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O menino dos olhos verdes 17 & 18

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Segunda Temporada | Episódio 17 ― Jardinagem | Episódio 18 ― Meu Primeiro Amigo Especial

Eu não sabia muito o que pensar… já tinha coisas demais na cabeça. Foi uma sensação estranha que senti. Alguém… alguém gostava de mim… ao mesmo tempo que eu estava feliz com isso, eu estava triste… e um pouco incerto sobre como proceder.
Com o papelzinho na mão, me sentei na cama e o reli. Mas agora eu não estava preocupado com isso… parecia que as letras não faziam sentido. O meu final de semana não saia da minha cabeça. Cara… ontem… ontem eu tinha beijado o Rafa… foi tão bom… eu estava me sentindo tão bem… me sentindo tão realizado…
Que festa foi aquela… dei meu primeiro beijo… e foi com o menino que eu mais amava no mundo. E depois então? O clima esquentou e nós acabamos fazendo coisas que não devíamos. Sinceramente eu nunca tinha pensado na possibilidade de… como se diz isso… de se ter um… ah… de dar… você entendeu né?
Pois é… eu conhecia o sexo anal… já tinha ouvido falar várias vezes… até já tinha visto um vídeo pornográfico com a etiqueta de ‘anal’… mas tinha sido um homem comendo uma mulher. Não sei porquê, mas eu tinha um leve preconceito contra sexo anal… a gente sempre ouve falar por aí que é coisa de veado… que é coisa de gay… e a gente acaba tendo uma má impressão… mas… eu nunca tinha parado para pensar com minha própria cabeça…
Cara… quando o Rafa colocou as duas mãos na minha cintura e me puxou violentamente até bater minha bunda em sua virilha… cara… isso foi bom… fui encoxado por aquela virilha toda melecada de creme… aquelas mãos melecadas de creme… senti a sua ereção quente me tocar… cara… naquela hora parecia que meu coração ia sair pela boca… ele me tocava de um jeito tão gostoso, mas tão gostoso, que se eu tentasse repetir agora, não conseguiria…
O corpo dele era quente e delicioso. Fazer sexo com ele… naquele quartinho escuro… tinha sido bom cara… eu não tinha mais o que fazer… eu estava viciado… ele tinha me deixado viciado nisso… foi quase sobrenatural transar com ele…
E quando ele enfiou sua piquinha em mim… sentir ela entrar me fez descobrir uma sensação nova… um lugar nunca explorado… me fez delirar de tesão… delirar mesmo… me tirou da Terra… perdi todos os meus sentidos e a única coisa que eu sentia era seu corpo colado ao meu e aquele seu pauzinho enfiado em minha bunda.
Quando ele começou a me comer de verdade então… cara… parecia que tínhamos sido feitos um para o outro… ele se encaixava tão bem atrás de mim… ele me segurava tão gostoso… ele me comia tão gostoso… e ele ia e vinha… e ia e vinha… e me deixava doidinho… doidinho de prazer… doidinho de paixão…
Sentir ele gozar então… o modo como ele gemia involuntariamente… o jeito que ele me segurava durante a estocada final… cara… foi bom… sentir ele gozar dentro de mim… sentir a porra dele invadir meu cuzinho… sentir ele me agarrar desesperado e ouvir ele gemer de prazer… gemer com a sensação de alivio que tomava seu corpo…
Não preciso nem dizer que estava duro só de pensar nessa cena, não é? Pois é… enfiei a mão dentro do meu shortinho e senti minha ereção implorar por atenção… meu pinto já estava meio melecado de pré-porra… isso não acontecia com frequência, na verdade tinha acontecido poucas vezes… mas eu estava tão excitado que ela já fluía livremente. Limpei a gotinha com a ponta do meu dedo e provei… tinha um gostinho até que bom… era bem fraquinho mas era agradável… era excitante… eu queria me acabar na punheta ali mesmo, mas era uma tarde de sábado e meus pais estavam em casa… não poderia fazer na minha cama… eles podiam entrar a qualquer momento.
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Fui correndo para o banheiro. Entrei, tranquei a porta, liguei o chuveiro e me sentei no vaso fechado. Tirei minha camiseta, joguei ela no chão e passei a mão no meu peito… do jeitinho que o Rafa tinha feito ontem à noite… tirei meu shortinho e saí de dentro da minha cueca, daí me abandonei aos prazeres da masturbação…
Sem perceber, fechei meus olhos e pude reviver toda a cena que tinha acontecido naquela cama. Comecei os movimentos de vai e vem pensando naquele momento. Eu estava excitado, muito excitado, mas nada comparado ao que eu tinha sentido ontem. O vapor foi tomando conta do banheiro enquanto eu sentia o atrito satisfazer minha necessidade sexual.
Interrompi minha punhetinha e fui para o chuveiro. Entrei debaixo da água, que estava escaldante, e senti o calor tomar conta do meu corpo e da minha alma. Continuei esfregando meu pau e sentindo essa sensação deliciosa que dominava todo meu corpo. Mas eu queria mais.
Com minha mão livre, envolvi meu saquinho tentando buscar novas formas de me excitar… mas não era isso que eu queria. Ah… quer saber? Foda-se… peguei o creme de cabelo que tinha ali e botei uma tantada no meu dedo. Me sentei no chão do banheiro enquanto a água quente experimentava meu corpo. Levei meu dedo até a portinha do meu cú e comecei a massagear. Nossa… que sensação incrível tomou conta do meu corpo… era isso que eu queria… era isso que eu buscava… nem vi quando soltei meu pinto, mas em algum momento eu parei de me masturbar e passei a esfregar minha mão no meu peito.
Continuei massageando minha portinha com meu outro dedo, até que eu enfiei um pouquinho lá dentro. Foi bom… mas nada comparado ao que tinha sentido ontem… com o Rafa atrás de mim… me segurando firmemente de uma maneira que só ele sabia fazer… e me penetrando com sua piroquinha de pré-adolescente e transando comigo de uma maneira tão gostosa que, digo mais uma vez, que só ele sabia fazer…
Confesso que eu estava com um pouquinho de medo de não acontecer de novo… com medo da gente se estranhar e… enfim… não rolar mais… mas ele me devia uma coisa… e isso me deixava mais calmo… ele tinha dito que se eu deixasse ele me comer, depois eu poderia comê-lo… enfim… ele me devia…
Envolvi meu pênis e imaginei como seria comer o rabinho dele… comecei a esfregar meu pinto com fome de sexo… eu queria foder… eu queria gozar… eu queria comer e experimentar aquele cuzinho virgem dele… e assim, com um gemido longo e prazeroso, eu atingi o orgasmo.
Quando comecei a gozar, aterrei meu pinto na minha mão e senti a porra sair. Saiu tão forte, mas tão forte, que atingiu minha cara, perto da minha boca, para ser mais preciso… o prazer erótico do orgasmo tomava conta do meu corpo enquanto eu continuava com aquela gemida gostosa.
― Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…
A porra fluía e escorria pelos meus dedos… a água quente ia fazendo ela ficar grudenta e pegajosa… mas nada que eu devesse me importar. Caí para trás, deitei e encostei minha cabeça no chão… deixei o jato de água quente, que caía do chuveiro, atingir minha barriga. Eu estava exausto… não tinha dormido essa noite… tinha passado a noite inteira nos braços do Rafa… nada que eu devesse reclamar… mas me bateu um cansaço tão forte, mas tão forte, que eu peguei no sono.
Devo ter dormido ali no chuveiro por volta de uns vinte minutos. Acordei extremamente sonolento e devagar com uma batida na porta.
― LUCAS! ― Minha mãe gritou.
Demorei cinco segundos para assimilar tudo que estava acontecendo. PORRA! TINHA DORMIDO NO CHUVEIRO! CARALHOOOO! QUE MERDA! PUTA MERDA! O QUE MINHA MÃE IA PENSAR! PORRA! PUTA MERDA! E AGORA?
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Isso nunca tinha acontecido antes… e assim, em cinco segundos, eu estava completamente acordado e com as energias renovadas.
― LUCAS! ― Minha mãe gritou novamente. ― O MATHEUS ESTÁ AQUI!
Imediatamente eu me levantei e fechei o chuveiro.
― JÁ VOU! ― Gritei.
O banheiro estava repleto de vapor… eu não conseguia enxergar nada que estivesse a um braço de distância. Enrolei uma toalha na cintura e abri a porta. Minha mãe estava parada ali junto com o Matheus.
― Lucas! O Matheus veio aqui brincar com você! O Seu Humberto também está aí e quer conversar com você! O que é que você estava fazendo nesse banheiro quente? Por acaso estava se masturbando de novo?
― MÃE! ― Eu gritei. ― NÃO NA FRENTE DO MATHEUS!
O garotinho de oito anos me olhou curioso.
― Aí Lucas! Vai lá se trocar logo e vê se não toma mais esses banhos quentes… depois a conta de energia vem lá nas alturas! E vê se para de se masturbar no banho! Vai ficar gastando água à toa! Tem uma fechadura na porta do seu quarto pra isso.
― MÃEEEEE! ― Eu gritei com um ódio mortal na voz.
Queria morrer ali mesmo. Essa mulher sabia como me envergonhar! Graças aos céus depois disso ela me deixou em paz. Fui para meu quarto e Matheus veio me seguindo. Meu deus, mulher! Nunca mais faça isso… por tudo que é mais sagrado! Meu deus… como isso é constrangedor!
― E aí, Matheus… ― eu disse.
― Oi… ― Ele disse. ― O que é mastru… ah… aquele negócio que sua mãe falou ali…
Aff… eu sabia que ele ia acabar perguntando alguma hora. Matheus era curioso… sempre queria saber de tudo…
― Nada não, Matheus. ― Eu respondi tímido.
Aff… era só o que me faltava… ter que explicar para o garoto o que é masturbação, mas ele se contentou com a minha cortada. Enquanto ele estava distraído mexendo nas minhas coisas, fui até meu armário, peguei uma cueca e vesti. Tirei a toalha que cobria minhas intimidades e joguei ela na cama.
― O que vamos fazer hoje? ― Eu disse enquanto pegava uma bermuda na gaveta.
― O Seu Humberto quer a nossa ajuda para trabalhar no jardim da casa dele…
― Hum… ― Eu disse enquanto terminava de vestir a minha camiseta. ― Bora lá na sala? ― Eu o chamei.
Eu e ele fomos para a sala e encontramos minha mãe e o tio Humberto tomando um cafezinho.
― Olha o Luquinha aí! ― Ele me cumprimentou.
― Oi tio! ― Eu disse e lhe dei um abraço.
― Então, Lucas, estou falando aqui pra sua mãe que estou precisando de uma ajudinha com meu jardim… queria saber se você e o Matheus topam de ir lá me ajudar… eu posso ensinar algumas coisas para vocês sobre jardinagem e afins…
― É Lucas… vai ser uma ótima oportunidade para você e o Matheus aprenderem alguma coisa útil! Você só fica estudando naqueles livros que não tem nada a ver! Se bem que, ultimamente, sabe, seu Humberto, esse garoto só sabe ficar naquele maldito computador… só faz isso! Fica no computador, se masturba e dorme!
― MÃEEEEEEEE! ― Eu gritei.
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Se Arthur estivesse aqui, ele teria que me chamar de olhos vermelhos, de tanta raiva que eu estava. Ela tinha conseguido deixar até o seu Humberto constrangido! O pobre homem estava sem palavras.
Enfim, depois disso, eu, seu Humberto e Matheus nos dirigimos até a casa de seu Humberto. Era uma casinha simples, que ficava no interior de um terreno protegido por grades. A frente da casa dele era decorada com um jardim, que agora estava todo bagunçado e cheio de tralhas.
Chegando lá, ele nos deu uma longa e demorada explicação sobre o que teria que ser feito. Daí nós três colocamos a mão na massa.
Era uma tarde de sábado e já deviam ser umas três horas. O calor do primeiro dia de primavera era de matar.
Seu Humberto estava arrumando algumas coisas lá dentro de casa, quando Matheus veio falar comigo. Ele estava suadinho e com as mãos sujas de terra.
― Lucas? ― Ele disse.
― Quê? ― Eu respondi.
― Aonde boto esse vaso?
― Dá aí. ― Eu disse, tomei da mão dele o vasinho de argila e coloquei em um canto ali.
― Lucas? ― Ele me chamou de novo.
― Quê? ― Eu respondi.
― O que é aquele negócio? Mastruação? ― Ele me perguntou curioso.
Aff… eu não queria conversar sobre isso com ele. Ele era criança e eu não sabia direito como introduzi-lo para essa vida.
― Nada Matheus. Esquece isso.
Ele ficou em silêncio por um tempo até insistir mais um pouco.
― Não é só menina que faz isso?
― Que faz o que, Matheus?
― Mastrua!
― Não, Matheus! Você está confundindo as coisas… meninas menstruam.
― É! Isso mesmo! Menstruam! O que é isso?
Tá… isso era mais fácil de se responder…
― É quando sai sangue da xoxotinha delas…
― E por que sai sangue? ― Ele me perguntou curioso.
Eu já tinha estudado isso na escola, então sabia responder.
― É quando elas crescem e já podem ter filho, daí o corpo fica avisando que já está pronto.
― E isso acontece com os meninos também? Acontece alguma coisa com a gente? Tipo… acontece alguma coisa quando a gente já pode fazer neném?
― Não, Matheus… só com as meninas…
― E o que é aquilo que sua mãe falou então?
― Matheus! Pelo amor de deus! Esquece isso. ― Eu disse constrangido.
― Fala! Agora você me deixou curioso!
― Ela disse masturbação… ― eu disse para ele parar de me encher o saco, mas aparentemente só o deixou mais curioso.
― Isso! Masturbação! O que é isso?
Aff… foda-se… vou explicar logo de uma vez, senão ele não vai parar de me encher…
― Olha, Matheus… quando a gente tem uma namorada, nosso pipi sobe… certo?
O garoto ficou bem constrangido quando ouviu isso. Eu percebi a timidez se manifestar em seu rosto… mas ele tinha pedido, agora teria que aguentar.
― ―
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― Certo? ― Eu disse mais uma vez.
― Aham… ― ele respondeu tímido.
― Então… e quando nosso pipi tá duro… se você brincar com ele… isso se chama masturbação… é quando você faz carinho nele… aí você se sente bem… não sente?
Ele não me respondeu… parece que estava completamente arrependido de ter perguntado.
― Hein, Matheus? Quando você faz carinho nele, não é bom?
Eu pude perceber que ele tinha ficado durinho com nossa conversa… também, o garoto tinha apenas oito anos… qualquer coisa fazia o pipi dele subir.
― Hein, Matheus? Não é bom?
― É… ― ele disse tímido.
― Então… e se você continuar fazendo carinho, vai ficando cada vez melhor… e se você continuar fazendo, você vai gozar…
― Gozar? ― Ele perguntou.
― É…
― E você tava fazendo isso no banheiro, aquela hora?
― Não… ― menti, mas depois percebi que não havia motivo para isso. ― Sim…
― Huuum… ― ele disse tentando entender tudo. ― Mas você tem namorada pra fazer isso?
Olha… essa última pergunta me pegou de surpresa. Acontece que, agora, eu tinha sim… tinha o Rafa… mas não sabia se contar era a melhor coisa a se fazer… mas o fato de ter um namoradinho… é… como posso dizer isso? Confesso que me deu uma sensação de superioridade… eu queria que ele soubesse… eu queria que todo mundo soubesse sobre nós… não tinha nada de errado nisso… as pessoas tinham que entender… se elas não entendessem é porque eram burras e estupidas!
Me deu muita vontade de contar… mas claro que eu não podia fazer isso com o Rafa… a gente tinha combinado que íamos namorar em segredo. Mas o Matheus não precisava saber que meu namoradinho era o Rafa… daí eu apenas respondi que sim.
― Sim.
― Jura?
― Juro.
― Como ela se chama? ― Ele perguntou.
Me veio na cabeça a minha admiradora secreta… o nome dela começava com V. Daí disse:
― Vê… Vi… Va… Valentina!
― Hum…
― Pois é… ― eu disse.
Eu e ele estávamos meio constrangidos… constrangidos e embaraçados. Mas a conversa estava se desenrolando.
― Mas Lucas…
― Quê? ― Eu disse.
― Posso te contar uma coisa?
― Claro, diz aí…
― Acho que tem alguma coisa de errado comigo…
― Por que?
Nessa hora, não sei porquê, mas imaginei que ele falaria que gosta de meninos… talvez eu estivesse apenas muito comovido com o fato do Rafa gostar… mas enfim… ele apenas disse:
― ―
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― Não… porque eu não tenho namorada e… e… e as vezes acontece que… ― ele estava tendo dificuldades pra falar.
― E o que? Você fica com o pipi duro?
― É…
― Mas isso acontece mesmo… quando você pensa em… em meninas… ou meninos… sei lá… quando você pensa no corpo delas… ou deles… seu pipi fica feliz…
― Hum… acho que entendi.
― É…
― E dá pra mastrubar mesmo sem ter namorada?
― Masturbar! Matheus, e dá sim… quando você ficar duro, você começa a brincar com seu pipi… você vai sentir uma sensação muito boa… e isso que é masturbar… e pelo visto você tá duro agora. ― Eu disse.
Ele, muito sem graça, disse:
― Ah… você também…
É… eu também estava sim… claro ué! Vendo ele desse jeito, eu acabei ficando excitado… enfim. Essa era a hora de agarrar o menino. Essa era a hora de levar ele para a porra do banheiro e ensina-lo a bater punheta direito. Essa era a hora de transformar essa criança em um adolescente… mas foi bem a hora que o seu Humberto voltou de lá de dentro.
― Meninos! Trouxe limonada! ― Ele disse enquanto carregava uma bandeja com dois copos de suco de limão.
Cada um de nós pegou um copo. Bebemos um gole e Matheus me soltou a seguinte frase:
― Tio, o Lucas tá namorando!
Pronto, ele tinha acabado de acabar com a minha vida. Aff… isso que dá falar mais do que a boca, Lucas… pronto… se explica aí agora, seu fodão!
Seu Humberto apenas me olhou com um olhar de ‘É verdade, Lucas? ’. Eu apenas disse com minhas bochechas rubras:
― Não! Não estou namorando! ― A princípio ele não acreditou em mim, então ele disse:
― Matheus, pega o pacote de guardanapos que está lá na cozinha, fazendo um grande favorzão pro tio?
E Matheus foi andando para dentro de casa, me deixando sozinho com seu Humberto, que já me olhava com uma cara de que queria saber tudo.
― Não estou namorando! ― Eu disse.
― É a garota que você me falou aquele dia?
Ah cara… sério… eu queria muito contar… mas não tinha coragem… eu tinha medo dele me julgar… dele contar para os meus pais… sei lá o que eu estava pensando… só sei que eu não podia contar de jeito nenhum… não era como se tivesse algo me impedindo… mas apenas o medo da reação das pessoas… exatamente! O Medo da reação das pessoas! O que elas iriam dizer… o que elas iriam fazer… isso que me sufocava… mas eu resolvi continuar com a história da menina para ver até onde ele iria.
― Sim…
― Lucas! ― Ele exclamou. ― Eu estou tão feliz por você!
E me deu um abraço. Sinceramente eu não queria que ele ficasse feliz por mim… o que eu estava fazendo com o Rafa… eu sentia que era errado… mesmo que não enxergasse problema algum… é que as pessoas não faziam esse tipo de coisa… era o tempo todo homens babando por mulheres… era o tempo todo ‘heterossexualidade é normal, o resto é doença… ’. Não sei o que eu estava pensando… apenas sabia que não podia contar.
― É tio… mas não estamos namorando não… apenas demos um beijo…
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― Beijo? ― Matheus disse quando voltou com os guardanapos na mão. ― Na boca?
Aff… esse dia conspirava contra mim.
― É Matheus… na boca… ― eu respondi tímido.
― Lucas! Isso é ótimo! Eu sei que não estão namorando, mas já é um começo, não acha? Quando foi isso?
― Ontem à noite, tio…
― Na festa do Diego?
― Sim…
― Entendo… isso é bom… isso é bom… e como está se sentindo?
― Tio! Estou muito feliz! É a melhor sensação do mundo! Estou sentindo que posso fazer tudo que eu quiser!
― Ahhh… sei como é… e posso dizer que já senti isso… e foi a muito tempo… muuuuuito tempo… quando vocês nem eram nascidos…
― É… ― eu disse sem saber muito o que dizer.
― É…
Mas o assunto ficou por isso… terminamos de tomar a limonada e voltamos aos trabalhos.
Por volta das quatro da tarde, eu já estava incrivelmente ensopado de suor… tinha se formado um longo V em minha camiseta. Matheus já tinha tirado a dele. Seu Humberto disse para eu retirar a minha também, antes que eu me afogasse no meu próprio suor. Eu tirei e entreguei para ele.
Passei a mão no meu peito e senti a firmeza que o trabalho braçal estava me proporcionando. Infelizmente, ou felizmente, toda vez que eu passava a mão em meu peito eu lembrava do Rafa… ele que tinha feito isso… ele tinha feito isso de um jeito apaixonante… apaixonante e irresistível…
Aí… que saudades do meu gatinho… onde será que ele estava agora? O que será que ele estava fazendo… ainda era sábado e eu não via a hora de retornar à escola e voltar a sentir o corpo dele em meus braços… eu tinha tanta coisa para falar para ele… tanta coisa para perguntar… aí, meu gatinho… cadê você quando preciso tanto?
Enfim… logo a noite caiu e seu Humberto disse que não precisávamos mais trabalhar, que já tínhamos feito um ótimo trabalho por hoje… demos uma puta organizada no jardim… não estava pronto, longe disso, mas estava preparado para receber as plantas… apenas com mais um pouquinho de esforço e ficaria perfeito.
Ele conversou bastante com a gente, ensinou várias coisas, mostrou vários truques, mostrou como se faz alguns nós, e muitas outras coisas… enfim… foi uma tarde excelente… nota dez.
Ele convidou a gente para assistir filme lá, a gente podia escolher qualquer um, mas eu acabei recusando… eu estava morto de cansaço e o que mais queria era ir jogar um pouquinho no computador… quem sabe dormir um pouco… pois… como você sabe, caro leitor, fazia um bom tempo que eu não tinha uma boa noite de sono…
Enquanto estávamos conversando no sofá, o Matheus acabou apoiando a cabeça no meu colo e adormeceu igual um anjinho… tadinho, estava cansado também… trabalhou igual um pequeno robozinho…
― Então, Luquinha… quer conversar mais sobre sua namoradinha? ― Seu Humberto perguntou.
Na verdade, eu não queria… mas para não parecer grosso, eu continuei o assunto.
― Pode ser…
― Como foi o beijo?
― ―
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― Ah, tio… a gente estava jogando verdade ou desafio… mas aí ela parou de jogar e eu fui conversar com ela… e ela disse que gostava de alguém… daí eu propus para jogarmos verdade e desafio entre nós… e ela disse que desafiava eu a beija-la. E aí aconteceu. ― Eu disse enquanto acariciava os cabelos de Matheus.
― Huuum… ― ele disse.
― E o seu, tio? Como foi seu primeiro beijo? ― Perguntei interessado.
― Ah… confesso que o meu foi quando eu tinha dezoito anos… na época não era assim, Lucas… para conseguir dar a mão para uma menina você precisava de pelo menos um mês de namoro!
― Poxa, tio…
― É… e eu demorei muito tempo para criar coragem de falar com a mulher que eu amava. Foram meses olhando de longe… até que um dia… eu estava meio bêbado… eu chamei ela para o cantinho e disse que queria dar um beijo na bochecha dela…
― E aí? ― Eu perguntei.
― Bem, ela deixou… e depois ficamos meio tímidos, um com o outro, até que ela perguntou se eu não queria dar outro beijinho nela… e eu perguntei aonde ela queria… e ela perguntou se podia ser na boca… e aí aconteceu.
― Maneiro, tio…
― Foi bom… pela primeira vez na vida me senti um homem de verdade, sabe?
― Sei sim, tio…
Bom… depois começamos a conversar sobre coisas aleatórias, mais precisamente sobre jardinagem… e depois de mais um tempinho, resolvi que era hora de ir embora… acordei Matheus e fiz o garoto sonolento dar tchau para o seu Humberto.
Eu levei Matheus para sua casa, deixei ele lá, ele entrou e eu voltei para minha casa. Quando cheguei minha mãe tinha feito uma faxina na casa. Dei um beijo nela e fui para meu quarto tomar um belo de um banho demorado, mas não bati uma não… foi um banho inocente… meu pé estava preto de terra e meu corpo pregando de suor… sem falar que eu sentia dor em cada músculo do meu corpo.
Terminei meu banho e fui para meu quarto. Chegando lá, vesti uma cueca e me deitei na cama. Estava muito calor, então não fiz questão de me cobrir com um lençol. Eu estava muito cansado, mas foi só pensar no Rafa que meu pau já subiu.
Coloquei a mão no meu pinto, por cima da cueca, e pensei no meu gatinho gostoso… ah… como era bom ama-lo… eu tinha um namoradinho cara… isso era a melhor coisa do mundo!
Me levantei, passei a chave na porta, do modo como minha mãe tinha me orientado mais cedo, fui até minha cama, retirei minha cueca e joguei ela no chão e por fim eu me deitei na cama pelado. Agarrei meu pintinho e senti a maravilhosa sensação erótica tomar conta do meu corpo. Ah, meu gatinho… onde é que você estava umas horas dessas?
Comecei a esfregar meu pinto para sentir prazer. Tentei intensificar um pouco os movimentos de vai e vem, mas eu estava muito cansado… tão cansado que meus olhos se fecharam sem minha permissão… e eu dormi. Episódio 18 ― Meu Primeiro Amigo Especia lA luz forte do meio dia já tomava conta do quarto quando eu acordei. Acordei, me espreguicei e me lembrei de ontem à noite. Porra! Tinha dormido enquanto estava batendo uma… eu estava pelado na cama e tinha acordado com uma puta ereção, por sinal…
Terminei o que tinha começado ontem, gozei na minha barriga e fui tomar um belo de um banho para acordar.
Bem… não vou ficar enrolando no domingo, pois não fiz nada além de jogar o dia inteiro no computador. Vou pular logo para segunda-feira.
Na manhã de segunda, acordei super bem. Acordei antes de todo mundo e me troquei para ir para a escola. Minha mãe me levou e me deixou no portão principal. Fui andando até o sexto ano e meu coração foi se acelerando. Eu não sabia o que ia encontrar… eu não sabia se o Rafa já estava lá…
Quando entrei, muita gente já tinha chegado, mas o Rafa ainda não. Fui andando até minha carteira e a sala estava eufórica. Todo mundo estava falando sobre a festa do Diego. Ah… não sei quem ficou com não sei quem… não sei quem beijou não sei quem… e só se ouvia isso.
Eu percebi que Miguel já tinha chegado na sala de aula, e quando ele me viu, veio logo falar comigo.
Pequena pausa… você deve estar se perguntando quem é Miguel… pois bem… se lembra de quando precisamos dar um pequeno avanço no tempo? Pois é… nesse meio tempo, um garoto da nossa sala, o Miguel, começou a andar com a gente… a gente: eu, o Rafa e o Igor…
Miguel era o mais velho de nós… estava no fim de seus doze anos… ele também era o mais alto e o menos bonito… ele tinha a pele morena e os cabelos escuros, seus olhos eram castanhos e ele era muito legal. Ele completava o quarteto que formávamos.
Pois é, Miguel não tinha conseguido ir à festa… ele tinha um compromisso imperdível no mesmo dia.
― Lu. ― Ele me cumprimentou.
― Oi Miguel… ― eu disse.
― E aí… pelo que o pessoal está falando a festa foi pica!
― Foi mesmo… ― eu concordei.
― E aí… pegou alguém?
Bom… essa era a pergunta que eu não queria responder… não… eu não tinha pegado ninguém… quer dizer… tinha ficado com o Rafa… mas não podia falar mesmo…
― Não… não fiquei com ninguém… ― respondi.
― Ah… ― ele disse sem graça. ― E o Rafa? Pegou a Bia?
Porra! Não fala assim do meu gatinho! Pensei.
― Pior que sim… ― me doeu lembrar.
― E o Igor? Algum progresso com a Sarah?
― Não que eu saiba…
― Hum… entendi… ih… olha o Rafa ali.
Ele disse e apontou para meu gatinho, que tinha aparecido na porta da sala com a sua mochila nas costas. Ele estava lindo e perfeito… trazia o sol e a primavera nos olhos… quando meus olhos se encontraram com os dele, ambos esboçamos sorrisos nos rostos. Eu estava tão feliz em vê-lo…
Ele se aproximou da gente e quando chegou, estendeu a mão para Miguel.
― Oi Miguel… ― Ele disse meio tímido.
― E aí Rafaaaaa! Fiquei sabendo que você ficou com a Bia! Que isso hein, irmão!
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Rafa ficou bem sem graça… acho que ficou mais sem graça que eu. Quando Miguel disse isso, Rafa automaticamente olhou para mim. Só de sentir o peso de seus olhos me julgando, já me senti completamente arrependido de ter contado… mas hora ou outra isso ia chegar nos ouvidos de Miguel.
― É… ― ele respondeu sem graça.
Depois disso ele se dirigiu a mim e estendeu a mão.
― Oi, Lu… ― E me cumprimentou.
― Oi… ― eu disse com medo de ter magoado ele.
Ele se sentou e nós três conversamos um pouquinho… eita… a coisa tava estranha de novo… eu tinha bugado… não sabia como agir na frente do Miguel e muito menos como agir na frente do Rafa…
Ao mesmo tempo que eu tentava ser simpático com o Rafa, eu tentava ser carinhoso, e também tentava disfarçar… mas estava difícil… e com Miguel eu tentava ser normal… ahhh… só sei que eu buguei completamente.
Miguel fez o Rafa contar exatamente tudo sobre o beijo que ele tinha dado em Bia. E eu fui obrigado a ouvir cada palavra. O Miguel ficava perguntando se o Rafa tinha gostado… e o Rafa era obrigado a dizer que sim… aff… cara, era horrível ouvir isso.
Ficamos conversando até a hora do intervalo. Quando o sinal tocou me deu um nervoso no peito. E agora? Será que nós íamos para a quadra? Eu quero dizer… será que eu, Rafa, Igor e Miguel íamos para a quadra? Como seria lá? Estava sendo difícil disfarçar o que tinha acontecido… e o pior é que o Rafa estava disfarçando muito bem… muito melhor que eu… ele estava fazendo até mesmo eu acreditar que não tinha rolado nada entre a gente.
Eu saí da sala da junto com Miguel, e nós dois fomos indo na frente. Daí eu e ele paramos em frente a sala e esperamos o Rafa e o Igor. Quando os dois apareceram, Rafa disse:
― Ei gente, vão indo lá que eu preciso ir ali na secretaria ver uma coisa…
Aff… não queria ficar longe do meu gatinho… mas fazer o que… quando nós três viramos de costas, Rafa disse:
― Lu! Vamos lá comigo?
Awnnnn! Ele tinha me chamado pra ir com ele! Tinha como dizer não?
― Tá… ― eu disse.
Então nos separamos. Eu fui com o Rafa pra secretaria enquanto Miguel foi com o Igor pra quadra. Eu estava seguindo o Rafa, quando ele virou para o lado errado.
― Rafa! ― Eu disse. ― A secretaria é pra lá! ― E apontei.
― Secretaria? ― Ele me perguntou. ― Quem disse que estamos indo pra secretaria, seu bobo?
Tá… agora eu não estava entendendo mais nada… AAAAAAAA! Aff… como sou retardado, velho… putz! Tá! Sou um idiota! É claro que nós não estávamos indo pra secretaria! Estávamos indo namorar escondidos! É claro!
Eu sorri e me deu um frio na barriga… não sabia o que esperar… daí só fui acompanhando ele. Ele estava me levando para o bloco leste… aquele bloco menos frequentado… onde aconteciam minhas aulas de olimpíadas. Quando chegamos lá naquele corredor, ele disse:
― Aqui, vem! ― E apontou para a porta do banheiro masculino.
Ele entrou no banheiro e eu entrei logo em seguida. Daí ele foi olhando todos os boxes para ver se tinha alguém lá dentro, mas todos estavam vazios… o banheiro estava vazio… estávamos a sós… então ele pegou minha mão, me puxou, me jogou na parede, segurou na minha cintura e encostou seus lábios nos meus.
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Poxa… que saudade que eu estava desses lábios… eu passei a manhã toda querendo beija-los. Na verdade… eu passei o final de semana todo querendo beija-los. E aqui estávamos… no banheiro da escola… nos pegando novamente. O beijo foi rápido e foi só para matar a saudade. Ele logo desgrudou da minha boca, encostou a sua testa na minha e disse:
― Fiquei com saudades de você, meu amor…
Eu passei minhas mãos em volta do pescoço dele e disse:
― Ah… eu também fiquei com muuuuuita saudade de você… viu!
Terminei de falar e ele voltou a encostar seus lábios nos meus… ah cara… como isso era bom… era tão bom beija-lo… era tão bom senti-lo…
Logo ele já enfiou a língua na minha boca e eu fiz o mesmo… era a melhor coisa do mundo! Seu gostinho, seu cheiro… seu corpo em minhas mãos… o corpo dele era quente e delicioso…
Enfiei minhas mãos dentro de sua camisa, para sentir melhor suas costas. Mas não resisti, enfiei uma mão dentro de sua calça e segurei sua bunda com vontade. Nessa hora, ele se aproximou ainda mais de mim e me deu uma encoxada deliciosa. Ele encostou seu pinto no meu e eu pude sentir que o dele estava duro… tão duro quanto o meu…
Eu desgrudei minha boca da dele e disse:
― Alguém vai nos pegar…
Eu estava morrendo de medo de alguém passar por aquela porta… essa área da escola era deserta, mas nunca se sabe…
― Não vão. ― Ele disse com toda certeza do mundo.
Ele terminou de falar e botou a mão no meu pinto, daí ele deu uma apertadinha que quase me matou de tesão.
― Você não quer? ― Ele perguntou me desafiando a dizer não.
― Foda-se! Quero! ― Eu disse desesperado.
Minhas duas cabeças gritavam que queriam, se é que você me entende…
Daí ele me segurou pela cintura, me puxou e foi me guiando para dentro de um boxe. Eu sentei no vaso que estava fechado, ele entrou e trancou a portinha. Em seguida, ele se ajoelhou na minha frente, levantou minha camiseta, segurou meu corpo e começou a beijar minha barriga. Nossa… eu estava doido de tesão… eu passei a mão em seus cabelos dourados enquanto ele babava na minha barriguinha toda.
A próxima coisa que vi foi ele desabotoando minha calça e baixando meu zíper. Ele levou o nariz até minha virilha e deu uma cheiradinha. Depois agarrou minha calça e minha cueca pelos cantos e puxou, liberando minha ereção.
― Sério? ― Eu disse. ― Aqui?
Mas ele não respondeu, apenas abocanhou meu pinto.
― Aaiiiiwnnn! ― Eu gemi.
A boquinha dele foi direto na minha cabecinha. Awnnn… como isso era boooooom cara… awnnn… como isso era gostoso…
A boquinha dele era quente e úmida. Era demais… simplesmente demais…
― Aiiii Rafinhaaaaaaaaaaaaa! ― Eu disse.
Ele começou a me chupar igual um pirulito. Sentir a linguinha dele no meu pintinho era demais… enquanto ele me chupava e me enchia de prazer eu mexia em seus cabelos finos e loiros.
A já sentia a minha pré-porra fluir livremente enquanto o Rafa me tirava da Terra. Ele continuou ali me mamando por mais uns dois minutos, até soltar meu peruzinho…
― Não… não meu gatinho… não para não… tá tão gostoso… ― eu disse.
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Mas ele parou. Ele deixou meu pinto todo babado e agarrou minha camiseta por baixo, em seguida, começou a puxar para cima. Eu ergui os braços e facilitei o trabalho dele. Ele me deixou de peito nu e jogou minha camiseta de uniforme no chão do banheiro. Depois, ele passou uma perna em mim e depois a outra. Daí ele colocou as mãos no meu ombro e se sentou em cima de mim. Meu pintinho ficou encostando no dele, mas, infelizmente, ele estava vestido.
Eu agarrei sua camiseta e tentei tirar. Ele ergueu os braços igual eu tinha feito anteriormente e permitiu que eu retirasse sua camiseta. Quando eu tirei sua camiseta, deixei seus cabelos todos despenteados e ele ficou de peito nu como eu. Seu peito era branquinho e gostoso. Eu abracei ele e ele me deu um beijo.
Sua boca encostou na minha e a gente começou a pegação. Eu estava com as calças abaixadas e ele estava sentado em cima de mim. E agora nós dois estávamos sem camiseta se pegando. Nossos corpos estavam colados e o clima estava pegando fogo. Eu sentia as costas nuas dele com as minhas mãos… era demais poder senti-lo livremente.
Bom… nosso beijo foi ficando cada vez mais intenso… ele enfiava a língua na minha boca e eu fazia o mesmo com ele… explorava sua boca como se fosse um terreno desconhecido… eu experimentava seu gosto e podia dizer que era a melhor coisa do mundo.
Eu estava muito excitado… a nossa pegação no banheiro estava sendo demais… eu estava ainda mais nervoso porque podia entrar alguém a qualquer momento… mesmo que fosse pouco provável ainda tinha esse risco… mas deixava tudo mais excitante ainda…
Ele me beijava apaixonadamente e eu fazia o mesmo com ele. Até que ele começou a rebolar com a cintura como se estivesse sendo fodido por mim… puta que me pariu! Ele queria me matar de tesão. Coloquei minhas mãos em suas coxas gostosas e ele me olhou nos olhos. Putz… foi incrível. E a nossa pegação foi ficando cada vez mais intensa… até que eu gozei…
Ele estava sentado em cima de mim quando comecei a gozar… o jato de porra saiu sem querer e atingiu sua calça na região do seu pênis. Merda… olha o trabalhão que isso ia dar pra limpar depois…
Só sei que comecei a me esporrar de tanto gozar… minha porra fluía livremente e ia melecando as calças dele… eu joguei minha cabeça pra trás e revirei os olhos de tanto prazer… nessa hora, ele se levantou um pouquinho para tentar se esquivar do meu orgasmo… mas não deu muito certo não… sujei ele todo…
Depois disso ele desabotoou suas calças, baixou o zíper, tirou seu pau pra fora e começou a se masturbar… mas ele fez isso só por dez segundos… logo depois já gozou… ele gozou em toda minha barriga… um jato de porra chegou a atingir o canto da minha boca… eu fechei os olhos e olhei para o lado para tentar me defender… depois ele segurou meu pescoço e levou a língua até o canto da minha boca, daí ele lambeu…
Só sei que fizemos a maior lambança… mas foi bom… foi muito bom…
― Putz… ― eu disse. ― Desculpa por te sujar…
― Ah não… ― ele disse. ― Eu até que gostei…
Eu ri e ele também. Daí ele mandou o foda-se e se sentou de vez em cima de mim… já estava sujo mesmo. Ele colocou as mãos nos meus ombros e ficou me olhando.
― E agora, meu gatinho? ― Eu disse.
― Temos que voltar né… ― ele disse.
― Ah… não quero… ― eu resmunguei.
― Foi bom… eu estava precisando disso… senti muito sua falta no final de semana…
― É… eu também estava morrendo de saudades…
E daí nós dois nos abraçamos por um tempo. Quando ele encostou sua barriguinha na minha, o sujei todo de porra… mas fazer o que…
― Mas nós temos que ir, meu amor… a aula já vai começar…
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― Tá… ― eu disse.
Ele saiu de cima de mim e vestiu sua camisa. Eu peguei a minha que estava no chão do banheiro e nós dois saímos do boxe. Eu peguei um pouco de papel e tentei limpar a minha barriga suja de porra. Ele fazia o mesmo com as suas calças.
― Não vai sair não… ― eu disse para ele, apontando para a mancha enorme de porra que tinha em sua calça.
― Merda… dá nada não… se eu fechar as pernas não dá pra ninguém ver… e isso é jeans… só esperar secar que some…
― Tá… ― eu disse enquanto tirava os pedaços de papel que ficaram grudados na minha barriga.
― Quer uma ajuda aí? ― Ele ofereceu.
― Só se você vier dar uma lambidinha… ― Eu disse com uma voz safada.
Ele se aproximou de mim e me segurou pela cintura. Mas quando ele foi se ajoelhar, alguém entrou no banheiro.
PORRA! TINHA QUE ENTRAR ALGUÉM AGORA?
― Ah… Olhos Verdes! Terráqueo! ― Disse Arthur. ― O que vocês estão fazendo nessa parte da escola?
Aff… mano! Só podia ser! Puta que pariu! Aff… aí, que raiva! A cena estava meia estranha… eu estava sem camisa e o Rafa estava me segurando pela cintura. O que você pensaria se fosse uma pessoa normal? Mas ainda bem que o ET do Arthur não se deu conta de nada…
Mais do que rapidamente vesti minha camiseta… sem mesmo terminar de tirar os pedaços de papeis grudados na minha barriga. Ainda bem que o Arthur também não viu isso…
― Oi… Arthur… como vai? ― Eu disse.
― Bem… ― ele disse enquanto se dirigia ao mictório.
Para disfarçar, eu também fui para lá… já aproveitava para fazer xixi. Fui até o mictório do lado do dele. Rafa percebeu o teatro e me acompanhou, só que ele foi do outro lado do Arthur.
Eu tirei meu pinto todo babado e gozado da cueca e apontei para o vaso. Demorei um pouquinho para mijar pois ainda estava gozando e saia porra do meu pau… mas logo consegui. Sem falar que eu ainda estava duro… e estava mijando para cima… acho até que o Arthur percebeu… mas enfim. Enquanto me aliviava aproveitei para tentar dar uma espiadinha no peru do Arthur… já disse que ele era um baixinho até que gostosinho, né? Sem falar que ele tinha um rostinho de nerdzinho lindo.
Hoje ele estava usando seu cabelinho penteado para o lado… isso deixava ele muito atraente e fofinho. Quando olhei para o Rafa, o filho da puta também estava tentando espiar o Arthur.
Eu fiz uma cara de bravo e encarei ele. Quando ele me viu, ficou sem graça e se concentrou no seu mijo. Eu fiz o mesmo.
― É… Olhos Verdes… estou indo ali na sala do professor Tales… ele disse que queria falar comigo.
EITA! Eu tinha me esquecido de uma coisa… eu tinha uma missão para dar para Arthur… mas o Rafa não podia saber… daí disse:
― Ahhhhhhhh… merda! Agora que me lembrei! Ele também disse que queria falar comigo!
Eu terminei de falar, subi meu zíper e abotoei minhas calças.
― Ah… vamos lá comigo… ― ele disse.
― Tá… eu vou… ― Eu disse.
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Nós três terminamos de nos arrumar e eu disse para o Rafa:
― Rafa… vou ali com o Arthur tá… vai indo lá pra sala…
Ele não gostou muito da ideia de ficar longe de mim, mas ele sabia que eu precisava… então apenas assentiu e foi embora…
― Nossa… esse banheiro tá com um cheiro estranho né? ― Arthur disse.
Na verdade, era eu quem estava cheirando porra… mas apenas respondi:
― NÃO TO SENTINDO NADA, VEM!
Peguei o Arthur pelo pulso e o tirei de dentro do banheiro o mais rápido possível. Levei ele para fora e disse:
― Ei… Arthur… preciso falar com você um negócio…
― Diz aí… ― Ele disse. ― Mas vamos andando senão vamos perder o intervalo.
Nós dois fomos andando devagar enquanto íamos em direção a sala do professor Tales.
― É o seguinte… ― eu comecei. ― Eu gostaria de te pedir um favor… mas tem que ficar só entre a gente…
― Pois diga… ― ele disse.
― Promete que não vai contar isso pra ninguém?
― Ah… prometo… por que todo esse suspense?
― Sério Arthur… se isso daqui vazar… estou fodido…
― Para de drama e fala logo.
Retirei do meu bolso uma folha cor de rosa e entreguei para ele. Ele leu e ficou pensativo.
― Uma admiradora secreta, seu garanhão?
― É… preciso que descubra pra mim quem é!
― Mas você não acha que se ela quisesse que você soubesse quem era ela… ela diria?
― Claro… mas preciso saber quem é!
― E por que? ― Ele me perguntou.
― Por que? Para que eu faça alguma coisa, ué!
― Hum… entendi… tá… deixa eu pensar… V? Você conhece alguém cujo nome começa com V?
― Hum… não sei… talvez…
― Tá, Olhos Verdes… descobrir quem é eu descubro… mas acho que você não vai gostar da resposta…
― E por que diz isso? ― Eu perguntei.
― Cara… isso é letra de menino…
Tá… nessa hora minha cabeça bugou. Eu realmente não sabia o que pensar… eu já tinha escondido isso do Rafa para não deixar ele com ciúmes… mas agora… agora eu realmente não sabia o que fazer… se fosse um menino ia ser grave…
Mas o papel era cor de rosa! E dizia ‘Admiradora’… aff… e agora cara? Fodeu! Simplesmente fodeu! Era só o que me faltava… ter outro garoto que gostava de mim… e se ele fosse bonito? O que eu faria? Mas eu não queria pensar nisso agora…
― Não Arthur! ― Eu contestei. ― Olha aqui! Aqui diz admiradora! E olha a cor do papel!
― Mas a letra eu te garanto que é de menino…
― O que te faz ter tanta certeza? ― Eu questionei.
― Dá uma olhada no cê cedilha… que desleixado! E olha os ó’s… isso é ‘ó’ de menino. Sem falar que meninas não falam ‘trocar uma ideia’! Elas falam ‘conversar’!
― Não me convenceu. ― Eu disse.
― Aff… eu te provo que é um menino! Só me dê tempo!
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― Tá! ― Eu disse. ― Leve o tempo que precisar… mas descubra quem é para mim, por favor!
― Pode deixar… já estou trabalhando nisso. ― Ele respondeu.
― Bom… era isso que eu tinha que dizer… ― eu disse. ― Não tinha que falar com o professor Tales não… só disse aquilo para despistar o Rafa…
― Entendo… ― ele disse. ― Seu segredo está salvo. ― Ele disse.
― Okay… obrigado.
Quando eu virei as costas ele disse:
― Mas Olhos Verdes!
― O que?
― E se for menino… você vai querer saber?
Eita… claro que queria… só não sabia se ele ia me achar gay por causa disso… mas foda-se… apenas disse que:
― Sim!
― Okay… ― ele respondeu por fim.
E assim eu fui embora.
Cheguei na sala e a aula já tinha começado. Entrei e o professor não deu bola, mas a sala toda ficou me olhando. Mas conforme eu ia alcançando minha carteira, no fundão, os olhares iam me deixando em paz.
Eu olhei para o Rafa e ele me olhou de volta sorrindo. Eu não consegui sorrir… tinha acabado de agir pelas costas dele…
Cara… eu estava meio confuso… não sabia o que pensar… dei uma olhada na sala e percebi que tinha alguém lá cujo nome começa com V… era o Vinicius… ele era até gatinho… não tão bonito quanto o Rafa, mas eu ficaria com ele sim… com toda certeza… será que era ele meu admirador secreto? Eita… será? Ele realmente nunca tinha falado comigo… mas eu conhecia ele… de acordo com a cartinha eu nem sabia da existência dessa pessoa…
Merda… como que eu me concentro na aula desse jeito! Porra! Mas quer saber? Foda-se… vou deixar esse trabalho na mão do Arthur… eu confio nele… vamos ver o que vai virar…
A aula terminou e eu não pude despedir do Rafa… quer dizer… eu dei tchau… mas uma despedida ideal seria acompanhada de sexo… hahaha… mas enfim… hoje descobri o tanto que é difícil namorar escondido…
Minha mãe veio me buscar e no caminho de casa eu fui pensando um pouco na vida. Na verdade, eu fui pensando em quão ruim seria a vida se todo mundo soubesse a verdade sobre nós… vamos conceber um suposto colapso. O que aconteceria se eu e o Rafa assumíssemos nosso namoro?
Vamos começar com minha família. Olhei para minha mãe e imaginei se ela me aceitaria de boa… provavelmente sim… eu já tinha aprontado muita arte em casa… acho que minha orientação sexual não faria diferença nenhuma na vida dela… o problema era meu pai… não sei qual seria a reação dele… talvez ele ficasse bravo um pouquinho… mas cara… eu amava o Rafa… é isso que importa? Não é? Se ele ficar bravo é porque não sabe o tanto que amo aquele garoto… mas se eu contasse com certeza ele entenderia e me perdoaria…
Acho que as coisas lá na escola talvez ficassem um pouco complicadas… tem uma galerinha bem homofóbica lá… principalmente o Hermes e sua turma… mas talvez ele parasse de zoar o Rafa… talvez ele só zoe o Rafa porque acha que o Rafa gosta de meninas e fica puto quando é chamado de Rafaboiola. Talvez ele parasse com esse preconceito se soubesse a verdade… ou não né… parece que aquele garoto tinha minhoca na cabeça…
E quanto ao Igor… o Miguel… o Arthur… acho que todos entenderiam… acho que ficaria até melhor conviver com eles… eu e o Rafa poderíamos namorar abertamente sem nos preocupar… então concluí que… acho que no geral seria bom… seria o melhor a se fazer… viver num mundo sem mentiras… mas não era uma decisão só minha a se tomar… enfim…
Finalmente chegamos em casa e minha mãe estacionou o carro. Descemos, entramos e, enquanto ela foi preparar o almoço, eu fui direto para meu computador. Liguei, tirei meus tênis e também minha camiseta, pois estava calor… fiquei só de calça e meia. Fui até a cozinha, peguei uma latinha de refrigerante para tomar no quarto. Voltei para meu computador e abri um vídeo no YouTube.
Eu estava assistindo o segundo vídeo quando ouvi murmúrios vindos da cozinha. Pausei o vídeo, para tentar ouvir quem era.
― O Lucas? Tá lá dentro… vai lá ver ele, Matheus… ― Ouvi minha mãe dizendo.
Segundos depois uma figurinha apareceu na porta do meu quarto.
― Oi Lucas! ― Matheus disse.
― Oi Matheus… ― eu o cumprimentei.
Ele se aproximou de mim e veio me dar meu beijo na bochecha. Eu também dei um beijinho na bochechinha fofa dele. Ele estava usando uma camisetinha cavada, uma bermudinha infantil e um chinelinho no pé.
― E aí… o que veio fazer aqui? ― Eu perguntei.
― Ah… nada…
― Hum… veio brincar?
― Ah… não… mas se você quiser…
Ué… não estava entendendo qual era a desse garoto…
― Ué, Matheus, que que foi?
― Ah… não posso contar!
― Contar o que? ― Eu perguntei. ― Matheus. ― Chamei ele. ― Você pode me contar o que quiser, sabe disso né?
― Sei… mas não quero…
― Não quer por que?
― Tô com vergonha.
Aff… ele não precisou nem terminar de falar para eu saber do que se tratava… eu tinha noventa e nove por cento de certeza de que esse garoto tinha batido uma punheta. Dava para ver na cara dele. Para que eu fui ensinar! Agora o garoto tinha feito! Com certeza ele tinha ido atrás de “brincar com o pipi até gozar”… e agora? Que que eu ia fazer com ele?
Peguei ele pelos pulsos e o trouxe para perto de mim.
― Matheus… você se masturbou? Foi isso, não foi?
Ele virou a cara na hora. Estava morrendo de vergonha… tadinho… mas tentei ajudar ele a desabafar… afinal, ele tinha vindo aqui para isso, não tinha?
― Matheus! ― Eu chamei ele mais uma vez.
― SIM! ― Ele respondeu minha pergunta.
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1 comentário

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Proibido numeros de celular, ofensas e textos repetitivos
  • Responder Max ID:89cszz0m9k

    Um dos melhores contos q ja li