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Meu sogro me descobriu (4) – resolvendo na conversa

1330 palavras | 3 |4.07
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Depois que eu parei de chorar, meu sogro falou que tava na hora de a gente ir embora. Nos enrolamos nas toalhas que tinham ido para longe e fomos pra o chuveiro. Tomamos um banho rápido, pegamos nossas roupas nos armários e saímos de lá.
Fizemos tudo isso em silêncio: ele estava quieto e eu tava ainda com bastante vergonha, pois, afinal, ele tinha percebido que eu enganava a filha dele e não sabia o que ele faria ou o que eu deveria fazer.
Entramos no carro, ele deu algumas voltas, parou em frente a uma farmácia e pediu pra eu esperar que voltaria logo. Ele realmente não demorou e voltou com uma sacola e uma garrafa de água. Olhou pra mim e perguntou:
– Tá doendo muito?
– Um pouco.
– Toma isso aqui. _ e me deu um comprimido e a água pra ajudar. _ Vai doer ainda por alguns dias, é normal. Mas se a dor tiver muito insuportável, toma isso umas 2 vezes por dia. E esse_ e me deu uma caixa de pomada_ é pra passar lá se você tiver algum sangramento.
– Sangramento? _ perguntei assustado.
– Às vezes acontece, ainda mais que foi a sua primeira vez. Mas eu acho que não vai, não: fui muito cuidadoso. Mas se acontecer, passa, ok?
Só balancei a cabeça. Aquele homem estava sendo muito bom pra mim, acho que ele não precisava se preocupar assim comigo, mas se preocupava. Acho que poucos fariam a mesma coisa. Eu estava muito agradecido.
Só que quanto mais agradecido eu estava, mas eu tinha vergonha de ter enganado a filha dele. Eu sentia uma necessidade absurda de me desculpar, de dizer que ia terminar ela, que sumiria da vida deles e os deixaria viver em paz sem a minha presença enganadora. Sentia vontade de chorar de novo.
– Me desculpa por ter engando a sua filha. _ falei com uma voz que quase não saiu.
– Não, não precisa pedir desculpa. Eu sei como são essas coisas. _ falou de forma gentil.
– Mas eu não devia…eu prometo que vou terminar com ela.
– Não, não, você não vai fazer isso. Olha, hoje foi um dia muito especial, tivemos uma tarde maravilhosa, foi a sua primeira vez. Vamos deixar as coisas assim e semana que vem a gente marca e conversa e decide tudo o que faremos.
– Mas…
– Calma, garoto. Eu garanto a você que te entendo. E na semana que vem a gente conversa e decide tudo. Agora cada um vai pra sua casa, descansar e guardar na memória esses momentos maravilhosos que tivemos.
Eu não sabia o que pensar, mas achei a ideia dele muito boa.
– Eu não vou contar pra ninguém, não posso, né? E nem você vai contar, né? Vai agir normalmente! Se for lá em casa antes de a gente ter a chance de voltar a conversar, finge que nada aconteceu. E se não achar que vai conseguir, diz que tá gripado, com dor de barriga, qualquer coisa. Mas não faz nada agora, vai pra casa, relaxa e assim que der a gente conversa e resolve tudo. _ e ele segurou o meu queixo, aproximou o seu rosto do meu e perguntou de modo delicado e sedutor_ Você confia em mim?
Aquele olhar tinha tanta ternura que eu me senti totalmente acolhido e protegido. E a única coisa que consegui fazer foi balançar a cabeça de modo afirmativo. E do nada, ele me beijou apaixonadamente. Eu me esqueci completamente que estava dentro de um carro, no meio da rua e retribuí o beijo da melhor forma que pude.

Alguns dias depois, ele me ligou, me pegou em casa e fomos para uma praia. Era de noite e tinha pouca gente, muito difícil alguém vir nos perturbar ali.
– Como você tá? Tá melhor?
– Sim, não tá doendo mais. Nem chegou a sangrar.
– Que bom! Que alívio. Eu queria poder te levar num lugar mais reservado, mas tenho pouco tempo hoje e se a gente não se visse hoje, só semana que vem. Tenho certeza que você tá ansioso pra resolver isso logo, né?
– Sim. _ eu tentava aparentar calma, mas eu tava bem nervoso.
– Pra gente não perder muito tempo eu pensei em falar primeiro, dizer o que podemos fazer e depois você me fala o que você quer e decidimos juntos, ok?
– Ok.
– Mas antes preciso saber de uma coisa. E pode falar sem medo: você gosta de meninas também ou só de meninos?
– Eu…
– Pode falar, garoto. Juro pra você que eu entendo. Sei que muitas vezes a gente tenta namorar uma menina pra ver se dá certo, se desperta o hétero na gente. Foi isso?
– Eu não queria_ estava quase chorando_ a Vanessa insistiu muito. Ela é uma menina linda, vi que ela tinha se interessado e resolvi tentar, mas…
– Mas você não curtiu.
– Não é ela, ela é linda! Mas…
– Eu sei! A minha filha é linda e tem muito bom gosto! Se na idade de vocês, eu tivesse te conhecido, nunca mais eu te soltava. _ falou me olhando de forma muito doce.
– E você?
– Eu gosto de meninos e meninas! Sou bi! E amo minha esposa! Apesar do que apronto, nunca traí ela com uma mulher. É que eu preciso também de coisas que ela não pode me dar. _ e piscou de forma safada.
– Entendi. Eu só gosto de homens e por isso…
– Calma, vou falar agora a minha ideia, Ok?
– Tá.
– Eu acho que você precisa terminar com a Vanessa, não é justo com ela. Mas não agora, porque tá perto do vestibular, ela vai sofrer, perder muitos dias de estudo chorando e vai se prejudicar. Então eu gostaria _ repetiu _ gostaria que você continuasse namorando com ela e depois que isso tudo terminar, no ano que vem, aí você termina.
– Mas não vai ser pior? Quanto mais dias passarem?
– Não sei, mas acho que no ano que vem, sem essa turbulência que é o vestibular, ela vai sofrer menos. E, claro, se você terminar agora, vai ficar mais difícil a gente se ver. Que desculpa eu vou dar, se tiver que sair e bater um papo com meu ex-genro? Vai ficar estranho, né? Bom, isso se você quiser continuar me vendo, né? Então, o que você acha?
– Eu juro que não esperava isso. Você é incrível! Acho uma ótima ideia!
– Yes! Oh, mas em casa, nenhuma bandeira, hein? Se você quiser, a gente pode continuar se vendo, se curtindo. Quando você arrumar outro ou simplesmente não quiser mais o sogrão aqui, só falar que tiro meu time de campo.
– Tá bom.
– Sabe de uma coisa? Eu tava doido pra gente curtir agora, tô de pau duro desde que a gente se sentou.

Olhei pra baixo e vi ele apertando o pau por cima da bermuda. Meu coração acelerou.
– Mas eu tô sem tempo. Vou ver se consigo um tempo pra gente amanhã ou depois, viu?
– Tá bom. _ falei um pouco decepcionado.
– Gostou do meu novo perfume?
– Perfume? Só o de sempre. _ falei sem entender
– Cheira aqui. _ e ele me deu a mão dele pra cheirar.
– Isso é o cheiro do seu pau? _ falei alarmado.
– Você é tão distraído. Sente o cheiro do meu perfume. _ falou de forma bem safada. Enquanto eu sentia o cheiro daqueles dedos com que ele tinha manipulado o seu pau.
– Que pena que a gente não tem tempo. _ falou passando os dedos nos meus lábios. _ Sente o meu perfume, sente o meu gosto nesses lábios deliciosos.

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3 Comentários

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  • Responder @Doni - telegram

    Que delícia sentir o cheiro do perfume.

  • Responder bacellar

    Concordo com as palavras do Pedrinho. Gosto de romantismo e tá bem nesse clima. Continue por favor. ??

  • Responder Pedrinho

    Seria uma estrela por não ter sexo no história. Mas a erotização final foi boa o suficiente! A história se desenvolveu de forma espetacular nas partes 2 e 3. Num blog ou coisa do tipo, seria legal de se ler de forma separada. Mas num site como esse, onde a intenção da maioria é gozar lendo pornografia, a divisão se torna inviável se não tiver sexo em todas as partes. No entanto, a erotização da cena final, o jeito gentil e doce do sogro me deixaram bem excitados. Consigo imaginar claramente como deve ser maravilhoso se deitar com um macho como esse sogrão!