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Aline & Theodoro 4

1608 palavras | 0 |4.50
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Por Aline…

A morte da Bia a princípio foi terrível. E não me entenda errado, tudo é cruel e triste, mas o que aconteceu depois me ajudou.

Os pais dos alunos mais ricos se moveram e a escola ficou apenas com os bolsistas. O Theo me arrumou um advogado amigo dos pais dele, que logo achou as câmeras de segurança provando que nem o Theo e nem eu tínhamos algo com o suicídio.

Como meu quarto estava isolado, o diretor me deu outro quarto, sem nenhuma companhia, no andar dos professores. Era uma suíte foda.

Com o passar de dois dias muitos alunos tinham voltado. E na missa de sétimo dia a escola fez uma cerimônia bonita para Bia. Tivemos palestras sobre depressão e suicídio. E apenas dez por cento dos alunos deixaram a instituição.

Tinha só uma coisa estranha. E entenderia o motivo de uma forma bem ruim…

Alguém bateu na porta de manhã, no dia em que as aulas seriam reiniciadas.

Quando abri a porta vi o professor Artur, ele forçou a entrada e foi seguido por um aluno, Lisandro!

— O que aconteceu com Bia e vocês no apartamento? — gritei e avancei para cima do Lisandro, o professor me segurou, e falou calmamente:

— Primeiro vamos assistir um certo vídeo, depois conversamos… — Artur estava tão calmo que me tranquilizou.

— As coisas não aconteceram do jeito que você imagina… — Lisandro falou ao colocar um pendrive na televisão.

As imagens que se seguiram foram inacreditáveis.

Os meninos estavam filmando a Bia chupando as picas deles. Do nada a garota levantou, o rosto dela estava normal, ela andou, e se jogou pela janela, os meninos se desesperaram e começaram a gritar. E o vídeo acabou.

— Não foi culpa deles. A ficha da Bia era longa, abusos quando criança, violência doméstica constante. Abusos de drogas. Ela era tudo de errado. Mais cedo ou mais tarde aconteceria. Só foi naquele momento. E você devia estar agradecida.

— Eu devia estar agradecida Artur? — que porra é essa?

— Pensa Aline. Você é bolsista. E se a Bia se matasse enquanto você dormia. Tinha muita maconha no quarto, e também cocaína. Foi fácil para polícia entender que era da menina depressiva. Agora, e se você estivesse lá e não com seu namorado?

Fiquei sem palavras. A minha situação seria bem ruim…

— Agora isso não importa, estamos aqui para te avisar. Ou melhor, para conferir a versão oficial dos fatos. A Bia estava sozinha no quarto. Entendeu?

— Artur, a polícia pegou as câmeras de segurança… — comecei a falar e fui interrompida pelo professor:

— Não, escuta. Os garotos que estavam lá tem dinheiro para comprar metade da cidade, logo, as câmeras não estavam funcionando naquele andar. Eu mesmo sumi com as imagens. Agora pensa, você quer essas pessoas como aliadas ou inimigas?

O sinal avisou do início das aulas. E eu entendi a mensagem. Caralho, eu tinha que manter tudo em segredo…

— Lisandro, vai na frente, eu e a senhorita Aline temos que conversar mais algumas coisas.

Lisandro sorriu daquele jeito que odeio, e quando ele saiu o professor se aproximou:

— Não preciso nem dizer que também tenho o seu vídeo antigo, né? Agora, você arrumou mais um namorado, e é melhor se esforçar por ele… — o cara falou de um jeito que não tive como recusar. Eu estava envolvida em algo muito maior que eu…

A primeira coisa que o Artur fez me surpreendeu. Ele nem deu tempo para eu falar, me beijando na boca e pegando no colo!

Da sala fomos para o quarto. Retribui o beijo, sem saber direito o que fazer.

Quando me jogou na cama o professor Artur falou tirando a camisa:

— Faz tempo que não transo com uma biscate. Não gosto de infantilidade, nem de abuso, quero você bem safada, do jeito que você estava naquele vídeo. Nem adianta fingir inocência.

A rola do professor logo foi colocada para fora. Com o cara completamente pelado vindo para cima de mim resolvi aproveitar.

Pelo que o Theo deixou claro, a gente não transaria tão cedo. Então, com essa rola, que mesmo mole é bem grande, não vou nem tentar resistir.

O professor deitou em cima de mim e voltou a me beijar.

— Abre as pernas… — obedeci, né…

Ele pegou as minhas mãos e colocou no pinto quente dele. Apertei um pouco.

Com a língua dele na minha língua, senti as coxas esquentando.

A pica dele demorou, mas ficou dura, dava para segurar com as duas mãos. Caralho, literalmente.

O professor me levantou, ele gostava de me olhar, e aproveitou para tirar minha camisa. Como estávamos prestes a começar a aula, eu estava com o uniforme quase completo, só as sapatilhas já estavam longe.

A mão do professor pegou na minha boceta, com a outra mão no meu rosto. Primeiro por cima da saia xadrez, depois por baixo, tirando minha calcinha e jogando longe.

Com a xota na mão daquele cara não consegui disfarçar o tesão. Ele também percebeu, socando dois dedos, e depois três, com minha pele, depilada para o Theo, apertando os dedos dele bem forte.

Erguendo minha saia, Artur apreciava minha boceta molhada, ele cuspia e enfiava em mim. Desgraçado.

Comigo ainda de sutiã, vermelho, com rendas, que combinava com a calcinha, vi que ele ia socar a rola em mim quando arrumou o corpo, se apoiando nos meus peitos, que seguraram as mãos bem abertas dele.

A rola praticamente encaixou na minha boceta, meus lábios se abriram, e foi fácil até a metade, quando foi preciso forçar com todo o peso do corpo daquele cara.

Artur segurou minhas coxas grossas, e com ele deitado em cima de mim comecei a levar rola.

— Não vai colocar a camisinha não? — cobrei ele.

— Se te engravidar sua vida tá feita, sou filho do dono desse lixo de escola, cala a boca e goza na minha rola…

Não precisava nem mandar, afinal, com toda aquela pica dentro de mim ou eu gozava ou enlouquecia. Toda a foda era forte, o jeito que ele enfiava, as mãos me apertando, marcando minha pele morena, a pica dura para caralho, me alargando como nunca antes.

Tudo se mantinha, mesmo comigo tentando trocar de posição, acho que o otário gostava de ficar por cima. Abri bem as pernas, e levei pelo menos três gozadas longas.

Antes de sair Artur deixou claro:

— Vou contar para os outros professores que conversamos durante toda a manhã, e que você não estava se sentindo bem para assistir as aulas. Lembra de nossas conversas, e pensa, sua vida também está em jogo… — essas palavras me marcaram, e com a boceta escorrendo porra resolvi não abrir a boca sobre o dia do suicídio da Bia…

Por Theo…

Após o trágico episódio com a Beatriz, tudo ficou conturbado na escola, eu fiquei uma semana sem ir à escola, pois não consegui tirar aquela imagem da minha cabeça, meus pais então decidiram me transferir para as aulas de meio período onde eu só iria para a escola pela parte da tarde, uma parte de mim ficou triste por que ficaria longe da Aline por muito mais tempo agora, porém outra parte de mim, essa bem maior, ficou aliviado por estar longe daquela maldita escola.

Outra coisa que mudou é que minha família finalmente descobriu sobre meu primeiro namoro, por incrível que pareça minha mãe não disse nada sobre isso, apenas que conversaríamos melhor em outro momento, talvez meus pais quisessem respeitar meu tempo e não me pressionar logo após um trauma como a morte de uma colega.

Eu estava aflito quando as aulas retornaram, sentia que a qualquer momento a polícia invadiria a escola e levariam a Aline para longe de mim.

Cheguei a escola e fui ao andar da Aline, porém havia um aviso na porta que o quarto estava fechado por tempo indeterminado para investigação. Fui à secretária e me informei, descobri que Aline havia sido transferida para uma suíte no andar dos professores, o estranho é que aparentemente o professor Artur pediu pessoalmente por essa mudança, ele sempre me pareceu rígido, não pensei que o nosso professor pudesse fazer algo legal como dar um suíte a uma bolsista. Preciso lembrar de agradecer o professor Artur! É no momento de dificuldade que vemos quem realmente está do nosso lado!

Vou para o andar dos professores e incrivelmente encontro Aline no elevador, ao me ver ela parece se assustar e puxa a saia com as duas mãos, acho que ela pensou ser outro garoto e recatada como é não quis mostrar suas cochas.

— Amor!!! — corri para dentro do elevador e a abracei bem forte. — Me desculpa por não estar aqui pra você esses dias, tudo foi uma loucura… infelizmente vamos ficar mais tempo separados agora.

Eu digo cabisbaixo.

— O quê houve Theo? — ela pergunta passando a mão no meu rosto.

Sua mão está com um cheiro estranho, mas não sei o que é.

— Meus pais me colocaram em meio período, só vamos nos ver pela parte da tarde agora… e eles sabem sobre nós dois…

CONTINUA…

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