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Meu Irmãozinho Gabriel – Parte 3

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No dia seguinte, após aquela noite em que Gabriel veio até meu quarto me provocar, acordei mais cedo que o normal, pois dormi muito mal. Não conseguia tirar meu irmãozinho da cabeça. Eu estava completamente fisgado e derrotado nos joguinhos perversos de meu irmãozinho caçula. Eu sentia muita raiva, podem ter certeza disto, mas eu também sentia muito tesão em lembrar das coisas que meu irmãozinho fazia as escondidas de nossa mãe e familiares.

Tomei meu café com minha mãe e como sempre, pouco conversamos. Era quase seis e meia da manhã e Gabriel também se levantou o que era muito estranho, já que ela sempre dormia mais, já que estudava na parte da tarde.

– Oi anjo. Bom dia. Acordou cedo assim? – Minha mãe era só sorriso com Gabriel. Ela levantou-se da cadeira, foi até ele e beijou-lhe os cabelos lisos e escorridos.

Gabriel sorriu para ela e eu quase bufei de raiva. Aquele sorriso falso, de anjinho e bom filho, o que Gabs não era porra nenhuma. O verdadeiro Gabriel era aquele safado devasso que curtia uma pica entalada no rabo. Um gayzinho que fumava e bebia as escondidas de todos. E aquilo me excitava pra caralho!

– Bom dia Dinho. – Ele me cumprimentou.

– Bom dia. – Respondi secamente.

Tomamos café normalmente. Nossa mãe me ofereceu uma carona, mas eu não aceitei. Tinha outros planos. Queria confrontar Gabriel, queria terminar o que tínhamos começado ontem.

Eu tinha um bom plano, queria fode-lo, humilhá-lo assim como Róbson, talvez até pior, e depois, eu não ia mais ceder para ele. Quem sabe eu até criasse uma arapuca para ele, para finalmente desmascara-lo na frente de nossa mãe.

Nossa mãe saiu e vi que Gabriel foi para sala, com certeza ia jogar seu Playstation2. Fui para o banheiro e fiquei lá por um tempo. Fiquei pensando. Caralho, como eu ia sair daquela situação? Quem eu queria enganar? Eu estava caidinho por Gabriel, estava louco de tesão por ele. Eu já não me masturbava pensando em mulheres e vendo vídeos pornográficos na net. Eu só me masturbava pensando em Gabriel, lembrando-me dele fumando, bebendo, trepando com Róbson e agora não tirava da cabeça nossos beijos e a chupeta que ele pagara para mim na noite anterior.

Dez minutos haviam passado desde a saída de nossa mãe para o trabalho e finalmente decidi sair do banheiro. Quando cheguei na sala, Gabriel estava jogando videogame, esparramado no sofá, com os pézões para cima, mas, além disto… Caralho, Gabriel estava com a merda de um cigarro na boca! Meu irmãozinho segurava o joystick do videogame com as duas mãos e mantinha o cigarro entre os lábios, tragava e soltava a fumaça sem pegar na guimba com as mãos.

O cheiro já pestanejava o ar todo. Vi que em cima da mesinha de centro estava um maço de Marlboro Vermelho e um isqueiro de cor verde (verde sempre foi a cor preferida de Gabriel).

– Mas que porra é essa seu moleque? – Praticamente berrei com Gabs.

Ele olhou-me, um tanto assustado e largou o joystick do console no sofá, levantando-se com o cigarro ainda na boca. Gabriel retirou a guimba da boca e segurou entre os dedos, agora estava sentado no sofá.

– Coé Dinho, cê tá bolado com alguma coisa? – Ele perguntou com aquela carinha de anjinho, com cinismo descarado. – Eu te fiz alguma coisa dessa vez? – Ele perguntava como se fosse inocente. Em seguida deu uma longa tragada no cigarro e soltou uma densa baforada em forma de cone na minha direção.

– Tu ainda pergunta seu moleque imbecil? Seu veadinho de merda. E o que tu fez ontem, já esqueceu é seu veadinho? – Perdi a paciência e puxei Gabriel pelo braço, tão magricelo e delicado como ele.

– Qual foi Dinho, cê tá me machucando, me larga. – Ele falou agora alterado.

Puxei o cigarro das mãos do meu irmãozinho caçula e o empurrei com tudo. Ele caiu sentado no sofá e começou a sorrir para mim. Eu odiava aquele joguinho de gato e rato que Gabriel jogava comigo. Odiava aquelas risadinhas depravadas dele. Parecia que Gabs estava sempre a um passo a minha frente. Aquele era mesmo o moleque magricela que eu protegia anos atrás? Era mesmo meu irmãozinho caçula? Ou Gabriel sempre foi esse moleque devasso e depravado que mostrava ser agora?

– Qual é a graça seu bostão? – Perguntei irado.

– Não sei por que cê tá tão bolado comigo. Não te fiz nada. Só tava aqui jogando e fumando um cigarrinho. Cê tá precisando de sexo hein? Cê tá muito estressado manobrow. – Gabriel continuava sorrindo, que vontade de quebrar seus dentes com um belo soco na boca!

– Seu veado de merda. – Rosnei irado. – Eu vou te foder todinho.

– Vai é? – Ele lambeu os lábios – Humm… Quero só ver. Mas saca só Dinho… Cê vai continuar deixando meu cigarro queimar atoa aí, vai? Por que cê não dá uma tragada nele, hein? Queria muito te ver fumando.

E eu cai totalmente na sedução do meu irmãozinho caçula. Não sei o que diabos aconteceu comigo, só sei que não pude deixar de obedecer Gabs, e foi o que fiz, levei o cigarro dele a boca e dei uma tragada. Soltei uma fumaça estranha, muito diferente daquela que os fumantes fazem, muito diferente daquela que Gabriel tinha feito minutos antes. Parece que foi até combinado, não poderia ter sido mais bem cronometrado, a porta da sala se abriu e minha mãe entrou dizendo:

– Gabs onde eu deixei… – Nossa mãe dizia algo quando me viu com o cigarro nas mãos e começou a gritar – Mas que merda… Claudiomar! Outra vez esse maldito cigarro na minha casa? – E ela deu dois tapas no meu ombro, estava transtornada, raivosa, seu rosto tinha mudado de cor de tanta raiva que emanava.

Tentei me justificar:

– Não. Não! Essa porra não é minha! É do Gabriel. Ele quem estava fumando mãe! Cheira a boca dele para você sentir! – Acusei Gabs e apontava para ele, com o cigarro ainda aceso em minhas mãos.

– Por que cê tá fazendo isso Dinho? Eu não faço essas coisas. – Os olhos de Gabriel começaram a lacrimejar – Eu estava jogando mãe, ai o Dinho veio pra cá fumando essa coisa e tirou o controle da minha mão e me empurrou. Eu tô até fedendo a essa coisa ai que ele tá fumando mãe! – Gabriel explicava choroso. Filhadaputa mentiroso, isso não era verdade!

– Eu sei, eu sei querido, vá pro seu quarto e fique lá. – Nossa mãe tirou o cigarro das minhas mãos e o apagou na mesinha de centro. – Quanto a você Claudiomar, vamos ter uma conversinha.

Gabriel se afastou de nós e correu para seu quarto.

– Isso é inacreditável. Eu nunca sou ouvido. Nunca tenho razão. O Gabriel é um pervertido de merda e sempre tem razão. – Desabafei furioso.

– Cale essa boca. Me respeite, ouviu Claudiomar? – Novos tapas no ombro. Minha mãe estava possessa enquanto cuspia fogo em mim. – Seu irmão ao contrário de você é responsável. Não entendo onde errei com você Claudiomar. Não entendo mesmo, acho que você puxou mesmo os genes do seu pai.

– Mesmo? A senhora não sabe onde errou? – Eu falei, transtornado. Queria simplesmente desaparecer daquela casa e nunca mais ver minha mãe e Gabriel.

– Chega. Não posso continuar discutindo com você. Tenho que ir trabalhar. Só voltei por que esqueci minha carteira na mesa de jantar. – E minha mãe foi até a mesa e pegou sua carteira, que realmente estava ali. – Quando voltar vamos conversar. Agora pegue sua mochila, vou te deixar na escola. Garantir que você vá estudar hoje.

E assim ela o fez me deu carona até a escola. Durante as aulas fiquei pensando em toda essa situação em que me meti. Por que Gabriel fazia isso comigo? Nós nos afastamos com o tempo, eu passei a ter muita raiva dos benefícios que ele ganhava com nossa mãe e eu não. Ai vi que o problema realmente era nossa mãe. Era ela quem causava essas brigas com a diferença que fazia entre nós desde cedo.

Quando cheguei em casa, fiz questão de bater a porta da sala para Gabriel saber que eu havia chegado. Fui até seu quarto e abri a porta. Lá estava ele. Sentado a mesa de seu computador, já vestindo seu uniforme escolar, estava cheiroso, de banho tomado e com seus cabelos lisos e escorridos bem penteados.

– E ai Dinho? – Ele me cumprimentou como se nada houvesse acontecido na parte da manhã. Não me olhava. Mantinha os olhos no monitor do computador.

– Vamos resolver essa porra agora. – Falei.

Gabriel continuava encarando o monitor de seu computador e me respondeu ainda sem me olhar:

– Do que cê tá falando manobrow? – Ele continuava observando o monitor e isso me irritava cada vez mais. Puxei-o pelo braço, levantei-o da cadeira e o empurrei contra a parede do quarto. Depois apertei seu pescoço com toda a força.

– Cê… Tá me… Machucando porra! – Ele disse com certa dificuldade.

Larguei-o. Gabs me encarou sorrindo. Novamente aquele sorriso devasso.

– Acho que já entendi tudo. – Ele falou. Virei-me de costas para ele. Não conseguia mais encará-lo, queria esgana-lo. – Cê tá é com raivinha de mim por que eu sou mais esperto que tu. – Ele concluiu.

– O que? – Perguntei surpreso, virando-me para encarar seus olhos.

– Isso ai que cê ouviu. Cê tá bolado comigo por que eu sou mais novo que tu três anos e já trepo há séculos, enquanto cê só fica na punheta. Eu fumo há maior tempão escondido e ninguém nunca descobriu, enquanto cê morre de vontade de virar fumante e tem medo da mamãe e das broncas dela. Qual foi Dinho, admita que cê é um covarde.

– Do que você me chamou? – Rosnei irritado.

– Covarde. Frouxo. Virgem. Carai tem adjetivos demais pra tu, cê quer mesmo que eu continue falando? Haha. – Gabriel riu na minha cara. Ele pegou sua mochila, que estava em cima da cama, jogou nos ombros e continuou falando, agora passando por mim e saindo pela porta: – Cê me chama de veadinho. Eu posso até ser mesmo, e daí? Ontem quem tava louco pra me comer era você. Cê é tão veadinho quanto eu, se é que não é mais, por que eu tenho coragem de fazer as coisas, tu não tem. Seu pela-saco. – Gabs então saiu pela porta e eu fiquei lá, atônito, embasbacado, sem fazer ou dizer nada. Lá da sala, ouvi-o gritar: – Ah, e cê tá me devendo um maço de cigarros e um isqueiro novo, hein? A mamãe confiscou os meus e eu agora tô ferrado. Ainda tinha quase quinze cigarros pra fumar lá. E boas punhetas ai, viu manobrow? – Gabriel deu uma gargalhada depois de dizer e saiu, ouvi a porta da sala se abrir e fechar.

E novamente, eu havia sido derrotado nos joguinhos devassos de Gabriel, meu irmãozinho caçula anjinho (diabinho).

Apesar das últimas investidas cruéis do meu irmãozinho Gabriel, eu sou o primeiro admitir que eu estava completamente de quatro por ele. Todo o tempo eu só pensava em Gabs, eu me lembrava dele fumando, bebendo, trepando, me beijando e me chupando e me tomava de tanta excitação, a ponto de querer me masturbar em locais que eu nunca tinha feito, como por exemplo, o banheiro da escola onde eu estudava.

Eu estava completamente obcecado por Gabriel. Eu queria muito que a máscara dele caísse por causa das ciladas que ele havia me colocado, mas eu também gostava daquela porra toda. Justamente por ele ostentar o bom garotinho perante nossa mãe e toda família, e ser na verdade, um puto devasso, me excitava ainda mais, me fazia deseja-lo ainda mais! Eu acho que só queria que ele me considerasse tanto quanto o Róbson, a ponto de me deixar fazer parte daquela vida devassa dele.

Esperei a coisa esfriar alguns dias após aquele incidente do cigarro. Eu tinha certeza que Gabriel tinha planejado aquilo tudo. Nossa mãe com certeza não tinha esquecido a carteira, Gabs tinha dado uma mãozinha e sabia que ela ia retornar para busca-la e conseguiu me fazer cair direitinho na arapuca. Eu não fazia a menor ideia de como eu ia agir, mas naqueles dias que esperei para confrontar Gabs novamente, ele não tentou nada. Parecia que havíamos voltado no tempo e as coisas estavam como antes de eu descobri-lo com Róbson.

Então foi em uma manhã, depois que voltei da escola, que decidi confrontá-lo mais uma vez e desta vez eu tinha certeza que nossa mãe não estaria por lá para me pegar em maus lençóis. Eu sempre tentei confrontá-lo na ofensiva. Desta vez me decidi por ir à defensiva, sem intimidá-lo, sem ataca-lo. Quando abri a porta da sala lá estava ele, esparramado no sofá, com aqueles pézões gostosos para cima, jogando videogame, como se fosse aquele anjinho que todos adoravam!

– Coé Dinho. – Ele me cumprimentou.

– Preciso falar com você. – Falei em tom baixo. Não queria perder a paciência.

– Ih, qual foi desta vez?

Então decidi apelar para o lado emocional da coisa.

– Tu lembra aquela vez, quando tu era pirralho, pirralho mesmo, e um cavalão te tirou do balanço e eu quebrei a cara dele todinha? – Sentei-me no outro sofá, e Gabriel pausou o game, largou o joystick e sentou-se no sofá.

– Por que cê tá lembrando dessa parada agora? – Gabs parecia surpreso.

– Por que naquele dia eu fiz aquilo por que eu queria te defender. Eu sabia que você era um moleque sensível e bom. E muitos outros moleques se aproveitavam dessa sua fraqueza. Mas eu admirava essa sua fraqueza. – Falei em tom sincero e baixo, sem olhá-lo nos olhos.

Gabs deu de ombros, parecia confuso quando olhei enfim para ele. Isso era bom, naquele momento tive certeza que havia o tocado.

– Eu sei que a gente se afastou. Eu me afastei né? Tu sabe que nossa mãe sempre preferiu você do que eu. E acho que é porque eu sou muito parecido com nosso pai e isso faz ela sofrer… Como se eu fosse culpado.

Gabriel apenas me observava atônito, confuso.

– Gabriel, eu sei que fui um péssimo irmão mais velho pra você durante estes anos todos, e quero te pedir perdão por isso.

Os olhos do meu irmão estavam esbugalhados e sua expressão era séria, ele com certeza não esperava por aquilo. Mas eu fiquei pensando naquela expressão, seria real mesmo ou mais uma bela atuação de um garoto manipulador e mentiroso?

– Cê foi mesmo. Cê continua sendo. – Enfim Gabriel falou – Coé Dinho, cê acha que eu não ficava achando que a culpa era minha? Porra, eu era louco por tu manobrow, eu tinha mó respeito por tu. E tu passa a me ignorar só por causa da puta da nossa mãe? Tenho certeza que nosso pai largou a piranha da nossa mãe por que ela sempre foi essa lunática do caralho! – Gabs parecia revoltado com nossa mãe. Não sabia que ele a culpava por nosso distanciamento.

– Você acha que a culpa é da nossa mãe? – Perguntei então.

– Porra no início eu achava que a culpa era minha, carai véi eu chorei muito, sempre que eu tentava me reaproximar de tu. Depois larguei de mão. E eu sei que a culpa é dela sim, por isso mesmo que eu resolvi que ia aproveitar tudo de bom nessa porra de vida, tudo que a puta da nossa mãe ficaria puta da vida se descobrisse. Fumo mesmo, bebo mesmo e trepo pra caralho. E um dia vou embora dessa porra de casa, e ela vai continuar achando que sou o filhinho perfeito, por que ela é uma imbecil mesmo haha. – Gabs fez uma pausa e então falou – Mas saca só Dinho, vamo parar de perder tempo com essa porra toda.

Então Gabriel se levantou e se aproximou de mim, no outro sofá. Meu irmãozinho simplesmente se jogou no meu colo e antes que eu pudesse tentar qualquer coisa, senti a boca dele na minha. Começamos a nos beijar de língua. Caralho, Gabs tinha uma boca deliciosa, pequena e de lábios finos, mas sua língua sabia muito bem o que fazia dentro da minha boca. Novamente, me senti completamente entregue e em estado de transe. Eu só queria saber do Gabriel, eu queria trepar com aquele filhadaputa, com aquele anjinho demônio que era meu irmãozinho.

– Não… – Tentei me desvencilhar – Gabs…

E Gabriel não permitiu, apertou o meu pau com uma de suas mãos e enfiou sua língua completamente dentro da minha boca. Eu sentia a saliva gostosa do meu irmãozinho caçula na boca. Aquele beijo molhado e violento já tinha deixado meu cacete duro e Gabriel apertava meu pau com vontade. Que verme devasso era aquele magricela do meu irmão e eu estava louco por ele!

Então Gabriel tirou sua camisa e a jogou no chão. Voltamos a nos beijar insanamente, era muito gostoso quando nossas línguas se encontravam.

– Cê quer… Me… Comer? Quer? – Gabs sibilava entre nossos beijos.

– Quero. Quero te comer Gabriel. – Respondi.

– Olha só isso. – Gabriel falou sorrindo.

Meu irmão se levantou do meu colo e ficou de pé a minha frente. Já sem camisa, Gabs tirou seu short e começou a dançar um funk de putaria só de cueca, bem no meu rosto. Caralho, aquela bundinha carnuda branca me dava água na boca! Queria meter o meu cacete assim como Róbson tinha feito na margem do rio.

– Bate na minha bunda vai manobrow. Bate na sua puta aqui véi. – Gabriel pediu, e foi o que fiz. Passei a dar uma série de tapas em sua bunda e ele gemia e gritava. – Ai, ai, ai, que delícia! Ai! – Gabs parecia uma puta mesmo, uma vadia que adorava ser dominada por um macho.

Mas meu irmãozinho era muito, muito esperto.

– Cê quer me comer? Quer me comer? Quer comer o Gabs, quer? – Ele perguntava sussurrando perto do meu rosto.

– Quero porra! – Gritei praticamente.

Então Gabriel sem mais nem menos deu um belo tapa na minha cara.

– Mas que porra?! – Gritei a todo pulmão.

Então Gabs disse:

– Cê vai ter que ceder pra mim primeiro Dinho. Só assim pra tu me comer, quero ver quem é o veadinho nessa porra! – Gabriel dizia num tom firme, naquela época ele estava mudando de voz, e oras sua voz era fina, oras grossa. Nesse momento ela foi muito grossa e firme.

– Caralho! – Gritei e tentei me levantar, mas Gabriel me empurrou no sofá. Embora eu fosse muito mais forte que ele, eu me deixei dominar completamente. Meu pau estourava dentro da roupa de tanto tesão. Aquele tapa nem havia doído.

Gabriel tirou sua cueca e revelou seu cacete. No dia do rio, quando o vi com Róbson, não havia reparado tanto em sua pica, mas quando a vi agora, bem pertinho de mim, quase na minha cara, percebi a cabeçona grande e rosada que tinha. Gabs começou a esfrega-la no meu rosto e eu não fazia nada para impedir. Meu irmãozinho começou a me bater com sua rola. Então ordenou:

– Chupa minha rola agora! – Sua voz continuava muito grossa e firme.

E foi o que fiz. Comecei a engolir a rola do meu irmãozinho. Logo senti um gosto salgado, aquele mesmo gosto de porra, igual eu havia sentido naquela noite em que Gabriel me beijara após tomar um jato meu de porra na boca. Eu mamei com vontade, eu queria mesmo aquela pica na minha boca, eu era mesmo a porra de um imbecil veado, mais veadinho que Gabs e queria mesmo ter aquela pica na boca!

Gabs levou suas mãos ao meu rosto e começou a empurrar minha cabeça contra sua rola. Tive ânsia de vômito, mas continuei firme, babando naquele cacete delicioso do meu irmãozinho devasso. Gabriel gemia e fechava os olhos extasiados.

De repente, Gabriel tirou sua rola de dentro da minha boca e se sentou na mesinha de centro, ordenando a mim:

– Fica no chão. De quatro igual um cachorrinho, agora porra! Tô mandando, vamo logo porra! – E eu obedeci a meu irmãozinho caçula. Fiquei de quatro em frente a ele, que continuava sentado na mesinha de centro.

Em seguida, Gabriel começou a passar os dois pés nas minhas bochechas e ficou alguns segundos esfregando-os no meu rosto. Que delícia! Sentir aqueles pézões – estavam bem sujas as solas, pois ele sempre caminhava descalço pelo apartamento – na minha cara me embriagou de tesão!

– Agora chupa meus pés caralho! – Gabriel ordenava com firmeza.

E obedeci de imediato. Comecei a lamber as solas sujas dos pézões de Gabriel e ele sorria para mim enquanto eu me escravizava nos seus pés. Chupei cada dedinho dos pés de Gabriel, senti o gostinho de chulé na boca. Pus todos os dedos de um dos pés de Gabriel na boca ao mesmo tempo, eu sentia meu cacete molhado dentro da roupa, eu estava quase gozando sem nem mesmo pegar no meu pau. Meu irmãozinho levou um de seus pés até a sua própria boca e deu uma lambida na sola. Em seguida, no mesmo pé, Gabriel deu uma cuspida e ordenou:

– Chupa meu cuspe no meu pé!

Lambi aquela cuspida na sola suja do pézão de Gabriel. Eu havia me tornado seu escravo sexual e eu estava cada vez mais excitado com aquilo. Naquele momento eu estava louco para ser comido pelo meu irmãozinho!

– Vamo pro banheiro. Cê vai me dar esse cuzinho, vou te arrombar Dinho, cê vai ser minha puta, tá ligado? Vamo logo caralho! – Gabriel ordenou e me puxou, levantando-me.

Fomos até o banheiro. Chegando lá, Gabriel me arrastou para dentro do Box e ligou o chuveiro. Eu ainda estava completamente vestido com o uniforme da escola, mas fiquei em baixo da água com ele assim mesmo. Voltamos a nos beijar com a água correndo em cima de nós. Depois, meu irmãozinho me ajudou a tirar a roupa e logo, assim como ele, eu estava completamente nu. Ficamos nos relando, os dois de pau duro, debaixo d’água. Gabs meteu a mão no meu cacete e eu no dele. Ficamos punhetando um ao outro. Eu estava quase gozando, eu lutava para não gozar logo, queria que aquele momento continuasse e não acabasse tão cedo.

Então Gabs abaixou-se, ajoelhando diante de mim e começou a mamar a minha rola. Gabriel era mesmo muito experiente com um pau na boca. Ele engolia meu cacete duro sem dificuldade nenhuma, nenhuma ânsia. Eu sentia meu pau tocar a garganta do meu irmãozinho caçula sem dificuldade. Gabs também mamava meus ovos, mordia minhas bolas e as chupava com determinação, faminto e voraz. Eu acariciava seus cabelos lisos, escorridos e molhados, e empurrava sua cabeça contra meu pau duro, Gabs engolia com muita vontade.

Alguns minutos depois daquela chupeta deliciosa, Gabriel se levantou e puxou a mangueira do chuveirinho. Ele retirou a pecinha que ficava na ponta da mangueira e toda a água do chuveiro começou a sair da mangueirinha com força.

– Vira de costas. Caralho vira logo porra! – Gabs ordenou.

E me virei de costas.

– Abre as pernas. – Ele mandou.

E abri. Depois só senti a mangueira do chuveirinho penetrando o meu cuzinho. Senti toda aquela água com forte pressão invadindo meu cu. Gabs estava fazendo uma chuquinha no meu ânus, e sim, a água saía escurecida de meu cu.

– Haha seu cagão! – Eu olhei para Gabriel assim que ele disse isso e tive que sorrir, tive que imitar aquele sorriso devasso do meu irmãozinho.

Depois da chuca, Gabriel começou a dar uma série de dedadas no meu cu, e eu comecei a gemer de tesão. Gabs estava adorando aquilo, enquanto metia seus dedos no meu cu, chupava loucamente minhas orelhas e meu pescoço. A dor que eu senti é indescritível. Gabriel estava com três dedos dentro do meu ânus. Mas aquela dor só me deixou mais excitado, então eu falei:

– Quero gozar porra!

Gabriel prontamente virou-me e se abaixou diante de mim com a boca aberta e desta vez não fechou os olhos. Não me punhetei nem dois segundos e um jato enorme de porra foi expelido do meu pau. Grossa e em uma quantidade que jamais havia gozado, a porra quase foi nos olhos do meu irmão. O rostinho angelical e miúdo dele estava completamente sujo de porra, então passei minha mão nele e depois enfiei meus dedos sujos de porra em sua boca.

Embora eu tivesse gozado, o desejo por Gabriel era muito grande ainda! Eu queria mais, eu queria muito mais! Puxei Gabriel e levei minha boca até a sua para nos beijarmos com aquela porra toda. Senti a linguinha do meu irmãozinho passando porra para a minha.

Depois ele me virou novamente de costas e começou a lamber o meu cuzinho. Caralho, fui à loucura quando senti a língua molhada de porra de Gabriel invadir meu cuzinho, aquele banho de língua fez meu pau subir novamente.

– Deita no chão. – Gabs ordenou.

Então me deitei no chão. Gabs recolocou a mangueira do chuveirinho e a água voltou a sair do chuveiro normal. Meu irmãozinho levantou minhas pernas e começou a encaixar, vagarosamente, sua rola dura no meu cu, a água do chuveiro caindo sobre nós. Não conseguia acreditar! Eu ia dar pro meu irmãozinho caçula, meu irmãozinho magricela ia me comer.

– Delicia de cuzinho apertado. – Gabs comentou. – Vô te foder todinho Dinho!

E começou a empurrar seu pau dentro do meu cu com a água quente do chuveiro nos molhando. Gabs não apenas sabia dar, sabia foder também. Aquela também não era a primeira vez que era ativo, pois ele se mostrou muito capaz do que estava fazendo. O cacete duro do meu irmãozinho penetrava no meu cuzinho com vontade e tentava esquecer a dor imensa que eu estava sentindo, mas não conseguia.

Quando olhei, vi que só os ovos de Gabriel estavam fora, todo o cacete do meu irmãozinho caçula estava penetrado dentro do meu ânus, e ele fazia aquele vai e vem gostoso, completamente dentro de mim. Mas a dor…

– Ai caralho! Porra tá doendo pra caralho! – Gritei.

– Haha, quem é o veadinho dessa porra hein? Aguenta caralho! Aguenta, cê não é o machão Dinho? Hein? Haha. – Gabriel debochava e aumenta cada vez mais a força das estocadas no meu cu, e eu sentia meu ânus rasgando e queimando.

Eu gemia, eu estava agonizando de dor. Gabriel abaixou a cabeça até a minha e começou a me beijar. Nossos beijos agora não eram violentos, eram quase carinhosos, eu sentia o ofegar do meu irmãozinho, sua respiração acelerada diante de mim, e eu comecei a sentir um bem estar gigantesco, mesmo sentindo tanta dor no meu cu.

Levei minhas mãos ao meu pau e comecei a me masturbar enquanto Gabriel continuava metendo. Aquela cena era inacreditável, meu irmãozinho Gabriel, três anos mais novo que eu, estava tirando o cabaço do meu cuzinho. Eu não conseguia crer naquela porra de situação. Gabriel sorria para mim. Seus dentes alinhados por aquele aparelho fixo de borrachinhas verdes me mostravam o quanto ele era devasso.

Gozei de novo. Um novo jato quente de porra foi expelido do meu pau. Não tão forte quanto o primeiro, mas o suficiente para sujar meu umbigo todo. Gabs prontamente começou a chupar e lamber meu umbigo cheio de porra, e depois nos beijamos novamente com a porra na boca, eu começava a gostar daquele gosto salgado e azedo de sêmen.

Então sem aviso, Gabriel deu uma gozada incrível dentro do meu cu. Senti-a escorrendo por meu buraco, e me irmão começou a chupar meu cu, lambendo cada gotinha de sua própria porra quente. Meu irmãozinho caçula era um devasso profissional, um safado desgraçado, que bancava ser uma criança inocente, quando na verdade, era um veadinho devasso profissional, cínico e manipulador.

Ficamos deitados no chão, com a água caindo em cima de nós, nos beijando como namoradinhos, não éramos mais irmãos, éramos ali amantes e putos. Um enorme sorriso escapou de minha boca e Gabriel disse então:

– Agora cê não é mais virgem de cu. É tão veadinho quanto eu hehe.

– Sou mesmo. – Admiti sorrindo.

Gabs havia ganhado de novo?

– Vou dar uma mijada. – Ele anunciou.

Então eu disse:

– Que tal essa mijada em mim? No meu cu? – Falei convicto, sorrindo como puta devassa.

Gabriel riu e ambos nos levantamos. Fiquei de costas novamente, com as mãos apoiadas na parede. Meu irmão encaixou seu pau mole dentro do meu ânus e começou a mijar dentro dele. Sentia toda a urina do meu irmãozinho escorrer por debaixo das minhas pernas. Era uma chuca de mijo! Gabriel chupava meu pescoço enquanto mijava dentro do meu cu e logo voltamos a nos beijar. Acho que aquele foi o momento mais perverso e delicioso de nossa relação incestuosa.

– Que tal um cigarrinho? – Gabriel perguntou.

– Demorô. – Respondi.

Saímos os dois, pelados e molhados, e fomos assim para o quarto do meu irmãozinho. Dentro de sua cômoda de roupas, escondido entre cuecas e meias, estava um maço de cigarros Marlboro Vermelho e um isqueiro. Gabs retirou dois cigarros com o filtro alaranjado. Molhados, deitamo-nos os dois na cama e ficamos abraçadinhos, como dois veadinhos de merda que éramos (que somos).

Gabriel colocou os dois cigarros entre seus lábios finos e os acendeu em sua boca, um de cada vez. Gabs deu uma tragada nos dois, ao mesmo tempo. Fiquei excitadíssimo com aquilo. Então ele me passou um e falou:

– Primeiro cê puxa a fumaça pra boca. Não respira pelo cigarro, puxa a fumaça como se tivesse sugando um canudinho. – Gabs começou a me ensinar a fumar corretamente e fez com o cigarro dele, para que eu pudesse ver. – Depois cê abre os lábios, só um pouquinho para sair um pouco da fumaça e respira fundo, pra fumaça ir pro pulmão, sacou? – Ele fez isso com seu cigarro. – Depois segura à respiração um pouquinho e solta a fumaça aos pouquinhos. – E então ele soprou aquele cone denso de fumaça em meu rosto. Meu cacete já estava duraço de novo!

Repeti toda a operação que Gabriel falou. E pela primeira vez consegui fumar um cigarro inteiro da forma correta.

– Caralho, tô tontinho! – Admiti. Eu via tudo girando.

– Haha normal. No início eu ficava tonto, tinha dor de cabeça e até vomitei uma vez, o Marlboro Vermelho é mais forte, tem mais nicotina, mas é o melhor. O Róbson só fuma Hollywood Clássico, que é tão gostoso quanto o Marlboro Vermelho. Aquele dia cê tava tentando fumar um Lights, esse é fraquinho, é melhor cê comprar um maço desse e se acostumar primeiro com ele, depois cê parte pros mais fortes. – Gabs conhecia mesmo tudo sobre cigarros.

Então perguntei:

– Gabs.

– O que?

– Quando tu começou a fumar?

– Ih, tem uns três anos, eu tinha uns onze anos quando experimentei a primeira vez haha. – Ele admitiu sorrindo, orgulhoso.

– Nossa, já tem tempos então. – Observei. – E quem te ofereceu? Como tu consegue comprar cigarro tendo só 14 anos?

– Ué com o Róbson. Tudo que eu sei aprendi com ele véi. Apesar da gente se ver pouco, eu curto ele pra caralho, é um irmãozão pra mim. – Gabs confessou. Admito que senti ciúmes quando ouvi. – E tem uns lekes lá na escola que ajeitam pra mim na boa. Ontem mesmo nem fui pra aula. Tem um lek que me fode lá no colégio, ele é do morro, bebemos uma garrafa de vinho, fumamos uma carteira quase inteira de Marlboro Vermelho e trepamos pra caralho hehe.

– Humm. – Levantei-me, ainda zonzo. – Sei.

– Que foi? Ficou com ciúmes Dinho? Haha. – Gabriel também se levantou, mas continuou sentado na cama.

– Tu é mó devasso Gabriel. Tu trepa com esses caras todos sem camisinha? – Perguntei.

– Véi claro que não, mó vacilo cê dizer isso. Eu só dou sem camisinha pro Róbson, por que confio nele. E cê acabou de dá pra mim sem camisinha, não ficou com medo de pegar doença de mim não? Haha. – Ele debochou.

– Tu me dá muito pouco crédito. Acha que eu sou um otário né? – Perguntei bolado.

– Ih qual foi Dinho? Pensei que a gente ia ficar na boa agora. – Gabs disse, dando de ombros, não parecia entender o rumo da conversa.

– A gente vai ficar sim. Mas antes tu precisa passar na pele o que eu passei. – Ameacei então.

– Duvido. – Então Gabriel acendeu outro cigarro. – Sou mais esperto que você manobrow. Tu é que tem que ficar esperto haha. – Meu irmãozinho riu e soltou uma baforada densa de fumaça.

Então fui para a sala e recolhi minha mochila. Depois fui para meu quarto e me tranquei por lá. Gabriel bateu uma vez na minha porta, me chamando, mas eu o ignorei completamente. Com certeza ele ia fazer a limpeza no banheiro, no corredor e no seu quarto, para que nossa mãe nem mesmo desconfiasse do que tinha acontecido.

Eu estava louco por Gabriel. Eu queria continuar com aquilo. Meu cu ardia e me lembrava daquela foda deliciosa no chão do banheiro, debaixo do chuveiro, e eu queria mais, queria ter aquela relação com meu irmãozinho no lugar de Róbson. Mas meu irmãozinho precisava ser controlado. Ele tinha que aprender a me respeitar. Se ele queria ter segredos, que esses segredos não me prejudicassem mais.

Então conferi o meu celular. Não tinha câmera como o celular moderno de Gabs tinha, mas ele tinha gravador de áudio, que gravava apenas cinco minutinhos, mas gravava, então bem baixinho, ouvi a gravação:

Minha Voz: Gabriel, eu sei que fui um péssimo irmão mais velho pra você durante estes anos todos, e quero te pedir perdão por isso.

Voz de Gabriel: Cê foi mesmo. Cê continua sendo. Coé Dinho, cê acha que eu não ficava achando que a culpa era minha? Porra, eu era louco por tu manobrow, eu tinha mó respeito por tu. E tu passa a me ignorar só por causa da puta da nossa mãe? Tenho certeza que nosso pai largou a piranha da nossa mãe por que ela sempre foi essa lunática do caralho!

Minha Voz: Você acha que a culpa é da nossa mãe?

Voz de Gabriel: Porra no início eu achava que a culpa era minha, carai véi eu chorei muito, sempre que eu tentava me reaproximar de tu. Depois larguei de mão. E eu sei que a culpa é dela sim, por isso mesmo que eu resolvi que ia aproveitar tudo de bom nessa porra de vida, tudo que a puta da nossa mãe ficaria puta da vida se descobrisse. Fumo mesmo, bebo mesmo e trepo pra caralho. E um dia vou embora dessa porra de casa, e ela vai continuar achando que sou o filhinho perfeito, por que ela é uma imbecil mesmo haha.

Bingo. Dava para ouvir claramente. Gabriel nem percebeu que o celular estava num compartimento que ficava do lado de fora da minha mochila. E assim que entrei no apartamento o coloquei para gravar. Ainda bem que Gabriel se entregou em menos de cinco minutos. Agora era o momento de dona Elisa ouvir aquilo. Podia não dar em nada, Gabs tinha uma lábia incrível, mas eu ia tentar.

Vagarosamente sai do meu quarto. A porta do quarto de Gabriel estava fechada, ele deveria estar lá. Então na ponta dos pés, fui até a sala e peguei o telefone sem fio. Voltei para meu quarto e disquei o número do celular da minha mãe.

– Alô? – Ela atendeu. – Alô? Gabs? Claudiomar? Alô?

Então dei play no meu celular e aproximei-o do fone do telefone sem fio:

Minha Voz: Gabriel, eu sei que fui um péssimo irmão mais velho pra você durante estes anos todos, e quero te pedir perdão por isso.

Voz de Gabriel: Cê foi mesmo. Cê continua sendo. Coé Dinho, cê acha que eu não ficava achando que a culpa era minha? Porra, eu era louco por tu manobrow, eu tinha mó respeito por tu. E tu passa a me ignorar só por causa da puta da nossa mãe? Tenho certeza que nosso pai largou a piranha da nossa mãe por que ela sempre foi essa lunática do caralho!

Minha Voz: Você acha que a culpa é da nossa mãe?

Voz de Gabriel: Porra no início eu achava que a culpa era minha, carai véi eu chorei muito, sempre que eu tentava me reaproximar de tu. Depois larguei de mão. E eu sei que a culpa é dela sim, por isso mesmo que eu resolvi que ia aproveitar tudo de bom nessa porra de vida, tudo que a puta da nossa mãe ficaria puta da vida se descobrisse. Fumo mesmo, bebo mesmo e trepo pra caralho. E um dia vou embora dessa porra de casa, e ela vai continuar achando que sou o filhinho perfeito, por que ela é uma imbecil mesmo haha.

Dei stop e coloquei o fone do telefone sem fio no ouvido.

– Gabs? O que? – Dona Elisa falou do outro lado.

Então desliguei. Voltei para a sala e recoloquei lá o telefone sem fio.

A noite custou a chegar. Mas felizmente chegou. Gabriel estava esparramado no sofá, jogando videogame quando a porta da sala foi destrancada e aberta pelo lado de fora. Corri para a sala e apenas observei. Meu irmãozinho viu a nossa mãe e falou:

– Mamãe! – E jogou o joystick no sofá e pulou até a direção dela.

Nossa mãe deu um tapa no rostinho angelical de Gabriel, tão forte, que assim que ele virou o rosto, vi o quanto vermelho ficou.

– Mamãe? – Ele gritou choroso.

E outro tapa no rosto, do outro lado. As lágrimas escorreram pelo rosto vermelho e angelical de Gabriel. Meu irmãozinho caçula fez aquela expressão de anjinho, aquela que sempre conquistava nossa mãe. Meus olhos estavam esbugalhados ao assistir aquela cena.

Nossa mãe agora também estava chorando. Senti pena dela, sabe? Ela pensava que Gabriel era uma criança inocente, o filho perfeito.

– Você é uma semente ruim, igual o maldito do seu pai Gabriel Aloísio.

– Que porra? – Gabriel chorava, como uma criança assustada. Não sabia dizer se ele estava representado, mas se fosse para palpitar, eu diria que não estava.

– Vá para seu quarto e não saia de lá até eu mandar Gabriel. Não quero te ver mais hoje, você está me entendendo?

– Mas o que eu fiz mamãe? Por que a senhora me bateu? – Gabriel chorava e chorava e chorava mais, e se ajoelhou diante de nossa mãe, agarrando suas pernas. Que humilhação épica.

– Saia daqui seu mentiroso de uma figa! Eu tenho vergonha de ser sua maldita mãe, seu moleque bastardo! – Dona Elisa gritou. E Gabriel chorou mais. Eles pareciam não notar a minha presença ali.

– Mamãe! – Ele gritou. – Não faz isso comigo. O que eu fiz? – Ele clamava como uma criança inocente. Cínico do caralho meu irmãozinho.

– Gabs. – Então me pronunciei – Acho que posso explicar. Então dei play no meu celular, velho e arcaico, mas que possuía uma abençoada função de gravar cinco minutos de áudio.

Os olhos da minha mãe foram tomados por mais lágrimas e ela se jogou no sofá, soluçando de tanto chorar. E meu irmãozinho também soluçava, assustado com o que tinha escutado.

Gabriel tinha perdido desta vez. Mas eu ainda o amava. Com certeza.

Fim da Parte 3.

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7 Comentários

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  • Responder

    Mano eu amo esse conto, li ele um bilhão de vezes em outro site, bom saber que vc ainda ta meio na ativa espero que escreva mais histórias sobre vocês.

  • Responder Pedosafado

    Como assim eu ainda não tinha lido seus contos? Que delícia! Adorei os detalhes… Hehe. Bem safado.
    Só fiquei com pena da vingança que o Dinho fez com ele…

  • Responder Vini

    Dinho vc tem o dom da escrita, meus parabens!

  • Responder Jota

    Nossa, lí os três contos e vou te dizer. Foi o melhor conto que já lí aqui. Estava ansioso e desesperado por uma reação do irmão mais velho. Já vinha imaginando mil formas de tirar a mascara do maninho perfeito. Espero que tenha continuação e que eles realmente possam disfrutar do amor que sentem um pelo outro. Porque oque aconteceu foi que estavam cheios de mágoas um pelo outro. E vamos combinar que a culpada realmente foi a mãe.

  • Responder Seu dengo

    Tenho que parar de ler esse conto pq está me deixando com os nervos a flor da pele,uma mistura de ódio do irmão mais novo com uma mistura de to loco pra continuação,fico loko a cada dia pensando nesse muleke que tenho tesao demais

  • Responder Torinho

    Drama sempre deixa as coisas mais interessantes 😀

    • Nick

      É um dos melhores contos do site mesmo. Telegram Nick98765