O vigia da escolinha e uma aluna

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Eu trabalhei por um certo tempo lecionando em uma escola de educação infantil, era tudo muito bom, os alunos me adoravam e eu tinha uma boa comunicação com todos, pais, alunos e demais colaboradores. Mas tive que me ausentar pra uma qualificação, depois disso assumi a direção de uma outra para as séries iniciais do fundamental. O horário de saída seria às 11:30 mas tinha uma garotinha de 10 anos(Alice), que geralmente ficava na escola até mais tarde, tinham dias que o avô vinha buscar a menina, outros dias quem vinha buscar era a mãe ou namorado da mãe e em outros o tio da menina, em certa ocasião a amiga da mãe da Alice veio buscar a menina, então as vezes que a mãe da garotinha se encarregava disso, era no intervalo do almoço do trabalho dela o que acontecia já ao meio dia.
Então a escola ficava totalmente deserta, porque não era mais horário de funcionamento, já tivemos diversas reuniões pra falar a respeito dos horários, enfim. Certa vez deu o horário de todos irem embora e foi o que ocorreu, algumas professoras que lecionavam na escola, também trabalhavam em outras escolas a tarde ou a noite, então assim que os pais chegavam pra buscar seus filhos, elas íam embora, como os atrasos dos reponsáveis por Alice só chegavam bem mais tarde a professora já não aguardava mais, porque tinha que passar em casa e ir pra outra escola aí deixava Alice comigo.
Eu geralmente ficava em minha sala com a menina e deixava a tv ligada pra ela assistir ou entregava algum livrinho enquanto a gente ficava aguardando alguém ir buscar a menina na escola. A menina então ficou doente, passou quase três semanas sem ir pra escola, eu já não precisava mais ficar aguardando também, ela passou a vir pra escola e eu nem me atentei a esse etalhe, dava o horário e eu ía pra casa. Certa vez eu estava tão atribulada preparando relatórios, fiquei trancada na minha sala até mais tarde, quando sai, logo vi que o vigia da escola não estava lá na frente, eu achei que ele não estava mais na escola e fui me certificar pois o portão estava trancado. Eu andei até perto dos banheiros onde tem uma estreita parede onde na lateral ficam os bebedouros e após a parede fica a entrada para os banheiros.
Eu nem cheguei a entrar só fui olhar lá e bem na entrada tava o sr. Delço já ajeitando a saia da menina. Eu fiquei sem reação, ele só me falou que a menina queria fazer xixi e ficou com medo de ir ao banheiro sozinha. Eu que adoro "essas coisas" resolvi fingir que acreditei na conversa dele e disse, nossa eu fiquei com medo pensando que você não estava mais aqui, ainda continuei, Alice minha linda você passou muitos dias sem vir pra escola, tava dodói né? Que bom que você já estar melhor, como foram esses dias longe da escola? A menina respondeu que foi bom, que ela viajou com a mãe e o namorado da mãe dela, aí eu imaginei que a suposta doença da menina era justificativa pra viagem de férias da mãe dela, como a menina estava usando uma sainha de malha de algodão que ficava bem justinho no corpo notei q a calcinha ainda estava no meio do bumbum e a saia estava retorcida e enrolada em cima, falei vem cá minha princesa, deixa a tia ajeitar a sainha, baixei toda a saia da menina e ajeitei a calcinha dela e em seguida levantei a saia pra ficar vestida direitinho e Sr. Delço só olhando e calado.
Depois disso passei uns dois dias sem ficar até mais tarde, no terceiro dia após ver Sr. Delço com a manina na entrada dos banheiros, chamei Sr. Delço na minha sala e a menina estava lá sentada na minha sala perfeitamente vestida em um conjuntinho lindo estampado de blusinha cropped e sainha de zíper lateral, parecendo roupa de gente grande, eu tinha colocado várias pastas em uma das cadeiras e como só haviam duas, eu falei Alice minha linda, deixa Sr. Delço sentar aí senta no colo dele minha princesa, ou pega uma dessas cadeirinhas de plástico na salinha ali da frente, eu falei que era pra falar com ele sobre a pixação que fizeram no muro da escola, e logo notei a menina se encostando nas pernas do Sr. Delço e ele pegou ela e colocou no colo, e foi dizendo, que o vigia da noite disse q só viu na hora que eles já estavam saindo, correndo que foi tudo muito rápido e que o vigia noturno até se assustou e ficou com medo não sabia o que fazer, aí enquanto a gente enrolava nesse assunto eu notei a mão de Sr. Delço já enfiada por baixo da saia da menina. E ele foi puxando mais e mais conversa e a menina o tempo todo bem quietinha e ele pegou e deu uma rápida e leve mexida na menina, eu estava só fingindo não notar nada, mas tava vendo que aquela pequena safada gostava muito daquilo.
Depois ela mesma começava a esticar o corpo pra pegar em coisas na mesa e depois voltava, fez isso umas três vezes, depois como já não tinha mais o que conversar, Sr. Delço ficou só calado e sentado com a menina no colo por poucos instantes e saiu da minha sala, logo depois a menina pediu pra fazer xixi, tem um banheiro em minha sala, mas eu queria testar mais a menina e tava achando interessante ela gostar disso, ver se seu Delço pode ir contigo, mas eu poço ir tbm, ela disse vou pedir pra ele ir tia, eu respondi, ta bom, e ela foi, e notei que demoraram bastante. Foram passando os dias e ela sempre vinha com "vou pedir pro sr. Delço me levar no banheiro viu tia" as vezes ela só pedia pra brincar fora da sala e numa quinta feira sr. Delço ligou avisando que a mãe dele havia falecido e perguntou se poderia voltar pra escola na segunda, eu dei meu pesar, falei tudo bem.
E na segunda voltou tudo como era antes, Alice pedindo pra ir ao banheiro e eu respondia ta bom minha linda, e logo que sairão o tio da menina chegou no portão e como estava trancado falei, ela foi ao banheiro, vou lá chamar, então eu fui até o banheiro entrei calada e vi que o box para cadeirantes que estavam com o feicho da porta arrebentado estava encostada tipo feixada, então empurrei e vi sr. Delço havia levado uma cadeira pra dentro do banheiro de deficientes e estava sentado nela e Alice sentada em cima dele os dois com a roupas até os joelhos, vi que ambos congelaram e eu tambem, mas como eu estava mais preparada pra situação agi de imediato e naturalmente, disse, princesa teu tio já está te esperando lá fora, ta tudo bem com minha linda? E fui tirando ela do colo do sr. Delço, a menina estava com o coração acelerado e muito assustada, ela olhou rapidamente pro Sr. Delço e eu fui colocar ela em pé e notei que ele estava atolado na bundinha da menininha, fiquei impressionada como é que ela aguentava mas não comentei o assunto, fiz cara de paisagem e perguntei, ta tudo bem? Ela disse que sim e sr. Delço rápidamente foi se vestindo e eu disse Sr. Delço vc fica aqui porque o tio da menina ta lá fora e eu não quero confusão aqui. Pode deixar que eu vou abrir o portão.
E fui andando com ela até minha sala pra pegar a mochila dela, perguntei se ela iria falar disso em casa e ela só ficou calada e assustada não sabia o que dizer, eu falei, se você falar vai fazer uma confusão muito grande, isso pode gerar uma briga enorme, você gosta de brigas? Ela balançou a cabeça que não e eu disse então melhor não falar nada por enquanto, se você quiser, você pode conversar comigo amanhã ou qualquer outro dia ta minha linda? E ela balançou a cabeça que sim, eu falei, então não vamos causar confusão e nem brigas por enquanto tá? E ela balançou a cabeça afirmativamente, enquanto a gente falava isso já na minha sala eu limpei a menina, com papel higiênico e alcool em gel, passei uns lenços humedecidos que levo na bolsa e fui acompanhar ela até o portão e entreguei a bolsa dela, dei um beijinho na cabeça dela e disse tchauzinho, até amanhã minha linda.
Voltei até o banheiro e sr. Delço nem me deixou falar foi logo me pedindo desculpas e dizendo que não sabia o que lhe deu, que ele sabia que ía se prejudicar disse pra eu não fazer isso com ele, já estava até chorando. Eu falei pra ele ter calma e fui conversando com ele, disse Sr. Delço sei que você ta passando por uma situação emocional muito forte por conta da fatalidade que ocorreu com sua mãe, e agora você ta morando sozinho mas aqui na escola essas coisas não podem acontecer, você é um homem trabalhador, um ótimo funcionário, mas isso é errado, você reconhece que isso é errado né? Ele falou que sabia e que sabiam que íam matar ele, eu disse calma homem, eu não tenho intenção de lhe prejudicar, sei que as pessoas cometem erros, eu falei com ela, eu limpei e entreguei ela arrumadinha pro tio dela e pedi que ela não falasse e ela disse que não falava, ela me fez perceber que isso não aconteceu só hoje então agora eu quero que você me conte melhor o que vem acontecendo mas sem metiras sr. Delço porque você sabe muito bem que sou capaz de descobrir, e olha que você está aqui ainda, e vivo, porque bastava eu falar ali pro tio da Alice ele chamaria o povo da rua, a escola seria invadida e você sabe o que poderia acontecer com você né?! Ele respondeu, sim senhora, faz um tempinho que eu venho brincando com essa menina desde do começo do ano, quando ela veio pra cá, mas eu fui mexendo e ela deixava as vezes ela que vinha atrás de mim, mas ela já tá é acostumada dona, ela não faz é falar, mas tem gente mexendo com ela e não é só eu não, eu nem sei mais o que falar com a senhora, tem mais algum aluno que você vem mexendo, ele disse não senhora, aqui não era só ela mesmo e eu tô agora com tanta vergonha disso. Eu falei, se acalme, vá tomar uma água e tirar aquela cadeira do banheiro eu já tô indo pra casa.

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