minha vida… mais tarde o Rafa me explicou que ela era a sabichona do lugar e não estava gostando nadinha de perder o lugar para mim. Eu nem era lá tão bom assim… acho que o que me trouxe até aqui foi a sorte… o destino… sei lá… enfim…
A aula de matemática terminou. Eu saí da sala e fugi da professora o mais rápido possível, antes que ela fizesse outra pergunta. Saí bem mais rápido que Rafa, então fiquei esperando ele na porta da sala.
Para minha surpresa, algumas crianças, meninos e meninas, quando passaram por mim, disseram:
― Tchau, Lucas!
Fiquei feliz com essa demonstração de carinho que tiveram comigo. Eram amigos em potencial… enfim… esperei o Rafinha sair.
― Poxa, Olhos Verdes! Você é muito foda, cara! Como acertou aquela questão? Estávamos conversando sobre vídeogames… eu nem sabia o que estava escrito no quadro…
Aiiiiii Rafinha, falando desse jeito comigo, você me derrete todo…
― Eu chutei! Mas não fala para ninguém…
Rafa começou a rir desesperadamente.
― NÃO ACREDITO!!! HAHAHAHAHA!!! NÃO ACREDITO!!! VOCÊ CHUTOU?
― Xiiiiiu! Fala baixo, coisa! ― Eu repreendi ele.
― Desculpa! Hahahaha! Você é foda!
― Paraaa!!!
― Aí, Lucas, preciso ir, minha mãe já está me esperando ali… amanhã a gente se fala?
Ele estava se despedindo de mim. Caiu minha ficha que era hora de voltar para casa…
― Claro, até amanhã, Rafa…
E ele foi embora. Fiquei observando ele caminhar até um carro prateado.
― Gato… ― Eu falei baixinho, para mim mesmo…
Aiii gente, ele era muito gato… e legal… e divertido… chacoalhei a cabeça para afastar os pensamentos proibidos.
Sentei no banquinho que tinha na frente da escola, para esperar minha mãe vir me buscar.

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5 Comentários

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  • Responder Sluttyboy ID:gsut7x49c

    Amei e bem fanfics clichê, e super fofa parabens

  • Responder Nelson ID:3c793cycoii

    Ansioso para ver esse conto se desenrolar

  • Responder Dark boy ID:8ef6vikm9j

    Kkkkkl muinto top !

  • Responder Tio BL ID:16d45lz0hr9

    Apesar de nenhuma “ação” o conto é bem fofo. Comecei com tesão e me acabei… de rir. Kkkk

  • Responder Seila ID:e243s2gzk

    Tenho uma relação de amor e ódio com essa história. Espero que continue postando até finalizar, não demore muito para postar a continuação