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Pai e filha vida loka

1514 palavras | 4 |2.42

O pai tinha o apelido de nego, apesar de não ser negro. Nego cresceu em uma favela de BH, um rapaz normal, brincava de bola na rua na infância… na adolescência começou a fumar maconha com os colegas… começou a bater carteira… aos poucos se tornando um malandro. Adorava os bailes funks e mais ainda as novinhas, aos 16 engravidou uma garota do colégio, ambos não queriam, pois foi apenas uma transa, mas eles descobriram tarde demais para abortar (como pretendiam), pelo menos pelos métodos que conheciam.

Ele estava com 17 quando a garota nasceu, a mãe lhe deu o nome de brenda. A divisão foi feita da seguinte forma: durante a semana brenda ficava com a mãe, e no final de semana com o pai… ou a avó… ou uma tia…. ou com quem ele conseguisse deixar a menina. As coisas ficaram assim por aproximadamente um ano. Depois disso a mãe da menina simplesmente desapareceu com o namorado, deixando toda responsabilidade com o nego.

Brenda foi crescendo com a mãe ausente. O pai, a avó, as tias, tios… eram tudo da mesma laia que o pai, por isso a menina não teve nenhuma base boa a ser seguida, acabou crescendo no estilo da família.

Nego vivia de bicos de servente e também de pequenos assaltos. Não era nada grande, era apenas assalto de mulheres em pontos de ônibus tarde da noite ou por exemplo jovens saindo da faculdade… folgado… gostava de mostrar autoridade, mesmo com quem não reagia. E assim foi durante um tempo…

Brenda foi crescendo, desenvolvendo. Vivia pelas ruas com amigas, não tinha hora de voltar p casa (na verdade não tinha quem cobrasse isso). Com seus 12 anos andava muito com meninas mais velhas e como não tinha corpo igual ao delas colocava roupas bem curtas para poder chamar a atenção. Foi nessa idade que perdeu a virgindade. Ela continuou se desenvolvendo, foi se tornando uma menina folgada igual ao pai. Cheia de gírias na boca, adorava andar de turminha caçando briga na escola. Com 13 anos começou a namorar com um rapazinho… mas escondida do pai…

Por mais que nego não cuidasse muito bem da filha, ele era muito rigoroso em relação a algumas coisas. Pode ser por questão de machismo ou orgulho, mas ele tinha na cabeça “ o moleque que pôr a mão na minha filha, eu mato ele”. Mas esse discurso não valia de nada, pois ele não tinha cuidado nenhum com a filha. Ainda mais nessa idade que ela ficou tão chamativa: não era nem bonita e nem feia de rosto. Tinha a pele clara e cabelos cacheados longos. Era bem dividida, quem olhava apenas o seu rosto via uma menininha, mas quando olhavam o seu corpo… o seios eram pequenos, de acordo com a idade… o que chamava atenção mesmo era a bunda… redonda… empinadinha… e outra coisa era o volume da xana, tinha um capô de fusca que chamava atenção nos shortinhos que usava.

Na turma da esquina, nego começou a se interessar pelo assalto a casas/mansão de bairros nobres. Ouvia as histórias que os colegas contavam e o que conseguiam e ficava doido p dar o “pulão” também. Mas foi no dia que brenda foi pegar uma chave com o pai que as coisas começaram…. ela ouvia maravilhada os casos de roubos e inclusive de como poderia ser o próximo… com sua ajuda…

“…. daí ela vai sô, né não brenda?”
Quem falava era o gerente de uma boca, era ele quem normalmente sempre direcionava os roubos. Se achava esperto, um exemplo foi colocar um sobrinho de 12 anos p vender droga, pois era menor e não pegava cadeia. E talvez fosse realmente esperto.
“mas vey, ela nem intende nada… cê ta louco? Ela vai é agarrar a gente. Nós é tudo cria já das paradas, ela é uma menina, vai ajudar em que?”
Nem ao menos falou dos riscos q a filha podia correr
“ cara, quando a gente bate campainha p sondar o local, as vezes nem atende e quando menos a gente espera já tem polícia atrás de nós…. quem é melhor p fazer sondagem? Uns caras igual nós assim ou uma garotinha?”
……
“claro que ela tem que ir com outra roupa. Se ela bate na minha porta assim eu ia achar que é garota de programa kkkkkk”

Esse comentário gerou uma discussão entre os dois, mas tempos depois estavam indo rumo ao roubo.
No carro iam 5 pessoas incluindo nego e brenda. O carro ficou parado em uma pracinha de um bairro nobre. Brenda desceu e como haviam lhe orientado ia nas casas e batia campainha
“… boa tarde! Você poderia me dar um copo de aguá?”

Era isso que ela dizia quando alguém atendia o portão. E quando não abriu…
… arrombaram o portão… com muita agilidade…. eles entraram enquanto um ficava aguardando no carro…. na correria:
“brenda vai p carro”
Mas a garota não ouviu, entrou com eles e acabou ajudando pegar tudo que tinha de valor dentro da casa.
Deu tudo certo. Conseguiram entrar e sair sem nenhuma intercorrência. Conseguiram pegar bastante coisa. E isso só incentivou ainda mais, nego e brenda a repetir o roubo outras vezes.

Os dias se passaram. Faltavam alguns meses para o aniversário de brenda. Ela estava na escola, na aula de ed. Física quando uma bola acertou seu rosto.
“me desculpa brenda …. foi sem querer mesmo….” falou uma garota um pouco nervosa.
Era uma garota que brenda não gostava de jeito nenhum. Ela nunca havia feito nada com brenda, aliás com ninguém, era uma menina muito na dela, estudiosa e meio nerd. Mas talvez o fato de ela ser bonita, cabelo loiro natural e olhos azuis, fosse a motivação p brenda sempre dizer que “ eu não vou com a cara dela”.

Apesar de não gostar dela, brenda nunca teve motivo p brigar com ela… agora tinha…. ela nem respondeu a menina, só saiu da quadra.
Mais tarde, ao sair da escola a menina que havia acertado brenda desceu a rua achando que aquilo tinha passado, mas ao virar a rua se deparou com brenda…. com mais um mucado de gente com ela….
“ eu quero ver você jogar bola na minha cara fora da escola”- falou brenda ficando frente a frente com a menina
“ …. mas …mas… eu te juro que….”
A menina estava apavorada, segurando o choro enquanto tentava se desculpar. Os alunos da escola se aglomeraram em volta delas excitados, querendo briga.

Um rapaz de uns 20 anos rodeava elas, empurrando a menina p cima de brenda incentivando a briga
“ cê num gosta de tacar bola nos outros, agora vai pra cima então”
Em uma dessas empurradas, brenda foi com tudo p cima da menina….e começou a bater nela… a menina nem tentava revidar, só tentava proteger o rosto….
No fim a menina saiu toda arranhada e descabelada… chorando… humilhada…
Com satisfação brenda também foi embora, desceu uma rua com o rapaz e entrou no uno com ele…. agora é hora do pagamento….

Ela continuou falando e fazendo um coque no cabelo, como se o que fosse fazer fosse a coisa mais normal do mundo…
Ele puxou o banco p trás… desabotoou a bermuda e desceu ela com cueca e tudo até os pés…. Deixando apenas o pau super duro….
Ela pegou com uma mão e em seguida deitou a cabeça indo com a boquinha bem no pau do rapaz…. mamando…. mamando…

Depois do seu primeiro namorado, ela teve outro, mas terminou com esse também. Agora estava solteira, mas tinha pegado algumas práticas com os dois.
Ela mamava deliciosamente p uma garota de apenas 13 anos… ele revira os olhos… depois de um tempo, sem aviso nenhum ele gozou… ela não tirou a boca, esperou ele gozar tudo… guardou tudo dentro da boca, levantou a cabeça, abriu a boca p mostra a porra p ele e engoliu. Ela não gostava de fazer isso, mas sabia que os meninos gostavam e se sentia “a foda” quando fazia.
Não demorou muito p surgir o comentário de que “a brenda chupou um rapaz, p dar moral p ela em uma briga”. Foi ele mesmo quem espalhou. O trem ficou feio quando o nego ficou sabendo do ocorrido. Ele xingou um pouco a filha, mas a raiva maior era do rapaz. Conseguiu um revolver e começou a procurar saber quem era e de onde era o rapaz.

Nego conseguiu saber. Ele era um dos meninos do dim (um traficante). Mas nego nunca foi atrás do rapaz….
A questão é que existe bandido e existe “pé de chinelo”. Nego tá mais p segunda opção, e ele sabe com quem mexe.

Continua em “O último roubo”

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4 Comentários

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  • Responder Anônimo

    Foi o pior que já li

  • Responder Anônimo

    Conto é, mas cadê o ‘erótico’?

  • Responder Anônimo

    Foda??? solta a continuação

  • Responder Anônimo

    carai a favelarada ta creativa hauahauaha