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Amor com amor se paga – Parte 6

2554 palavras | 5 |4.88
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Para todos aqueles que leram a Parte 1, a Parte 2, a Parte 3, a Parte 4 e a Parte 5
do meu conto “Amor com amor se paga”, esta é a continuação, espero que gostem.

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Por você

Chegamos em casa e mandei a menina direto para o banho, ao acabar, simplesmente apagou novamente e eu a coloquei na cama. Karen também foi tomar o seu banho e enquanto estava debaixo do chuveiro, eu ouvi um grito. Corri para o banheiro e vi Karen em pé sobre uma poça de sangue no chão do box.
– Acho que a bolsa estourou amor, temos que ir para o hospital.
– Mas isso não está normal Karen, não devia sair tanto sangue assim, se é que devia sair sangue.
Liguei para o hospital e expliquei a situação, peguei a menina ainda dormindo e coloquei no carro e partimos para o hospital, o sangramento não parava, encharcando o banco do carro e as pernas dela, ao chegar vieram logo pegar Karen de cadeira de rodas e a levar para dentro. Eu fiquei para trás estacionando o carro e pegando nossa pequena. Fui até a recepção e fiz a ficha da minha esposa e ficamos aguardando enquanto ela estava lá para dentro da emergência. Valentina dormia ao meu lado nas cadeiras. Depois de duas horas uma enfermeira apareceu na porta.
– Você é o marido da Karen?
– Sim, sou eu, o que aconteceu?
– Calma que o médico pediu para te chamar que ele quer conversar com você. Venha comigo, a sala dele é por aqui. – Olhei para Valentina e para a enfermeira. – Pode deixa-la aí que as meninas da enfermagem olham ela, venha. – Segui ela até uma sala onde um senhor aparentando uns cinquenta anos me aguardava. Me mandou sentar e começou a falar.
– Sei que o senhor sabe que o caso da sua esposa é grave, vi os exames e acho que vocês já estavam preparados para que isso pudesse acontecer. – Olhei intrigado para o médico.
– Isso o que doutor, como assim preparado? Ela fez todos os exames direitinho, tava tudo bem com o bebê. O que vai acontecer ele não vai sobreviver? – Agora era o médico que me olhava intrigado.
– Bom, agora sou eu quem não está entendendo. Os exames dela estão aqui, vocês já sabiam da condição dela, não era novidade desde que vocês tiveram sua primeira filha.
– A menina não é minha filha, nós estamos juntos a um ano e durante os exames de pré-natal não apareceu nada de errado.
– Bom, eu não sei se sua esposa te contou, mas ela tem um caso raro de câncer, do tipo agressivo, mas de progressão lenta, embora seja maligno, ela não quis fazer o tratamento. Todos os órgãos dela estão tomados e ela foi avisada durante o pré-natal que havia risco tanto para ela quanto para o bebê. Lamento que ela não tenha te contado.
Naquele momento meu mundo desabou, comecei a chorar copiosamente e fui amparado pelo médico, que me estendeu um copo de agua e me pedia calma.
– Calma meu rapaz, não há nada que possamos fazer para salva-la, a hemorragia é muito grande, já tentamos de todas as formas parar, mas não conseguimos, pois, o pâncreas se rompeu, assim como um tumor que está no útero, tivemos que opera-la às pressas para salvar o bebê, porém ela está em coma, apenas para que você e sua filha possam se despedir, pois já está detectada a morte cerebral.
Desabei novamente em um lamento triste e profundo, pois sabia que não havia mais jeito para minha amada esposa e que a partir daquele momento seríamos só eu e Valentina para cuidar do bebê. Agora eu entendia o porquê da sombra que tomou a radiante mulher que eu conhecia, o rápido envolvimento e o porquê de reiteradas vezes ela afirmar que eu teria que cuidar da filha em seu lugar, que deveria ama-la como homem e não como pai e o porquê do seu distanciamento. Me recompus, e pedi ao médico para que pudesse ver o bebê e a minha esposa.
Acordei Valentina e fomos levados até o berçário e pudemos ver o pequeno Gabriel, quietinho, deitado dentro de um dos berços. Ficamos olhando atentamente até que a enfermeira o trouxe perto do vidro e pudemos apreciar tamanha obra divina que a minha esposa tinha concebido e me alegrei, mesmo que por alguns instantes. Saí dali e fomos levados ao leito em que Karen estava, a beijei e falei para “Tininha” fazer a mesma coisa.
– A mamãe tá dormindo, se despede dela, porque eu vou te levar pra casa. Dá um beijo bem gostoso na mamãe e diz pra ela o quanto você a ama.
Os dias que se seguiram foram de preparativos e de muita papelada. Olhando nos documentos que Karen guardava, fui encontrar os exames antigos em que foi detectada doença e todos os cuidados que ela devia ter durante a gravidez. Encontrei também uma espécie de diário em que ela deve ter escrito suas memórias:
“03 de setembro de 2001
Os exames contataram que os tumores são realmente malignos, o médico recomendou quimioterapia, mas eu sei que no estado que estão não surtirá efeito. Não irei fazer pois não tenho quem tome conta da minha bebê. ”
“06 de maio de 2006
Hoje reencontrei no mercado o meu grande amor de infância, o meu primeiro amor, o Leo. Ele não me reconheceu, mas quando lembrei a ele quem eu era, ele ficou vermelho, achei que ia sair correndo do mercado. Acho que ele pensou que eu ia fazer um escândalo. ”
“10 de maio de 2006
Encontrei o Leo na praça, ele tentou fugir de mim. Continuo achando que ele pensa que eu ia fazer um escândalo, ele ficou vermelhinho de novo quando me viu. Ele fica fofo demais assim. Recordei a ele minha infância e como eu gostava de tudo aquilo. Meus sentimentos voltaram, acho que finalmente achei alguém para amar, ainda que seja por pouco tempo. Dei meu telefone pra ele e ele me mandou um monte de mensagem, vou na casa dele hoje“
“11 de maio de 2006
Que loucura, ontem fui na casa do Leo e nós fudemos a noite inteira, relembramos os bons tempos e acabei descobrindo que ele gosta mesmo de criança. Sei que é loucura da minha cabeça, mas vou jogar a Valentina pra cima dele. Não quero a minha filha indo parar em um orfanato qualquer, sendo maltratada. Quero alguém que cuide dela e a ame.
O Leo pode ser um bom padrasto, mas não é o pai dela e sei que não a trataria como filha com o mesmo amor, então terei que transformar o amor dele em amor de homem e mulher. “
“22 de setembro de 2006
Cinco anos depois da descoberta da minha doença, hoje eu tive outra notícia, só que dessa vez é boa, estou grávida, teremos mais uma criança na família e dessa vez é do Leo. Acho que vai ser um menino, tomara.
Vou apressar as coisas entre o Leo e a “Tininha”, quero que seja hoje que ele tire logo o cabacinho dela, não dá pra esperar, pois sei que com a gravidez a doença vai se espalhar mais rápido conforme os médicos me explicaram quando perguntei se poderia engravidar de novo”
“23 de setembro de 2006
Ontem foi surreal, os dois fudendo na caminha da Valentina, o Leo não perdeu tempo meteu a pica na menina. Acho que a “Tininha” não curtiu muito, mas vai ser pro bem dela. “
“15 de fevereiro de 2007
Os exames saíram, estou com a maioria dos órgãos tomados pelo câncer, o médico me informou que a gravidez vai ser de alto risco. Não quero contar nada pro Leo, melhor deixar ele curtir a gravidez e a lua de mel com a “Tininha”. ”
“12 de março de 2008
Hoje fomos fazer a última ultrassonografia, conversei com a médica e pedi que não contasse sobre o tumor no útero ao Leo, já que não coloca o bebe em risco. Ficamos sabendo que vai ser um menino. Tinha que ver a cara dele, estava eufórico. Valentina ficou ainda mais. ”
Na última página não havia nada escrito de informação no diário, apenas um trecho da canção do Barão Vermelho, Por você:
“15 de março de 2008
Por você
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho
Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno. “

O que é o que é

Cuidar de um bebê e uma menina de sete anos não é fácil, nem esperaria que fosse, Karen nos deixou em um momento muito difícil, quando o bebê mais precisava dela, mas eu tive que ser pai e mãe. Mas a vida segue e a gente deve viver sem medo de ser feliz. Eu encontrei em Valentina a minha felicidade e em Gabriel a razão de viver. Foi na minha menininha que encontrei forças para superar os momentos mais difíceis, pois a mãe dela sabia que eu e ela iriamos precisar um do outro mais do que tudo nessas horas.
Já tinha oito meses desde a tragédia e eu estava deitado na cama depois de dar banho no bebê e colocá-lo para dormir, quando “Tininha” entrou no quarto e se deitou do meu lado. Eu estava pensativo e me perdia deixando a mente vagar. Apenas olhei para ela e a abracei. Não tive cabeça para ter mais nada com a pequena desde então.
– Não fica assim meu amor, não fica triste. – Ela me olhava e passava sua mãozinha em meu rosto. – Eu te amo, igual a mamãe, ela falou que eu tenho que cuidar de você. – Ela desceu a mão e colocou dentro da minha cueca, segurando minha rola.
– Não, “Tininha”, não tô com cabeça pra isso meu amorzinho. – Ela se inclinou e passou a me dar selinho e depois um beijo, um beijo romântico, carregado de sentimento, que eu não tive como não retribuir. Minha piroca cresceu e ficou dura na mãozinha dela. Eu levei a minha até a bunda dela e fiquei apertando.
– Faz amor comigo, papai. Não quero ver você triste. – Ela tirou minha pica para fora e subindo sobre mim encaixou na bucetinha, que já estava meladinha e foi descendo, fazendo se alojar toda dentro. Fechei meus olhos e passei a curtir aquela foda inesperada. – Mete, mete mais, mete meu amor, eu te amo, eu te quero só pra mim. Faz de mim a sua mulher, por favor, papai. – Até me arrepiei ao ouvi-la falar daquele jeito, parecia que a mãe havia a instruído até mais do que imaginei.
– Eu te amo, “Tininha”, eu te amo, rebola na minha piroca, cavalga. – Ela colocou as mãozinhas no meu peito e passou a subir e a descer, enquanto eu segurava em sua cintura, em uma cena digna de qualquer filme romântico, sendo que a protagonista era a Lolita.
Ela acelerou os movimentos, jogando a cabeça para a frente, fazendo meu pau ir até o fundinho do seu corpo. Eu sentia a cabeça tocar na entradinha do seu útero e voltar. Apenas relaxei e deixei que aquela criança me satisfizesse e me deixei levar. A puxando mais forte pelas ancas enterrei o mais fundo que pude e encharquei o pequeno útero com uma boa dose de porra. Que foi seguida por um grito abafado da garota contra o meu peito. A menina havia crescido e gozava copiosamente enterrada em minha rola, tremendo e tendo pequenos espasmos., que foram seguidos por outros e outros. A menina tinha tido orgasmos múltiplos, uma delícia.
Após a nossa foda, ela continuou deitada sobre mim, quietinha, sem se mexer. Meu pau continuava dentro dela, não queria tirar, estava delicioso o quentinho proporcionado por aquela xaninha. Ela mesmo começou a rebolar devagarzinho, passando a mãozinha no meu peito. Eu segurei a bunda dela e passei a mexer os meus quadris, movimentando a rola, que melada, fazia aquele som de molhado quando entrava e saia. Ela ria ao ouvir e me olhava marota.
– Tá tão gostoso, papai, mas porque tá fazendo esse barulho?
– É por causa da porra que tá escorrendo da sua buceta no meu pau. É barulho de agua. Quer que eu pare. – Ela balançou a cabeça que não. E continuou a rebolar.
Comecei a meter mais forte, ainda segurando na bundinha dela, até que uma segunda onda de orgasmo invadiu a pequena, que tremia mais que vara verde. Seu corpo convulsionava sobre o meu, pensei até que ela tivesse tendo um troço. Olhei no seu rostinho e ela, de olhinhos fechados e boca aberta, só curtia a sensação. Senti que iria gozar novamente e acelerei o movimento, até que jorrei mais um pouco na loirinha que repousava sobre mim. Ficamos na cama alguns minutos enquanto eu descansava.
Meus pensamentos voltaram, olhando aquela criança-mulher sobre mim. Decidi, que iria fazer o desejo de Karen se concretizar e iria fazer daquela menina a minha mulher. Resolvi que iria cria-la para ser minha esposa quando crescesse e que iriamos criar o nosso bebe, como sendo nosso filho, a partir daquele momento.
– Meu amor, eu quero que você faça um favor pra mim.
– O que é papai?
– Bom, primeiro eu quero que você só me chame de papai na frente dos outros, mas quando a gente tiver dentro de casa, você será a minha mulher. Eu quero que você me chame de marido, de macho ou de amor, tá bom.
– Tá bom papa..amor.rsrs. – Sabia que seria difícil, mas eu tinha que tentar.
Foram alguns meses até Valentina se acostumar, mas depois daquele dia, passamos a viver como casados, assumi aquela pequena como minha esposa. Passamos a dormir na mesma cama juntos e a fazer planos como um casal e enfim pude concretizar o sonho que eu tinha com Karen.

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Estamos nos aproximando do fim, tem sido uma experiencia inenarrável para mim estar postando esse conto, que sei que não vai agradar a todos, mas que traz de volta a experiência de contos literários, muito além de ter só sexo, trazem consigo uma história. Lembrando, que todas as minhas histórias são fictícias, só para lembrar.
A próxima parte será a final e eu espero que aqueles que gostaram, continuem comentando e votando, pois isso me incentiva a trazer mais contos novos para vocês.

Outros contos
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Uma menina chamada Érica
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Um Sonho a Mais

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5 Comentários

Talvez precise aguardar o comentario ser aprovado
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  • Responder Victor

    Você com certeza é o melhor escritor desse site e acredito acho que você deveria se dedicar não só aqui nesse site mas passar a escrever livros realmente, vc tem um futuro promissor em meio a literatura

  • Responder Vitor

    Que delícia, só achei desnecessário o caso da Karen, mas ok .. Continua e envolve o menino tb

  • Responder casal e filhas parana

    não para continua

    • Dk fode

      Olá casal filha Paraná vou deixar meu conta do telegran pra nós trocar uma ideia também fodo com a minha mãe o endereço e dkderrubados . Telegran

    • Apenas mais um.

      Deixa seu telegram. @PeterPan96