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Desejos de Um Homem Ensandecido

786 palavras | 5 |2.60
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Pobre vítima, seus pais choraram muito, a família chorou. Tão nova e esfarelou-se. Mas é a vida. Uns sofrem e outros sentem prazer. Se eu me sinto arrependido? Antes acompanhem-me em mais uma peripécia.

Rafaela era uma garota que nunca olhou para mim. Se olhou, cuspiu no chão. Sentia nojo. Tinha apenas 17 anos. Tudo mudou quando comprei um Monza Chevrolet. Um dia quase beijou meu pé. Pensei: “poderia ser uma boa fonte de divertimento, a tempos não me divirto”. Convido-a para uma parte isolada da floresta, digo que após isso levarei-a para um motel. Pedi para que não contasse para ninguém que ela sairia comigo. Ela nem me chamava mais de Coriza. Fui no meu vendedor de confiança e comprei cianeto. Já estava tudo certo, bastava eu ir na casa dela. Deixei meu carro e fui com um Opala alugado. Pensando que eu comprei, ela disse que se apaixonou pelo carro, mas que gostava muito mais de mim. Linda loira, pobre mentirosa.

No caminho falei que tinha um fetiche:

– mas assim, no mato? Tu não acha muito exagero?
– é que eu sempre sonhei em fazer assim.
– eu até posso realizar esse desejo, mas depois fico toda suja.
– não fica, conheço uma parte que só tem pedras.
– mas não dizem que no mato tem onça?
– não naquela parte.
– ok, acho que dá pra fazer isso por ti.

Dentro do carro ela tira a roupa, ficando só de calcinha e sutiã. Em cima de algumas rochas nós transamos. Nos beijamos, eu tiro o preservativo do bolso mas ela diz que não precisa. Ela degusta meu pênis e depois chupa, falando que tem sabor de sorvete e essas besteiras. Estava bem ereto, mas não por causa da vadia e sim pelo que eu iria fazer mais tarde. Depois de trinta minutos, vamos ao motel. Na recepção, ela estranha o fato da recepcionista me chamar de Frederico Westphalen. Ao caminharmos para o quarto eu explico que uso uma identidade falsa em alguns locais para que ninguém descubra que eu tenho muito dinheiro. A rameira ficou ainda mais sorridente. Ela abre sua bolsa e tira uma lingerie, insinua-se e vai para o banheiro. Pego as duas taças sobre a mesa, coloco uma cápsula em cada uma e deixo numa bandeja. Astuta e perigosamente a gata selvagem surge de uma porta, colocando primeiro sua perna branca e roçando algo invisível. Depois coloca suas mãos, arranhando a parede. Em minha direção caminha devagar, põe um laço preto no meu pescoço:

– e aí gato, recuperou o estoque?
– sem dúvidas, mas antes acho que algo faria estocar ainda mais.
– o quê?
– um striptease.
– não tenho muita experiência, mas sou boa em improvisar.

Me beijando enquanto me faz andar de costas, me joga na cama. Rebolando e andando, ela segura a barra de pole dance.

– antes, que tal um pouco de uísque?
– minha bebida favorita, como adivinhou?
– tu me contastes.
– nossa, nem lembro. Falo tanto. Tu vai querer também?
– depois.

Depois de dois goles, ela gira, sensualizando, fazendo que tirará a roupa mas desistindo. Foi uma questão de minutos.

– que coisa estranha!
– o que foi?
– não sei.

Ela desliza pela barra, só que agora agonizando.

– me ajuda!
– calma! – falo tranquilamente – eu encontrarei uma forma de ajudar.

Coloco sua roupa. Ela já está quase desmaiando. Passo pela recepção. Pergunto se a moça conhece uma farmácia perto dali. Digo que ela fica bêbada fácil e que acorda com muita dor de cabeça. Tudo como o planejado. No carro a vejo gemer pedindo ajuda. Ela está mais branca do que já é.

– o que tu fez comigo?

Suas últimas palavras, já sem forças. Sinto uma vontade de despejar o resto de esperma dentro de mim. Paro o carro, abro o zíper e coloco a mão dela, fingindo que ela está punhetando. Com mais fome, tiro sua saia e meto nos dois buracos. Para finalizar, jogo na boca dela e dou tapas, como se estivesse chutando cachorro morto. Mais ou menos meia-hora até chegar a floresta. Ouço rosnados. Percebo um leve pulso. Removo-a do carro e tento acordá-la para que ela aprecie comigo o espetáculo. Por sorte, seus olhos, fracamente, se abrem. Ponho um pedaço de carne frita dentro de seu sutiã e a empurro num local onde as onças são invisíveis, mas audíveis. Não ouço gritos, mas ouço o que parece ser uma competição de bestas por um prêmio.

Continuação:
/2021/06/desejos-de-um-homem-ensandecido-2/

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5 Comentários

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  • Responder Papai ID:81rt8gcoi98

    Delicia chama lá.

    @Papai_ped

  • Responder Lex75 ID:5vaq00tfi9o

    E que tal fazerem-te o mesmo?

  • Responder Tongui ID:5pmoole7d9a0

    Olha eu faço acompanhamento pisicatrico
    Se quiser eu te atgendo uma consulta para
    Te enternarem no hospício seu doente

    Conto de merda!

    • ada ID:46kpj90rfid4

      Sou professor aposentado
      Que tal umas aulas do ensino fundamental , mas precisamente do ensino infantil

    • Xenoautor ID:81rd515mzmp

      Adorei, bem criativo e, acima de tudo, belo com as palavras