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O Vizinho Militar. 16 – “Vai me dizer que você não adorou comer o seu melhor amigo?”

3962 palavras | 9 |5.00
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O vizinho militar trouxe um amigo para o jantar. Depois de alguns cervejas a gente sabe quem é que vai ser a refeição da noite…

Numa dessas tardes Jonas perguntou como eu estava naquele dia. Não entendi o tom da conversa e ele perguntou se eu estava confortável, se estava bem, feliz. Eu disse na chamada que estava bem demais, que estava animado e super disposto. Ele sorriu do outro cheio de mistério e contou somente que a noite ele ia levar coisa pra comer.

Disse só isso.

Tomei banho, como sempre. Perfumei o pescoço, passei creme no corpo inteiro e principalmente na bunda. Até abri uma cerveja que estava gelando porque realmente queria descansar um pouco. Era sexta-feira. Jonas chegou batendo na porta do seu próprio apartamento e era seguido pela voz de outro homem. Os dois conversavam à porta. Estranhei inicialmente, eu estava só de short curto e nenhuma cueca por baixo.

O outro chegou atrás do meu militar. O meu vocês já conhecem. O outro era de uma beleza dessas quase inacreditável. Só podia ser amigo de Jonas mesmo. Até me senti meio humilhado com dois homens tão bonitos no meio da nossa sala. Se apresentou: Dereck. Assim mesmo bem americanizado. A pele dele é alva e os cabelos curtos são bem pretinhos. O corpo é moldado pela academia e o braço esquerdo é coberto por tatuagens até o pulso. Vestia calça jeans clara e uma camiseta verde coladinha no corpo. Segurava a carteira e o celular na mão. Vestia e usava coisa cara. Playboy. Jonas contou depois que ele acabou de completar 30 anos, igualzinho a mim.

O meu galego disse que ele vinha prometendo nos visitar há alguns dias e nunca dava muito certo de colar lá no prédio pra tomar uma cerveja, mas que naquela noite estava de bobeira e resolveu aparecer. Imediatamente percorri o corpo inteiro dele com
os olhos. Não tinha como me negar esse prazer. Que homem lindo: a bunda no lugar, as coxas bem apertadinhas na calça, a camisa apertando o tronco musculoso, o queixo bem barbeado e os olhos de azul clarinho. Modelo. Descobri que é enfermeiro, joga futebol aos domingos com os chegados, é doido por academia e viciado em sexo.

Papo vai, papo vem.

“Mas eu mesmo sempre desconfiei de Jonas. Ele era muito diferente dos outros meninos” ele falou depois de dizer que tinha apreciado a sinceridade do meu militar em admitir a nossa nova relação.

“Diferente como?” Me interessei. Estava sentado no sofá de frente pra ele tomando outra cerveja e ele ainda estava na primeira. Jonas terminava o banho.

“Falava diferente do pessoal, não curtia muita brincadeira, não tirava piada com ninguém, ficava afastado quando a gente começava a chamar os outros de viadinhos, essas coisas de moleque.”

Eu ri. Jonas era mesmo sério, mas o seu amigo deveria ver como o meu militar era quando a porta do apartamento se fechava. Ah, ele devia saber…

“Foi uma surpresa pra mim” confessei. “Achei que não ia rolar. Ele até relutou no começo, mas agora…”

“Agora o quê?” Ele perguntou curioso e eu gargalhei.

“Tá apaixonado no ursinho aqui.”

“Tenho certeza disso.” Dereck concordou.

“Tá é? Já te disse?”

“Ele fala de você pra mim. Diz que você é incrível com ele, que faz um bem danado. E que… Tem um negócio aí.”

Eu deveria imaginar que eles falavam putaria um pro outro. É óbvio.

“Esse negócio envolve sexo?” Perguntei rindo.

“Ele disse que você cansa o grandão.”

Inicialmente fiquei meio envergonhado, mas logo assumi o meu papel de sem vergonha e tomei um gole da cerveja com um olhar sacana e um sorriso de ladinho. Ele também gargalhou do outro lado e Jonas foi chegando devagar todo cheiroso. Passou pelo amigo e deu um tapinha na nuca dele e sentando do meu lado já foi colocando a mão gigante na minha coxa de fora. Apertou, alisou e me puxou pra beijar meu rosto.

“Meu ursinho” Jonas disse pro amigo. Eu era seu prêmio, a coisa que ele segura e exibe com orgulho. Aposto que corei inteiro na hora.

“Seu ursinho é a mais pura simpatia. Me recebeu tão bem” o outro respondeu.

“Ele têm disso” Jonas falou me olhando nos olhos agora. “Esse aqui adora receber.”

“Isso tem uma conotação sexual do caralho, né?” Dereck brincou e arrancou de nós uma gargalhada encorpada.

Foram mais alguns cervejas, Jonas serviu uns Doritos que tinha no armário, uns amendoins torrados, mais algumas cervejas e disse que estava com calor. Tirou a camiseta do pijama que tinha vestido e ficou só com o shortinho xadrez do conjunto. A bunda dele nessa peça ficava em evidência e o volume na frente balançava cada vez que ele levantava pra buscar uma cerveja. Dereck olhou algumas vezes para Jonas quando passou por sua frente e eu acompanhei o olhar dele até voltar pro meu com um sorriso simpático.

Ele disse que queria fumar um cigarro e perguntou se na cozinha tinha uma janela de ventilação, porque não queria tirar o cheiro do nosso perfume da sala. Jonas disse que tinha e eles foram juntos para lá conversar e queimar aquele cigarro. Encostei nos dois depois de um minuto. O espaço é pouco na área de serviço. Dereck estava encostado na máquina de lavar de um lado, Jonas do outro na frente do amigo e eu cheguei pertinho do meu galego pra acompanhar o papo. Eles falavam de um conhecido em comum que tinha se mudado para fora do país e que lá estava se virando bem. A proximidade entre o meu corpo e o de Jonas pediu um abracinho e ele passou o braço forte pela minha cintura me puxando pra mais perto. Perto demais, ele começou a perder o rumo da conversa e passou longos segundos olhando minha boca. Dereck riu pausando o que falava para dizer que se eu não beijasse logo o meu namorado, ele morreria ali mesmo. Ri fazendo o que ele mandou. Beijei de levinho, coisa rápida. Ofereci a língua só pouco e Jonas riu no meio do beijo.

“Quer?” Ele perguntou a Dereck que terminava de tragar pela última vez o cigarro.

“Pareceu bom daqui.”

“Acho que nunca beijei melhor na vida” Jonas afirmou.

“Você tá é doido…. Comparar língua de homem com língua de mulher? Nunca. Mulher é diferente.”

“Dereck, se você soubesse… “ Jonas segurou meu queixo enquanto falava e alisava a pontinha do meu lábio olhando diretamente para eles. “A boca dele é macia, é bem pequenininha, mas é carnuda. É tão molhadinha e quente… A língua dele é tão carinhosa. Quando ele me beija a língua fica procurando a minha toda curiosa, entra na minha boca e alisa os meus dentes, depois lambe a minha. Ele beija devagar, faz barulhinho e suspira, parece que vai gemer só de me beijar.”

Ouvindo tudo aquilo eu só podia ofertar um desses beijos ao meu homem. Abri a boca antes de encostar na dele e a nossa língua dançou no ar. Um beijo lento, molhado e cheio dos barulhinhos e suspiros que o meu militar descreveu. Minha mão foi involuntária pro final da barriga de Jonas e parou no cós do shortinho de pijama dele. Estava perto demais roçando sua coxa com as minhas e eu gemi mesmo quando tentei respirar. Jonas sorriu desgrudando nossos lábios para falar sedutor.

“É a vez dele, meu ursinho. Olha a cara de curioso do Dereck.”

O sol clareou o quarto inteiro e fui obrigado a apertar os olhos e me virar para a outra direção da cama me escondendo dele. Eu estava no canto mais perto da janela e no outro canto da cama a montanha formada pelas costas lisas do homem era uma exibição linda de como um macho em perfeito repouso pode ser bonito. Ele se moveu junto comigo e como já estava de bruços só virou o rosto em minha direção. Mirou com os olhos apertadinhos por causa do sono e eu vi que seu rosto estava avermelhado e amassado por causa da noite dormida. Os lábios estavam apertadinhos e ainda eram lindos. Ele sorriu, trouxe a mão lá de baixo e se escondeu de mim entre os lençóis brancos e a claridade do meu quarto. Nosso quarto.

Foi impossível não lembrar de Jonas na noite anterior me virando na direção dos olhos bonitos dele ao mesmo tempo que dizia que era a sua vez de me experimentar. Se já tínhamos poucos centímetros entre nossas barrigas, Jonas tratou de eliminar de uma vez só qualquer distância. O seu amigo tremeu na passada e os olhos bambearam por causa do efeito das muitas cervejas. A boca, por outro lado, não mentiu, já estava entreaberta e babava por mim. Eu fui devagar, generoso. Conduzi o beijo lentamente, primeiro tocando os lábios curiosos com os meus, depois ofertando minha língua macia e molhada pra ele sentir que eu posso ser tão bom quantos as mulheres que ele provou na vida. Os dedos foram para o pescoço grosso dele e na pele eu deixei uns carinhos pra arrepiar na medida certa. Dereck suspirou quando me chupou. Profundamente, inclusive. Eu fui inteiro pra dentro da boca dele sempre bem lento, sempre muito molhado e muito carinhoso. Ele me beijou por tanto tempo que achei que Jonas uma hora iria ficar com ciúmes. Pelo contrário, ele estava satisfeito. Extremamente excitado e satisfeito.

“Caralho, você não mentiu. Ferrou comigo agora.” Lembro de ouvir de Dereck enquanto se colocava em seu lugar e cedia sua mão pra mim.

Voltamos pro sofá, mas dessa vez sentamos no maior e ele ficou encaixado no nosso meio. Nos beijamos outras muitas vezes assistidos de perto por Jonas e muitas outras vezes ele parava para se admirar do que estava fazendo e rir da situação.

“Posso culpar a cerveja? Posso não? Vocês sempre traz um amigo aqui pra servir de presa? Caralho, que beijo bom. Eu tô ferrado.”

Mas eu queria que eles dois se beijassem também. Virei o moreno para Jonas e eles sorriram antes de chegarem mais perto para uma troca entre amigos de longa data. As mãos se perderam no caminho e nós três gargalhamos, mas as línguas sempre sabem o que fazer. Fiquei ainda mais duro quando eles se beijaram e fizeram durar um tempão. Dois homens enormes e musculosos, viris e cheios de força trocando um carinho molhado cheio de desejo e muito tesão. Entrei na brincadeira pra mostrar que três línguas dançam melhor que duas. Que malhadeira. Saliva escorreu nos lábios e nós ficamos mais grudados que antes para que o encaixe durasse. Só aquilo ali já bastava pra mim.

Totalmente acordado de manhã, Dereck descobriu o rosto e se mexeu novamente na cama. Apoiou o rosto no travesseiro de Jonas, olhou para a janela atrás de mim e depois mirou meus olhos. Eu quis adivinhar o pensamento dele. Um homem que nunca tinha transado com outro acordava agora na cama onde tinha… Bom…

Eu estiquei os dedos na direção do queixo dele e fiz um carinho suave na região. Ele segurou minha mão e beijou as pontinhas que acariciava sua pele no segundo antes. Fazia isso com uma cara que eu estava conhecendo bem. Como ele se mostrava safado. Até abriu os lábios e beijou mais molhado a pele da minha mão.

“Vai, faz isso mesmo. Dificulta minha vida.” Eu sussurrei só pra nós dois.

Na noite anterior, depois de percorrer o corretor até o quarto sendo beijado por mim, ele caiu primeiro na cama porque estava mais tonto que eu e Jonas. Inclusive o militar me confessou que empurrou mais cerveja nele só pra ver onde ele iria chegar. Disse isso com um divertimento no olhar que fazia gosto. Ansioso, eu caí sobre o corpão medindo cada parte dele com as mãos. As coxas, a barriga, a cintura, o peitoral forte, o braço duro. Media e acariciava enquanto seguia pedindo que me segurava com a língua na minha. O cara tomou gosto pelo beijo. Não desgrudava. Quando não era em mim, era na boca de Jonas que ele estava enfiado. Suspirava em cada chupada de língua, em cada mordida no lábio.

Eu que arranquei sua blusa, sua calça e primeiro cheirei sua cueca inchada. Ele agarrou minha cabeça já gemendo quando meus lábios famintos grudaram não cabeça do pau por baixo do tecido. Jonas, no alto da cama, já estava pelado e mantinha sua cara quase perto demais do rosto do nosso prato principal. Ele olhava a pica grandona do meu homem e devia pensar se era correto mesmo meter a boca nele pra fazer o que eu na estava fazendo lá embaixo. Se pensou, fez isso por pouco tempo. La embaixo eu estava engolindo sua rola, la encima ele estava provando a do seu próprio amigo de infância. Senti o corpão tremer quando eu mordi a base do pau, quando arranhei a coxa com os dentes. Ele gemeu de boca cheia se acostumando com o sabor da pica babona do meu namorado e eu gemi engasgado na pica cheia de veias dele. Era pequena e grossa. Muito grossa. Faria um entrago quando entrasse, eu pensei. Chupei tanto e com tanta força que várias vezes ele gemeu para gozar, só que nós seguramos para isso não acontecer.

Jonas entrou no quarto só de cueca slip desfilando na luz solar da manhã que era tão dourada quanto os pelos que cobrem seu peitoral e numa brincadeira gostosa deitou sobre as costas do seu amigo. Ele fez isso suspirando pesado e deixando seu corpo grande desmoronar num gemido sobre Dereck que fingiu gemer de dor e enfiou a cara no travesseiro rindo.

Da mesma forma ele fez na noite anterior, só que fez isso quando se colocou deitado de bruços no meio da cama enorme e abriu as coxas pro quadril de Jonas se encaixar no meio delas. Eu estava lá em cima. Coloquei seu rosto em meu colo e acariciava a nuca tornando mais fácil aquele momento. Ele estava untado por lubrificante e a camisinha estourava na pica avermelhada de Jonas, mas não tinha como ser diferente. Quando entrou, Dereck quis sair. Quando se enfiou, Jonas gemeu. O amigo se contorceu enfiando o rosto em meu colo e naturalmente se empinou para o galego lá atrás. Que coisa linda. Ele sofreu e choramingou na pica. Deve ter ardido porque ele soprou entre os lábios como se algo o rasgasse, mas isso só durou o tempo em que Jonas precisou para se acomodar, se enfiar direitinho e ficar lá dentro alargando o cu nunca usado. Não foi tudo de uma vez, é claro. Nem penetrou por completo, mas o que fez ali foi uma delícia. Dançou na bunda do amigo. Foi pra frente, foi pra trás, encaixou, rebolou, bateu no quadril rindo. Gemia alto pra mim e dizia com o olhar que era delicioso afundar a pica na bunda de outro macho assim como ele, ainda mais sendo um amigo tão próximo que agora virava tão íntimo.

“Esse é o maior prazer que você vai sentir na vida” o meu galego disse ao amigo. “Uma vez basta pra viciar na pica. Isso aqui, cara… “ ele gemeu. Pausou para que escutássemos seu gemido grosso. “Isso aqui é o ápice do tesão. Abre mais pra mim, deixa eu ficar aqui dentro até você ficar no formato do meu pau. Tá gostosinho te comer, cara.”

O nosso amigo só gemia com a bunda empinada e o rosto enfiado em meu colo. Suava e tremia de prazer.

“Sua bunda é uma delícia, Dereck. Seu pau tá durão na minha mão enquanto meto em você. Macho quando gosta dá de pau duro. Você tá adorando, né?”

Ele só gemeu.

“Fala. Você tá adorando, né? Tá gostoso ser comido pelo brother das antigas?”

Ele se esforçou pra ficar de quatro na cama e eu me ajoelhei pra ficar com o rosto na altura do dele. Nos olhamos e ele encarou minha boca.

“Porra…” Dereck gemeu sofrido. “Você tá acabando comigo. Que amigo é esse?” Até riu, mas foi interrompido por uma bombada e um gemido grosseiro.

Fiz assim: me meti embaixo dele e de bruços deitadinho na cama pedi pra ele socar. Já estava pronto com lubrificante e já estava aberto de me tocar antes. Nos encaixamos os três. Ele no meio me comendo e sendo comido. Os gemidos se uniram e formaram um só saindo cada vez mais grosso e cada vez mais alto. O suor também era um só. O de Jonas devia escorrer e pingar em mim enquanto se misturava ao do nosso amigo. Dereck foi quem primeiro esporrou depois de forçar muito seu pau grosso na abertura macia no meio da minha bunda. Enquanto continuava metendo e gozando, dizia que eu era gostoso, que era cheiroso pra caralho e que estava lhe matando de tesão. Jonas ria. Gozou rindo em espasmos violentos e jatos de porra quente nas costas do cara que ele comia. Desonrou sobre nós dois e me alcançou apertado no colchão numa punheta cheia de dedos grossos e apertões violentos. Gozei muito em sua mão no meio de gemidos exagerados porque o pau absurdamente grosso de Dereck ainda estava cravado no meu cu. A mão gozada passeou pelo meu rosto me fazendo provar do leite quente e depois nos lábios do nosso amiguinho. Ele recusou inicialmente, mas buscou minha boca e sentiu no meu beijo. Jonas fez o mesmo: saboreou a porra e buscou um beijo meu. Caímos na cama e nos ajeitamos para caber no meio dos lençóis suados. Tínhamos sujado tudo com porra, suor e saliva. Tinha roupa pra todo lado e o quarto estava uma bagunça. Três homens transando não podia ser diferente.

“Vocês não podem me convencer a fazer uma putaria dessas” Dereck suspirou apoiando a cabeça no braço de Jonas e enroscando as pernas na minha. Nós três rimos e foi Jonas quem puxou ele para um abraço de amiguinhos.

Fofo, vai…

“Fiz café da manhã pra vocês” Jonas me trancou dos meus pensamentos na manhã. Ainda estava sentado sobre o corpo do amigo e fazia uma massagem nas costas dele e eu estava deitado ali do lado lembrando que tínhamos feito naquela cama que inclusive ainda cheirava ao nosso sexo.

“Ele maceta a bunda gostoso, trata com carinho depois no banho, acorda cedo pra fazer café e ainda massageia? Isso é uma relação gay? Cara, o mundo ensinou tudo errado pra gente. Eu deveria ter nascido uma bichona.”

Primeiro eu gargalhei alto, depois grudei neles e deixei um beijo nas costas massagearas do moreno. Ele não devia imaginar ainda, mas depois daquela noite jamais seria o mesmo. Tinha acordado para uma experiência única na vida. Tinha se deixado viver o que muitos homens se negam a vida inteira. E em nenhum momento o que fizemos falava de um rótulo, um padrão: fomos três homens gastando o tesão usando das ferramentas que a natureza nos ofertou. O corpo. Usamos nossos corpos da melhor forma possível. O meu, por sinal, ardia no banho quando a água caiu. O pai grosso de Dereck tinha deixado uma marca profunda em mim.

Tomamos café na mesa. Quem visse de fora notaria que tínhamos uma tensão sexual prestes a explodir a qualquer momento e nossos olhares denunciavam que existiriam outras noites como aquela, outras manhãs iguais, outros encontros. Em nada a relação de amizade entre Jonas e Dereck diminuiu naquela manhã. Na verdade eles pareciam estar em outro nível. Às vezes se tocavam enquanto conversavam, às vezes era uma carinho na nuca, uma mão caída na coxa do outro. Nos beijamos inúmeras vezes naquela manhã. Na cozinha, o moreno me puxou pela cintura enquanto eu lavava a louça. Ele, nesse caso, deveria estar secando as canecas, mas queria mesmo era colocar a barriga nas minhas costas enquanto cheirava meu cabelo ainda úmido e falava das tatuagens que tenho no braço. Emoldurava minha cintura com os braços fortes e de longe Jonas assistia sorrindo desacreditado.

O seu amigo, aquele com quem Jonas ia na academia de vez em quando, estava grudado nas costas do seu namorado, cheirando o cabelo dele, sorrindo ao dizer que a cobra tatuada no braço falava da obsessão por “outras cobras” num tom divertido e cheio de tesão.

Sim, eu tenho uma cobra tatuada no braço.

Na partida, ele grudou na porta e ficou em silêncio nos olhando. Vestia a mesma roupa da noite anterior que passou o tempo inteiro jogada no chão do quarto. Estava banhado e cheirava ao perfume de Jonas, o meu militar. Parei pra admirar a beleza dele esperando um tchau no corredor. Dizia com o olhar que queria um beijo de nós dois. Primeiro Jonas. Um beijo rápido, com muita língua e um apertão brincalhão no mamilo. Eu por último. Demorado, manhoso. Quase um beijo apaixonado. Jonas me arrancou rindo, se divertindo com a situação, e empurrou o amigo pelos ombros.

“Sai fora, cara. Tá pensando o quê?”

“Me convence, me seduz, me come e ainda me trata assim? Esperava mais de você.” Dereck se defendeu e nós três rimos. A porta fechou e imediatamente fui para dentro dos braços do meu homem.

“Você gostou dele. Tá na sua cara que você gostou dele.”

“Gostei.” Confessei.

“Mas ele não volta aqui” Jonas me cortou.

Eu não entendi bem. Fiquei confuso e ele riu.

“Você viu como ele acorda? É desumano. Ele é bonito até sentindo dor. Não dá. Você vai ficar parado assistindo ele ser bonito lavando louça, esfregando o chão do banheiro… Não dá, não. O cara é lindo. Tô inseguro.” Ria falando.

“Vai me dizer que você não adorou comer o seu melhor amigo?” Eu provoquei.

“Joga mesmo na minha cara que eu acabei de torar o Dereck na pica…”

“Ele fez isso com o seu ursinho também. Eu não deixava…”

Brinquei e gargalhei agarrando a cintura do meu galego e grudei nele olhando de baixo para cima. A minha boca ficou pertinho da dele e eu trabalhei meu olhar apaixonado.

“Qualquer pessoa precisa ter o dobro do seu tamanho pra chegar pelo menos aos seus pés, meu grandão. Você é outro nível. Está em outro lugar.”

Ele sorriu convencido. Estávamos abraçados, a barriga dura dele pressionava a minha, o cheiro característico do sabonete dele passava do seu corpo para o meu e aquele momento me enchia de um tremor e um frio no estômago que não cabem em palavras.

“Eu tô aqui?” Jonas perguntou se curvando um pouquinho pra conseguir enfiar a cara e cheirar o meio do meu peitoral exatamente onde bate o coração.

É assim que a gente diz eu te amo nos tempos modernos? Não?

Eu só sorri em resposta procurando a boca para outro daqueles beijos que o meu vizinho militar adora.

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9 Comentários

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  • Responder Bsb novinho ID:muiqz2m9a7

    Melhor conto desse site eu acompanho desde do primeiro fico ansioso pela continuação, Vey vcs são perfeito de verdade que história maravilhosa

    • Ursão Puto ID:3zarg0lh20ak

      Vocês falam isso e eu vou ficando insuportável de enjoado. haha Que título massa. Melhor do site? Valeu, Novinho.

  • Responder Ursobranco37 ID:41iht3e3k09o

    Preciso achar meu Jonas, muito fofo ele, o ursinho já tá aqui rsrsrs

    • Ursão Puto ID:3zarg0lh20ak

      O Jonas é uma coisa, né? Eu também fico desse jeitinho com ele. Acho fofo. Eu falo dele com um sorrisão.

  • Responder luiz ID:dlns5khrd0

    Queria lavar, passar e cozinhar para Jonas

  • Responder Branquinho ID:dlo3mj9v14

    Eu sou tão apaixonado pelo Jonas. E o pior é q tenho o meu kkkk

    • Ursão Puto ID:3zarg0lh20ak

      Quem tem um Jonas em casa não pode reclamar de nada na vida, hein… Tá passando bem. kk

  • Responder Branquinho ID:dlo3mj9v14

    Perfeito

  • Responder Gordo passivo ID:5vaq00tfi9o

    Divinal.