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Sonhos de vidas e Amores eternos, 8

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Lana e Fernando conversam descontraídos brincando na lama. Beijos, abraços e mãos nervosas tocando aqui e acolá, ela quer e ele quis…

8 – Lana e a lama…

📅 7 de julho de 1989, sexta-feira – Em casa
📌 (Clarisse foi professora de Luciana no Rosa Castro e foi por sua indicação que Clarisse começou a dar aulas de inglês no Santa Mônica onde conheceu Fernando que conheceu sua filha…)

― Clarisse nos convidou para passarmos o final de semana em Capivara…
― Acho que não vai dar pra mim – Mônica respondeu – Vão vocês…
― Poxa Mônica, deixa de ser estraga prazer! – Fernando abraçou a mãe – Lá tem um riacho gostoso e Lena vai adorar… – piscou para a tia.
― Tu tá interessado é na Lana, seu safado! – Mônica beliscou o braço do filho – Mas não vai dar mesmo, tenho que participar da reunião do conselho justamente no sábado… – levantou e segurou Luciene nos braços que, instintivamente, sugou seu peito – Aqui não tem leite sua vaquinha esfomeada…
― Pode não ter, mas que é gostoso isso é! – Fernando beliscou o outro mamilo.
― Eita família depravada siô! – Adalgisa sorriu, as duas vestiam apenas calcinha como faziam sempre – Tomem jeito! Vão vestir pelo menos uma camisa…
Adalgisa achou estranho quando começou trabalhar na casa de Mônica, mas com o tempo se acostumou em ver os patrões vestidos em roupas sumárias. Ela própria às vezes, principalmente quando lavava as roupas, acostumou não ter vergonha em ficar só de calcinha, mas nunca sem sutiã ou camisa.
― Já está bom filha…, agora fica um pouco com a vovó senão mijo na calça… – entregou a filha para Mônica.
Fernando fuzilou a tia com um olhar de medo, Luciana apenas sorriu e entregou Iene.
― Que história de vó é essa menina? – segurou a sobrinha neta – Sou muito nova pra ser avó viu seu Fernando?
― Até que a pequena se parece com seu Nando… – Adalgisa comentou – Deve ser coisa de família, minha irmã mais nova é a cara de meu tio João…
― Tu não tens o que fazer menina! – Mônica olhou para a garota – Aproveita e faz suco de laranja para o almoço… – Adalgisa olhou para ela e saiu para a cozinha.
― Deixa de ser grossa Mônica! – esperou que a garota saísse – Que diabo te mordeu? Tu não és assim…
― Desculpa filho, mas estou com a cabeça fervendo de problemas – segurou a mão e beijou – Depois peço desculpas pra ela e…, merda! A cabrita me mijou!…

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📅 8 de julho de 1989, sábado – Capivara (Lana e a lama)
📌 (Não era bem uma fazenda apesar de algumas poucas cabeças de gado presos em um curral além de galinhas, patos e perus ciscando no terreiro. A casa humilde tinha apenas dois pequenos quartos, uma sala aconchegante e cozinha onde uma preta velha cozinhava no fogão a lenha, mas na varanda de terra batida três redes armadas convidava para o ócio.)

Lana estava acesa quando chegaram, Luciana já tinha percebido a troca de olhares dos dois, mas não falou nada.
― Filha põe as coisas deles no quarto e pede para Raimunda matar um pato… – Clarisse deitou na rede olhando preocupada para o céu escurecido – São Pedro vai melar nosso passeio…
― Vai não dona Clarisse, isso é só mão de cumbuca – Raimunda falou da cozinha – O que tinha de cair já caiu de noite…
― Olha lá Mundica, esse céu tá muito carregado…
― Qual o que, siá! Pode cuspir no chão que lhe aprometo que não desaba não…
Olhou para o céu, uma réstia de sol pinicava os buraquinhos das nuvens, levantou e viu Luciana sentada dando de mamar para a filha. Deu outra espiada no céu antes de entrar no quarto onde estavam as coisas dos hospedes e parou assustada, Fernando estava nu escolhendo qual bermuda usaria.
― Ops! Desculpe professora… – sentou na cama tentando encobrir a nudez…
― Chá pra lá menino… – continuou parada da porta – Coloca calção de banho que vamos para o riacho do padre e… – suspirou e saiu sem completar o pensamento.
A estrada de terra batida não parecia tão molhada como imaginara, algumas poças de lama não dificultou chegarem ao riacho.
― Tá cheio… – Clarisse desceu do carro – Tenham cuidado, a correnteza deve estar muito forte…
Tirou as coisas que levara para lancharem e beberem, a latada de palmas havia resistido ao inverno, mas afora a estreita faixa de areia margeando o riacho muita lama dificultava os movimentos e Luciana se arrependeu de ter levado Luciene.
― Aqui é muito gostoso no verão… – Clarisse sentou no banco de madeira enegrecido pelo tempo – Fiz muito piquenique com a patota do Rosa Castro…
― Mas que está uma merda está! – Luciana abriu uma cerveja – Se soubesse que era assim não teria vindo…
― Deixa de frescura garota, curta a aventura! – tomou o copo de cerveja de uma só golada olhando para a filha que conversava animada com Fernando – Quem está curtindo são os dois…
― Tu deixa de jogar tua filha pro Nando… – sorriu, ele tinha lhe contado que Clarisse o vira nu – Desde pequeno sempre levou a vida sem preocupação alguma e…, ele falou que tu pegou ele pelado…
― Pô! Amiga, desculpa… – Clarisse encheu os copos – A porta estava encostada e…
― Liga pra isso não amiga…
― Menina! O susto maior foi ver aquela rola… – sorriu lembrando como tinha ficado excitada – Esse garoto vai fazer festa nas gurias…
Fernando e Lana conversavam sobre coisas do colégio sentados um pouco distante das duas.
― Tenho nada com ele não Nando… – Lana apoiou o corpo nos braços para trás – Pintou um clima naquele dia, mas não namoro com ele não…
― Mas Gorete me contou diferente… – sorriu com a aperreação da garota – E aquele negócio do vestiário também não foi nada?
― O Almada é saliente…, mas a gente botou ele pra correr… E a Jane?
― Que tem?
― Vocês estão firmes?
― Ela é muito criança… – esticou as pernas metendo os pés no lamaçal – Na festa de encerramento…, teve nada não…
― A mãe fala que essa lama é medicinal… – olhou os pés do colega chacoalhando a lama – Diz que é bom pra pele…
― Isso não é da chuva?
― Né não…, no verão seca um pouco, mas nunca fica todo seco… – pegou um punhado de lama e passou na barriga – É friozinho…
Luciana olhou para os dois e estranhou ver Lana passando lama em seu corpo.
― Arg! Lana tu tem cada uma?
― Preocupa não que é sulfurosa e bom para a pele… – Clarisse abriu a terceira garrafa de cerveja – Limpa a epiderme…, mandei analisar…
Fernando olhou para Lana vendo a barriga preta com a lama, ajoelhou perto dela e começou cobrir seu corpo com a lama.
― Deita, deixa eu passar…
― A lama do barreiro é melhor… – levantou e entrou em uma capoeira, Fernando seguiu – Essa daqui é pouco mexida e não empossa como na beira do riacho.
Deitou de bruços em uma espécie de chapa de pedra, Fernando olhou para ela. Não era feia, um pouco branca demais, mas o corpo bem definido e a bunda arrebitada fazia chamar atenção.
― Tem uma bacia de alumínio ali – apontou – Pega do fundo da cacimba…
Fernando encheu a bacia com lama e sentou do lado da garota, cobriu as costas e as pernas, Lana parecia adormecida sentindo o frescor lhe tomar o corpo.
― Espera… – tirou o corpinho do biquíni e deitou de peito pro ar – Passa no meu peito também…
Como já imaginava, os peitinhos pontiagudos com biquinhos rijos. Espalhou a lama massageando o corpo, sentiu que a garota estremecera quando tocou seu peito, os olhos fechados e a cabeça apoiada nos braços. Desceu mais e quando enlameou as pernas tocou de propósito a vagina papuda e ela abriu as pernas, olhou para ela e, sem pensar duas vezes, abaixou a calcinha do biquíni e suspirou, a vagina com poucos cabelos negros e lisos.
― Tu é muito saliente Nando… – tapou a vagina com as mãos – Não era para tirar tudo não…
― O que é que tem, só estamos nos aqui… – tornou massagear os seios cobertos por lama – Se tu não quiser…
― Não!… Pode passar… – tirou a mão e abriu as pernas – Mas é só pra passar lama viu?

✒️ Fernando sorriu, ela olhava para seu rosto, na face um algo que não deixava esconder o tesão. Encheu a mão com lama e passou encobrindo a vagina e aquela conserva sobre Jane voltou encher seus pensamentos…

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📅 8 de setembro de 1988, quinta-feira – Roselâdia (Educandário Santa Mônica)
📌 (A festa era tradição do Santa Mônica, a quadra tinha sido decorada com esmero pelas professoras e desde as sete da noite brincavam e conversavam sobre os planos para as férias e para o ano seguinte. Refrigerantes, sucos para os alunos e cerveja para pais e professores.)

― Tô com sede… – Jane falou.
― Vou buscar… – Fernando levantou.
― Não! – Jane segurou seu braço – Quero água mesmo… Vamos na cantina…
A cantina ficava em baixo da quadro de esporte, em frente ao pátio do recreio e quando desceram a escada estava escuro.
― Espera, vou ligar as luzes…
― Vou contigo… – Jane segurou sua mão.
Fernando sentiu a mão suando, a garota não parecia nervosa, mas as mãos estavam suadas. Desde a quinta série Jane sempre procurava ficar com ele, mas era muito nova e ele tinha medo de aceitar a namoro.
― Nando… – Jane parou, estavam próximos dos interruptores – Me beija…
― É melhor não Jane… – respirou agoniado, a garota era uma das mais bonitas do Santa Mônica – Pode ser que alguém tenha nos visto descer…
― Tem nada não…, me beija…
― Não Nando… – Lana segurou sua mão – A gente não namora…
― Deixa, só um pouco…
― Não Nando, a mamãe nos viu vindo pra cá… – suspirou e levantou, a lama havia secado em seu corpo – Tu não quer também?
Fernando olhou para ela nua e coberta de lama, no rosto apenas os olhos e a boca sem lama.
― Tu tá engraçada… – não conseguia mais esconder a ereção.
Lana suspirou quando viu a boca aproximar da sua, não tinha pensado em fazer nada além do banho de lama sulfurosa, mas não se mexeu e quando sentiu o toque de seus lábios em sua boca deixou rolar e o beijo se transformou em agarração de desejo.
― Não Nando, não quero isso… – tornou afastar a mão boba que tentava acariciar sua vagina – Vamos banhar…
Fernando não forçou, não iria fazer nada forçado.
― Tu não vai te vestir?
–―Ainda não… – se afastou em direção da cacimba – Vem…
Não era fundo e nem muito grande, parecia uma banheira redonda como se fosse uma bacia com águas transparente, no fundo o minadouro parecia ferver. Lana entrou e acocorou para tirar a lama do corpo e dos cabelos, a água escureceu e quando ela levantou os peitinhos pareciam mais bicudos.
― Tu não vem? – sorriu – Mas é só pra banhar viu?
Fernando entrou, a água sequer encobria suas pernas. Sentou sentindo o corpo formigar, Lana pegou a caixa de sabonete e se ensaboou.
― Tu tá com uma cara muito safada Nando… – entregou o sabonete – Passa em minhas costas e tira a lama… – suspirou quando as mãos carinhosas passeava em suas costas.
Não tinha vontade própria, somente aquela sensação gostosa das mãos lavando suas costas parecia domar sua vontade e aquela brincadeira, aos poucos, se transformou em outra coisa, em uma coisa que lhe endoideceu quando sentiu a mão passar em sua bunda e tocar no buraquinho enrugado.
― Para com isso Nando… – suspirou arqueando a cintura – Deixa de brincadeira…
Fernando não tinha certeza de mais nada, desde que Lana tirou o corpinho e queixou que ele tirasse seu biquíni deixou de lado o medo e ali, naquela bacia natural, não havia como deixar de querer ir em frente.
― Tu é muito saliente garoto… – virou e ficaram de frente – Confiei em você… Não Nando, para com isso… – ele segurou seu peito e ela se sentiu desejada e desejou como nunca antes tinha desejado.
― Lana… – aproximou o rosto e novamente se beijaram.
A garota não sentia medo, apenas aquele calor queimando dentro da vagina melada e a vontade de ter vontade, respirou fundo olhando dentro dos olhos daquele garoto que mexia com ela, que lhe fez ter sonhos melados e por quem nutria não somente aquele desejo de se deixar fazer mulher.
― Para com isso Nando… – o toque do dedo no biquinho do peito e aquele calor queimando suas entranhas – Não faz isso Nando, não…, não quero…
― Lana… – Fernando aproximou o rosto, lambeu o biquinho do peito sentindo o sabor ocre da lama – Lana…
Talvez nem ele ou ela tinham pensado naquilo, mas os corpos nus se tocando, as sensações lhes tomando de assalto a vontade fez mudar o que não deveria ser mudado e ela sentiu o corpo tremer e suspirou como não lembrava de ter suspirado.
― Nando…, o que tu vai fazer? – a mão boba bolinando a vagina – Não quero Nando, não quero… Para Nando… Hum! Não Nando, espera… Espera…
Não havia mais volta, abriu as pernas e sentou. O pau duro forçando e ela sentindo sentir querer sentir e o dedo ainda brincando de bolinar bolinando os grandes lábios escorregadios de desejo.
― Ai Nando, espera… Ui! Merda…, espera… – levantou um pouco sentindo que ele colocava o pau na entrada – Nando… Ai! Ui! Nando…
E sentou, não sentiu as dores que pensava que ia sentir. Apenas aquele incomodo gostoso se metendo dentro dela.
– Ai! Nando…, ai… Eu…, eu…, hum…, não…, eu não…, pera Nando, não…, Ai, pera Nando… Hum! Merda, entrou Nando, entrou…

✒️ Não era como no sonho, em nada havia do nada pelo tudo que sentia. Não sentiu dor e aquele incomodo gostoso se espalhou pelo corpo e rebolou, pela primeira vez rebolou sentindo a vagina entupida. Pronto, tudo o que não poderia acontecer tinha acontecido, não era mais menina moça. O pau atolado dentro da xoxota era o passaporte entre o antes e o agora, não era méis menina moça e sim menina mulher…

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