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O menino dos olhos verdes 12, 13 & 14

9767 palavras | 6 |4.67
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Episódio 12 ― Rotina | Episódio 13 ― A Festa | Episódio 14 ― Meu Primeiro Beijo

Bem caro leitor, neste episódio daremos uma pequena avançada no tempo. O motivo? Bem… não aconteceu nada muito diferente de tudo que você já leu. Entramos, como o próprio nome do episódio já diz, numa rotina.
Você deve estar se perguntando se eu achei o que queria na deepweb… a resposta é não. Não consegui achar nadinha… até duvidei de tudo que o professor Tales tinha falado. Não cheguei a desinstalar o TorBrowser, mas eu o abandonei lá, não mexi mais com isso.
E agora você deve estar se perguntando se eu cheguei a ir na casa do Rafa no dia seguinte. Bem… eu fui sim… depois do futebol… e foi bem divertido… mas não rolou nada… nem a camiseta ele chegou a tirar. Jogamos bastante Call of Duty, brincamos um pouco, comemos muito salgadinho e tomamos muito refrigerante, mas ficou por isso mesmo.
O interessante foi a conversa que a gente teve durante a noite.
Depois que eu saí do banho, meu celular estava piscando, indicando uma notificação de mensagem. Eu já estava em casa e era tarde da noite, tipo umas onze e meia. Quando peguei meu celular, tinha recebido uma mensagem do Rafa.
― Rafael: Oi…
Meu coração se encheu de alegria. Peguei meu celular, apaguei a luz e deitei na minha cama. Em seguida respondi para ele:
― Eu: Oieeeeeeeee!
― Rafael: Oi… td bem?
― Eu: Tudo ótimo, melhor agora… e vc?
― Rafael: Tb…
― Rafael: Fazendo o que?
― Eu: Ia dormir…
― Rafael: Ah… beleza, desculpa, vai lá…
― Eu: NÃO!
― Rafael: ?
― Eu: O que você ia falar?
― Rafael: Nada… só queria tc…
― Eu: Tc?
― Rafael: Teclar…
― Eu: Ah… vamos teclar então ué…
― Rafael: kkkkkk
― Eu: Quer teclar sobre o que?
― Rafael: N sei… tô sem sono… aí pensei em teclar com vc…
― Eu: Ah… eu tb tô sem sono…
― Rafael: Mas você não ia dormir?
― Eu: Eu ia… mas agora que você apareceu, o sono passou…
― Rafael: Ah… foi mal…
― Eu: Nd…
― Rafael: Foi legal hoje, né?
― Eu: Muito! Mas você precisa treinar mais no vídeo game…
― Rafael: Idiota! kkkkk
― Eu: kkkkkkkkk
― Rafael: Mas tem um motivo para eu ter ido tão mal no jogo…
― Eu: Motivo? E que motivo seria esse?
Ele demorou para responder… demorou uns quatro minutos…
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― Rafael: Deixei você ganhar…
― Eu: Deixou nada! Eu saberia se você tivesse deixado!
― Rafael: kkkkkk
― Eu: Hein? Vai me falar o motivo?
― Rafael: Que motivo?
― Eu: O motivo que te deixou tão ruim no jogo hoje…
― Rafael: Nada, eu sou ruim mesmo…
― Eu: Aff… se não quiser falar não fala…
― Rafael: Então não falo!
― Eu: Aff… fala!
― Rafael: Acho que vou lá tomar um banho quente para ver se dá sono…
― Eu: Fala!
― Rafael: Falar o que? Vou lá tomar banho!
― Eu: Mas você volta?
― Rafael: Se quiser, eu volto… mas você vai ter que esperar, porque eu estava pensando em tomar um banho demorado, se é que você me entende…
― Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
― Rafael: O que?
― Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
― Rafael: O que? Vai falar que você não faz isso!
― Eu: Eu? Eu não…
― Rafael: Azar o seu…
― Eu: Punheteiro!
― Rafael: _|_
― Eu: kkkkkkkkkkkkkkk
― Rafael: kkkkkkk
― Eu: Vai lá vai! Vai lá homenagear a Bia!
― Rafael: Pode apostar que eu vou!
Eu estava extremamente excitado conversando sobre isso com ele. Era a primeira vez que nós falávamos sobre punheta. Não sei porque disse isso, apenas perdi o controle e digitei:
― Eu: Manda foto depois!
E me surpreendi ainda mais com o que ele respondeu:
― Rafael: Quer ver meu peru?
Eu não sabia o que responder… eu não sabia se ele estava brincando ou se estava falando sério… estávamos conversando por mensagem… então não dava para saber… mas encarei como uma brincadeira…
― Eu: Eu não! Tô zoando! Credo!
― Rafael: Se quiser eu mando…
― Eu: NÃO! Se é loco? Não quero ver seu pinto não!
― Rafael: kkkkkkkkkkkk vou mandar, peraí…
O QUE?????? NÃO! NÃOOO! ELE NÃO IA FAZER ISSO COMIGO! Meu coração bateu mais forte e meu pinto chegou até doer de tesão, tive que botar a mão lá para acalmar o bichinho. De repente, eu recebo uma mensagem com uma imagem em anexo. Quando eu abro a imagem, me deparo com uma foto do dedo do meio dele… hahahahaha… filho da puta! Olha o que ele faz comigo! Ele quer me matar do coração!
Mas a foto não foi totalmente em vão… ele tirou uma selfie mostrando seu dedo do meio… e, por ser uma selfie, eu pude vislumbrar seu rostinho lindo, iluminado pela luz do abajur
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de seu quarto. E ele estava sem camisa! Infelizmente, na foto, só deu para ver seus ombros nus e o começo de seu peito de anjo, mas para mim já era melhor do que nada…
― Eu: Filho da puta!
― Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
― Rafael: Gostou do meu cotoco?
― Eu: _|_
― Eu: Gostou do meu?
― Rafael: kkkkkkkkk assim não vale! Manda uma foto também!
― Eu: Eu não! Para você me homenagear no banho?
― Rafael: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
― Rafael: Claro!
― Eu: Vai se foder!
― Rafael: Eu vou! Já disse que daqui a pouco tô indo!
― Eu: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
― Eu: Você é um idiota!
― Rafael: E você é mais!
― Eu: kkkkkkkk
― Rafael: Bom… vou indo lá, Lu!
― Eu: Se volta?
― Rafael: Volto.
― Eu: Tá… mas lava as mãos antes…
― Rafael: kkkkkkkkkk
― Rafael: Idiota! Fuis! Até daqui a pouco!
― Eu: Até!
E ele se foi. Enquanto ele foi lá se aliviar, eu também aproveitei para bater uma. Aproveitei que agora tinha uma foto dele e viajei nos meus pensamentos imaginando o resto do seu corpinho. Aparentemente eu gozei primeiro que ele, porque ele demorou mais do que eu para voltar. Ele até voltou naquela noite, mas conversamos sobre coisas aleatórias, não voltamos mais a tocar no assunto punheta. E foi isso que aconteceu de interessante nessa semana.
Depois disso, entramos em uma rotina sem muito ineditismo. Cada dia que passava, eu ficava mais apaixonado pelo Rafa, como se isso fosse possível.
Continuei frequentando as aulas de olimpíada com o Arthur na quinta, e as aulas de futebol com o Rafa na sexta. Sendo que eu já estava ficando bom nas duas coisas. Como atacante, eu só não era melhor que o Rafa, mas também… ele jogava como um deus!
A única coisa ruim do futebol era que o Hermes ficava enchendo o saco do Rafa. Ele parecia não se cansar de humilhar o pobre Rafinha, que não tinha feito nada para ele. A coisa que mais incomodava Hermes era o fato do Rafa jogar melhor que ele, além de ser mais novo e mais bonito. Mas seus momentos de bullying se limitavam ao futebol… na escola ele e sua gangue não se atreviam a chegar perto da gente, mesmo porque Arthur sempre estava por perto.
Igor continuou sofrendo agoniado de amor por Sarah. Ele estava na mesma situação que eu, e se tinha alguém que entendia o que ele sentia, esse alguém era eu. A diferença é que ele era bem mais pulso firme… ele não parava de dar indiretas para Sarah, e às vezes ele até mandava umas diretas mesmo… mas eu ainda não tinha chegado a esse ponto com o Rafa.
Eu continuava sendo o melhor amigo dele, mas não tinha forças para dizer o que sentia de verdade. Eu tinha medo da reação dele. O que tirava meu sono não era o fato dele me corresponder ou não. Eu não ficaria chateado se ele não correspondesse… quer dizer, chateado
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eu até ficaria… mas fazer o que! Era eu quem era o anormal da história. Eu era quem gostava de meninos. O que tirava meu sono era como ele reagiria se soubesse. Eu tinha medo de que ele não entendesse. Eu tinha medo de que ele parasse de ser meu amigo. Eu tinha medo dele ficar com raiva de mim e me abandonar para sempre. Isso tirava meu sono.
Mas o fato dele não gostar de mim não me incomodava mais. Eu já tinha me conformado com o fato dele ser heterossexual. Se eu já tinha pensado na possibilidade de ele gostar de meninos? Claro que já! Eu pensava nisso o tempo todo! Mas confesso que as chances eram pequenas… vez ou outra ele falava de garotas comigo… mas na maioria das vezes eu ficava sem jeito e acabava mudando de assunto.
Se tinha uma coisa que eu não sabia fazer, era falar sobre meninas… era um terreno completamente desconhecido para mim. Uma vez ele me perguntou qual garota da sala eu achava mais bonita… eu fugi da pergunta, mas ele continuou insistindo… eu acabei respondendo que não estava de olho em nenhuma da sala. A princípio ele não acreditou muito, mas depois de um tempinho ele acabou comprando.
Enquanto na escola tudo corria tranquilamente, em casa a coisa desandou um pouco. Fazia um bom tempo que meus pais não brigavam, e eu estava amando o novo clima. Pena que não durou muito… meu pai estragou tudo.
Certa noite, eu e mamãe estávamos em casa sozinhos, quando começamos a ouvir gritos vindos da rua. Assustados, saímos lá fora para ver o que estava acontecendo. Pois bem… era meu pai. Ele estava muito bêbado e estava tentando assediar uma mulher que passava na rua.
Mamãe foi correndo até eles, para retirar meu pai de cima da moça, que tentava desesperadamente escapar dos seus braços. Ele nem sabia onde estava, muito menos o que estava fazendo…
Quando ele entrou dentro de casa, estava furioso com minha mãe, gratuitamente. E saiu quebrando tudo… nem me assustei, não era a primeira vez que ele fazia isso. Teve uma hora que ele me chamou com um grito repleto de raiva.
― GAROTO, VEM AQUI!
Me aproximei dele mantendo uma certa distância, mas ele agarrou meu braço e me puxou para bem perto. Pude sentir seu bafo horrível de cerveja.
― Lucas! Quando você se casar, vê se não se casa com uma puta igual sua mãe!
Tentei me soltar dele, mas ele me agarrou com mais força.
― Tô falando com você, seu filho duma puta! Casa com uma mulher boa, entendeu? Entendeu filho?
Eu fiz que sim com a cabeça. A única coisa que eu queria era que ele me soltasse… ele estava me segurando com muita força. Depois que eu concordei com ele, ele jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. Daí ele apagou… voltei correndo para meu quarto e fechei a porta.
Depois disso minha mãe ficou uma fera com ele. Aquele dia acabou com o equilíbrio lá em casa. Toda vez que eles brigavam, minha mãe esfregava na cara dele esse evento. Mas enfim… nada que você devesse se preocupar.
Bem… essa foi a rotina em que entramos. Continuamos nesta mesmice por mais ou menos umas oito semanas… mas isso estava prestes a mudar, pois estávamos no meio do semestre e logo, logo eu receberia um convite que mudaria minha vida.
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| Episódio 13 ― A Festa
Estávamos no meio do semestre, setembro, último dia de inverno. O calor não dava trégua. Era sexta-feira e a aula de matemática não terminava nunca. Eu já tinha desistido de entender o que estava no quadro. Minha atenção estava toda voltada para o Rafa.
O motivo? Hoje ele estava usando uma camiseta cavada e eu não conseguia desgrudar os olhos daqueles bracinhos maravilhosos. A professora deve ter falado alguma coisa engraçada na sala, pois todos começaram a rir, mas minha cabeça estava em outro mundo.
Nessa hora, Rafa olhou para mim rindo e mostrando seus dentes perfeitos. Eu demorei um pouquinho para entender o que ele queria. Ele estava apontando para seu celular, que estava em sua mão. Quando me dei conta, percebi que ele estava pedindo para que eu olhasse minhas mensagens.
Peguei meu celular e tinha uma mensagem dele:
― Rafael: Lu, você vai na festa do Diego hoje?
Bem, o Dieguinho tinha até me chamado, mas uma colega de trabalho da minha mãe iria se casar e meus pais iriam no casamento dela… e provavelmente eu seria obrigado a ir junto… daí respondi para ele:
― Eu: Não sei… meus pais vão a um casamento hoje e eu provavelmente vou com eles.
Quando ele recebeu minha mensagem ele fez uma carinha triste… mas a aula continuou rolando. E quando o sinal finalmente tocou, Rafa veio ao meu encontro.
― Lu! Espera aí!
Eu esperei ele guardar suas coisas e acompanhei ele até a saída da escola. Enquanto isso, fomos conversando.
― Qual é! Vamos na festa hoje! Todo mundo vai!
― Eu até gostaria, Rafa… mas meus pais tem um casamento… e eu provavelmente vou ser obrigado a ir…
― Provavelmente?
― É! Eles não têm com quem me deixar e por isso vão me levar junto…
― Vamos… vai! ― Ele insistiu.
― Não dá!
― Eu não quero ir sozinho! Por favor! ― Ele agarrou no meu braço e ficou me empurrando e puxando. ― Vamos!
― Mas mesmo se eu não fosse ao casamento, não teria como eu ir, pois meus pais não estariam lá para me levar…
― Hum… e se você dormisse lá em casa?
Okay… eu não tinha pensado nisso… ele chamou minha atenção… dormir lá realmente era um convite tentador.
― Tá… mas preciso falar com meus pais…
― Eeeee! ― Ele comemorou.
― Ei! Mas não é certeza que eles vão aceitar… ― eu disse já prevenindo um possível desastre.
― Quer ver? Você vai no futebol hoje?
― Vou… por que?
― Porque a gente poderia sair do futebol e ir direto lá para casa… daí você toma banho lá e a gente vai pra festa!
― Okay… mas vou ver com meus pais…
Despedi-me dele e fui para casa. Falei com minha mãe primeiro, ela aceitou numa boa. Disse que se estivesse tudo bem com os pais do Rafa, eu poderia dormir lá sim. Depois falei com
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74meu pai, que eu tinha mais medo, mas para minha surpresa ele aceitou numa boa… disse que seria até melhor para mim e para eles, se fosse assim. Eu agradeci os dois e fui para meu quarto fazer minha lição de casa.
Quando terminei, já estava quase na hora de ir para o futebol. Então arrumei uma mochila com todas as coisas que eu precisaria para dormir na casa do Rafa… escova de dentes, pijamas, roupa para a festa, etc.
Minha mãe me levou até a escola, mais precisamente até o clubinho que tinha lá dentro. Na entrada, me despedi dela e fui de encontro com o Rafa. Ele já estava com o uniformezinho azul do time da escola. Parece que ele tinha chegado bem mais cedo que eu, pois ele já tinha começado o treino e estava um pouco suadinho. O suor fazia seu cabelo loiro brilhar ainda mais com a luz do sol. Ele veio correndo na minha direção.
― E aí! Deu certo? ― Ele me perguntou empolgado.
Para brincar com ele, eu fiz uma cara triste e negativa.
― Ah… ― ele disse triste.
― DEU! ― Eu gritei.
― Eeeeeeeeeee! ― Ele comemorou pulando em cima de mim.
― Vou lá me trocar… pera aí… ― Eu disse.
Eu precisava ir no vestiário vestir o uniforme de futebol.
― Ah… eu vou com você… preciso trocar minha chuteira… essa daqui tá me machucando.
Nós dois caminhamos até o vestiário e não tinha ninguém lá além de nós. Ele pegou uma outra chuteira que tinha trazido e começou a se trocar. Enquanto isso, eu fui trocar de roupa. Tirei minha camiseta e fui procurar meu uniforme na mochila. Quando olho para o lado, o Rafa estava enxugando o suor da testa com a parte de baixo de sua camiseta. Aquilo me deixou maluco e me custou uma ereção instantânea. Para disfarçar, peguei meu uniforme e fui me trocar no boxe.
Entrei lá e abaixei meu short. Eu estava durinho, durinho… respirei, dei uma apertada no pinto, e vesti o shortinho do futebol. Merda, estava com um volumão… eu poderia me acabar na punheta ali mesmo, mas o Rafa estava me esperando para jogar… daí pensei em algumas coisas aleatórias para ver se passava a excitação.
Terminei de me trocar e saí do boxe. Eu e o Rafa fomos para o campinho para jogar. O treinador dividiu a gente em dois times. Eu caí no time do Rafa, e, graças aos céus, o Hermes caiu no outro time. O jogo estava indo bem. Estávamos ganhando de dois a um. Dois gols do mestre Rafinha. Quando faltavam 10 minutos para terminar, Hermes veio correndo com a bola e deu um chute certeiro em direção ao gol. Mas eu fui mais rápido que a bola e consegui chutar a ameaça para longe.
Hermes veio para cima de mim com os punhos cerrados. Eu tinha sido o responsável por acabar com a última chance do seu time ganhar o jogo, isso tinha deixado ele com muita raiva. Ele veio para cima de mim e eu pensei que ia apanhar, mas o treinador o impediu e ainda lhe deu uma bronca. Ele disse nomes feios e foi embora.
Depois disso, fui me encontrar com o Rafa. Ele tinha tirado a camiseta e colocado ela no ombro. Ele veio em minha direção e estendeu a mão para eu bater. Seu corpo estava suadinho e delicioso. Seu peito branco de menino me deixava louco… e pior… dava para ver o seu caminho da felicidade… meu deus… esse garoto me tirava do sério. Infelizmente ele voltou a vestir a camisa na hora de ir embora.
A mãe dele veio nos buscar. Ela me cumprimentou e disse que estava feliz porque eu ia dormir lá hoje. Ela gostava bastante de mim, afinal, depois que virei amigo de seu filho, todas as
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notas dele aumentaram… não era raro quando estudávamos juntos… então, a mãe dele já tinha um carinho especial por mim.
Chegamos na sua casa e a mãe dele nos chamou para a cozinha. Ela nos recebeu com bolo e suco de laranja. Terminamos de comer e fomos direto para o videogame, sem ao menos trocar de roupa ou tomar banho. Sentamos no chão para jogar. O Rafa ainda usava o shortinho azul do futebol, e, do jeito que ele sentou com os joelhos flexionados, deu para ver o início de sua cuequinha. Ele estava com aquelas coxas deliciosas à mostra.
Já eram sete da noite, daí a mãe dele nos apressou para irmos tomar banho, pois a festa começaria lá para as oito e meia. Eu e ele subimos para seu quarto, que ficava no andar de cima.
― Lu, vou tomar banho, você quer esperar ou quer ir tomando banho no banheiro de baixo?
― Eu espero, vai lá…
― Beleza, não vou demorar.
Quando ele terminou de falar, foi tirando a camiseta e meus olhos se colaram imediatamente naquele peito perfeito. Foi me dando um fogo na parte de baixo que estava difícil de controlar. Para minha surpresa, ele arrancou aquele shortinho azul e ficou só de cueca. Eu nunca tinha visto ele só de cuequinha, embora ele já tivesse me visto… no primeiro dia do futebol, se lembra? E, diferente de mim, ele não teve nenhuma vergonha na hora de tirar o short… também… de que ele teria vergonha? Ele tinha um corpo perfeito. Ele estava usando uma cuequinha boxer e seu voluminho me deixou hipnotizado.
Deu para ver que ele estava com o pintinho meio duro meio mole… fiquei vidrado nele, mas tive que desviar os olhos para ele não desconfiar de nada. Então ele foi para dentro do banheiro e ligou o chuveiro. Sem eu perceber, minha mão foi para dentro do meu short como se tivesse vida própria e fiquei mexendo no meu pau. Fechei meus olhos e abandonei a Terra. Como ele era gostoso! A imagem de seu corpo percorria livremente minha mente. Mas meu estado de ecstasy não durou muito, terminou com um susto que eu tomei quando ele saiu do banheiro. Retirei minha mão de dentro do meu short e coloquei minha mochila em cima para disfarçar meu pau duro.
― Sua vez…
NOSSAAAAA! MEU DEUS! AAAAAA! Eu não estava acreditando no que estava vendo! Ele tinha aparecido ali no quarto somente com uma toalha enrolada no corpo. Seu cabelo estava despenteado e ele estava limpinho, livre de qualquer vestígio de suor. Sua pele branquinha chegava até reluzir. Sério, eu estava muito doido… poderia gozar a qualquer momento ali.
Ele abriu seu armário e retirou uma cuequinha boxer laranja dali de dentro. Daí ele foi se enfiando lentamente nela, depois retirou a toalha da cintura e jogou na sua cama. O fogo na minha parte de baixo estava mais forte que nunca. Peguei minhas coisas e corri para o banheiro. Liguei o chuveiro e procurei desesperadamente por algum creme ali no banheiro. Achei um condicionar de cabelo e botei uma boa quantia na mão. Abaixei meu shortinho azul junto com minha cueca até meus tornozelos e, ainda de pé, levei minha mão direita até o meu pau.
Nem me vi fechando os olhos quando comecei os movimentos de vai e vem. Comecei bem devagar e fui intensificando cada vez mais. Fui sentindo o creme geladinho deslizando no meu pau e precisei de apenas uns trinta segundos para gozar. Pronto! Eu nem queria gozar ainda… mas não teve como… era mais forte que eu… gozei e gozei muito! Logo em seguida comecei a respirar profundamente, em virtude do alivio. Eu já estava voltando a mim. Esfreguei a minha mão melecada de porra no meu peito e desci até meu saco, que apertei um pouquinho. Gozei mais um pouquinho quando fiz isso. Agora eu estava me sentindo leve e feliz. Pulei para dentro do chuveiro e me limpei.
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Demorei uns seis ou sete minutos no banho, me troquei para a festa e saí do banheiro. Quando voltei para o quarto, Rafa estava deitado na cama, só de cueca, assistindo televisão e com a mão dentro da cueca… ele estava mexendo no seu pinto.
― Tudo certo? ― Ele me perguntou. Eu assenti com a cabeça.
Porra! Que isso! Ele ainda estava com a mão dentro da cueca… mexendo no seu pinto! Daí ele se levantou e foi trocar de roupa. Ele vestiu uma calça jeans preta e disse:
― Lu, você pode ver se meu celular carregou aí? Se carregou tira ele da tomada fazendo favor.
Eu fui até a escrivaninha dele e peguei seu celular. Assim que eu peguei, ele recebeu uma mensagem.
― Bia: Rafinha, você já foi para a festa?
Nossa! Filha da puta! Fiquei morrendo de ciúmes dessa mensagem.
― Rafa, carregou cem por cento… e a Bia te mandou uma mensagem…
Imediatamente ele jogou a camisa que ele estava vestindo na cama e veio correndo em minha direção. Ele pegou o celular da minha mão e disse:
― Ah… deixa eu responder ela.
Mas eu não cheguei a ver o que ele respondeu. Fiquei morrendo de ciúmes. Nem queria mais ir pra festa… e se ele resolvesse me abandonar e ir ficar lá com a Bia? Eu ia ficar com quem? Com o chato do Igor?
Ele terminou de se vestir e sua mãe nos chamou para jantar. Comemos na sala mesmo, assistindo nosso desenho favorito. Quando eram umas oito e quarenta, a mãe dele perguntou se estávamos prontos para irmos para a festa. Nós dois falamos que sim e fomos para a garagem. Chegando lá, entramos no carro e quando a mãe dele deu partida, ele disse:
― PERA! Esquecia uma coisa! Já volto!
Ele foi correndo para dentro de casa e logo voltou. Então a mãe dele deu ré e tirou o carro da garagem. Ele chegou bem perto do meu ouvido, me provocando um puta arrepio, e sussurou:
― Esqueci disso… vamos precisar…
E me mostrou um pacotinho de Halls preto.
Chegamos no local indicado no convite. Era uma chácara do avô do Diego. A mãe do Rafa disse que quando resolvêssemos ir embora, era para ligar para o pai do Rafa, que ele ficaria responsável de pegar a gente. Descemos do carro e a mãe do Rafa disse:
― Rafa! Seu presente! ― Ela entregou uma caixinha para ele e finalmente foi embora.
― Merda! ― Eu disse.
― O que foi? ― Ele me perguntou.
― Eu não comprei um presente pro Diego!
― Ué… nem eu! Quem comprou foi minha mãe!
― Aff! Eu sei! Mas como vou chegar na festa dele sem nenhum presente?
― Olha, tem infinitas crianças nessa festa! Garanto que você não é o único que não trouxe um presente!
― Aff… que vergonha…
― Olha… ― ele colocou a mão nos meus ombros. ― Que tal a gente falar que foi nós dois que compramos esse presente para ele? Pode ser? ― Nossa, ele era um fofo…
― Pode! ― Eu disse.
― Pronto, então! Vamos?
Eu e ele entramos na chácara e a festa estava bombando. Tinha muita gente da escola, mas também tinha muitos parentes do Diego. Eu e o Rafa demos algumas voltinhas, cumprimentamos algumas pessoas conhecidas, e continuamos andando até acharmos o
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Dieguinho. Dieguinho era um gordinho de dez anos que era mais popular que o próprio Rafa. Ele tinha chamado a escola inteira para sua festa.
― Oi Di… ― Rafa disse.
― Festa maneira… ― eu complementei.
― Obrigado gente, obrigado por virem!
Ele era muito simpático e legal… não era à toa que tinha tantos amigos…
― Seu presente, Di! Eu e o Lucas compramos pra você… espero que goste!
― Obrigado gente, nem precisava, só a presença de vocês aqui já é um presente! Bem… vou colocar ali… fiquem à vontade… e obrigado novamente por virem!
Não falei que ele era simpático? Eu e o Rafa trocamos olhares e fomos pegar bebidas. Tinha um barman fazendo batidas de morango com guaraná. Cada um de nós pegou uma. Daí advinha quem apareceu! A Bia! Ela se aproximou do Rafa e lhe deu um beijo na bochecha. Demorou muito mais do que eu gostaria. Daí ela segredou algo no ouvido do meu amadinho. Filha da puta! Tava dando em cima do meu Rafinha! Todos os meninos da sala olhavam para a bunda dessa menina como se fossem cachorros famintos! Mas eu não me sentia nadinha atraído por ela. Eu era imune! E essa puta tava dando em cima do meu Rafinha! Aff… mas assim que ela terminou de falar com o Rafa, foi embora.
― O que ela disse? ― Eu perguntei.
― Ela me chamou para jogar verdade ou desafio… quer ir?
Bem… esse era um jogo que eu tinha medo de jogar… daí disse:
― Tá… mas vou só olhar…
― De boa…
Eu e o Rafa fomos até o fundo da chácara, que era onde a maioria do pessoal da escola tinha se concentrado. Enquanto os parentes do Diego ficavam lá frente, a garotada se aglomerou no fundo da chácara, bem aonde tinha pouca iluminação. Tinham algumas rodinhas de conversa, alguns casais se pegando, e algumas rodinhas com garrafas giratórias no centro. Eu e o Rafa fomos até a rodinha que a Bia estava. O Rafa se sentou para jogar, mas eu fiquei em pé olhando, do lado de algumas outras crianças.
Eles ficaram jogando por uns vinte minutos. Confesso que era bem engraçado de assistir. Era cada desafio idiota que faziam… bem… eu já estava bebendo meu terceiro copo de batida de guaraná… daí precisei procurar um banheiro. Eu me afastei da rodinha de adolescentes e fui até a casinha que tinha na chácara para procurar um banheiro. Era uma casinha que tinha telhado vermelho.
Eu abri a porta e estava tudo escuro e silencioso. Eu acendi a luz, entrei e fechei a porta atrás de mim. O único som que eu ouvia agora era da música abafada que vinha lá de fora. Nessa casinha, tinha um pequeno corredor, e nesse corredor tinham três portas… imaginei que alguma delas desse para um banheiro.
Cheguei em frente a primeira porta e coloquei a mão na maçaneta. Quando abri, levei um susto com a cena que vi. Dieguinho estava sentado na cama pelado, ele estava de costas para mim, e no chão, tinha uma menina ajoelhada vestindo apenas roupas intimas, pagando um boquete para o garoto. Os dois não perceberam que eu abri a porta, além do fato deles estarem bem ocupados, a música estava alta encobriu o barulho da porta abrindo. Eu pude ouvir Dieguinho gemendo igual uma puta velha.
― Awnnnnnnn! Esse é o melhor presente de aniversário que eu já recebi!
Eu logo fechei a porta e fiquei um tempo em pé… paralisado. O garoto só tinha dez anos! E já estava recebendo uma chupada! Que menino safado! E a garota parecia ter uns dezesseis! Se eu não me engano ela era do nono ano… como ele tinha conseguido fazer ela chupar ele… aí eu já não sei… bonito ele não era…
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Depois de voltar para meu corpo, caminhei para a segunda porta e achei o banheiro. Entrei, tranquei a porta e abaixei minhas calças… merda! Eu estava duro! Nem tinha visto isso acontecer… dei uma masturbadinha no meu pinto e disse baixinho:
― Calma bixinho!
Bem… nem preciso falar que tive que fazer xixi sentado, pois abaixar ele não queria! Terminei de me aliviar, lavei as mãos e saí daquela casinha o mais rápido possível. Voltei até a rodinha em que o Rafa estava e fiquei parado ali do lado dele.
Quando me dei conta, o Hermes tinha aparecido na roda. Ele deve ter chegado enquanto eu estava fora. A garrafa girou e parou no Daniel, um menino da minha sala. Daí ela girou novamente e parou num garoto que eu não conhecia… quer dizer, eu sabia que ele era da escola, já tinha visto ele algumas vezes por lá, oitavo, talvez nono ano… mas não sabia seu nome.
― Verdade ou desafio? ― disse o garoto desconhecido.
― Verdade! ― Respondeu Daniel confiante.
― É verdade que você gosta de meninos?
Isso foi como uma pontada no meu coração. Que pergunta maldosa. Me imaginei no lugar dele… será que eu teria coragem de responder honestamente essa pergunta? Várias risadinhas surgiram na roda.
― Eu não! Você é louco? ― Daniel respondeu rindo.
Mais algumas jogadas se passaram, quando Hermes olhou para mim e disse:
― Não vai jogar não? ― Nessa hora, senti vários olhares em cima de mim.
― Não… só estou olhando… ― eu respondi meio sem voz.
― É… nem todo mundo tem coragem… não é jogo de criança! ― Nossa! Filho da puta! Ele tinha conseguido me irritar profundamente.
― Eu jogo! ― Respondi com firmeza.
Rafa me olhou preocupado, mas eu sentei na roda. Bem… nem preciso dizer que foi me dando um nervoso. Do meu lado esquerdo estava o Rafa e do meu lado direito um menino que eu não conhecia. A garrafa então começou a girar. Quando ela estava quase parando, a ponta foi chegando em mim.
NÃOOOO! Eu pensei. Continua! Continua! Continua! E, graças aos céus, a garrafa continuou girando, mas parou no Rafa. Depois, girou novamente para sortear um desafiante. Parou em um garoto que eu reconheci logo de cara… ele era o melhor amigo da Bia.
― Verdade ou desafio, Rafa?
― Ah… ― ele disse graciosamente. ― Vou arriscar um desafio!
― Eu desafio você… ― o garoto disse e olhou em volta. ― Eu desafio você a beijar… eu desafio você a beijar a Bia!
Vários risinhos começaram a se propagar. Alguns “Uuuuuu” surgiram. NÃO! Eu pensei. NÃOOOOOO! NÃOOOO! NÃOOOOOOOOOOOOOO! Meu coração bateu mais forte e a única coisa que eu queria era me jogar nos braços do Rafa e impedir que ele beijasse ela.
Rafa se levantou e Bia também. Os dois estavam tímidos. Daí o Rafa segurou nas duas mãos dela e disse:
― Tudo bem para você?
― Uhum… ― assentiu a menina.
Acho que ela queria fazer isso mais do que ele. Ela estava empolgada. Isso provavelmente tinha sido combinado entre ela e o amigo dela. Lucas, não olhe… eu disse para mim mesmo, mas não tinha como. Não conseguia desgrudar os olhos dos dois. Rafa passou os braços em volta do corpo dela, olhou nos olhos e tascou-lhe um selinho. Os risinhos aumentaram.
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― Ahh! Tinha que ser de língua! ― O garoto desafiante resmungou. Eu não entendi bem o que ele quis dizer com isso, por que alguém iria lamber a boca do outro? Enfim… os dois se separaram e voltaram a se sentar. A Bia não conseguia tirar o sorriso do rosto. Se eu estava magoado? Ela só tinha acabado de realizar meu sonho apenas jogando um jogo idiota de garrafa. Claro que eu estava magoado! Doía! Ela ganhou meu Rafinha girando uma garrafa estúpida!
A garrafa voltou a girar. Ela começou a perder força quando passou pelo cara que estava do meu lado. Para, para, para… eu implorava mentalmente. Não chega em mim! Não chega em mim! Paraaaaaaa! Mas a garrafa parou em mim, não teve jeito. Droga! Ia ter que jogar! E se eles pedissem verdade e eu não fosse capaz de responder? Merda! A garrafa começou a girar para escolher o desafiante. Eu teria que pedir desafio. Mas pensando bem… o que poderia acontecer de ruim se eu pedisse desafio? Calculei que pedir verdade era pior.
A garrafa continuou girando até parar. Quando me dei conta, o destino tinha escolhido Hermes para ser meu desafiante. Fudeu.
― Verdade ou desafio, criança? ― Ele disse com um sorriso maligno no rosto. Ele me chamar de criança me perturbou muito. Soou muito depreciativo. E os risinhos e murmúrios voltaram a aparecer.
― Desafio! ― Eu falei sem medo de ser feliz.
― Certeza? ― Ele disse.
― Sim! ― Eu respondi com firmeza.
― Você sabe que tem que fazer o que eu disser, certo? Não tem esse negócio de desistir não!
― Eu sei! ― Eu disse. Estava ficando preocupado e nervoso.
― Última chance de pedir verdade!
― Se eu quisesse pedir verdade, eu não teria pedido desafio! Você é surdo ou retardado? Não ouviu o que eu disse? ― Eu disse com ódio na voz. As crianças aproveitaram para botar lenha na fogueira, gritando “Nóóóóó”.
― Tudo bem então… ― ele disse. ― Aqui vai o desafio…
Ele colocou a mão no queixo e começou a pensar. Ele esboçou um sorriso maléfico e disse:
― Eu desafio você… a beijar… ― E vários “Uuuuuuu” apareceram.
Hermes começou a olhar um por um na roda, como se estivesse escolhendo alguém. Para minha surpresa, e risada de todos, ele terminou a sentença dizendo:
― O Rafaboiola!
Todos começaram a rir muito. O pessoal começou a zoar sem dó. Rafa ficou com uma cara séria e se levantou dizendo:
― Idiota!
Eu, sem saber o que fazer e sendo motivo de piada na roda, também me levantei e me retirei. Tive a infelicidade de ouvir alguns meninos falando:
― Isso! Vai lá atrás do teu namoradinho!
― Veadinho!
― Que idiotas! Mandou bem, Hermes!
Eu estava com muita raiva de todos eles. Fui encontrar o Rafa, que tinha ido se encontrar com Igor e com alguns amigos da nossa sala. Me juntei à rodinha e ficamos conversando sobre videogame… quer dizer… eu fiquei ouvindo eles conversarem, pois estava quieto e triste no meu canto. Foi quando o Igor interrompeu a conversa e disse:
― Galera, galera! Olha lá o Hermes pegando a Bia!
Meus olhos se voltaram para onde o menino apontava. Eu vi Hermes abraçado com Bia em um canto se pegando. Agora eu entendia a expressão beijo de língua… eu nunca tinha visto
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ninguém da nossa idade se beijar de um jeito tão intenso igual aquele. Quando um menino ficava com uma menina, era selinho e olha lá… ah… mas o Dieguinho não conta… ele já estava no nível do boquete…
Eles estavam se agarrando e Hermes passava a mão na bunda da Bia. Olhei para a cara do Rafa… devia estar machucando muito.
― Idiota! ― Rafa se levantou da mesa em que estávamos e saiu. Eu segui ele.
― Ei, Rafa! Peraí!
Nós dois saímos pelo portão da chácara e fomos para fora. A chácara ficava num bairro que tinha várias outras chácaras. Era uma do lado da outra, separada por muros. Caminhamos um pouco pela rua de terra até a música ficar abafada. Eu fui correndo atrás do Rafa. Ele estava a uns dez metros na minha frente. Ele chegou num terreno vazio repleto de árvores. Eu alcancei ele e disse:
― Rafa!
Ele não deu bola… nem devia ter me ouvido… apenas continuou caminhando até se sentar num tronco de árvore caído que tinha lá. Eu e ele estávamos sozinhos no meio do nada… no meio da noite… eu chamei ele de novo.
― RAFA!
Ele finalmente percebeu que eu tinha o seguido. Ele olhou em minha direção e seus olhos se encontraram com os meus.
― ―Eu me sentei ao lado dele e disse:
― Você está bem?
Ele olhou para os pés e respondeu:
― Acho que sim…
Eu não sabia bem o que dizer… eu sabia o que ele estava sentindo. Ver a pessoa que você ama beijar outro bem na sua frente? Eu sabia bem como era… machucava… e não havia nada que eu pudesse fazer para amenizar a dor que ele sentia.
― Hermes é um idiota… ― eu disse. ― Aposto que ele só pegou ela pra te provocar…
― Também acho… mas nem ligo… ― ele disse triste.
― Tô vendo…
― É sério… fodam-se os dois… ― ele disse triste.
― Você tava gostando dela?
― Quer saber? ― Ele disse encarando o chão. ― Na verdade, não…
― Hum… vocês formariam um belo casal… ela é bonita… e você também… ― essa última frase travou na garganta, mas tomei coragem para dizer.
― Hahaha… valeu…
― Mas e aí… ― eu disse tentando mudar de assunto. ― Tá gostando de alguém?
― Pior que sim… ― ele disse ainda olhando para os pés…
― Ela sabe?
― Nem sonha…
Suas bochechas estavam rosas de vergonha e seus cabelos loiros estavam quase brancos com a luz da lua.
― Ei… como é beijar alguém? ― Eu perguntei.
Ele olhou nos meus olhos e disse:
― Por que? Nunca beijou ninguém não? ― Não tinha julgamento em sua voz, mas eu olhei para baixo, estava com vergonha de responder… mas fui sincero.
― Ainda não… como foi seu primeiro?
― Foi ano passado… pra falar a verdade foi jogando verdade ou desafio… só que em outra festa…
― É bom?
― Hum… se você gosta da pessoa que está beijando, é muito bom sim…
― Entendo… mas pelo menos posso dizer que quase beijei alguém hoje… e que quase foi jogando verdade ou desafio…
― E que esse alguém quase que foi eu, né? Hahahaha…
― Tipo isso…
Ficamos rindo do ocorrido. Para ser sincero, eu já estava com tesão, embora não estivesse com o pinto duro. Conversar sobre beijo era excitante… o que eu podia fazer?
― Quer voltar para a festa? ― Eu perguntei.
― Não sei… você quer voltar? ― Ele respondeu com a mesma pergunta.
― Ah… pode ser.
Quando eu me levantei, ele segurou no meu pulso.
― Não! ― Eu olhei para ele e ele disse: ― Fica mais um pouco aqui comigo? Não quero ir lá ainda…
― Fico… claro… ― eu disse e voltei a me sentar. ― Quer fazer o que?
― Não sei… só não quero voltar ainda…
― Tudo bem…
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Ficamos em silencio por um minuto, quando tive uma brilhante ideia.
― Rafa, já que estamos aqui… quer brincar de uma coisa?
― De que? ― Ele me perguntou interessado.
― Que tal… verdade ou desafio? ― Eu disse.
Ele riu e disse:
― Tá me zoando, né?
― De maneira nenhuma! Quero ver você pedindo desafio e eu fazendo você comer grama! ― Ele riu.
― Não vou brincar disso com você!
Eu dei um tapinha no braço dele e perguntei:
― E por que não?
― Você não cumpre seus desafios! Ninguém gosta de jogar com quem rouba!
Pera… ele estava mesmo falando isso? Sério, Rafa?
― Claro que eu não cumpro! A gente não podia se beijar! ― Eu disse tentando me justificar.
― E por que não? É um desafio como outro qualquer!
Sua risada tinha se transformado num sorriso tímido e sutil. Estávamos a sós… olhando olhos nos olhos. Seus olhos azuis estavam me deixando hipnotizado. Foi quando ele chegou mais perto de mim. Senti sua perna tocar a minha. O calor de seu corpo estava me deixando maluco. O toque foi eletrizante.
― Você quer tentar? ― Ele me perguntou com toda calma do mundo.
Seu hálito revirou minha mente todinha. Me deixou completamente tonto e desorientado de paixão. Acho que nunca tinha chegado tão perto dele assim.
― Você quer tentar? ― Respondi com a mesma pergunta que ele tinha me feito.
Ele estava sentado coladinho em mim. Nossas bocas estavam a três dedos de distância. Senti sua mão tocar meu corpo. Ele tinha colocado a mão na minha barriga. Em seguida senti sua outra mão alcançar minhas costas. Daí ele fechou os olhos. Eu o abracei e também fechei meus olhos, daí deixei a coisa acontecer.
Ele soltava sua respiração em cima de mim e eu podia sentir o cheiro de seu hálito de menino. Ele me puxou para perto… cada vez mais perto. Eu o abracei e, pela primeira vez, pude sentir seu corpo de menino livremente em minhas mãos. Não acredito que isso estava acontecendo. Meu coração estava disparado e minha mente estava inundada de prazer e satisfação. Eu queria muito experimentar seus lábios. Sua respiração estava tão acelerada quanto a minha. Ele respirava e seu hálito quente tocava meus lábios me deixando louco de prazer. Logo pude sentir seu cheiro, aquele cheiro de menino, aquele cheiro delicioso de garoto, o melhor cheiro do mundo! Era um cheiro doce misturado com o aroma de inocência e meninice. Eu estava no céu.
Foi quando nossas bocas se tocaram. No começo foi estranho, mas eu gostei, e nessa hora eu o abracei mais forte. Era incrível a sensação de seus lábios colados aos meus. Eles eram macios e tinham um gostinho único… tinham gostinho de Rafa. Ele abriu um pouquinho a boca e eu fiz igual, assim, pude sentir melhor seu gosto. A boca dele era quente, úmida e convidava ao prazer. Meu deus… eu não estava acreditando que isso estava acontecendo… se eu já tinha sonhado com esse momento? Claro que já! E não tinha sonhado pouco, mas isso era melhor do que qualquer coisa que eu já sonhara… era real… era perfeito… era gostoso…
Foi quando eu senti sua língua entrando em minha boca. Foi bom demais… foi bom demais para mim. Sentir seu gosto era como estar no paraíso. Eu estava incrivelmente apaixonado por ele… e agora estava o beijando. Também comecei a utilizar minha língua para senti-lo melhor. Nossas línguas se tocando era extremamente excitante. Sua boca era
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demasiadamente gostosa. Sua língua, seu hálito… até seus dentes eu pude sentir. Não estava com medo, muito menos com vergonha de explorar… ele estava fazendo o mesmo comigo. Abandonei todos meus pensamentos e me concentrei apenas no beijo.
Ele começou a passar a mão em minhas costas, e eu resolvi fazer o mesmo. Enquanto saboreava seu gosto diretamente da fonte, comecei a alisar suas costas com minhas mãos. Sentir aquelas costas era tudo de bom. Subi mais um pouco até alcançar seu pescoço. Puxei-o selvagemente e tentei fazer nossas bocas ficarem mais coladas do que já estavam, como se isso fosse possível. Meu coração não parava de acelerar e minha respiração ficava cada vez mais rápida, assim como a dele.
Finalmente alcancei com as mãos o que tanto queria… seus cabelos. Senti aqueles finos fios dourados nos meus dedos. Agarrei seus cabelos e os puxei desesperadamente pedindo atenção. Para minha surpresa, ele enfiou sua mão dentro da minha camiseta e começou a sentir meu peito nu. Foi excitante. Ele começou a se jogar em cima de mim, e também mexia nos meus cabelos.
Sua língua, devagar, foi explorando minha boca. Senti-la era tão bom… era tão gostoso. Não acreditava que estava beijando esse garoto. Estava experimentando o menino que eu sempre sonhei. Eu estava realizado. Como era bom e viciante esse gostinho. Seu hálito de morango invadia minha boca e tocava minha alma com força. Estávamos nos beijando fazia uns cinco minutos sem nos desgrudar. Estávamos sem folego quando ouvimos alguém nos chamar:
― Rafa? Lucas? Cadê vocês? Vocês estão aí? ― Era o Igor.
Nós dois nos desgrudamos. Eu olhei nos olhos do Rafa e disse baixinho:
― Não sabia que você gostava de garotos…
Ele colocou as mãos no meu rosto, deu um beijinho rápido nos meus lábios e disse:
― Gosto de você!
Igor apareceu depois de cinco segundos e disse:
― AÍ ESTÃO VOCÊS! O que estão fazendo?
― Brincando. ― Eu respondi, mas o Rafa disse ao mesmo tempo:
― Conversando.
Igor ficou confuso, daí fui me corrigir:
― Conversando. ― Mas, aparentemente, o Rafa também decidiu se corrigir…
― Brincando.
Igor ficou mais confuso ainda… eu olhei para o Rafa e ele me olhou, daí olhamos para o Igor e respondemos em uníssono:
― Nada…
― Diego vai cantar parabéns… vocês vêm?
Nós três fomos correndo até a chácara do Diego. Chegando lá, várias crianças já estavam rodeando o bolo. Dieguinho estava no centro, no lugar de destaque, e esse safadinho nem conseguia esconder o sorriso. Não se preocupe Dieguinho… seu segredo está a salvo comigo. Não vou contar para ninguém… só para todos os leitores! ― Mas que fique só entre a gente, queridos leitores…
Durante o parabéns, o Rafa colou em mim que não desgrudava, parecia chiclete. Ele chegou do meu lado e passou a mão em volta da minha cintura. Eu ainda estava um pouco tímido… e ele me agarrando assim… alguém poderia perceber alguma coisa… daí fiquei desconfortável.
Dieguinho cortou o bolo. Esperamos as crianças mais desesperadas pegarem os primeiros pedaços para depois irmos pegar os nossos. Eu e o Rafa pegamos um pratinho cada um e fomos nos sentar junto com Igor e o resto da galera.
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Ele fez questão de botar sua cadeira ao lado da minha. Nossa… eu não acredito que isso estava acontecendo… eu devia estar bêbado ou algo do tipo… de um dia para o outro a minha vida tinha virado do avesso. Agora que estava caindo minha ficha de que o Rafa gostava de mim. Nossa… que estranho… cara… isso era melhor que ganhar na loteria… o Rafa gostava de mim… fiquei repetindo isso na minha cabeça enquanto sentia seu corpo colado ao meu. O Rafa gostava de mim… e eu sorri à toa. Eu acho que nesse momento eu era a pessoa mais feliz do universo. O Rafa gostava de mim…
Não conversamos a respeito do beijo… nem tinha como também… estávamos no meio da galera… mas toda hora ele ficava se esfregando em mim… sempre dando um jeitinho de encostar, de passar a mão, até me cheirar eu percebi que ele fazia de vez em quando.
Hermes e Bia já tinham ido embora da festa. Hermes tinha um irmão de dezenove anos. Ele tinha aparecido na festa e arrumado uma menina para ficar. Depois, os quatro foram embora de carro. A galera ficou falando que eles tinham ido no motel foder… com exatamente essas palavras…
Mas eu nem me importei… muito menos o Rafa… continuamos na rodinha com o Igor até dar uma da manhã. Foi quando o pai do Rafa apareceu para nos buscar. Bem… era uma festa de criança… embora ainda tivessem muitas crianças lá, elas não ficariam por muito tempo e logo, logo a festa chegaria ao fim… por isso não nos importamos de ir embora neste horário.
Eu e o Rafa entramos no carro, no banco de trás. E o pai dele disse:
― E aí, meninos, como foi a festa?
― Foi legal, pai… ― Rafa respondeu abrindo a boca de sono.
No caminho, Rafa, que estava sentado do meu lado, adormeceu e encostou a cabeça no meu ombro. Fiquei com medo do pai dele reclamar ou falar alguma coisa… mas deixei ele lá. Quando chegamos na casa dele, que o carro parou, o seu pai olhou para trás e disse:
― Ahhhh! Mas é um folgadinho mesmo… hahahaha… desculpa por isso, Lucas… ― Daí ele começou a chacoalhar o Rafa. ― Rafael! Rafael! Você dormiu em cima do seu amigo! Acorda filho!
O Rafinha acordou abrindo a boca de sono e se espreguiçando. Ele era maravilhoso. Daí ele olhou para mim e riu. Eu estava morrendo de vergonha.
Descemos e entramos em casa. O pai do Rafa nos levou até a cozinha, perguntou se a gente estava com fome, ambos dissemos que não. Me ofereceu leite, porém eu recusei. Daí ele nos acompanhou até o quarto do Rafa, onde tinha um colchão no chão.
― Lucas, preparei este colchão para você… tem travesseiro, lençol, tudo que você precisa, qualquer coisa é só pedir pro Rafa.
― Tá… obrigado, senhor! ― Eu respondi gentilmente.
― Bom… vou deixar vocês a vontade… não se esqueçam de escovarem os dentes, meninos! Boa noite!
E ele fechou a porta. Enfim sós.
― Nossa, derrubaram bebida em mim… ― ele disse com a maior naturalidade do mundo.
Eu estava completamente envergonhado e constrangido. Cara… estava estranha a coisa… a gente tinha se beijado… como seria nossa amizade daqui para frente? Não sei explicar… estava estranho… mas ele estava agindo como se nada tivesse acontecido!
― Você trouxe seu pijama? ― Ele disse enquanto tirava a camisa.
― Trouxe sim… ― eu respondi sem olhar nos olhos dele.
― Bom… vou pegar o meu e vou ali me trocar… se quiser pode se trocar no quarto enquanto eu uso o banheiro.
― Okay… eu disse…
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Ele entrou no banheiro e fechou a porta. Peguei meu pijaminha, que era um shortinho minúsculo e uma blusinha de manga comprida e vesti. Eu geralmente não dormia de pijama… dormia de cueca, mas como estava na casa dele, não seria apropriado. Depois que eu já tinha me trocado, ele saiu do banheiro… aff… olha o pijama dele… tá de brincadeira comigo né?
Ele tava usando uma cuequinha branca boxer e uma camiseta cavada branca… pelo amor de deus… que isso cara… fiquei duro! Ele olhou para mim e sorriu enquanto se dirigia para sua cama.
― E agora, vamos dormir? ― Eu perguntei.
― Ah… não sei… o que quer fazer? ― Ele me perguntou, mas eu dei de ombros.
Eu me sentei no colchão e me cobri com o lençol. Eu tinha tanta coisa para dizer para ele… mas eu não sabia nem por onde começar… tinha tantas perguntas que eu queria fazer… eu estava confuso… eu não sabia o tanto que ele gostava de mim… eu não sabia se ele só gostava de mim ou se estava apaixonado por mim igual eu estava por ele… tinha sido só um beijo…
― Rafa? ― Eu o chamei.
― Oi?
― É… não sei como dizer isso… mas… é… eu… eu gostei muito do que aconteceu hoje…
― Ah… ― ele disse. ― Eu também… você beija bem para alguém que nunca beijou…
Putz, agora ele tinha me deixado mais envergonhado ainda…
― Valeu… ― eu disse sem saber o que responder.
Ele se levantou da sua cama e veio se sentar no colchão comigo.
― Lu? ― Ele me chamou.
― Oi? ― Eu respondi.
― Quer tentar… quer tentar aquilo de novo?
Putz! Era o que eu mais queria. Mas não respondi. Apenas fechei os olhos e me inclinei para chegar mais perto dele. Logo pude sentir seu hálito quente no meu rosto. E um segundo depois, voltei a sentir seus lábios colados aos meus. Meu coração voltou a se acelerar, mas não tanto quanto antes. Eu estava mais calmo. A euforia tinha passado um pouco.
Sentir seus lábios tocando os meus realmente era sensacional. Logo senti seus braços envolverem meu corpo. Fiz igual. Com minhas mãos procurei o corpo dele. Eu precisava senti-lo. E logo ele invadiu minha boca com sua língua. Estava com um gostinho um pouco diferente. Na festa ele tinha bebido aquelas batidas de morango, mas agora, o gosto já tinha passado, estava com o gostinho original… o gostinho original de Rafa…
Sua língua entrou em contato com a minha em meio do nosso beijo quente e úmido. Meu coração estava batendo rápido demais. A excitação tomava conta do meu corpo. Abri meus olhinhos para dar uma espiadinha. Seu rostinho estava muito próximo do meu e seus olhinhos estavam fechados. Fechei novamente, era melhor beijar sem enxergar nada, eu ficava mais atento ao sabor de seus lábios.
Nossa… que beijo gostoso… estávamos totalmente envolvidos um com o outro. Ele começou a me empurrar para trás até nós dois cairmos deitados no colchão. Ele subiu em cima de mim sem desgrudar seus lábios dos meus. Sua língua voltou a invadir minha boca. Eu dei uma chupadinha nela, ele riu, mas sem desgrudar sua boca da minha. Nesse momento nada mais importava, somente o nosso beijo. Estava sendo mágico… coisa de outro mundo… meus hormônios estavam a flor da pele, e do meu pinto fluía pré-porra sem parar.
Até que ele desgrudou seus lábios dos meus e deu um beijo apaixonante no meu pescoço. Tremi de excitação. Foi um beijo duradouro… nem me importei em abrir os olhos. Sentir seus lábios no meu pescoço era mais excitante ainda. Depois disso ele voltou a experimentar minha boca.
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Seus lábios estavam com aquele sabor úmido e quente de menino. Seu hálito me levava a loucura e nossas línguas exploravam nossas bocas sem medo de serem felizes. Foi quando nossas bocas se separaram contra a minha vontade… novamente. Dessa vez eu abri os olhos, mas fui logo repreendido.
― Ei! Fecha os olhos! ― E fiz como ele mandou.
Ele voltou ao meu pescoço, mas agora ele não deu um beijo, ao invés disso, deu uma chupada. A primeira coisa que senti foi sua boca quente e úmida tocar minha pele. Logo, logo meu pescoço já estava todo molhado com sua baba. Enquanto ele tentava engolir meu pescocinho com sua língua, senti uma gota de baba quente escorrer pelo meu pescoço. Pude sentir minha cueca ficando molhada de tanta pré-porra que eu soltei nessa hora. Ele estava deixando meu pescoço totalmente molhado. Ele lambia e chupava… chegou até dar umas mordidinhas… me deixando doido de prazer.
Ele levantou minha camisa e ficou passando a mão na minha barriguinha. Cara… era bom demais… o toque de sua mão me custou um arrepio. Logo ele começou a esfrega-la em minha barriga. Sua mão era macia, suave e quente. E com ela ele explorava meu corpo. Com minhas mãos, eu também explorava seu corpo.
Senti novamente uma gota de baba quente escorrer pelo meu pescoço, só que dessa vez foi mais intensa. Cara… era muito bom… era incrivelmente excitante. Eu também queria experimentar seu pescoço, sua carne. Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, sua virilha tocou a minha e pude sentir seu pinto duro encostar no meu. Imediatamente ele desgrudou sua boca do meu pescoço e se separou de mim.
― Você está com o pinto duro! ― Ele disse.
É obvio menino! Você está me dando uma chupada no pescoço, está em cima de mim de cueca e ainda por cima está passando a mão no meu corpo! Claro que eu estou duro! Mas não respondi nada, apenas olhei para ele.
― Posso ver? ― Ele me perguntou.
Demorei alguns segundos para entender o que ele dizia. Eu estava tão concentrado no nosso beijo que acho que esqueci como se falava português.
― Você também está duro… ― eu respondi.
Ele estava de quatro em cima de mim. Daí nós dois olhamos para baixo, mais especificamente para o pau dele.
― É… acho que acontece as vezes.
Daí ele chegou bem perto de mim, me olhou nos olhos e disse com uma voz safada:
― Mas e aí… posso ver?
Eu não sabia o que responder, muito menos o que fazer… daí disse:
― Mostra o seu primeiro…
Ele saiu de cima de mim, deu uma recuada para trás e ficou ajoelhado no colchão.
― Certo… então vamos mostrar juntos… ― Ele disse.
Eu concordei, daí me levantei, fiquei ajoelhado como ele e ficamos frente a frente. Eu segurei meu shortinho e minha cueca e me preparei para abaixar.
― Três… ― ele disse.
― Dois… ― eu disse.
― Um… ― nós dois dissemos.
E quando terminamos a contagem, eu abaixei meu shortinho acompanhado com minha cueca, liberando minha ereção, mas ele não fez o mesmo, apenas fingiu abaixar.

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6 Comentários

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  • Responder Sei não ID:46kpgkttt0j

    Cadê a parte 15 e 16 pq nao tá aparecendo

  • Responder Jb ID:3u8hgapfxid

    Onde encontro o livro o algo do tipo

    • Amigobc ID:muiq6p9v3

      A ISO é um mistério meu amigo
      Está obra prima é uma história real é todos neste já são maiores de idade e autorizado por eles nada foi mudado nem os nomes

  • Responder Seila ID:e243s2gzk

    Essa parte do conto é magnífica, porém quanto mais o conto é postado, mas próximo fica da pior parte e isso me deixa triste. Em relação as partes já contadas, me deu a leve impressão de que foi cortada algumas coisas da obra original, ou eu posso está confundindo a ordem dos acontecimentos. Faz algum tempo que eu li e não me lembro muito bem, poderia me esclarecer isso por favor. E continue postando o mais breve possível.

    • Amigobc ID:muiq6p9v3

      Bom ela está na ordem cronológica mais tem alguns lança que debocha a gente meio que perdido mais é assim mesmo da na gente um amor e odeio ao mesmo tempo por isso a intenção de faltar algo mais emfim já mandei. A 15 é a 16 estão postadas

    • Seila ID:g62012hrj

      Verdade está tudo em ordem os capítulos e parece que não está faltando nada, eu que devo ter viajado e confundindo com outra história parecida que deve ser escrita pela mesma pessoa porque o estilo de escrita é a mesma e a história é bem parecida, porém quando eu li essa históriola, não tinha final e nem sei se já tem continuação da onde parei. Gostaria de encontrar essa história novamente para poder ler