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Inocência Maculada, 10

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Na praia Dolores conversa com Cláudio e transam sentados, Inês sem perceber senta no colo da avó que gozava no cacete do cunhado…

“Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
(Sarah Westphal)

🗂️ 10 – Chuvas, mar e desejos
📑 É fundamental que a gente nunca perca a esperança no amor, pois se não houver amor não vale a pena viver.
📑 Se amo Valéria? Claro que amo! E Dolores? Poderia dizer que não, as estaria mentindo…

📅 31 de dezembro de 2011, sábado – Praia do Olho D’água (Chuvas e desejos)
📌 (Naquele ano um pé d’água afugentou a maioria das pessoas que procuraram o ar do Olho D’água para homenagear Iemanjá na passagem do ano e nem mesmo o espetáculo dos fogos animou voltarem para o mar.)

— Nunca vi chover tanto no Ano Novo… – Dolores tremia de frio – Vamos gente, assim a gente pega resfriado.
— Ah! Mãe, uma chuvinha de nada… – Valéria saiu da barraca de palha rindo – Vem Dinho… Vem!
Na realidade Claudio estava mais preocupado com a maré que avançava impiedosa tomando conta da areia, alguns carros já estavam atolando tomados pela água violenta e deu bem a deus por não ter descido com o seu.
— Deixa de ser doidinha filha… – abraçou o cunhado se aconchegando em suas costas quentes e não conseguiu segurar Inês que correu para brincar com a mãe – Essas duas parece ter pimenta na prexeta… – riu e, como do nada, voltou a conversa que teve com a filha sentindo a espinha zunir de medo – Preciso conversar contigo Dinho…
Claudio olhava para as duas brincando na chuva, Inês de biquíni e Valéria vestida no vestido branco que, ensopado, não escondia o corpinho de menina mãe, a calcinha também branca marcava as nádegas e os seios durinhos.
— Ela é linda…
— Valéria ou…
— Inês também é bonita, mas nada como a mãe… Amo de montão tua filha, loira…
Dolores acariciava o tórax e a barriga dele, mas aquela revelação de Valéria ainda martelava na cabeça.
— Vocês… Vocês não pensam em ter filhos?
— Até que pensei… – Claudio sentiu o corpo estremecer quando ela meteu a mão na bermuda e acariciou seu pau – Mas não ia dar certo, loira… É minha sobrinha e…
— E se ela engravidasse, tu ias aceitar?
— Ela se protege… Sei lá, Lerinha grávida? – riu.
— Ué? Qual a graça ter mulher e não ter filhos… Inês não é tua… – massageava o pau já duro, estava doida por ter aquele mondrongo dentro da xoxota outra vez – E…, e se eu disser…, disser que…, que ela tá grávida?
Ele não respondeu, as caricias gostosas, ver as duas brincando na chuva talvez tivesse retardado sua compreensão, mas aquilo zunia no cérebro e lhe incomodava.
— Ela está?
— Está… Dois, quase três meses…
— Porque ela não me falou?
— Sei lá Dinho… Soube só no consultório… Acho…, acho que…, que ela está com medo de tua reação… – desviou a atenção e viu as duas correndo, de mãos dadas, para as águas do mar.
No barzinho já não havia ninguém, Dona Iara – a dona do bar – Havia deixado os dois pratos com peixe frito, um com camarão e quatro copos.
Não havia mais o barulho e o burburinho das pessoas na praia, talvez uns poucos, não mais que dez, ainda teimavam em não procurar abrigo daquela chuva que caia como se lavando as almas arrancando os pecados que escorriam para a praia. Claudio não falava e não pensava em nada, apenas olhava para aqueles dois vultos carambolando nas ondas, nem os gritos ou os risos das duas o estrondo das ondas quebrando na areia, deixava ouvir.
— Vem… Vamos comer alguma coisa… – Dolores passou o braço pelo corpo dele e entraram – Tu queres…
— Não, só uma dose… Prepara pra mim?
Dolores sentiu que a notícia não tinha sido bem aceita e se arrependeu de ter falado. Preparou duas doses e olhou para ele que continuava olhando para os dois pontos embaralhados nas ondas, entregou a dose e ajoelhou na areia entre suas pernas colocando a cabeça em seu colo.
— Fica assim não Dinho…, ainda está em tempo de…
— Nem pense nisso… – acariciou os cabelos da cunhada – Mas…, será que… Sei lá loira, tenho medo que…
— Tenho certeza que isso não vai acontecer… Se…, se vocês realmente quiserem… – olhou para ele e começou abrir a braguilha, o pau duro parecia dar pulinhos.
Não falaram mais nada, Claudio tornou olhar para as ondas, as duas pareciam estar em um mundo paralelo, sentiu Dolores tirar seu cacete e suspirou, olhou para ela que olhava para seu pau duro e acariciava a glande rubra.
— Para com isso loira… As meninas… – mas suspirou quando ela levantou e sentou, de frente, em seu colo – Tua filha tem pra quem puxar…
— E tu adora, né sacana… – sorriu, levantou o vestido branco, afastou a beirada da calcinha e sentou – Dinho… Arrr! Dinho… Desde aquele dia que… Hum! Que fiquei… Tarada nesse pau…
Começou esfregando, de leve, a pelves sentindo o cacete preenchendo sua vagina, era um bailar manso, sentia esfregar nas paredes da xoxota e, antes que nada gozou e gemeu.
— Ela está vindo, sai loira, sai…
Mas Dolores estava sedenta, a filha já os tinha vista transando inúmeras vezes e não se importou, continuou esfregando e cavalgando até ouvir.
— Vó! Vem banhar com a gente!…
Era Inês, não era Valéria, era a neta e sentiu medo, mas não parou de dançar e esfregar a xoxota no pau do cunhado.
— Sai Dolores… Sai…
Ela não saiu e gozou novamente quando Inês lhe abraçou pelas costas.
— Vamos vó, tá gostoso… Tu também Dinho, a mãe tá te chamando…
Era estranho e o pensamento voou para quando a filha lhes flagrou fodendo na casinha em Alcântara, só que ali não estavam nus.
— Vá na frente filha que… Depois vou com sua avó… – Claudio conseguiu falar, a voz entrecortada na doce agonia do gozo.
Dolores sentiu o pau avolumando dentro da xoxota e, no semblante um tanto carregado, uma máscara de sorriso silente denunciava os gozos que lhe tomava de assalto.
— Vem cá princesinha… Senta aqui…, aqui no colo da vozinha…, senta… – Claudio estranhou, mas nada falou, eram coisas de Dolores e Inês se empoleirou no colo da avó e abraçou o tio – Minha princesinha…
Acariciou as costas da neta e voltou a esfregar a vagina sedenta na rola do cunhado, Inês sorriu e começou dar pulinhos fazendo o gozo da avó se multiplicar até que Claudio gozou e encheu a boceta de Dolores que gemeu deliciada.
— Ah! Vó… Porque tu parou? – a garota reclamou – Tava bonzinho brincar de cavalinho…
— Tava mesmo amorzinho… – acariciou a barriga da neta respirando ainda agoniada – Mas… Hum! A mamãe tá esperando… Será que o…, o titio também…, também gostou?
— Tu tava gostando tio?
Claudio respirou profundo, acariciou o braço de Dolores e beijou o rosto de Inês inocente.
— Gostei filha, gostei… – fez mexer o pau que bolinou na xoxota alagada de Dolores que gemeu – Tua avó sabe brincar… Agora…, desce…, vamos…, vamos encontrar a doidinha de…, de tua mãe…
A garota desceu e Dolores abraçou forte seu cunhado genro jogando a pelves para o pau que afundou mais dentro dela.
— Porra Dinho… Que foda gostosa… – sussurrou ao seu ouvido – Gostou do presente de Ano Novo?
— Doida…, tu és doida mesmo loira… Doida e sempre gostosa… – se beijaram e Inês sorriu ainda esperando pelos dois – Vai na frente filha, ainda preciso conversar umas coisas com teu tio.
A menina ainda abraçou os dois antes de voltar correndo para o mar, Valéria estava deitada sentindo a água espumenta lhe lamber as pernas e Claudio lembrou…

🔚🔚🔚🔚🔚🔚🔚🔚🔚🔚🔚 (Voltando no tempo)

📅 27 de julho de 1991, sábado – Alcântara (Desejos e loucuras)
📌 (Estava feito, Valéria tinha conseguido o maior presente de sua vida e estava feliz por ser “mulher” do tio, só que eu não estava tranquilo. Sempre soube que um dia isso ia acontecer, só não esperava que fosse tão mais rápido que meus próprios desejos.)

— Doeu?
— Nadica de nada… – Valéria conversava com Solange sentadas debaixo da mangueira centenária.
— A tia não brigou contigo? – Solange não estava acreditando naquela história – Se mamãe descobrisse ia me dar uma pisa…
— Ia nada… Tu sabe que Dinho come ela, não sabe?
— E dava pra não saber? – riu e coçou a perna onde uma mutuca tinha picado – Esse teu tio é um comilão isso sim mas…, me diz sua doida? E eles falaram alguma coisa?
— Já tinha conversado com mamãe que queria dar pra ele…, ele é que parecia não querer, sei lá… Teve uma hora, quando ele me viu – riu ainda deliciada por aquele momento – Ele tentou dizer pra ela que eu tava vendo, mas mamãe tava gozando e…, e falou que eu era dele, que ele tinha de me comer… – riu – Mas ele tava querendo dizer que eu tava vendo…
— Tia Dolores sempre foi meio doidinha… Porra menina, e ela ajudou foi?
— Ajudou… Dinho ainda tentou impedir, mas…
A xoxota ainda ardia um pouco quando fazia xixi, mas não seria esse ardelozo que faria Valéria se arrepender de ter transado com o tio, as sensações ainda lhe vagueavam a mente.
Na casinha Dolores tentava dar ordem na bagunça que mais parecia terra de ninguém para desagrado de Claudio, sempre bastante organizado em suas coisas.
— E o rala-bucho da Valérinha? – Suelen já estava meio encharcada de uísque com água de coco – Tu fez o bolo loira?
— Vai ter bolo não e é bom parar… – Dolores conhecia muito bem a amiga quando enchia a cara – Te lembra que tem duas meninas hoje…
— Ah! Loira, vai chupar pica de macaco… – deu uma gargalhada – Cadê o gostoso do teu marido?
— Bateu as botinas…
— Esse não, doida, o atual!
Dolores parou o que fazia e virou para a amiga.
— Quero mais isso não amiga…, gato molhado tem medo de chuva e…, se é o Dinho, a doida da Bia arrastou ele, sei lá?
Suelen levantou cambaleante sabendo que passara dos limites.
— Eita! Quanto tu começa não sabe parar… – Dolores amparou a amiga – Vai tomar um banho frio antes que Dinho volte…
— Tu sabia que foi ele quem me descabaçou? – parou apoiada no tampo da mesa (relembre, clique aqui…).
— Vai banhar amiga e…, deixa de história… – sorriu, não deu muita bola para o que a amiga falava, mas aquilo lhe soou forte – O Dinho?
Suelen sentou na cadeira de palhinha, olhou para Dolores e sorriu recordando das loucuras que tinham vivido no Educandário.
— Dinho foi…, foi teu primeiro? – Dolores puxou uma cadeira e também sentou – Que história é essa menina?
— A gente era doidinhas por ele… – tentou pegar o copo, mas Dolores não deixou – Tu namoravas o…, o…, como era mesmo o nome de teu marido?
— Josivaldo… E…, quem era a gente?
— Ora amiga, tu sabe… Eu, Bia e Joaninha… – sorriu coçando o seio ainda rijo – A gente…, a gente vivia tudo junto o tempo todo… A Bia era a mais afoita, mas eu…, eu era a mais quieta, só…, só que eu…, morria de ciúmes dele – sorriu – Acho que foi ela, Bia quem…, quem primeiro deu pra ele e Joaninha… – se recostou no espaldas da cadeira e tirou a calça jeans apertada, ficou só de calcinha e camiseta de meia amarela que lhe fazia ser brilho – Aquela pretinha atazanou muito meu Dinho…, foram pegos duas, não…, três vezes trepando…
— Lembro dessa muvuca… Três? – se espantou – Só soube de uma
— Deram sorte… A primeira foi o seu Oswaldo, o zelador, lembra? Aquele senhorzinho de cabelos brancos que morava nos fundos do Educandário – fez uma pausa – Foi no depósito da quadra, depois foi Irmã Das Virgem e nessa eles foram suspensos… Três dias…
— Essa eu soube e tu?
— Que tem eu?
— Tu nunca foste pega com ele?
— Não… Quer dizer, não no Educandário… – o rosto mudou, o semblante ficou carregado – Teve um dia, lá em casa…, a gente tava estudando pro…, pra provinha no…, na Escola Técnica e…

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📅 9 de fevereiro de 1994, quarta-feira – No quarto de Suelen (O Flagra)
📌 (Nunca na vida se deve descuidar de uma porta aberta…)

— Não Dinho… – tirou a mão que teimava entrar debaixo do saiote branco de educação física – Vamos terminar esses problemas…
Naquela tarde estavam apenas os dois, Joana e Beatriz não iam fazer a seleção. A casa dos pais de Suelen ficava no Areal, um casarão centenário de dois pavimentos e cinco quartos que mais parecia uma pensão. Seu Belmiro, pai de Suelen, era um comerciante das antigas e a mãe, professora em um Grupo Escolar.
— Espera… Olha, vamos terminar e depois a gente brinca… – segurou a mão que lhe acariciava a vagina – Tá bom?
Na verdade não concluíram os problemas matemáticos, Suelen estava doidinha depois de sentir a mão lhe acariciar as partes e foi ela quem levantou e deitou na cama tirando a calcinha que jogou em direção a ele.
— Vem logo gostoso, tô de xiri melado – abriu as pernas e separou os lábios da vagina mostrando que escorria meladinho de dentro – Vem Dinho…
Claudio não tinha pensado em foder naquela tarde, apenas queria brincar e fazer um sexo oral, mas vendo a xoxotinha da namorada perdeu a cabeça. Tirou a bermuda, não usava cueca, e deitou em cima dela.
— Tu tá podendo? – acariciou o rosto da morena.
— Tô mas…, tu tem camisinha?
— Não…, ficou no bolso da calça… Não tem perigo?
— Acho que não… Vem logo, tô danada de querer… – levantou a camiseta de educação física e ele bolinou nos biquinhos dos peitos – Mete logo Dinho, mete…
Ele ainda brincou com os biquinhos dos peitos, lambia ora um, ora outro e Suelen segurou o pau duro e colocou na portinha do pecado. Depois daquele dia na chuva andaram fodendo sem regras, cada vez mais Suelen sentia estar mais doida por ele e, apesar de saber que as colegas também davam para ele, tinha certeza que era com ela que ele mais queria.
— E a tia Sinhá? – lambeu os lábios úmidos da garota.
— Que é que tem… – riu moleca – Tu quer comer ela?
— Doida… Não Su, ela tá lá embaixo? – mexeu a cintura e começou empurrar – Ela…, ela não vai…, subir?
— Hum! Dinho… Não…, ela nunca… Ai! Tá gostoso hoje… Ela nunca vem…, aqui… Ui! Mor… Isso… Hum! Empurra… Mete… Hum! Tu tá…, tu tá mais…, duro… Ai! Tá ardendo… Espera… Ai, merda… Devagar que tu não tá metendo numa jumenta, porra… Assim não… – no afã de meter e no medo de que dona Sinhá pegasse os dois Claudio tentou meter de vez.
— Desculpa…, desculpa…
— Fica assim não môzinho, só não faz isso de novo, viu? – riu a acariciou as costas dele que parou um pouco antes de tornar forçar – Isso, assim…
Fazia já quase uma semana que ele não lhe procurava, estava sedenta e jogou o corpo para cima até sentir aquela penetração profunda bolinando a ponta do colo do útero que lhe irradiou uma espécie de dor gostosa.
— Dinho… Ai! Dinho… Fode môr, fode… Hun! Hun! Deus… Ai! Fode amorzinho, isso… – ele estocou leve e lerdo no início e, aos poucos embalado pelos gemidos gozosos que ela emitia, passou a meter cada vez mais forte – Ui! Ui! Dinho…, vai Dinho, vai… Hun! Hun! Vou… Tô…, tô gozando, amor, ai! Ui! Mete… Isso…, mais forte…
E abarcou o corpo do namorado com as pernas puxando mais para dentro de si.
— Suelen?! – dona Sinhá olhava com olhos esbugalhados a filha fodendo com Claudio – Suelen?! – gritou novamente dando um murro na porta…

📑 Dolores ouvia sem falar nada, apenas se imaginava no lugar da amiga que, mesmo tantos anos passados, tinha os olhos mareados de água.

— Claudio saiu de dentro de mim e tentou se tapar… Mamãe parecia uma leoa espumando de raiva… Acho que era raiva, mas…, não sei como consegui encarar ela novamente…
— Porra Su… Que lascada… – foi a única coisa que Dolores conseguiu falar.
Suelen enxugou as lágrimas e tomou o último gole da bebida já aguada, respirou profundo e, como em um passe de mágica, sorriu para a amiga.
— Não apanhei do papai porque mamãe nunca contou pra ele, mas… Ela…, ela me botou pra estudar em Caucaia… – respirou e levantou tirando a calcinha de dentro da bunda – Mas falou tudo pro Quim – Joaquim, irmão mais velho – que nunca me falou nada… Aí conheci o Beto – Humberto, o marido – e casei…, durou só dois anos, nos separamos e voltei para São Luís com Langinha já com quase três aninhos…
— E… Dinho é…
— Não sei amiga, oficialmente é do Beto… – riu – Já pensei em fazer DNA, ela não se parece com Claudio e nem com Beto…
— É a cara de Joaquina e…, corpo idêntico ao teu…
— E Inês, é do Dinho?
— Não… Essa eu tenho certeza que não é dele, é de Roberto…
O papo ficou mais leve e recordaram de alguns episódios no Educandário até ouvirem os berros de Beatriz ao portão. Onde não haveria festa os dois chegaram com um bolo confeitado e refrigerantes já gelados.
— Eita morena! Tu é mesmo uma assanhada, santinha do pau oco! – Beatriz brincou com a amiga – Cadê a aniversariante?
— Estão no quintal, Valéria!!! – chamou alto – Vem com Solange!!!
— Hê…, hê… Assim vira putaria… – Dolores jogou o pano de prato em direção a Beatriz que também tinha tirado a bermuda e ficado de calcinha como Suelen – Vamos ver se se comportam, as meninas…
— Ôba! Bolo! – Valéria gritou feliz – Tu não falou que não ia fazer, mãe?
— Isso é coisa do teu tio, esse babão… – sorriu e abraçou o cunhado – Esse cara é um eterno meninão…
— E esse é meu presente para a princesa da festa… – Beatriz entregou uma sacola que Valéria abriu – Foi sugestão de teu tio safado!
A garota olhou o presente, deu um gritinho e correu para abraçar Beatriz e depois mostrou o pequeno biquíni fio dental para os outros e, sem que ninguém esperasse, tirou o biquíni que usava e vestiu o presente.
— Hê!…, hê!…, hê! Vai vestir no quarto filha! – Dolores ficou espantada com a ação da filha – Você não é mais criancinha amorzinho…
— Deixa a menina, loira… – Suelen sorriu – Tem ninguém estranho aqui…
— Dinho… – Dolores ia falar.
— Como se esse moleque nunca tivesse visto Lerinha nua… – Suelen cortou e, sem se dar por notar, olhou para a filha.
— Esse é o seu, Langinha… – Beatriz jogou a sacola.
— Pronto! Virou sacanagem… – Dolores balançou a cabeça e saiu para a cozinha, Solange também vestiu o seu na sala.
— Só falta tu, loira! – Claudio seguiu a cunhada e lhe abraçou – Vai ser a única vestida?
— Tua namoradinha tá muito saída… – acariciou o braço do cunhado – Parece que gostou de pica… – calou, lembrou que ele tinha gozado dentro dela – Porra Dinho, tu não deveria ter gozado nela…
Claudio sorriu e tirou um pacotinho do bolso da bermuda.
— Taqui… – entregou – Chama ela e dá, é um S.O.S…
— Doido! Beatriz…
— Não… – acariciou o peito da cunhada – Deixei ela na padaria e fui na farmácia comprar sonrizal… – entregou outro pacote – Conversou com ela?
— Tive como não, Dinho… Suelen não deixou…, quem deveria conversar é você, afinal tu conheces minha menina mais que eu… – fechou os olhos sentindo o corpo fremir com a mão carinhosa lhe afagar os seios – Conversa com ela e…, diz o que ela deve fazer… Vou leva-la na Dra. Cristina e…, e por enquanto… Não goza dentro, viu e…, viu como ela está mudada… Ela sempre foi mais tua que minha… Eu…, eu estou feliz com a felicidade dela, mas… Não faz minha princesinha sofrer…
— Nunca… Nunca vou fazê-la sofrer, tu sabes disso…
— É… Sei, só que… Perdi meu pau gostoso, agora é dela… – não continuou, Valéria tinha entrado e abraçou os dois – Princesinha… Está feliz filha?
— Tô… Adorei meu presente…
— Ficou bom? – Claudio soltou Dolores e sentou no tamborete – Você ficou uma gatinha, vou morrer de ciúmes com os leões te olhando…
— Teu cunhado é um bobo, mãe… – deu volta mostrando o corpo – Mas não foi esse o que gostei…
— Essa menina tá muito depravada… – cofiou os cabelos da filha – E aí? Ainda dói?
— Quem disse que doeu… – riu e se empoleirou no colo do tio – Doeu nadinha mãe…
Tiveram que mudar o assunto, as três entraram na cozinha fazendo a maior algazarra.
Cantaram os parabéns, cortaram o bolo e brincaram como se fossem seis crianças levadas, tomaram banho no poço antes de saírem para a Pousada do Mordomo Régio onde Claudia havia contratado o jantar regado a tiquira e suco de Jacama, pareciam uma família só, alegres, brincalhões. Que os via imaginava Claudio e Dolores casado, Valéria a filha e irmãs ou cunhadas em plena sintonia, ficaram conversando no Largo da Matriz até estarem somente os seis já quase meia noite.
— Essas duas não aguentam mais nada… – Claudio cofiava os cabelos de Dolores deitada em seu colo – É bom a gente ir se chegando…
— Deixa de ser chato, Dinho… – Suelen era a mais encharcada – Deixa a gente brincar um pouco, olha… – olhou para Beatriz que dormitava encostada na mureta da praça – Putz! É… Tá na hora mesmo…
— Vamos lá gente, amanhã tem o dia todo… – Dolores levantou e ajudou Suelen ficar de pé, as meninas escoravam Beatriz que ria abobalhada.
Não foi fácil carregar as duas para a casinha, se bem que Suelen não deu tanto trabalho, dentre as três era a mais resistente a álcool desde o Educandário, já Beatriz, apesar de sempre ter sido a mais alegre da turma, sempre foi a que se embebedava primeiro.
Em casa ainda deram banho em Bia e em Suelen antes de capotarem nas redes armadas no quarto grande.
— E aí amor, teu aniversário foi meio maluco… – Claudio abraçou a sobrinha encostado no peitoril da pequena varanda – Em casa te dou meu presente…
— Outro Dinho… – Valéria sorriu – Minha bundinha não aguenta teu pau, seu malvado…
— E quem disse que quero teu cuzinho? – acariciou as pernas bem torneadas da sobrinha – Você só pensa nisso?
— Quem manda ser gostoso? – virou e pulou se escanchando na cintura do tio segurando em seu pescoço – Tomei a pílula, viu?
— Tua mãe vai te levar na ginecologista…
— Pra que?
— Filha…, existem cuidados que uma mocinha tem que tomar e…, e agora mais ainda…
— Não dá pra eu pegar filho…
— Ué? Porque? – Claudio não entendeu.
— Ainda não sou moça…, quer dizer, moça não sou mais… – segurou o pau por cima da bermuda – Esse pauzão tirou meu cabaço… Só…, só que ainda não menstruei, lembra?
Era verdade, Valéria ainda não tinha menstruado apesar da idade já Solange, como a mãe, teve sua menarca com 11 anos.
— Mesmo assim, sapequinha… – acariciou as costas nuas da menina que suspirou deliciada – Agora, caminha…, está passando da hora de garotinhas dormirem…
— Tu vai me foder hoje de novo? – perguntou com a cara lavada – Mas não quer com mamãe…
— Não filha…, vamos primeiro esperar sua ida ao médico e… – apertou a bundinha e ela se derreteu – E hoje tem sua amiguinha…
— Tu come ela também…
— Doidinha…, vá trocar de roupa que vou tomar um banho.
A contragosto Valéria se deixou empurrar para dentro de casa, Dolores ainda tentava pôr ordem na bagunça da tropa, Solange já deveria estar dormindo na rede do quartinho pequeno.
— Ufa! Vou deixar o resto pra amanhã… – sorriu ao ver o cunhado – Valéria já entrou?
— Não por vontade própria… Vou tomar um banho no poço, o banheiro tá o puro vômito – puxou a cunhada e beijou sua boca.
Dolores estava cansada e aquele beijo lhe caiu como um manto de tranquilidade, queria ficar mais, mas sabia que não havia clima nem espaço para transarem naquela noite.
— Conversou com ela? – perguntou quase sussurrando.
— Não…, quer dizer, quase… – acariciou o rosto da cunhada, agora mais sogra que cunhada – Amanhã, talvez… Topa um banho de poço?
— Estou morta, Dinho… Não ia conseguir descer e subir essa escada demoníaca – sorriu e acariciou o rosto suado do cunhado – Tu poderias aproveitar e…, conversar com ela…
— Deixa pra amanhã… Ela já foi pro quarto…
Pegou a toalha e desceu os vinte e seis degraus, mas não foi direto para o poço. Tirou a bermuda que colocou cuidadosamente dobrada e sentou na calçada fria, encostou na pilastra de pedra, acendeu um cigarro e ficou pensando nas coisas que vinham acontecendo, pensou em Valéria e de como foi gostoso a noite de depravações com as duas, nas amigas brincalhonas e fechou os olhos, apesar do dia atribulado não estava cansado como Dolores. Deveria estar ali, fumando, de olhos fechados a uns bons dez minutos quando notou passos. Abriu os olhos e viu Valéria correndo para ele.
— Ainda acordada moleca? – abaixou as pernas e a sobrinha sentou em seu colo – E Dolores…
— Tá roncando… – riu e lambeu os lábios do tio – Vamos banhar contigo…
Foi quando viu Solange parada olhando para eles, as duas vestiam calcinhas folgadas de dormir, os seios rijos denunciava a aragem quase fria que mexias na copa da mangueira centenária.
— Isso é coisa sua, não é dona Valéria? – mas riu, nada que a sobrinha fizesse lhe tirava do sério – Vai ficar aí?
Solange sorriu o caminhou faceira em direção a eles, desde que a amiga lhe falara sobre a noite ficou danadinha de vontade.
— Posso banhar contigo? – olhou para ele e para a coleguinha.
Claudio não falou nada, seria o oportunidade de conversar com a sobrinha, mas não haveria clima. Levantou e carregou Valeria nos braços para o pequeno banheiro do lado do poço, Solange tirou a calcinha, seguiu os dois e sentou na bancada de lavar roupas.
— Tio, tu… Tu namorou a mamãe? – falou depois de Cláudio também colocar a sobrinha na bancada de concreto.
— Isso foi no tempo que estudávamos no Educandário… – jogou a lata dentro do poço e girou a roda puxando a lata cheia – Namorei também com tua tia…
— Tia Dolores? – riu e coçou a testa da vagina…
— Não…, Beatriz… Porque?
Não estava tão escuro, o céu ponteado de estrelas e a lâmpada acesa, apesar de fraca, criava um cenário aconchegante.
— Nada não, só queria saber…
— Mas ela ainda é doidinha por ele, não é Dinho? – Valéria, sempre sapeca, colocou outras cores – E também a tia Bia e a mamãe… Meu titio é um namorador danado de safadinho…
— Tu…, tu comeu mesmo Lerinha?
Claudio fuzilou a sobrinha com olhar de não ter gostado, mas não falou nada. Tornou jogar a lata no fundo do poço.
— Pode falar tio, ela sabe… – a sobrinha notou a inquietação do tio…

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