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Rei Goblin

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Picos das Nuvens, montes que se estendem entre planícies e colinas no oeste do continente Faerûm. Ali, nas cavernas profundas escavadas pela natureza de Toril, eu sou Rei, um Rei Goblin.

Os humanos vivem por perto.

Pela Costa da Espada, da areia branca, banhada pelo profundo azul marinho, vilas seguem a noroeste dos Picos até a grande cidade de Castiçal. Lá, muralhas protegem os cidadãos, mesmo que por sítios e fazendas, cingindo os muros de pedra, o território humano permaneça desprotegido.

Pelas planícies ao sul dos Picos das Nuvens, seguindo a estrada vinda do norte, existe, além do rio manso, a cidade de Athkatla. Lá a estrada se divide, seguindo ainda mais ao sul para além dos montes nomeados Dentes Pequenos, e para o leste. A estrada leste leva à cidade de Crimmor, de lá, a sudeste, se chega ao lago Esmel, e à cidade de Esmeltaran. Dizem que a estrada continua seguindo sul, mas nem eu, nem nenhum dos meus, jamais foi tão longe.

Temos tudo o que precisamo aqui, e nas vilas entre as cidades humanas.

Em cada um dos montes existem resquícios de túneis e ruínas, até mesmo mais ao norte, perto do bosque de Era Madeira, e a nordeste, tocando o Bosque das Cobras. Se quer os humanos vivem por lá. Isso nos oferta inúmeras rotas de fuga, e é a principal razão de já a três gerações podermos viver aqui.

Temos quatro ninhos de goblins, como chamamos os centros de nossas cidades. Ambos no Bosque das Cobras. Para os alimentar, são quase cinquenta goblins em cada ninho, roubamos e levamos comida e suprimento por rotas seguras, enterradas.

Saqueamos vilas e mercadores, ignorando as cidades. Com exceção da vez que, em meio a uma tempestade, um barco humano atracou vindo do Mar das Espadas. Além de vinho, eram comerciantes, os imundos deixaram quatro virgens, dez, treze, e duas de quatorze anos, a última levou seis anos para conseguir se matar, foram momentos muito prazerosos com as quatro putas. Por fim, após cansar de foder, devorei três delas, enquanto choravam e gritavam, ainda hoje lamento por comer a carne fria daquela última…

Nesse tempo eu estava cansado de foder as goblins porcas que me serviam, e havia decidido caçar presas humanas.

Um dos vigias das entradas dos túneis foi quem trouxe a notícia, no lago baixo, de onde flui o rio manso, algumas crianças começaram a ser avistadas dia sim, dia não, isso por quase uma semana.

Era uma boa chance. Outra oportunidade talvez levasse meses, ou pior, dependesse da sorte, e não há espécie mais azarada que os goblins…

Montei um grupo pequeno, apenas seis. Menos goblins para dividir as presas, ou serem capturados caso houvesse algum aventureiro armado, se não fossem esses malditos talvez existissem até quatrocentos de minha raça em cada ninho. Humanos eram brutais, mais altos, mais fortes, mais inteligentes, mais belos, e mais saborosos…

Seguimos pela escuridão, sem tochas, todo esse tempo vivendo escondido havia nos concedido uma visão que humano algum teria, ao menos sem magia.

Era fim de tarde quando escutamos os gritos, alegres, e os sons dos pequenos correndo e pulando na água do grande lago cinzento. Contei sete meninas, e quatro meninos.

Demorei para encontrar um adulto, era nosso dia de sorte, havia somente uma mulher, alta, loira, com peitos fartos. Além do fino vestido branco era possível ver sua cintura fina, e a bunda enorme. Uma humana que decidi, seria minha.

Esperamos para entender a situação. No primeiro dia ordenei que os seguissem, a última coisa que precisávamos era de um Rei que não pensasse, existiam todos os outros goblins para agir de forma retardada, eu precisava ser diferente.

Descobri no terceiro dia que havia uma casa nova naquela região, há quase um dia de distância de Athkatla, nas margens do rio manso. Era o que os humanos chamavam de orfanato. Não fosse por um homem velho, que usava espada e escudo, mas sem qualquer armadura, estariam desprotegidos.

O plano era simples. Esperaríamos até que voltassem ao lago baixo. Seria fácil, se eu não fosse um Rei de goblins…

Na primeira vez que a mulher e as crianças voltaram o homem veio com eles. Minha ordem era esperar mais um dia ou dois, para que voltassem sem o homem armado, contudo, quando as crianças tiraram as roupas, e a mulher as imitou, meus seis leais se moveram.

Decidi não ficar parado, as punições seriam decididas depois…

Tínhamos o elemento surpresa. E se não fosse um dos meninos, que tinha saído para mijar, aquele espadachim teria sido morto por minha espada.

A criança gritou, o velho, que eu planejava matar num único golpe, saindo do mato, virou, e numa velocidade incrível desviou minha lâmina. Gritei:

– Ataquem só o homem!

E as flechas vieram, duas certeiras, nas pernas do velho. Aquele moleque pegou uma pedra e jogou em mim, estávamos próximos, acertou em cheio, e meu olho esquerdo sangrou.

O homem agarrou o escudo, e se protegeu das próximas flechas. As crianças e a mulher correram, nus, se protegendo atrás do velho, que sangrava mancando com as flechas fincadas na perna.

Não fosse o veneno, teríamos nos complicado. Quando o velho caiu, morto, a mulher gritou desesperada. A criança que atirou a pedra correu até a espada, e veio na minha direção.

Eu ia a transpassar, mas apenas desviei, e cortei fundo em suas costas. O risco rasgou sua camisa, e o sangue se espalhou por sua pele e pela grama.

A mulher chorava implorando:

– Não! Chega! Por favor! Não nos mate! Eu faço qualquer coisa! Não vamos reagir! Por favor! Por favor! Por favor! Por favor…

Aquilo se repetiu por instantes. Meus leais já escolhiam suas presas quando tive a idéia. Eu falava o idioma dos humanos devido à convivência com as virgens, então questionei a mulher:

– Porque eu deveria te poupar se os humanos matam os meus? Se os humanos queimam os meus? Se os humanos esvisceram os meus?

Ela respondeu:

– Por favor, são só crianças. Eu faço o que vocês querem, eu sei o que vocês querem, libertem elas, eu imploro! Por favor! Por favor! Eu sei o que vocês querem…

O plano estava feito. Falei aos meus, em linguagem goblin:

– Vamos fingir que deixamos as crianças. Depois outro grupo vai até o orfanato e as captura, as levam direto para os ninhos, para serem escravos. Também devem roubar a casa deles, e a queimar. A mulher será minha escrava depois de todos nós a usarmos.

Um dos goblins não gostou do plano, era o mais imbecil deles:

– Não precisa. Estupramos todas aqui, amanhã vamos à casa grande e roubamos. Dividimos entre nós, e não entre os ninhos.

Em fúria, cortei ao meio a cabeça do humano que estava no chão, o cerebro e o sangue correram numa poça carmesim. O goblin me olhou e ameaçou vir em minha direção. Fiz um sinal que permitia o desafio. Era o preço para ser Rei, lutar contra todos que ousavam me desafiar.

Ele não correu, um dos que estavam perto dele jogou o arco. Duas traições em um só dia, mas eu não esperava nada diferente. Enquanto o arco estava no ar, e a flecha era jogada, peguei uma adaga e lancei, acertando o olho direito do goblin que tinha me desafiado.

No chão, gritando de dor, o desgraçado me viu passar velozmente. Segui ao que jogou o arco, ele deseimbanhou a espada e segurou meu golpe. Chutei seu joelho direito e o quebrei, o osso saiu pela pele, e acima desse cravei minha lâmina, girando em seguida, fazendo a pressão jorrar seu sangue contra o ar, me banhando.

Apontei a espada para os outros quatro goblins, que ajoelharam. Expliquei novamente:

– Vamos voltar para as cavernas com a mulher. Fingindo que deixamos as crianças vivas. Lá, vamos mandar outros goblins pegar as crianças, pilhar a grande casa, e levar as crianças para a escravidão nos ninhos. E essa mulher será minha depois que todos os nossos a usarem.

E assim foi.

Depois de lentamente degolar os dois traidores, menti para à mulher:

– Matei dois dos meus para deixar as crianças viverem. Você vai servir aos goblins?

Com desgosto e nojo ela respondeu:

– Sim, sou sua serva…

Fiz sinal para as crianças irem. E elas levaram até aquele que estava machucado.

A mulher não tentou fugir, nos acompanhou de volta aos Picos das Nuvens. Lá a entreguei para os que nos esperavam, e ordenei aos que testemunharam nossa conquista o segredo. Expliquei para outros dois goblins sobre as crianças, e eles fizeram como ordenei, não deixando se quer uma para trás. Enquanto recebia tratamento, perdendo o olho esquerdo, ainda à noite, do alto de um dos montes vi a fumaça do orfanato que queimava.

No próximo dia as crianças até mesmo passaram por perto de onde estávamos, e lembrei de mandar aquele que me cegou de um olho ao Punhal, um dos goblins mais cruéis dos ninhos das Cobras. Ele não seria torturado como os outros…

Quando voltei para a sala real, que era iluminada pela lua, vi a mulher…

O cheiro de porra impregnava o ar. Ela estava deitada de lado, não chorava. No tapete de pele de lobo os fios dourados se espalhavam longos, meio grudados pelo esperma que escorria de seu rosto, boca, cu, boceta, na verdade, mesmo seus pés tinham porra.

Ela estava parada, traumatizada por aqueles que somavam vinte e seis, num círculo ao seu redor. Era o segundo dia, e olhando para aquele rosto eu sabia que ela não havia dormido.

Sem reação ela era fodida no cu sem dó, bem como na boceta, e boca, ao mesmo tempo. A mulher era alta até para os padrões humanos, o que deixava os goblins lhe fodendo ainda menores. Um após o outro, por horas, haviam lhe enchido de porra, e naquele instante sua mente estava em outro lugar, e permaneceu assim até que veio o novo dia, com a poça de porra lhe banhando toda a pele.

Alguns goblins já nem voltavam para seus afazeres de caçada, dormindo na sala real, acordando e voltando a foder a mulher. Outros começaram a ir embora, pedindo para voltar aos ninhos, interessados nos escravos, fui liberando um a um, até o último. Depois, quando os novos guardas voltaram, não permiti que vissem a humana, realocando esses nas velhas funções de caça, guarda, e vigia.

Somente no quinto dia me dediquei à escrava.

Quando entrei na sala do trono, ela suplicou:

– Água…

Eu tinha deixado ela dormir, a alimentei com frutas, e também levei ela para outra câmara, onde havia uma fonte. Aos prantos ela chorou, bebendo água e se banhando.

– Se você se matar eu mato a criança…

Falei quando ela olhou para onde a água fluía.

A caverna era clara, a água vinha de um rio que nascia no alto da pedra, formando, após uma fina e extensa queda d’água, o pequeno lago antes de seguir para a luz, que era um buraco no alto de um dos picos centrais.

– Você disse que deixaria todos irem!

Havia ira na voz dela. Expliquei:

– Não posso deixar aquele que me feriu fugir. Só capturei esse, ele será escravo, os outros estão livres, mas se você morrer, ele morre.

– Você é sujo… Eles vão fazer aquilo comigo de novo?

Sorri:

– Depende de como você se comportar. Entende que é uma escrava agora, e que eu sou o seu Rei?

Ela riu:

– Um Rei entre goblins?

Ameacei:

– Acho que você precisa de mais uns dias com eles…

Ela saiu da água, e se jogou aos meus pés. Suplicando, suas lágrimas banharam minha pele:

– Eu faço qualquer coisa, só não deixe que me destruam de novo! Eles não tem piedade! Sê piedoso ó todo poderoso Rei Goblin!

(No próximo episódio vou mais fundo na putaria, resolvi escrever por ver algo assim aqui nos contos, posta o link do seu conto nos comentários se você também escreve fantasia aqui na Contos Eróticos CNN)

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5 Comentários

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  • Responder Vagner

    Muito bom, ansioso pela próxima parte

  • Responder Thaz

    Fiquei curioso para saber o resto

    • Fadinha J

      Em breve sai aqui no site, mandei para eles de manhã, espere por bizarrices haha

  • Responder RapistOtaku

    A melhor adaptação de goblin slayer que ja li, ansioso pela segunda parte

    • Fadinha J

      Valeu, já escrevi o capítulo 2, só esperar postarem no site XD