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Sonhos de vidas e Amores eternos, 10

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Fernando fode Luciana no jardim do convento onde ficaram alojados… Fernando viajar no tempo e volta um dia no mar com uma amiga da mãe…

10 – Os jogos, as meninas e os desejos

“Amar é um verbo que não se conjuga no passado. Você ama hoje e amará sempre, ou nunca amou de verdade.”
(Mônica Alvares)

📅 12 de junho de 1993, sábado – São Luís (Os jogos)
📌 (Quando chegamos Luciana já esperava e nos levou para onde seria nosso alojamento que não era bem como eu esperava…)

― Foi a coordenação, mana…, e… – Mônica não queria ficar no convento – Olha, vamos fiar aqui e…
― Em um convento, Lu? – conversavam e no ônibus o frisson alegre das meninas – Tu sabes que…
― É só uma semana, Mônica…
Não era um convento, era a casa de veraneio das irmãs carmelitas, mas todos esperam ficar em algum colégio como da última vez. No portão de madeira a irmã Maria olhava o mundão de meninas que mais parecia onda zuadenta.
― Bem-vindos!… – sorriso bonachão estampado no rosto – Esperamos vocês cedo…
Entraram, Fernando e Elisa tentavam pôr ordem na bagunça. Era uma casa ampla avarandada, sala espaçosa com janelões por onde entrava o vento do mar, a copa onde uma mesa enorme tomava conta e dois alojamentos com camas beliche.
― Pensei que seria todas meninas… – irmã Maria mostrou o alojamento – Mas…
― Fernando é meu sobrinho e filho de Mônica… – Luciana tinha gostado da freira – Além de ser professor e técnico coordenador…, preocupe não, irmã… – olhou para Mônica – Ele fica conosco, né mana?
― Sim, mas…, e a outra professora?
― Outras… – Mônica atalhou – Elisa e Clarisse, além de outro que não ficará conosco…, mas isso não será empecilho, somos todas amigas…
Quando finalmente conseguiram alojar todos, lembraram do motorista. Mas, para ele, irmã Maria já havia reservado um quartinho na área externa.
― Vamos lá cambada! – Fernando entrou no alojamento das meninas – Vamos sai para jantar… – não seria a primeira vez que veria as meninas em trajes sumários, mas gritinhos inevitáveis e pilherias jocosas aconteceram – Lembrem-se de onde estamos…
― Então não pode entrar assim, né fessor! – Rebeca olhou sorrindo para ele – Se a irmãzinha ver o senhor aqui não vai gostar…
― Tem nada não… – Paloma atalhou – Mas não pode ficar assim, né assanhada!
Jogou o travesseiro na colega, Rebeca sempre foi uma das mais atiradas e, como em outras ocasiões, não importou de Fernando a ver vestida só de calcinha, Paloma também não ficava atrás, mas vestia a camisa de farda e, como a colega negra, só de calcinha e não eram as únicas desfilando despreocupadas de calcinhas e sutiãs.
Foi a irmã Maria quem indicou a churrascaria. Afora as garotas, todos estavam cansados.
― E aí professor, como está a vida de casado? – Luciana sentou no colo do sobrinho – Pra quando é?
― De casado tá uma merda… – deu uma baforada para o alto – Quem vê cara não vê garra…
Não estava sendo fácil viver com Luana na casa de Clarisse, primeiro porque a garota se mostrou uma pilha de ciúmes e, também, porque a sogra não queria que ficassem nó naquela chupada na sauna do clube.
― Sei… – recostou no corpo do sobrinho olhando pro céu – A lua tá linda…
Fernando também olhou, a casa era perto da praia do Araçagi e um pouco distante do centro, o céu cheio de estrelas que brigavam piscando nervosas com a lua magistral que banhava o lugar de luz fria.
― Tu podias voltar e… – sentiu o doce gostar da mão acariciando sua perna – E…
― Não sei Lu… – já tinha pensado em voltar para casa – A gravidez e…
― E a safada de tua sogra… – cortou sorrindo – Clarisse é gente boa, Nando…, cabeça feita…
― Graças a deus ela não ter aceitado o casamento – suspirou – Se…, se tivesse casado é que ia ser brabo…
― É só uma menina…, talvez…, talvez se tu tivesse casado ela…
Fernando não respondeu o que ela não perguntou. Ficaram calados até ela levantar e se embrenhar por entre os canteiros do jardim. No início foi quem mais sentiu perder a presença do seu garoto, Mônica tentou se mostrar mais forte, mas tanto Fernando quanto Luciana viam o sofrimento no olhar, sempre triste.
― Sabe Lu… – abraçou a tia – Às vezes penso que devia ter insistido mais pra ir pro Recife…
― Não, Nando… – segurou a mão que lhe acariciava a barriga – Tu gosta do que tu faz e…, e faz bem feito, nunca…, tu não ia ser um bom advogado, esquece isso…
― Mas não era só por isso…
― Sei… – suspirou – Mas olha…, tu achas que em Recife, no Rio ou em Fortaleza tu ia deixar de ser gostoso? – riu – Onde tu estivesse iam ter outras Luanas, Janes…, tá na tua estrela, menino…
O doce aroma do shampoo e a maciez da pele que acariciava lhe elevava, fazia não estar ali de espírito, parecia que o filme de viver voltava pra trás.

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(Recordações)

📅 31 de dezembro de 1985, terça-feira – A menina de cabelos cacheados
✒️ (Mônica tinha decidido passar o ano novo na praia, Fernando não queria, mas Luciana tinha conseguido, novamente, que ele fosse…)

A praia estava quase deserta, Luciana olhava as ondas quebrar estrondosas na areia branca.
― Aqui tá melhor, Nando… – abraçava o sobrinho – Que diabo tu ia fazer lá?
Fernando não respondeu, não sabia se responder e dizer que queria ter ficado com Yasmim ia fazer diferença. Mas tinha gostado de estar com as mulheres de sua vida, estava gostando dos passeios, das brincadeiras e dos banhos, muitas vezes safados, com as duas naquele viver de querer viver que tanto lhe dava gostar.
― Tua mãe preparou a ceia…
― Ela ou tu? – sorriu acariciando a mão da tia mais amiga que tia – Quem vai vir?
― Só Marina e Elesbão… – beijou o pescoço do sobrinho e viu os pelinhos eriçar – Manu deve vir…
Era o casal sempre presente, Marina gostava de atiçar a filha de brincadeira, já Elesbão era mais calado.
― Ela é muito menina… – sorriu – E tem tu, né?
― Menina nada rapá… – acariciou a mão do sobrinho – E tu é o que?
Não respondeu, não se sentia menino no auge de seus quinze anos e, tanto para a tia quanto para a mãe, não era. Era o homem da casa mesmo não sendo mais que um rapazinho saindo da infância e se aventurando na mocidade.
― Tu…, tu me acha criança?
― Não… – sorriu, lembranças lembradas confirmava o que ela sentia – É meu machinho gostoso…
Tiveram que voltar, Mônica gritou chamando.
― Devem ter chegado… – Luciana beijou novamente o cangote no sobrinho – Vamos lá, levanta essa vontade, viu?
A alegria feliz que Marina irradiava enchia o alpendre, Elesbão sempre taciturno contrastava com a mulher e Manuela parecia mais acabrunhada que sempre. A lua ainda nem tinha mostrado a cara, Mônica brincava e deva gargalhadas sonoras com as piadas e causo apimentados que amiga contava e somente pertinho do pular do ano foi que entraram pra ceia regada a vinho tinto.
― Feliz Ano novo! – Marina se atracou com o marido.
Mônica, já um tanto encharcada de vinho, não se acanhou em beijar a boca do filho, nem Luciana para espanto da menina de cabelos cacheados.
― Feliz Ano novo, menino! – abraçou Fernando e também beijou, só que um beijo estralado.
A farra continuou entrando no novo ano como se o velho ainda fosse novo. O vinho bebido parecia não terminar e o brincar alegre enchia o alpendre de risos feliz. Elesbão bateu em retirada antes que o relógio pulasse pra uma da manhã naquele ano que parecia não ter deixado de ser velho. Mônica e Luciana também entregaram os pontos e se deixaram prender pelo sono nas redes atadas.
― Preciso ir ver Iemanjá… – Marina levantou cambaleando segurando a última garrafa de vinho – Vamos lá filha e…, tu também rapaz…, ajuda aqui…
Aos trancos e barrancos Fenando e a menina de cabelos encaracolados conseguiram levar Marina até a beira do mar.
― Obrigado, mãe Iemanjá! – gritou apoiada nos dois – Obrigado pelo ano que passou, pelo ano que chegou e…, e por essa menina que tá morrendo de vergonha… – beijou o rosto da filha e depois a boca de Fernando, Manuela viu e não falou nada – E por esse gatinho danado de bonito…
A praia deserta, a lua olhando de olho arregalado aquela menina de cabelos encaracolados morrendo de vergonha, aquela mulher gritando endoidecida e aquele garoto que sorria.
― Agora o banho de lavar o ano… – entrou furando as ondas.
― Mamãe é meio doidinha… – riu olhando a mãe brigar com o mar.
― Ela vai cair… – correu e segurou antes que caísse – Já se molhou, vamos sair…
― Não… – sorriu alto gritando enquanto uma onda mais forte quase os derruba – Mãe Iemanjá quer um presente…
Teve de entrar mais, não queria deixar ela fazer loucuras e correr riscos. Na areia Manuela olhava preocupada, a mãe era assim.
― Vamos voltar, já está bom… – abraçou a amiga da mãe.
― Espera…, vou tirar o presente… – ele não viu, mas imaginou – Toma mãe, leva contigo e me dá saúde, força e felicidade – atirou a calcinha no mar – E tu, não vai dar um presente pra ela?
― Não… – sorriu – Não estou de cuecas… – uma marola se formava, ele viu que seriam engolidos e esperou – Segura em mim…
Só deu tempo de Marina virar e abraçar apertado o garoto, a montanha de água parecia grande demais, quase foram engolidos mesmo tendo pulado e ouviram o estrondo da onda formada. Ao abraçar segurando a mão pressionou a bunda, Marina sentiu quando o dedo escorregou na xoxota, mas não falou nada, não queria falar e se falasse não diria que tirasse.
― Desculpa… – sentiu o dedo melando – Desculpa…
― Hum…, não… Ai!, menino assim tu…, não…, deixa, deixa…
Talvez nem tivesse sido o efeito do vinho, talvez nem mesmo fosse a onda que lhe deixou arretada. Só sabia que o dedo bobo continuou bolinando seu sexo e não esperava sentir o gosto gostoso do pecado lhe tomar o querer. Não olhava para ele, não olhava para nada de olhos fechados e ele nem sabia se devia saber, mas o dedo continuou bolinando sentindo as beiradas escorregar.
― Deus… Para menino, para… Ui, hum… Tira esse…, esse dedo… Tira…
Ele tirou, tinha de tirar ante de que ela ralasse de verdade e a outra marola lhes encobriu, quando conseguiu fincar o pé na areia Marina se debatia golfando água salgada.
― Quase me afogo, seu merdinha… – sorriu caminhando bamba.
Não teve como livrar da onda que quebrou, só deu tempo de puxar pelo ombro e rolaram empurrados pelo turbilhão de água e se embolaram, abraçados na agonia da água até pararem, quase afogados, na areia fria.
Quem primeiro sentou foi ele, respirou agoniado sem se dar conta de que a onda lhe havia roubado o calção. Olhou para ela que tentava se levantar, a saia branca levantada, a bunda branca resvalava a luz da lua.
― Tia! – ia levantar, não conseguiu, outra onda lhes empurrou – Tia…, a senhora…
Quando se deu em conta estava sentado e ela em seu colo, frente a frente, a saia rodada levantada e, também não foi por querer, o pau duro apertou entre as pernas. Marina sentiu sem sentir. Respirava agoniada e, por puro acaso de querer segurança abraçou, os corpos colados, o pau duro, a vagina sem a proteção dada em oferta para Iemanjá.
― Tia…, poxa tia, eu…
Talvez tivesse tentado levantar, não foi por querer que sentou, que o pau entrou. Talvez tivesse levado susto, não sabe. Ninguém jamais saberia, só sabiam que o pau tinha entrado e que ela tinha gemido.
― Desculpa…, desculpa… – não tinha coragem de olhar para ela – Desculpa…
― Não…, nada…, não… – não queria levantar – Não…, hum! Não, não…, ui, garoto…, isso, dá…, dá o presente da mãe Iemanjá… – olhava para dentro dela mesmo – Me dá e…, deixa também…, vai…, me dá…
Não tinha o que fazer, estava sentada e espetada como não recordava de estar há muito tempo e requebrou a cintura, agasalhou melhor.
― Tia…, eu…, eu…
― Não fala nada, Fernando…, não fala… Isso… Hum! Hum, isso…, assim, assim… Ui! Ai! A! Isso, isso… Hum…, meu deus… Fernando, mexe, mexe… Ai…, assim, assim… Ai! Merda, merda… Ui…, ui…, Ah!
Manuela não olhava para eles, olhava enamorada com a lua, espiava de fininho as estrelas piscando como piscassem, enamoradas por ela. Se pensava só pensava, se sonhava só sonhava e se olhasse não veria a mãe se esfregando empalada pelo pau daquele que lhe roubava o pensar.
― Tia…, tia… – segurou firme e puxou o corpo – Vou…, vou…
― Goza Fernando, goza – nem tinha como conferir quantas vezes já tinha gozado – Vai menino, vai… Isso, assim… Ai! Ui! U!… Meu deus!… – sentiu, ele tinha gozado, a boceta cheia de gozo e aquela sensação gostosa lhe levou a outros e mais outros gozos.
Talvez tenha sido aquele último gozo que aguçou o ouvir de Manuela.
― Mãe! Mãe! – olhou enfim e viu a mãe abraçada com ele – Nando, mãe…
Levantou e correu sem saber o porquê da mãe estar sentada no colo daquele que lhe roubava sonhos, muito menos um porque para aquele abraço. Só correu e só parou ao lado dos dois e, não fosse a água lhes cobrindo o colo, não fosse a lua que se escondera dentro da nuvem escura mesmo assim não tinha como ver a mãe espetada no pau daquele que lhe roubava sonhos.
― Que foi Nando…, mãe, mãe… – acocorou, o mar também lhe encobriu o corpo – Mãe, tu tá sentindo…
― Não filha, não… – olhou para ela, para a menina de cabelos encaracolados – Tá tudo bem, tá tudo bem…, hum, não… hum, não foi…, hum, nada…
Dizer o que? Que estava espetada no pau do garoto? Que a boceta estava cheia de gozo?
― Deixa filha, deixa… – suspirou e Fernando sentiu a xoxota mastigar seu pau – Foi nada não…, a onda…, foi a onda…, deixa eu…, respirar um pouco… – não tinha como controlar, parecia que a boceta havia acordado e lhe tomado as rédeas – Pode ir…, vai…, vou já, vou já…
Fernando não olhava para Manuela, olhava para Marina sem acreditar que realmente tinha conhecido.
― Fernando, ela…, mãe…
Novamente Marina pediu para que a filha saísse e ela saiu.
― Isso fica entre nós dois, viu? – acariciou o rosto do garoto que lhe tinha feito recordar dos bons tempos, apesar dos seus vinte e nove anos – E…, obrigado viu? Fazia tempo que não gozava assim – levantou um pouco para se desengatar, pegou o pau e massageou – Lembrei de meus tempos…

📑 Levantou e correu para abraçar a filha, beijou seu rosto e voltaram, alegres para a casa e Fernando olhava para as duas sem acreditar que realmente tivesse fodido a mãe da garota de cabelos encaracolados…

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― Ei! Ei! Volta…
Tinham sentado no banco de madeira do jardim, Luciana estava em seu colo enamorada dos pensamentos que ele vivia e que ela não sabia.
― Ôi! – sorriu – Estou aqui…
― Agora tu está…, mas… – sorriu, levantou e sentou escanchada de frente – Onde estava meu rei… Foi longe, não foi? – ele não respondeu, aquela noite tinha guardado só para ele – Tenho certeza que não era em mim…, na Mônica e muito menos em Lana…
― Não…
― Não o que? – passeou o dedo pelo rosto do seu eterno menino – Tu não vai contar, né?
― Não… – aproximou o rosto e beijou a boca da tia mãe de sua filha – Quem sabe…, um dia conto…
Luciana sentiu o rolo mexer debaixo dela e sorriu, olhou para trás, para os lados antes de levantar o vestido, tirar o pau duro e pincelar a boceta sempre a espera de seu dono. Fernando não falou nada, apenas beijou a boca sedenta e foi uma das mais prazerosas fodas que deram.

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