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O menino dos olhos verdes 15 & 16

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Episódio 15 ― Primavera | Episódio 16 ― O Menino de Olhos Azuis

Ele olhou para meu pau e mordeu o lábio inferior. Filho da puta! Tinha me deixado no vácuo! Tinha me enganado!
― Ei! ― Eu reclamei e subi meu short e minha cueca.
― Não! ― Ele reclamou.
― Você não me mostrou o seu! ― Eu disse.
― Eu mostro! ― Ele disse. ― Só não podia perder a piada…
Ele terminou de falar e abaixou a cueca até os joelhos. Seus doze centímetros de pau de menino deram o ar de sua graça. Dessa vez fui eu quem mordeu o lábio inferior. Seu pintinho era branquinho e suculento. A cabecinha era vermelhinha e convidava ao prazer. Ele veio andando ajoelhado até chegar perto de mim.
Daí ele levou uma mão até as minhas costas e me puxou para perto. Nossas barrigas se colaram. Com sua outra mão ele fez carinho no meu rosto, passou os dedinhos na minha bochecha. Ele não olhava para mim… seus olhos apenas encaravam minha boca. E eu fazia o mesmo.
Ele me puxou para mais perto até encostar seu pintinho duro em mim. Eu o envolvi com meus braços e o olhei nos olhos. Nós dois estávamos ajoelhados com os dois joelhos, frente a frente, apenas trocando carinhos. Sua mãozinha ainda acariciava minha face e minha bochecha rubra.
Finalmente ele se levantou, terminou de sair de dentro de sua cueca, e estendeu as duas mãos para mim. Eu as segurei e ele me ajudou a levantar. Não soltamos as mãos, estávamos com as duas dadas. Ele começou a andar para frente, me forçando andar para trás, até que eu encostei minhas pernas em sua cama de solteiro. Ele continuou me empurrando até eu cair nela. Ele caiu em cima de mim, mas sem desgrudar nossas mãos.
Agora nossos dedos tinham se entrelaçado e ele arrastou meus braços até ficarem em cima da minha cabeça. Depois disso, chegou bem pertinho do meu rosto e deu um beijinho no meu pescoço. A noite era nossa… o quarto era nosso… o momento era nosso… o universo era nosso…
Eu soltei suas mãos e coloquei as minhas em seu rosto. Admirei por um momento aquele rosto lindo de menino, aqueles olhos azuis, aquela face perfeita. Daí levei minhas mãos até seus cabelos, para sentir seus finos fios dourados. Enquanto eu mexia nos seus cabelos, ele foi andando um pouquinho para baixo.
Ele levantou um pouquinho minha camiseta até deixar meu umbiguinho de fora. Lentamente, ele aproximou-se dele e deu um beijinho… me custou um arrepio. Minhas mãos ainda estavam em seus cabelos dourados. Ele desceu mais um pouquinho e agarrou meu shortinho pelos lados. Senti seus dedos me invadirem e agarrarem minha cueca também. E ele começou a puxar. Eu me levantei um pouquinho, para ajudá-lo a retirar. Ele puxou e liberou minha ereção novamente. E então ele foi puxando meu shortinho de pijama e minha cueca até eu que eu saísse completamente de dentro deles. Daí jogou minhas roupas no chão e foi até meu pinto, que, extremamente duro, gritava por atenção.
Uma gotinha de pré-porra tinha se formado na pontinha do meu pênis. Ele tocou nela com seu dedinho indicador. Era a primeira vez que alguém me tocava ali. Foi incrível sentir seu toque. Quando ele retirou seu dedinho da pontinha do meu pau, levou com ele um fiozinho fino de pré-porra, que ele puxou até arrebentar.
Daí ele engatinhou até ficar cara a cara comigo e quando nós dois estávamos nos olhando olhos nos olhos, ele levou seu dedinho indicador, sujo com a minha pré-porra, até a boca e provou. Primeiramente ele lambeu, mas logo em seguida enfiou seu dedinho todo na
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boca e chupou. Depois disso, foi retirando lentamente… seu dedinho tinha ficado todo babado. Daí ele levou seu dedinho até a minha boca e eu a abri um pouquinho e ele foi enfiando ele lá. Dei aquela chupada deliciosa em seu dedo babado sem desviar o olhar dos olhos dele. Foi incrivelmente excitante.
Daí ele se afastou um pouquinho de mim e retirou a camiseta, ficando peladinho, peladinho… do jeito que tinha vindo ao mundo… e em seguida ele segurou na parte de baixo da minha camiseta e começou puxa-la, para que eu saísse também. Deixei ele conduzir e agora ambos estávamos peladinhos, e ele estava montado em cima de mim, praticamente sentado em mim.
Ele foi um pouquinho para trás até ficar com a cara bem perto do meu pinto. Ele segurou meu pênis e se aproximou. Senti o ar quente de sua respiração bater nas minhas partes íntimas. A próxima coisa que eu senti foi praticamente a melhor sensação do mundo. Ele caiu de boca no meu pinto.
― Aaaaaaahhhhh… ― eu gemi sem querer e revirei os olhos.
Não era possível que isso estava acontecendo. Aquela boquinha úmida e quente, que eu tanto me apaixonara, agora tinha ido brincar com meu bilauzinho. Quando eu senti seus lábios úmidos tocarem minha cabecinha, foi como estar no céu. Que sensação maravilhosa era essa. A maciez de seus lábios me fazia querer gozar. E logo ele colocou sua língua no jogo. Sentir a linguinha dele no meu frenulum era demais. Senti a pré-porra fluir livremente. Acho que ele percebeu, pois ele começou a chupar a cabecinha do meu pinto como se ela fosse um pirulito. Ele deu uma chupada deliciosa e depois retirou meu pinto da boca. Um fiozinho de baba e de pré-porra ligavam a sua boca no meu pênis. Ele olhou para mim e perguntou:
― Tá bom?
Eu fiz que sim com a cabeça e joguei-a para trás. Eu não conseguia ficar de olhos abertos… era tesão demais…
Ele voltou a abocanhar meu pequeno membro. Dessa vez, introduziu mais em sua boquinha. Vagarosamente, ele foi descendo seus lábios úmidos e provando toda minha carne. Sua boquinha era quente e úmida… era a melhor coisa que eu já tinha sentido. Acredite, se eu não tinha gozado ainda, era porque eu tinha gozado mais cedo no banheiro dele… estava difícil de segurar…
E quando ele engoliu meu pinto inteirinho, o que não era difícil, pois eu tinha apenas dez centímetros e meio, ele começou a chupar. Agarrei seus cabelos de leãozinho enquanto tentava, inutilmente, controlar essa excitação insuportável que sentia.
― Aahhhn! ― Gemi.
Ele soltou meu pinto e perguntou:
― Está bem?
― Melhor impossível… ― eu respondi.
Ele riu e voltou a botar meu peru na boca.
― Que gosto tem? ― Eu perguntei.
Ele voltou a me soltar e disse:
― Só provando para saber…
Eu tinha entendido o que ele queria. E eu estava doido para fazê-lo. Eu, que estava deitado, me levantei e agarrei o seu corpo. Fiz ele cair para trás e, desta vez, quem estava por cima era eu.
Meti minha língua na boca dele. Ele agarrou meu corpo e começou a passar as mãos nas minhas costas freneticamente, como se estivesse com fome delas. Nossos pintos se tocaram, e o meu, que estava bem molhadinho, começou a umedecer o dele também. Nossas pernas se entrelaçaram de uma maneira que eu não sei nem explicar. Logo senti sua mão agarrar minha
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bunda. Tínhamos iniciado uma pegação intensa e insana. Eu passava a mão em seus cabelos, em seu corpo e em seus braços. Nossas virilhas estavam coladas, nossas pernas entrelaçadas, nossos corpos já tinham começado a suar e não economizávamos nos beijos. Eu comecei a lamber seu pescoço, e logo em seguida passei a chupá-lo.
― Ahhhhh… ― ele gemeu.
― Ahhh Rafa… ― eu disse… nem sei porque, mas me deu vontade de falar o nome dele em voz alta.
Nossa pegação continuou. Nossas barriguinhas estavam coladas e ambos estávamos peladinhos.
Cara… eu estava completamente alienado do mundo, no limite da excitação. Não tinha como ficar mais excitado do que eu estava agora. Eu tinha chegado num ponto enlouquecedor e extremo. Nem preciso dizer que nossas respirações estavam completamente descontroladas.
A última coisa que eu imaginava fazer hoje, era transar com o Rafa… e acho que era isso que estávamos fazendo agora. Se isso era fazer sexo… bom… então sexo era a única coisa que eu queria fazer para o resto da vida. Era tão bom… e, embora quisesse muito gozar, eu não queria… eu queria ficar no limite assim… do jeito que estava agora… para sempre…
Rolamos e dessa vez ele ficou por cima. Agora eu tinha acesso total à sua bundinha, que pude sentir livremente. Ela era deliciosa… era macia, fofinha e gostosa.
― Ahhhh! ― Ele gemeu.
― Aaaahhhhh… ― eu gemi. ― Meu deus Rafinha! ― Eu gritei. ― Ahhhhh!
― Ahhhhhh! ― Ele gemeu novamente. ― Lu… pera… para… para um pouco senão eu vou gozar…
Ele disse e se soltou de mim. Ele se deitou do meu lado com os olhos fechados e começou a recuperar o fôlego. Eu também estava completamente doido de tesão. Olhei para o lado e admirei aquele anjinho do meu lado. Aproveitando que ele estava de olhos fechados, resolvi fazer uma surpresinha para ele. Montei em cima dele e andei um pouquinho para trás.
Bem… agora eu estava cara a cara com seu pintinho. Ele tinha provado do meu e agora era a minha vez de provar do dele. Cheguei bem perto e inspirei. Pude sentir o aroma de menino invadir minhas narinas. O cheiro de menino estava mais forte que nunca… acho que eu tinha descoberto a fonte. Coloquei minhas duas mãos em suas coxas. Ele olhou para mim com uma carinha de quem implorava para ser chupado.
Pois bem… segurei o pintinho dele pela base e o trouxe para perto da minha boca. Contei até três e botei meus lábios em sua cabecinha. Senti sua maciez e o ouvi gemer. Logo em seguida senti sua pré-porra invadir minha boca. Era um gosto bom… excitante…
Daí, engoli sua cabecinha por completo e botei minha língua para senti-la melhor. Para falar a verdade… não tinha muito gosto… era mais um gosto de porra mesmo…
― Ahhhhhh! Lucas! Isso é muito bom! Eu vou gozar!
Depois que tinha engolido seu pintinho por inteiro, comecei a mamá-lo, igual mamadeira.
― Luuuuuuuuuuuu! Ahhhhhhhhhhhhh! Posso gozar na sua boca?
Eu não respondi nada, só continuei mamando ele. A sensação era a mesma que chupar meu próprio dedo, só que seu pintinho era mais macio e mais gostoso.
― Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Já era…
E logo que ele terminou de falar, senti um forte jato de porra inundar minha boca. Ele gemeu tão forte e tão gostoso que foi quase um grito.
― AAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! LUUUUUUUUCAAAAAAS!
Ele segurou meus cabelos e puxou minha cabeça com força, para que eu não escapasse antes que ele terminasse de se aliviar. E logo em seguida veio um segundo jato de porra. Eu não
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estava preparado para a quantidade de porra que esse garoto estava soltando. Ele vazava e vazava… e se contorcia de prazer na cama. Eu sabia bem o que ele estava sentindo. Ele revirava os olhos de excitação e gemia eroticamente.
― MEU DEUS! AHHHHH! ― Ele dizia.
Comecei a engolir um pouco de sua porra, porque senão eu não ia dar conta de receber tudo que ele tinha para dar. Sua porra era quente e bem fluida, e tinha um gostinho de Rafa. Não vou dizer que era boa, mas também não era ruim… mas era gostosa porque eu sabia que tinha vindo dele. Ele ainda não tinha terminado de gozar… estava tendo orgasmos múltiplos…
― Ahhhhhhhh! ― E gemia enquanto sentia o melhor orgasmo de sua vida.
Quando finalmente seu pinto parou de jorrar porra na minha boca e eu terminei de engolir tudo, soltei seu pintinho, que, meio mole, caiu exausto.
Me deu uma vontade imensa de beijar sua boca. Fui até ela e meti a língua lá. Ele agarrou meu corpo e me envolveu com suas pernas. Novamente pude sentir o gosto de sua boquinha deliciosa. Seus lábios eram macios e tocavam os meus. Nossas línguas dançavam no meio do nosso beijo apaixonado e agora tinha um saborzinho novo no pedaço… tinha o gostinho de sua porra no meio.
A única coisa que eu conseguia dizer era o nome dele:
― Rafa… ― Eu dizia enquanto nos acabávamos no beijo. ― Ah… Rafa… ― Até que cheguei no limite e disse: ― Vou gozar…
Estávamos numa pegação intensa. Nós dois já estávamos meio suadinhos, o contato dos nossos corpos era incrível, nossas barriguinhas estavam coladas e nós dois experimentávamos um ao outro. A coisa estava quente, fervendo. Eu não aguentava mais me segurar, daí, enquanto nos beijávamos intensamente, comecei a gozar livremente. Eu separei minha boca da dele e comecei a gemer.
― Ahhhhhhhhh!
Ele olhou nos meus olhos e perguntou:
― Gozou?
Eu fiz que sim com a cabeça enquanto expelia meu esperma no corpo dele. Ele voltou a procurar minha boca. Senti seus lábios macios tocarem os meus e continuamos nosso beijo. Foi, sem dúvida, o melhor orgasmo que já tive na vida. Eu tinha gozado tudo na barriga dele. Foi demais.
Por fim… eu despenquei em cima dele… sem forças para continuar. Eu caí do lado dele, abracei seu corpo e coloquei minha cabeça no seu ombro.
― Poxa… ― eu disse. ― Isso bom…
― E como… ― ele respondeu.
Ficamos deitados em silêncio por um momento. As únicas coisas que conseguíamos ouvir eram nossas respirações. Continuamos quietos por mais um tempo, até recuperarmos de vez nossos fôlegos.
Ele tinha apagado a luz e acendido o abajur, e agora fazia carinho no meu cabelo, enquanto eu acariciava o seu peito. Não tínhamos muito o que conversar, estávamos apenas aproveitando um ao outro. Eu respirei fundo e fechei os olhos.
― Está com soninho? ― Ele perguntou baixinho enquanto tirava meus cabelos da minha testa.
Eu fiz que não com a cabeça. Daí ele deu um beijinho na minha cabeça.
― Sabe que dia é hoje? ― Ele perguntou, mas novamente eu fiz que não com a cabeça. ― Já passou da meia noite… então… hoje é dia vinte e dois de setembro…
― E? ― Eu disse sem entender nada.
― Hoje é o primeiro dia da primavera…
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― Ah… jura? ― Eu disse surpreso.
― Sim… feliz primavera… ― ele disse com toda meiguice do mundo.
― Ah… pra você também… ― eu disse sorrindo. ― Mas não que isso tenha mudado muita coisa… ― eu disse fazendo uma carinha de descaso.
― Como assim? ― Ele perguntou.
― Bem… ainda estou com o gosto da sua porra na boca… ― eu disse e ele riu.
― Desculpa… acho que tenho algo que pode ajudar.
Ele alcançou suas calças que estavam no chão e retirou o pacotinho de Halls preto que tinha no bolso.
― Aqui… ― Ele disse e pegou uma balinha. ― Abre a boquinha.
Eu fiz como ele mandou e ele colocou uma balinha na minha língua.
― Valeu… ― eu disse.
Ele também pegou uma para chupar. Eu voltei a me deitar no seu peito e ele voltou a colocar as mãos no meu cabelo. Ficamos deitados por mais uns dez minutos, sem dizer nada, nem precisávamos também… só a presença do outro já era suficiente.
Comecei a acariciar seu peito. O Halls já até tinha se dissolvido. Eu estava com um hálito refrescante… e ele também. Quando comecei a passar a mão em seu peito nu, seu pauzinho começou a dar sinal de vida.
― Oh-ou… ― ele disse e eu sorri.
― Vamos fazer de novo? ― Eu o convidei.
― Quero fazer com você o que você fez comigo… só que dessa vez quero te chupar até você gozar…
― Não me provoque… garoto… ― eu disse.
Daí ele subiu em cima de mim e me deu um beijo na boca. Sua boca agora estava refrescante com o poder do Halls. Nossas línguas se tocaram… ambas estavam geladas. Mas foi um beijo até que rápido. Logo em seguida, ele se desgrudou da minha boca e foi chupar meu pescoço. Eu passei meus braços em volta dele, para sentir seu corpo.
Sua boca era quente como o verão e seu hálito era frio como o inverno. A sensação que isso provocava em meu pescoço era sensacional. Mas logo ele parou de chupar e fez uma coisa que me deixou louquinho.
Ele assoprou meu pescoço babado. Aonde tinha baba, senti congelar. Foi incrível! Foi extremamente excitante, fiquei mais duro do que já estava.
Daí ele foi engatinhando para trás sem parar de assoprar. Ele foi assoprando todo meu corpo. Por onde ele passava, ia deixando o efeito refrescante do Halls. Começou pelo meu peito e foi seguindo até alcançar meu umbiguinho. Ele assoprou aquele hálito congelante lá dentro me deixando louco. Em seguida deu um beijinho irresistível e meteu a língua lá. Nessa hora eu já revirava os olhos de prazer. Então ele continuou recuando e assoprando até alcançar minha virilha.
E então ele caiu de boca no meu pinto. Nossa! Noooooossaaaaa! Que isso cara! Que isso! Que sensação é essa! Uooooou! Sua boquinha era quente e úmida, mas seu hálito era congelante. A sensação que isso provocou no meu pau, que já estava supersensível, foi surreal.
Seus lábios macios envolviam a cabecinha do meu pau e a pressionava. Esse garoto queria me matar, só pode! Que experiência incrível!
Em seguida ele engoliu todo meu pinto e começou a mamá-lo, igual eu tinha feito com ele. Okay… Okay… certo… agora eu estava delirando… comecei a ver tudo branco e dourado… como se estivesse no céu… não sabia mais se estava de olhos abertos ou não… eu não sabia mais o que pensar… eu estava completamente dominado pelo prazer… eu tinha alcançado um orgasmo mental sobrenatural. Meu corpo e minha mente estavam experimentando mais prazer
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do que podiam suportar. O garoto tinha me tirado da terra. E ele continuava me mamando e deixando meu pau e minha virilha inteiramente babados. Eu agarrava seus cabelos desesperadamente. Eu não sabia nem mais quem eu era e muito menos o que eu estava fazendo aqui na Terra. O estado de ecstasy que esse garoto tinha me feito alcançar era sem dúvidas o mais alto possível. Eu estava até babando com a boca aberta… e meus olhos não olhavam para lugar nenhum… parecia até que eu estava drogado.
― Lu? ― Ele me chamou.
Eu olhei para seu rostinho lindo. Seus cabelos dourados estavam totalmente despenteados e sua franjinha loira e molhadinha de suor estava na frente de seus olhos.
― Oi? ― Eu perguntei.
― Erm… posso… ― ele estava com um pouco de receio de perguntar, mas acabou dizendo: ― posso te comer?
― Hã? ― Eu perguntei.
Eu nem tinha entendido o que ele tinha dito. Eu estava tão fora da Terra que nem sabia mais falar português.
Ele segurou na minha cintura e foi me virando. Eu fiquei de barriga para baixo. Meu pintinho agora estava esfregando na cama e isso era muito bom. Eu estava peladinho em cima da cama dele. Era demais ficar assim.
Ele colocou as duas mãos na minha bunda, se aproximou e deu um beijinho em cada globo. Eu ri e disse:
― O que você está fazendo?
Em seguida ele abriu minha bunda e deixou meu cuzinho exposto. Ele chegou perto e deu uma lambida.
POOOOOOOORRAAAAAA! MEEEEEEEU DEUS! QUE COISA DELICIOSA! GEEEEEENTE! AAAAAAAA! COMO PODE! Como se a coisa não pudesse ficar melhor, ele começou a lamber meu cuzinho.
― Ahhhhhhn! ― Eu gemi.
Daí ele subiu em cima de mim, me dando uma baita de uma encoxada, abraçou meu corpo, chegou bem perto do meu ouvidinho e disse:
― Hein? Deixa eu te comer?
A pergunta dele me pegou de surpresa. Não tinha pensado em ter o pau dele enfiado na minha bunda. Mas confesso que a ideia era incrivelmente excitante. Mas eu não sabia se doía ou não… nunca tinha enfiado nada no meu cú.
― Hein? Se você deixar, eu deixo você me comer depois…
Eu ainda estava pensando… estava indeciso… vontade eu tinha, mas não sabia bem como ia ser…
― Hein? Juro que faço gostoso… se doer eu paro…
― Tá… ― eu disse por fim. ― Vai…
Ele beijou minha bochecha e disse:
― Vou pegar um creme ali no banheiro! Não se mexa! Você está muito gostosinho assim!
E ele foi correndo até o banheiro para buscar alguma coisa pra passar no pau para me comer. Eu levei meu dedo até a entradinha do meu cú… estava toda babada… foi delicioso sentir a linguinha dele ali.
Quando ele voltou, ele subiu na cama e disse:
― Fica de quatro.
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Eu fiz como ele mandou e fiquei de quadro, com meu cuzinho virado pra ele. Ele tinha trazido um creme do banheiro. Ele espremeu um pouquinho na pontinha dos dedos e levou até a entradinha do meu cú.
Quando senti seus dedos geladinhos e escorregadios encostarem na minha entradinha, fui à loucura. Ele começou a espalhar o produto na minha bundinha, até ficar bem lubrificada. Ele voltou a botar mais um pouquinho de creme nos dedos, principalmente no indicador. E o levou novamente até a minha entradinha.
Devagarzinho, ele começou a introduzir seu dedinho no meu ânus.
― Ahhhhhh! ― Eu gemi.
― Tá gostoso? ― Ele me perguntou.
― Tá sim! Enfia mais um pouquinho!
E assim ele fez. Enfiou seu dedinho em mim e começou a girar ele lá dentro. Revirei meus olhos de prazer. Ele retirou e botou mais creme nos dedos, daí, levou seus dois dedinhos na entradinha do meu cú e ficou rodeando lá. Caaaaaaaraaaaaa… isso era muito bom! Noooossaaaaa! Era delicioso!
― Lu, passa creme em mim? ― Ele pediu.
Eu me virei, ele me passou o tubinho de creme, eu espremi um pouco na mão e em seguida comecei a esfregar no pintinho dele, que estava durinho, durinho. Eu passei minhas mãos em seu pintinho e fui deixando ele lubrificado. Dei uma masturbadinha nele e aproveitei para sentir seu saquinho também, que estava bem cheinho.
Ele segurou na minha cintura e me fez virar novamente, para ficar de quatro. Em seguida encostou seu pintinho bem na entradinha do meu cú. Foi ótima a sensação. Daí ele colocou as duas mãos melecadas de creme em minha cintura, e começou a enfiar.
― Ahhhhn! ― Eu gemi.
― Tá gostando?
― Muito! ― Eu respondi. ― Vai! Enfia mais um pouquinho!
― Pode deixar! Vou tirar esse cabacinho seu!
E ele enfiou tudo de uma vez. Mas seu pau nem era tão grande assim, então não doeu. Foi gostoso, sem falar que meu cuzinho estava muito bem lubrificado. Ele encostou sua virilha toda melecada de creme em mim e foi demais. O contato com ele era tudo de bom.
― NOSSA! ISSO É DEMAIS! ― Ele disse entre gemidos e gritos. ― VOCÊ É MUITO GOSTOSO!
Ele disse e começou a me comer. Ele agarrou meus cabelos e iniciou os movimentos de vai e vem. Ele se encaixou direitinho em mim, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Ele foi tirando devagar e, quando foi colocar, colocou um pouquinho mais rápido, com mais um pouquinho de violência e foi mais fundo. O prazer que eu sentia era enorme. Ele tirou novamente, mais rápido que a primeira vez e colocou mais forte também. Nossa! Se eu estava com medo antes, agora era a única coisa que eu queria fazer.
Ele ia e vinha e meus olhos se reviravam de prazer. Meu pau começou a soltar pré-porra. E eu nunca tinha vazado tanto como eu vazava agora… meu pau vazava sem parar e ia molhando a cama, estava fazendo uma mancha molhada no lençol. As mãos dele me agarraram com mais força e ele começou a gemer mais intensamente.
― Ownnnn! Awhnnnn!
Se para mim estava bom, imagina para ele. Ele devia estar se sentindo muito bem ali atrás de mim. Seus olhos estavam fechados e ele me fodia com cada vez mais força e fome. Meu deus! Eu ainda não estava acreditando nisso. Parecia tudo um sonho.
― Awnnn… awnnnn…. ― Gemia ele. ― Você é muito gostoso! Seu cuzinho tá muito gostoso! Meu deus… awhnnn… Lucas! LUUUCAS!
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Meu pau continuava a jorrar pré-porra e eu estava doido de tesão.
― Nossa, Lu! Acho que estou chegando lá… posso gozar dentro de você?
― Você já gozou até na minha boca… vai em frente… ― eu encorajei ele, que riu.
― Okay… aqui vou eu! ― E ele socou tudo de uma vez com mais força que nunca. ― AH MEU DEUS! QUE GOSTOSO! ESTOU GOZANDO! AHHHHHHH! AHHHHH! AHHHHHHH!
E ele gemia enquanto a onda erótica do orgasmo tomava conta de seu corpo. Senti algo quente inundar meu cuzinho. Ele tinha gozado pra caralho.
― AHHHHH! TO GOZANDO COMO NUNCA! ― Ele gritou. ― AHHHHHHHH!
Ele segurava minha cintura com força e me puxava para perto. Seu corpo estava com uma camadinha fina de suor e seus cabelos estavam molhadinhos. Ele estava com os olhos fechados, com a boca aberta e com o prazer estampado em sua cara.
Senti seu liquido quente inundar meu intestino… ele tinha socado todo o pinto dele dentro de mim. Seu saquinho estava colado na minha bunda. Estava uma zona… sua virilha estava coladinha em mim e estávamos ambos melecados de creme. Ele fez mais alguns movimentos de vai e vem antes de se desgrudar de mim.
Ele despencou do meu lado e ficou deitado na cama. Então ele me abraçou e eu retribui o abraço. Mas eu ainda estava duro, daí coloquei a mão no meu pinto e comecei a acariciá-lo.
― Quer uma mãozinha? ― Ele perguntou.
Daí ele retirou minha mão e tomou o controle. Ele deitou a cabeça no meu peito e alcançou meu pênis. Eu o olhei nos olhos e ele me olhou de volta. Ele segurou meu pinto e começou a bater uma para mim. Minha respiração começou a ficar mais rápida. Eu encarava seus olhos azuis e ele fazia o mesmo com meus olhos verdes.
Nossa troca de olhares foi intensa. E fazíamos isso enquanto ele me masturbava. Eu mordi os lábios sem desgrudar os olhos dele. E ele continuava a fazer os movimentos de vai e vem. Foi intenso. Meu coração batia cada vez mais rapidamente.
E não demorei nadinha para gozar. Assim que o forte orgasmo tomou conta do meu corpo, eu soltei um suspiro de alivio. Ainda estávamos nos olhando. Senti a porra fluir do meu pau e escorrer em sua mãozinha. Ele continuou me punhetando, era incrível gozar aos seus cuidados. Quando eu já tinha gozado praticamente tudo, ele se aproximou do meu rosto e me deu um último beijo apaixonado.
Nossas bocas se tocaram e seu gosto invadiu minha boca. Foi perfeito. Logo senti sua língua adentrar minha boca e eu pude senti-la livremente. Nosso beijo durou aproximadamente um minuto. O gosto de sua boca tinha penetrado minha alma. Era algo que eu nunca seria capaz de esquecer.
Quando sua boca se desgrudou da minha, ele também soltou meu pau melecado de creme, baba e porra e esfregou sua mão em meu peito, me deixando mais sujo do que eu já estava.
― Foi bom… ― ele disse.
― Foi perfeito… ― eu respondi. ― Acho que te amo. ― Eu soltei sem saber o que esperar.
― Acha? ― Ele disse. ― Porque eu tenho certeza… ― Meus olhos se umedeceram e eu também vi os dele brilharem. ― Feliz primeiro dia da primavera… ― ele disse.
― Feliz primavera pra você também… ― eu respondi por fim.
E ele me beijou.E agora? O que pensar? O que fazer? Aqui estava eu… ou melhor… eu e o Rafa… certo… erm… eu realmente não esperava que isso fosse acontecer hoje… quer dizer… quem poderia imaginar?
Quais as chances do Rafa ser como eu? Quais as chances de ele gostar de meninos como eu? Mas aqui estávamos… juntos… e eu estava confuso ainda… minha ficha não tinha caído… após o momento de euforia passar, minha mente estava… colorida? É… acho que essa é a palavra… estava tudo diferente… estava tudo colorido…
Ficamos deitados por um tempo… até a coisa ficar estranha…
― É… ― Ele disse. ― Acho melhor botarmos uma roupa…
― É… ― Eu concordei.
Ele se levantou e vestiu uma cuequinha. Eu peguei a minha que estava no chão e me vesti também.
― Ei… Lu… acho que vou tomar um banho… quando eu terminar você pode ir…
― Tá bom… ― Eu disse.
Ele entrou dentro do banheiro e fechou a porta. Certo… estranho… constrangedor… quer dizer… algumas horas atrás éramos melhores amigos… e agora tínhamos nos explorados tão intimamente que era difícil disfarçar… bem… eu gostava muito dele… isso era um fato… mas acho que não estava muito claro isso… e também não estava muito claro o tanto que ele gostava de mim… eu realmente não sabia o que pensar.
Agora que ele tinha ido até o banheiro, me deixando sozinho, tive um momento de clareza… foi mais uma pausa… para pensar, sabe? Sem dúvidas essa experiência tinha sido… ótima… para falar a verdade… acho que foi a melhor coisa que já senti na vida… tinha sido excelente… tinha sido perfeita!
Mas e agora? Se eu queria repetir? Era o que eu mais queria! Bem… não agora… claro… gozei duas vezes… isso já é mais do que o suficiente para mim. Mas eu queria repetir sim… era o que eu mais queria!
Para falar a verdade, o que eu queria agora era entrar naquele banheiro e voltar a sentir o seu corpo em meus braços. Mas algo me impediu de fazer isso. Era o mesmo sentimento de retração que eu sentia antes. No passado, sempre quando eu queria dizer ao Rafa tudo que eu sentia por ele, um sentimento me impedia de fazer isso… uma sensação estranha…
Era como se eu estivesse acorrentado pelos pés e a chave estivesse em minhas mãos… enquanto eu estivesse preso, não havia nada a ser feito, e o responsável pelo meu fracasso seria a própria corrente… mas a partir do momento em que eu me libertasse, o responsável pelo meu fracasso seria eu mesmo… e eu tinha medo disso… por isso preferia tanto não me libertar.
Bem… mas você entendeu a metáfora… e aqui eu estava… abraçando o travesseiro do Rafa enquanto poderia estar abraçando ele… mas a coisa ficou estranha… éramos melhores amigos… e agora? Eu realmente estava confuso.
Depois de um tempo ele finalmente saiu do banho. Seus cabelos loiros estavam despenteados e úmidos. Só que agora ele vestia um pijama decente… quer dizer… era a mesma camiseta velha, mas agora ele tinha vestido um shortinho por cima da cueca… ainda era minúsculo igual ao meu… mas já era mais decente que uma simples cueca.
― Terminei… é… se você quiser… bom… é… você… ― Ele disse todo enrolado e constrangido.
― É… acho que eu vou… não demoro… é… já venho… um minuto!
E eu fui ao banheiro. Fechei a porta e suspirei… ah cara… estava sendo constrangedor! Não era para ser assim! Isso era totalmente diferente do que eu imaginara! Isso era totalmente
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diferente do que eu sonhara! Na minha cabeça ele pensava o que eu queria! Ele dizia o que eu queria! Mas aqui na vida real não!
Entrei debaixo d’água e peguei um sabonete. Não preciso nem falar que minha barriga estava cheia de porra né? Minha… do Rafa… de deus e o do mundo! E meu cú então! Porra! Caralho! Estava uma zona! O Rafa brincou aqui atrás e deixou todo serviço sujo para eu terminar! Mas pelo menos ele ainda me devia uma coisa… “Hein? Se você deixar, eu deixo você me comer depois…”. Me lembrei dele falando… não preciso nem dizer que fiquei duro, né?
Passei sabonete no meu dedo e eu enfiei um pouquinho no meu cú, para ver se limpava a sujeira que o garoto tinha feito… foi quando a porta do banheiro abriu. Os olhos azuis me flagraram numa cena, digamos, um pouco constrangedora…
― Poxa Lucas! Se quisesse mais era só ter pedido!
Eu fiquei vermelho de vergonha, imediatamente tirei meu dedo da bunda e me virei de costas, para esconder minha ereção. Porra! Que vergonha cara! Certo… pois então me diga você qual seria sua reação se te pegassem no chuveiro com o dedo no cú!
― Saí daqui menino! ― Eu gritei. ― Que que foi? ― Eu disse pra ele meio bravo… quer dizer… soou bravo… mas era só vergonha mesmo…
― Você tá demorando! ― Ele disse.
― Demorando? ― Eu respondi encabulado, não fazia nem dois minutos que eu tinha entrado!
― É! Você disse um minuto! Um minuto já foi!
― Aff! ― Eu disse e virei os olhos.
― Brincadeira… só vim ver como você estava…
― Quer entrar? ― Eu ofereci… morrendo de vontade de provar seu corpo novamente.
― Ah não… já estou limpo… bom… desculpa… vou deixar você aí… ― Ele disse e fechou a porta.
Bom, depois disso não demorei muito… e também não pensei em nada… apenas terminei de me limpar, de tirar a porra do corpo e fechei o chuveiro. Me enxuguei e me vesti. Saí do banheiro enxugando os cabelos.
― Tá com fome? ― Rafa perguntou enquanto se levantava da cama.
― Por que? Você tá? ― Respondi.
― Tô com muita… Hahaha… ― Era bom ver que estávamos voltando ao normal.
― Ah… agora que você falou… eu também… eu não comi nada na festa… e nem depois… você comeu?
― Não… a única coisa que comi foi você…
Eu não pude conter o riso. Que coisa mais inapropriada de se dizer… Hahaha…
― Quer descer? ― Ele ofereceu. ― A gente pode preparar algo na cozinha…
― Pode ser… ― Eu concordei.
― Mas a gente não pode fazer barulho… o quarto dos meus pais é no andar de baixo… se nos pegarem acordados… estaremos bem encrencados…
― Tá… não vou dar um piu! ― Eu disse.
E assim saímos do quarto. O Rafa foi na frente e eu fui logo atrás. Cara… ele usava somente uma camiseta branca e shortinho que realçava sua bundinha… fui atrás só admirando a paisagem. Assim que entramos no corredor nos deparamos com a casa toda escura. Estava um breu. Confesso que deu um medinho… daí cheguei bem pertinho dele e segurei na sua mão. Ele me olhou e sorriu, e nós dois adentramos a escuridão. O dedinho dele vasculhou a parede até achar o interruptor, daí ele acendeu a luz do corredor e da escada. Descemos e fomos até a cozinha de mãos dadas. Ai… eu estava no paraíso. Andando pela casa de mãos dadas com meu gatinho…
― ―
97
Chegamos na cozinha e ele soltou minha mão. Ele foi até a geladeira e disse:
― Lu, pega dois pratos ali no armário.
Enquanto eu me dirigia até lá, ele continuou dizendo:
― Aff! Não tem nada nessa geladeira… só tem queijo e pudim!
Eu abri o armário e peguei dois pratos pra gente comer.
― Vai ter que ser queijo mesmo… ― Ele concluiu.
Coloquei os pratos na mesa e ele pegou o queijo e o saco de pão. Ele pegou dois pães e colocou um em cada prato.
― Pega suco aí na geladeira pra gente… ― ele pediu enquanto terminava de preparar nossos lanches.
Eu abri a geladeira e realmente não tinha nada…
― Rafa? ― Eu chamei.
― O que? ― Ele respondeu enquanto terminava de preparar a comida.
― Não tem suco aqui…
― Ah… aff… então deixa… vem, seu pão tá pronto…
Me sentei na mesa com ele. Quando peguei o pão, percebi que ele estava duro… de tão velho que estava… e tinha apenas uma fatia mixuruca de queijo no meio daquele tijolo. Estava horrível… simplesmente horrível. Dei a primeira mordida e o pão se esfarelou todo na minha boca… daí eu disse:
― Nossa… tá uma delícia, hein!
Ele mordeu o dele e percebeu o quão ruim estava e começou a rir.
― Uma delícia meu ovo! Isso tá horrível! Quer saber? Larga isso aí… vamos comer pudim!
Foi engraçado… ele tirou o tijolo da minha mão e jogou na lixeira que tinha ali.
― Tá maluco? ― Ele disse enquanto ria. ― Pior lanche da minha vida… tô até com vergonha! Vem! Vamos comer pudim!
Ele pegou outro prato no armário e colocou um pedação de pudim. Em seguida ele pegou uma colher na gaveta e foi andando em direção a sala.
― Vem! ― Ele me chamou.
Eu segui ele até a sala. A sala estava com a luz apagada e estava sendo iluminada somente pela luz que vinha do corredor, deixando o ambiente escurinho e perfeito para um namoro. Eu me sentei no sofá junto com ele. O sofá era grandão, macio, fofinho e aconchegante, daqueles que abraçam a gente. Eu me sentei do seu lado e vi ele botar uma colher de pudim na boca.
Bem… o momento de constrangimento já tinha passado… tínhamos voltado a ser melhores amigos… pelo menos eu já estava me sentindo bem mais à vontade ao lado dele… do jeitinho que era antes…
Ele pegou mais um pouco de pudim com a colher e desta vez levou a colher até minha boca. Eu abri e ele me deu na boquinha. Eu engoli e disse:
― Rafa?
― Oi? ― Ele disse enquanto colocava mais uma colher de pudim na boca.
― Precisamos conversar… ― eu comecei. ― Precisamos conversar a respeito de tudo…
― Precisamos comer… ― ele disse e enfiou outra colher de pudim na minha boca. ― Vamos terminar o pudim primeiro… pode ser? ― E eu fiz que sim com a cabeça.
Continuamos dividindo o pudim… e a colher… e o pratinho… e o sofá… só faltou dividir a boca. Quando terminamos de comer, ele botou o pratinho na mesinha da sala voltou a se sentar no sofá. Ele pegou nas minhas mãos e me puxou.
― Deita aqui. ― E ele me fez deitar em seu colinho.
― ―
98
Botei minha cabeça nas suas pernas e encarei as pérolas azuis que ele chamava de olhos.
― Diga, meu amor, sobre o que você quer conversar?
Ele disse enquanto tirava os cabelos da minha testa, como tinha feito momentos atrás, na cama… me derreti todo quando ele me chamou de ‘meu amor’. Ai… como era bom amar… nunca tinha me sentido tão bem e tão seguro como me sentia agora.
― Não sei… estou perdido Rafa… estou confuso…
Com sua mão livre, que não estava mexendo em meus cabelos, ele começou a acariciar minha barriguinha. Coloquei minha mão sobre a dele.
― O que é que você está guardando dentro do seu coraçãozinho? Hein, meu amor…
― A gente é gay? ― Eu perguntei.
― Gay? ― Ele perguntou, surpreso com minha pergunta.
― Sim…
― Eita… ― ele disse. ― Não sei…
― Não sabe?
― Bem… quer dizer… na verdade nunca pensei a respeito… mas acho que o que fizemos faz de nós gays… não faz?
― Não sei… o que é ser gay?
― O que é ser gay??? Ah… sei lá!
― Ah… esquece… eu só sei que gosto de meninos… mas não sei o que eu sou… ― eu disse por fim.
― Eu entendo… eu acho que eu também gosto… quer dizer… está ficando cada vez mais forte… não sei porque estou adquirindo esse gosto… na verdade eu cheguei a gostar de uma menina uma vez… mas já faz um tempo… e foi por um curto período de tempo… e foi antes de…
E ele parou de falar.
― Antes de que? ― Eu perguntei.
― Antes de que, o que? ― Ele me tentou me enrolar.
― Rafael. ― Eu disse.
― Não é nada…
― Você não sabe mentir! ― Eu disse e tirei a cabeça do colo dele, voltando a ficar sentado. ― O que foi? Por que você ficou assim do nada?
― Olha! ― Ele pegou minha mão. ― Eu gosto muito de você… você é meu melhor amigo! Eu já disse que te amo, não disse? E é verdade! Eu te amo! ― Eita… essa foi forte… ― Lucas! ― Ele me chamou. ― Olha pra mim! Eu te amo! Eu te amo muito! Você é a pessoa que eu mais gosto no mundo! Você foi o único que não zombou dos meus sentimentos! Lembra do dia que você viu meu diário? Lembra do que você me disse? Você disse que não era ridículo! Você disse que ridículo é quem não tem um diário! Qualquer ser humano diria o contrário! Você foi o único que respeitou e se preocupou com meus sentimentos! Você foi meu melhor amigo nas horas que eu mais precisei! Me preocupo demais com você e não quero nunca te machucar!
Estávamos sentados no sofá, frente a frente um com o outro, de mãos dadas.
― Lembra no futebol? Lembra do chato do Hermes? Eu tinha medo dele! Mas quando conheci você… aquele dia com o Arthur… eu me senti seguro! Parecia que você estava ali para me defender a qualquer custo! E você não sabe como foi importante para mim! Até minha vida escolar você se preocupou! Estou perdidamente apaixonado por você… pronto! Falei! Foda-se! Eu te amo e não sei mais o que fazer…
Meu coração estava muito acelerado e eu não sabia o que pensar… tinha acabado de ouvir uma declaração de amor do meu amor… apertei as mãos dele mais firmemente…
― ―
99
Muito bem, Lucas! O Rafinha botou tudo para fora… acho que agora é a sua vez! Destranque o cadeado! Tire a corrente do seu pé de uma vez por todas e corra para os braços dele! Diga tudo que sente de uma vez! Faça igual ele! Força, Lucas! Coragem!
― Rafa… ― eu disse tremendo. ― Eu também gosto muito de você… lembra quando nos conhecemos? Que você me emprestou seu lápis? ― Eu disse e as duas pérolas azuis ficaram úmidas como o oceano… ver os olhinhos dele ficarem úmidos foi o que bastou para que eu despencasse num chororô melancólico.
Ele me puxou pelas mãos até que eu deitasse em seu peito. Não conseguia dizer mais uma palavra… apenas soltei um fraco ‘eu te amo’.
Ele, sem dúvidas, era bem mais forte que eu… quer dizer… não sei porque, mas fui tomado por um redemoinho de emoções… eu tinha ficado sentimental do nada… parecia uma garotinha chorando no ombro dele sem nem ter um motivo para isso. Eu estava muito emocionado… a declaração dele tinha sido forte… eu só conseguia pensar nisso… “Estou perdidamente apaixonado por você…”. Essas foram as palavras dele…
Eu chorava e chorava, mas chorava sem fazer barulho… era um choro triste e feliz… não sei explicar direito o que sentia… era muito forte… era muito mágico… acho que o que eu sentia só se pode sentir uma vez na vida… e só se pode sentir quando se é criança… depois que você cresce muda… amor de gente grande é sem graça… é cheio de interesses… cheio de problemas… alguns até se casam com o único objetivo de não ficarem sozinhos…
Mas isso que eu estava sentindo agora com o Rafa? Não… isso era especial… não é qualquer um que pode sentir isso… era um amor puro e inocente… e erámos, antes de tudo, amigos… eu já podia confiar minha vida nesse garoto… e eu tinha certeza de que ele sentia o mesmo.
Após ele acariciar muito pacientemente meus cabelos, eu finalmente me acalmei.
― Passou, meu amor? ― Ele disse e me deu um beijo na bochecha.
― Passou, meu gatinho… ― eu respondi.
― Meu gatinho? ― Ele disse e riu.
Eu apenas fiz que sim com a cabeça… ele era meu gatinho, ué!
― Posso beijar sua boca, meu amor? ― Ele disse.
― Eu quero sim, meu gatinho… ― eu disse.
E ele aproximou sua boca de mim… já senti seu hálito mágico invadir minhas narinas… nossa… como esse cheirinho era gostoso. E assim que ele me beijou eu passei as mãos em volta de seu pescoço. Nossos lábios se tocaram e eu pude sentir aquela boca que eu tanto amava. Mas nosso beijo estava meio salgadinho por causa das minhas lágrimas e doce por causa do pudim… mas isso só o deixou mais gostoso… era tão bom sentir o gostinho do Rafa na minha boca… era tão viciante… tão apaixonante… era perfeito. Logo ele meteu a língua na minha boca e eu fiz o mesmo com ele. Nossas línguas se tocavam e transmitiam todo amor que tínhamos um pelo outro.
Mas o beijo terminou logo. Nos separamos e eu voltei a me deitar no peito dele no sofá. Estava tão confortável ali que eu não queria sair nunca!
― Quer conversar sobre mais alguma coisa, meu amor? ― Ele disse.
― Ah… eu queria te fazer outra pergunta…
― Pois faça, meu amor…
― Meu gatinho… ― eu disse. ― Alguém mais sabe que você gosta de menininhos? Além de mim, claro…
― Meu diário conta? ― Ele disse e riu.
― Nãoooo! ― Eu disse bravinho.
― Bem… acho que meu irmão desconfia… ― ele confessou.
― ―
100
― Por que diz isso? ― Eu perguntei.
― É o Gabriel… você sabe que ele está estudando fora… mas, quando ele vier pra cá, eu te apresento ele… uma vez ele me pegou vendo foto de garotos na internet…
― E aí? ― Eu perguntei curioso.
― Ah… ele perguntou se eu queria conversar a respeito… eu disse que não… mas ele disse que não via problema nisso… e que se eu gostasse, ele não tinha nada contra e super apoiava. E depois disse que não ia contar a mamãe, mas se eu quisesse contar a ela, ele ia me ajudar… mas eu disse que nem gostava de meninos não… que minha coisa era com garotas… mas não sei se ele acreditou…
― Ele parece ser legal…
― Ele é… somos muito ligados… éramos mais, quando ele morava aqui…
― Entendo… ― eu disse.
― Pois é…
― Meu gatinho?
― Oi, meu amor?
― E que história foi aquela? Que você gostava de meninas?
― Ah… eu cheguei a gostar de meninas… mas já faz um tempinho… eu tinha uma quedinha por uma menina lá na quarta série… nem lembro como me sentia com ela… mas depois comecei a me interessar por garotos…
― Mas você disse que gostava de meninas antes de… e deixou em aberto… o que aconteceu?
― Lu, deixa pra lá… não vale a pena…
― Me conta! O que foi que aconteceu?
― Olha… eu já disse que gosto muito de você! E não quero te machucar nunca! E isso é uma coisa que vai te machucar!
Eu não estava entendendo muito bem o que ele queria dizer com isso… como isso poderia me machucar? Uma coisa que aconteceu no passado dele? Só sei que ele conseguiu atiçar ainda mais minha curiosidade.
― Machucar? Que machucar o que, Rafa! Temos um ao outro, não temos? Nada pode machucar a gente!
― Não é bem machucar… mas você vai ficar no mínimo chateado…
― Não vou! Eu juro!
― Vai.
― Não vou! Eu juro! Eu juro! Você sabe que pode confiar em mim e pode conversar sobre qualquer coisa!
― Eu sei sim…
― Então! O que te impede?
― Não vai ficar chateado? ― Ele disse.
― Não vou! Juro!
― Jura?
― Juro! Já disse! ― Eu disse pela milésima vez.
― Muito bem… olha… eu gostava de uma garota… isso foi na quarta série… antes de… antes de… ― Ele estava tentando dizer as palavras. ― Antes de… antes de conhecer o Igor…
Certo. Okay… Okay… Lucas? Lucas? Lucas! Certo… confesso que achei que não existia nada no mundo que pudesse me machucar… mas isso doeu… doeu e não foi pouco… ai cara… agora tudo fazia sentido… o Rafa… o meu Rafa… o meu gatinho… gostava… gostava do Igor? Ai cara… como isso me machucou… como isso doeu… cortou meu coração igual uma faca sedenta de sangue. Fiquei totalmente sem graça e sem saber como reagir.
― ―
101
― VIU! NÃO DISSE!
― O que? ― Eu respondi secamente.
― VIU! MACHUCOU! ― Ele disse.
― Não machucou! ― Menti.
― Você disse que eu não sei mentir! Mas aparentemente você também não!
― Tá… doeu um pouco. ― Confessei um pouco da minha dor.
Cara… eu estava a beira de ter um ataque de ciúmes. Não sei o que deu em mim… é que o Rafa era tão amigo do Igor… e eu nunca desconfiei de nada… e descobrir agora que existiam segundas intenções na amizade deles me deixou levemente atordoado.
― LU! ME ESCUTA! ― Ele disse e segurou meu rosto. ― Lucas! Eu gostava do Igor! Isso! Gostava! Antes de te conhecer! Você foi para mim o amigo que o Igor nunca foi! Quando você chegou na escola, que começamos a conversar, eu comecei a perceber que você é uma pessoa incrível! Eu estava cego de paixão pelo Igor e não reparei em você logo no começo… mas conforme nossa amizade foi crescendo, fui ficando cada vez mais apaixonado por você! Acredite em mim! Por favor! Você é a única pessoa que eu amo! O Igor é passado para mim! Ele é homofóbico, só sabe falar de meninas e é muito chato! Totalmente o oposto de você, meu amor! Por favor! Acredite em mim! Só existe você agora, meu amor!
Certo… ele tinha me acalmado um pouco… se as palavras dele fossem verdadeiras, então eu não tinha nada a temer… e eu acreditava nelas… do fundo do meu coração eu acreditava…
― Ah… eu sou um idiota! Tá vendo, Rafa! Eu sempre estrago tudo! Nem estamos namorando! Nem temos nada um com o outro! E eu já estou me achando no direito de decidir quem você pode gostar ou não! Eu sou um idiota! Desculpa, Rafa!
― Ai, meu amor! Não fala assim não! ― Ele disse e beijou minha cabeça. ― Que você é um idiota, já sabemos! E não há nada que possamos fazer para mudar isso… ― eu ri tentando entender aonde ele queria chegar. ― Mas você disse uma coisa que temos o poder de mudar, meu amor…
― Eu disse, meu gatinho?
― Disse sim, meu amor… você disse que não estamos namorando…
Meu coração bateu mais rápido. Uma felicidade imensa tomou conta do meu corpo e mente.
― Eu disse sim, meu gatinho… ― eu falei rindo e aguardando ansiosamente a continuação dele.
― Ah não… eu não vou dizer as palavras não… me recuso!
― Por que, meu gatinho? ― Eu perguntei.
― Não, meu amor, tô com vergoinha… diz você…
― Ah não, meu gatinho… também tô com vergoinha… diz você… por favor!
― Aiii mas com você pedindo desse jeitinho não tem como resistir! Tá… você venceu… eu falo… quer ser meu namoradinho? Mas tem que ser pra sempre…
― Aiiiii meu gatinho! Assim você me mata de amor! Claro que aceito ser seu namoradinho! Mas tem que ser pra sempre!
E ele me agarrou e iniciamos o que seria um longo e intenso beijo. Quando terminamos de selar nosso namoro, eu disse para ele:
― Mas meu gatinho… como vamos namorar se não podemos contar pra ninguém?
― Hum… vamos namorar em segredo… tem algum problema pra você?
― Não… acho até que é melhor… ― eu disse. ― mas meu gatinho…
― O que foi, meu amor?
― ―
102
― E na escola? Como vamos fazer? Não vou querer desgrudar de você por mais nenhum minuto!
― Mas meu amor! Você já não desgrudava antes!
E nós dois caímos na gargalhada. Ficamos deitados no sofá por mais alguns minutos curtindo a presença um do outro. Eram cinco e meia da manhã quando eu peguei no sono. Acordei com um raio de luz solar na bochecha e com a vozinha do Rafa no meu ouvido dizendo:
― Lu… Lu… acorda! ― Quando abri meus olhos pude ver que estava amanhecendo. ― Meu amor, já são seis horas… vamos lá para o quarto dormir?
Levantei minha cabeça e percebi que tinha babado tudo no peito dele… coitado… o que eu fui fazer… dei uma espreguiçadinha e abri a boca de sono.
― Tá com soninho, né, meu amor? ― Apenas fiz que sim com a cabeça. ― Vem, vamos lá pro quarto, vem cá, eu te ajudo. ― E subimos as escadas até chegar no quarto dele.
Eram seis da manhã e a luz do primeiro dia da primavera já era perceptível no escuro do quarto. Eu fui até o colchão e despenquei.
― Rafa… ― eu o chamei. ― Dorme aqui comigo? ― Eu pedi.
Mas peguei no sono antes que pudesse ouvir qualquer coisa.
* * *
― Meninos! Meninos! Acordem! ― Ouvi o pai do Rafa nos chamar e abrir a janela.
A luz forte das dez horas da manhã tomou conta de tudo. Meus olhos ardiam e minha cabeça doía. Quatro horas de sono não são suficientes para ninguém.
― Rafael! Saí de cima do seu amigo!
Só quando ele disse isso que eu notei que o Rafa tinha dormido abraçado comigo… de conchinha. Merda! Tinha perdido essa cena! Acho que apaguei antes de ver ele se deitar aqui…
Rafa acordou e se espreguiçou.
― Meninos, o café já está na mesa! Levantem essas bundas preguiçosas, escovem os dentes e desçam que estamos esperando vocês na cozinha.
Ele terminou de falar, saiu do quarto e fechou a porta. Eu olhei para o Rafa que estava do meu ladinho. Ele me deu um beijo de bom dia e disse:
― Fecha os olhos!
Sem saber muito o que esperar, eu fechei meus olhos. Ele subiu em cima de mim e levantou minha camiseta.
― Aqui? Agora? ― Eu perguntei.
― Sim… ― ele disse com uma voz safadinha.
Ele beijou meu umbiguinho e agarrou meu shortinho e minha cueca pelos lados, daí puxou até me deixar de pipi de fora. Meu pipi estava duro desde a hora que eu acordei, e o dele também, acredito eu. Ele deu uma cheirada na minha virilha e disse:
― Adoro esse seu cheirinho de neném!
― Não tenho cheirinho de neném! ― Eu retruquei.
― Tem sim! Você que não sente!
Ele disse e caiu de boca no meu pinto. Ahhhhhh… como era bom acordar sendo chupado por um gatinho. Passei as mãos em seus cabelos loiros e despenteados de leãozinho.
― Ahhhh! Isso tá tão gostoso! ― Eu disse revirando os olhos de prazer.
Ele continuou me dando aquela mamada deliciosa.
― Ahhhhh! Ahhhhh! Gatinho! Vou gozar! Posso gozar nessa sua boquinha? Hein? Ahhhh… Ahhh… meu gatinho! Que boquinha deliciosa! Ahhhh…
― ―
103
E assim eu fui sentindo aquela boquinha quente e úmida babar tudo em cima do meu pauzinho. Estava tão gostoso! Estava tão delicioso! Eu queria gozar logo…
Segurei seus cabelos dourados e fiz um carinho. Mordi os lábios e segurei firme no colchão quando o orgasmo chegou. Nossa! Esse foi forte! Tive um espasmo de tão bom que foi… agarrei no lençol como se minha vida dependesse disso.
― Ahhhhhhhhhhhhhh! Meu gatinho! Isso foi muito gostoso! Ahhhhhhhhhh! Meu deus! Ahhhhhh! Ahhhhhh! Chupa mais! Chupa mais! CHUPAAAA! Ahhhhhhh!
― Chega! Você tem que tomar café da manhã… porque eu já tomei o meu…
Hahahaha… que garoto idiota! Cada comentário inapropriado que ele fazia… ai… eu amava tanto ele… amava tanto que até doía.
Ele me vestiu de novo e me deu outro beijo na boca.
― Vem… vamos escovar os dentes! ― E estendeu as duas mãos para mim.
Ele me ajudou a levantar e fomos até o banheiro. Chegando lá, na hora de colocar a pasta na escova, ele colocou um tiquinho na ponta do dedo indicador e tocou no meu nariz.
― Pronto, meu amor, olha como você fica fofinho assim!
Eu ri e limpei a pasta. Terminamos de escovar os dentes e fomos para a cozinha. Chegando lá, tinha muita comida na mesa… não sei de onde tinha saído tanta comida… da geladeira é que não foi…
Enquanto tomávamos o café da manhã, o pai do Rafa fez o seguinte comentário:
― Nossa garotos, vocês estavam barulhentos ontem à noite… o que estavam fazendo?
Sexo… foi o que eu não disse. Minhas bochechas ficaram rubras e minha boca ficou sem palavras.
― Estávamos assistindo vídeos no YouTube, pai… mas acabamos dormindo… ― Rafa disse.
― Ahh… aí você mais que depressa abraçou seu amigo, né? Lucas, desculpa, o Rafael se mexe muito enquanto dorme… não repara não…
― Que isso! Nem percebi que ele estava lá… ― eu disse disfarçando.
Bem… caro leitor… esse foi nosso café da manhã. Depois disso eu e o Rafa fomos até a sala jogar um pouco de vídeo game… mas… toda hora que os pais dele não estavam por perto, ele corria para me beijar, me abraçar, etc… eu adorava, mas estava morrendo de medo de ser pego ali… ficamos jogando até umas onze da manhã… quando minha mãe apareceu para me buscar.
Com muita dor no coração, me despedi do Rafa e voltei para casa. Eu não queria ficar longe dele, e nem aguentava… eu estava tão apaixonado, mas tão apaixonado, que daria meu mundo para ele… eu amava aquele garoto demais… e ser correspondido era com certeza a melhor coisa do mundo. Nessa noite, tivemos alguns momentos picantes, outros mais sentimentais, mas todos foram intensos e reais… esse final de semana foi incrivelmente maluco… de zero eu fui para mil…
Quando estava no carro, no caminho para casa, me lembrei de algo que tinha esquecido… ele, agora, era meu namoradinho. Tínhamos começado a namorar… caraca… eu estava namorando… eu nem estava acreditando nisso! Cara! Eu estava namorando o Rafa! Você tem noção do que isso significa? Nossa! Que incrível!
Viajei nos meus pensamentos até chegar em casa. Quando cheguei, corri para meu quarto e deitei na minha cama. Levei minha mão até meu pinto, dei uma acariciada aqui e ali e depois cheirei minha mão.
Ahhhhhhhhhhhh! Justamente o cheiro que eu esperava encontrar… parece que o Rafa tinha deixado vestígios de babinha no meu pinto… meus dedos estavam cheirando a boca do Rafa… tinham o gostinho dele… cara… fiquei duro na hora… mas nem estava com vontade de
― ―
104
gozar… duas horas atrás eu estava despejando minha porra na boca dele… eu estava bem satisfeito, sexualmente falando.
Então resolvi ir adiantar alguma lição de casa. Peguei minha mochila e virei ela em cima da minha escrivaninha. Despejei todos meus livros, minhas apostilas e minhas canetas em cima da mesinha, mas algo mais escapou…
Um papelzinho retangular saiu de dentro da minha bolsa… ele foi dando cambalhotas no ar até atingir o chão. Quando eu percebi o que era não sabia nem o que pensar… minha pressão caiu.
Agachei para alcançar o bendito papelzinho. Era um envelopezinho, lacrado com um adesivo em formato de coração vermelho. Abri o envelope e puxei um papel cor de rosa de lá de dentro.
Oi, Lucas!
Há um tempinho venho te observando de longe… eu te conheço, mas você nem deve saber que eu existo… ainda não tive coragem para me apresentar para você… mas saiba que, secretamente, eu gosto muito de você e adoraria trocar uma ideia qualquer dia…
De sua admiradora secreta
V.
Certo… uma garota gostava de mim… era só o que me faltava…

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24 Comentários

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  • Responder Greenbox amigobc ID:dloya5u42

    A tá muito obrigado vou dar uma olhada aqui e já vou postar obrigado mesno

  • Responder Greenbox amigobc ID:dloya5u42

    Caro amigo valeu pelo elogio sempre van falar que é isso ou aquilo este tais que falam pode falar caro amigo. Eu me li seu conto muito bom o conteúdo .uma palavra que eu te rogo quanto mais detalhe melhor fica valeu Notman abraço

    • Seila ID:e243s2gzk

      Cara, não sei se percebeu mas essa parte no conto não está no mesmo perfil que as outras que possuem a continuação. Poderia arrumar por favor, para melhor entendimento da história e para ser melhor de acompanhar

    • Greenbox amigobc ID:dloya5u42

      Qual deles. Seila

    • Seila ID:e243s2gzk

      Quando eu clico no perfil que publicou essa parte da história, tem apenas essa parte e não tem os outros. Agora quando vou no última parte do conto postado e clico no perfil de quem publicou, tem todas as partes da história, menos essa.

    • Seila ID:e243s2gzk

      Do conto 12,13 e 14. Já pula para o 17, 18 e 19 no outro perfil. Não está mostrando esse aqui

    • Seila ID:e243s2gzk

      Descobri o pq deste conto não está junto dos outros kkkkkk. Na hora que você foi colocar o seu nome como autor, você escreveu errado e ficou faltando uma letra, por isso este conto está separado dos demais

  • Responder Notman ID:469cyuyf49a

    Não sei se um comentário meu foi censurado por motivos óbvios. Mas vou fazê-lo novamente de um modo mais light.

    Imagino que num futuro longínquo vão existir séries ou novelas tratando especificamente desses temas aqui abordados, com artistas e imagens.
    Li uma vez um artigo numa revista científica que a robótica esta avançando de maneira muito veloz. Vi um comentário de um cientista falando que futuramente a questão da pedofilia iria ser amenizada com a venda de robôs para segmentos da sociedade com necessidades específicas.
    Todas as barreiras impostas por uma sociedade extremamente preconceituosa serão derrubadas com o tempo, Eu vejo isso no futuro. Não estarei mais aqui, mas as futuras gerações se beneficiarão com esse avanço.

    “É justa toda a forma de amor”

  • Responder Macedo de Sou ID:6stvzoscd4

    Ai meu deus que casal mais fofa eu amei esse conto fiquei tão emocionalnada com o rafa se declarando para o lucas o rafa mais o Lucas cada vez mais eu me apaixona pelo oa personagens
    por favor poste o oaos capítulo 17 e 18 estou aciosa para os próximos capítulos
    gostei muito do seu conto

  • Responder Notman ID:469cyuyf49a

    Meu nobre…

    Uma pergunta: Esta série terminou com os capítulos 15 e16 ou tem mais?

    Lembro do “Lucas” do conto “Os gêmeos”. Lembro que ele estava em busca de novas experiências (exemplo: o evento que aconteceu no Shopping). Será que em uma nova série os dois Lucas vão se encontrar? Será que o Rafa vai ter alguma experiência com os gêmeos (Vinícius e Vicente)?

    • seila ID:8kqvjxthr9

      Respondendo sua pergunta, ainda tem muita coisa para rolar, o conto esta muito longe do fim ainda. Mas o conto é focado apenas dos dois, alguns nomes citados podem existir em outros contos, mas não quer dizer que seja do mesmo autor. Conheço algumas histórias que tem alguns elementos desta história, mas não passou apenas de um tipo de homenagem para essa grande obra

    • Notman ID:469cyuyf49a

      Ah, sim, entendi!

      Mas é de uma inteligência impar, navegar por outros contos.

      Parabéns!

  • Responder Notman ID:469cyuyf49a

    Meu amigo

    Sou seu fã de carteirinha. Já li vários de seus contos aqui. A maneira com que vc relata as histórias é fascinante. Eu tambem já fiz vários contos neste espaço. Voce, sem sombras de dúvidas, é o melhor. Num dos meus contos fui acusado por alguns leitores de plagiar (imagino que um dos seus contos). Respondi: “Como poderia eu plagiar alguem se a minha história é verídica? é a história da minha infância”. Eu diria ser uma (feliz) coincidência. Nós, que tivemos ou temos um tipo de atração sexual, temos muitas vezes histórias de vida muito parecidas. Embora seus contos se pareçam fictícios, eles, provavelmente, foram baseados em experiências de vida reais. Fico ansioso esperando seus próximos contos. Fiquei maravilhado com a sua técnica de interligar um conto ao outro (exemplo: a história “Meninos dos olhos verdes” com a “Os gêmeos”.
    Fico até com medo de voce um dia desaparecer deste espaço, assim como aconteceu com o responsável do conto “Patrícia e seu filho Ivan de 11 anos”.

    Um abraço e felicidades na sua vida!

  • Responder Dark boy ID:8ef6vikm9j

    Que conto foda ! Bom demais.
    telegram: Dark boy7

    • greenbox amigobc ID:muiq6p9v3

      valeu obrigado vou postar o 17 -18 -19 -20

    • Greenbox amogobc ID:muiq6p9v3

      Meu amigo obrigado são fatos reais mais com uma coisa diferente agente escreve o que sente no nosso coração então a vida nos leva a contar coisas experiências este conto vai fazer você mudar como olhar para uma criança com amor porque ele também pode amar felicidade . ps não vou sumir pois tenho que postar a minha a sua a nossa história.

  • Responder Legolas ID:bf9sybyb0k

    O lucas precisar comer tbm, para experimentar kk

    • greenbox amigobc ID:muiq6p9v3

      calma ele vai kkkkkkk

  • Responder Olhos castanhos ID:8d5ijphfij

    Precisamos de mais contos como esses
    São muito melhores de ler

    • Seila ID:e243s2gzk

      Com certeza precisamos de mais contos assim, esse capítulo foi magnífico e ainda vai ficar muito melhor com o passar do tempo, tem muita coisa para acontecer

    • greenbox amigobc ID:muiq6p9v3

      meu amigo os comentários são valiosos para melhorar as postagens

    • greenbox amigobc ID:muiq6p9v3

      caro leitores a nossa proposta é essa melhora um pouco. Este conto vai fazer você mudar um pouco a mente

    • seila ID:h5hr3vmm3

      Vdd, esse conto vai mudar como as pessoas pensam. Pelo menos aconteceu isso cmg, minha mente é outra depois de ler essa obra

    • Greenbox amigobc ID:muiq6p9v3

      Para vocês ter uma.ideia este conto foi preciso 5 anos para concretizalo. No final do conto eu vou postar onde vive os meninos hoje maiores de idade