O carrinho de rolimã

Autor

Quando eu tinha 16 anos e morava em São Paulo, em um bairro muito simples, tínhamos muitas brincadeiras de rua, hoje a molecada só fica no celular ou jogando, nós erramos obrigados a inventar as brincadeiras.
Mesmo sendo de uma família economicamente pobre, eu sempre dava um jeito de ganhar alguns dinheiro, fosse engraçando sapatos, vendendo picolés, fazendo carretos, sempre tinha um dinheirinho do bolso.

Foi ai que conheci o carrinho de rolimã e fiquei louco para ter um e descer as ladeiras a mil por hora como os moleques mais afortunados faziam quando os pais compravas os carrinhos para eles.

Juntei dinheiro e montei meu primeiro carrinho de rolimã e sempre que tinha um tempo, me divertia muito, foi ai que conheci Guilherme outro moleque que tinha 17 anos e também tinha um carrinho todo ajeitado que chamava a atenção da molecada mais pobre que vivia pedindo para dar uma volta.

Nessa amizade que fiz com Guilherme, passei a frequentar a casa dele e ele a minha, e pegávamos nossos carinhos e saiamos para se divertir nas descidas. Um dia, quando estava chegando na casa do Guilherme, vi que um moleque que aparentava uns 11 anos, entrava com o Guilherme pelos fundos da casa, o que achei estranho pois o moleque não tinha carrinho de rolimã igual nós e era bem mais novo, o que me chamou a atenção.

Então não deixei que me vissem e fui bem devagar seguindo-os, quando vi que entraram em um quartinho no fundo do quintal onde o pai de Guilherme colocava ferramentas, latas de tintas e outras tranqueiras que ele usava. Fui na ponta dos pés e encostei o ouvido na porta para ver o que estava acontecendo já que o carrinho do Guilherme ficou de fora e no quartinho só tinha tranqueiras.

Foi quando eu escutei o Guilherme falando para o moleque: chupa, chupa bem gostoso como você fez da última vez e chupa meus ovos também.

Naquela idade, tudo era motivo para uma boa punheta, as vezes até 03 ao dia o que me deixava franco e amarelo, mas acho que era normal para a idade.
Deixei correr para ver até onde ia, mas já estava com a mão dentro do calção batendo uma punhetinha e de olho para ver se não aparecia ninguém.

Chegou uma hora que o Guilherme disse: sobe na madeira e fica de quatro, que eu vou comer o seu cú, foi quando o garoto disse que tinha doído muito da última vez e que ele não queria.
Mas Guilherme como pude descobrir, muito esperto, disse para ele: agora não vai doer mais pois eu trouxe manteiga.
Passou-se alguns minutos quando escutei do moleque: ai, ai, tá doendo… mas Guilherme disse que logo iria parar de doer e acho que foi o que aconteceu pois só ouvi o moleque gemendo muito e a respiração acelerada do moleque. De repente, o Guilherme começou a gemer mais alto por um tempo e depois tudo ficou em silencio. Eu não aguentei mais e também gozei e sem perceber me encostei na porta que abriu e eu quase cai dentro, tomando um susto enorme e também dando um susto grande nos dois.

Quando Guilherme e o moleque viraram, ambos ainda com os calções abaixados, pude ver as caras assustadas deles, assim como a minha. O moleque entrou em desespero subiu o calção e já ia correndo quando o Guilherme segurou ele pelo braço e disse para ele ficar com carrinho de rolimã e devolver a noite e que ninguém iria ficar sabendo do que aconteceu. Aproveite e dei uma olhada na rola do Guilherme, que mesmo mole era grande e grossa para a idade, e eu só tinha visto assim nas revistinhas em preto e branco da época. Guilherme veio até mim e disse, não conta nada para ninguém que vou te ensinar a comer a molecada toda da rua, pois você também tem carrinho de rolimã. Ele olhou para meu calção que estava todo melado e disse: gostou né? Não respondi nada, mas já estava louco para saber como comer os moleques igual ele faz.

Me avisem se gostarem e quiserem que eu continue o conto.

Avalie esse conto:
PéssimoRuimMédioBomExcelente
(Média: 4,42 de 36 votos)
Loading...