Foi um teatro

Muito tempo já se passou, mas as lembranças dos meus treze anos ainda existem na minha memória. Foi uma época incrível, pois pude experimentar algo digamos “diferente”. Naquele tempo a sociedade era rígida, inflexível e não havia muitas informações sobre sexo. Os primeiros contatos com a vida sexual eram através de uma única revista, que chamávamos de catecismo e que consistia de histórias desenhadas. Era através dela que conhecíamos o que era necessário para se ter prazer, o que era comer um cú, chupar um pau e, principalmente, o que era uma boceta.

Eu tinha um amigo chamado Wagner, que era um ano mais velho do que eu e brincávamos juntos na parte da tarde. Seus pais eram dono de uma loja no centro da cidade e trabalhavam o dia inteiro. Ele também tinha uma irmã com dezesseis anos, que estudava à tarde e se encarregava do almoço, cabendo a Wagner a tarefa de lavar a louça.

Foi em um início de tarde que Wagner me mostrou uma revista de sexo. Ingênuo, não entendi direito o que era aquilo. Não sei se ele, aproveitando-se da minha inexperiência, acabou jogando minhocas na minha cabeça, falando algo do tipo:

– Olha os olhos claros dela. Parecem os seus. A gente podia brincar de teatro e você ser ela. O que você acha?

Respondi que não, pois sabia que aquilo parecia não ser correto. Durante toda aquela tarde, enquanto brincávamos de outras coisas, ele tocava no assunto do teatro. No dia seguinte, depois de tanta insistência, eu acabei concordando, mas se eu não gostasse de algo nós pararíamos.

O início da história não tinha nada de mais, pois eram dois personagens conversando e em alguns momentos havia alguns toques de mãos nas coxas, abraços e uma encoxada com uma chupada no pescoço. Era interessante realizar cada quadro do desenho da revista, embora eu estivesse fazendo o papel da mulher. Parecia que você estava vivendo aquilo que estava desenhado.

Quando fui abraçado por trás, percebi algo duro tocando na minha bunda, mas quando os lábios dele tocaram no meu pescoço senti uma sensação incrível. Após alguns segundos pedi para ele parar. Embora fosse gostoso, eu sabia que tinha algo errado naquela situação. Disse a ele:

– Vamos inverter. Eu faço o papel do homem e você o da mulher.

– O homem é sempre maior que a mulher e você é mais baixo do que eu. Eu posso até fazer o papel da mulher, porém, ficará difícil para você alcançar o meu pescoço. – respondeu Wagner.

Deste ponto de vista ele tinha razão e acabou me convencendo. Ele queria retomar a história, mas eu não queria passar daquele ponto da revista, embora ele insistisse. Mesmo assim, folheávamos a revista para ver a continuação. Durante alguns dias, entre uma e outra brincadeira, repetimos a encenação até a chupada no pescoço e eu já não estranhava nada.

Em uma tarde, Wagner foi até um cesto de roupa para passar e pegou uma saia e uma calcinha da irmã dele, pedindo para que eu vestisse.

– Você está louco Wagner. Não vou por roupa de mulher. Não sou mulher. É só uma brincadeira.

– Então… no teatro, quando você faz um papel de mulher, tem que se vestir como tal.

– Não Wagner… alguém pode ver que estou vestido de mulher. Não.

– Não tem ninguém aqui e como você disse isto é só uma brincadeira.

Wagner ficava triste quando eu recusava alguma coisa e eu detestava que isso ocorria. Parece que ele sabia disto e me explorava. Mesmo a contragosto fui ao banheiro e coloquei a calcinha e a saia da irmã dele. Gostei da sensação da calcinha de seda, era diferente, assim como a saia que dava uma espécie de liberdade para as pernas.

A partir daí, sempre que havia disponibilidade, ele me fazia vestir as roupas da irmã dele. A encenação começou a mudar, porque suas mãos começaram a entrar por dentro da saia e alisar minhas coxas. Isto com a chupada no pescoço era uma combinação explosiva e perigosa.

Até que um dia, após esta encenação ele pega a revista, abaixa o calção e a cueca e me mostra o pinto dizendo:

– Vem… Sei que você quer me dar. Vem dar para mim.

Surpreso com esta reação fiquei estático olhando para o pinto dele. Embora não fosse grande, era maior que o meu. A penugem pretinha começava a brotar em seu púbis. Diante da minha inatividade ele pegou na minha mão e levou até o pinto dele. Pela primeira vez tomei contato com um pinto. Sabia que aquilo estava errado, mas não tinha forças para reagir. Sua mão, forçando a minha foi me ensinando a bater uma punheta. Folheando a revista ele para em uma página e diz:

– Ajoelha e faz como está aqui no desenho.

A mulher estava chupando uma pica. Obedecendo, me ajoelhei e vi bem de perto um pau. Ele puxou a cabecinha para fora e ordenou para que eu chupasse como se fosse um sorvete de massa. O cheiro era estranho e estava prestes a desistir quando ele empurra e segura minha cabeça, fazendo com que meus lábios tocassem no pinto dele. Algo dentro de mim surgiu do nada e quando percebi estava com o pau inteiro na boca. O gosto era de urina com um pouco de algo salgado, mas depois ficou só o sabor salgado.

Suas mãos na minha cabeça faziam o movimento de entra e sai. A minha boca estava cheia de água e pelas palavras que Wagner dizia, eu sabia que estava fazendo direito. Durante uns três minutos ficamos assim, até que senti o pau dele inchar e achei que ele fosse urinar em mim, porém foram jatos de um líquido pegajoso que invadiram a minha boca. Eu queria vomitar, mas contive e corri para o banheiro.

Depois de ter lavado a boca, voltei à sala e Wagner estava sentado no sofá com o pau mole. Olhei para ele e comecei a chorar, nem mesmo sei por que. Ele me chamou pedindo que sentasse ao lado dele, me abraçando e me dizendo palavras de que não havia acontecido nada demais, que tudo estava bem. Aos poucos fui me acalmando e ele me perguntou:

– Você gostou?

Mesmo lutando e sabendo que havia feito algo errado, fiz um sinal de sim com a cabeça. Com delicadeza ele puxou novamente a minha cabeça em direção ao pinto dele. Sem nenhuma resistência minha coloquei novamente na boca aquele pau que, agora, estava mole. A sensação foi gostosa e um pouco daquele líquido ainda estava presente, porém não parecia tão ruim. Chupando gostosamente logo ficou duro.

Levantando-se, pediu que eu tirasse a saia e a calcinha e me deitasse no sofá. Eu estava tão extasiado com tudo o que estava acontecendo que obedeci. Logo ele deitou-se em cima de mim e senti aquele pau duro na minha bunda. Enquanto ele estava fora, apenas roçando, o sentimento era gostoso, porém quando encontrou o caminho, gritei:

– Ai…. Tira Wagner… Tira Wagner… Está doendo… Ai… Tira… Tira…

– Para mim não está doendo nada. Está é muito gostoso… – respondeu Wagner.

– Não… Tira… Por favor… Tira… Ai… Ai… Tira…

Eu chorava e nem mesmo isto comoveu Wagner que continuava a me abraçar fortemente, para que eu não saísse debaixo dele. O tempo foi passando e a dor foi diminuindo e o choro parando. Aos poucos as mãos dele começaram a percorrer as minhas coxas. Seus lábios começaram a tocar no meu pescoço e de alguma forma comecei a relaxar ainda mais. Ele sentiu que eu já estava dominado e não iria mais querer fugir.

Suas estocadas foram aumentando cada vez mais e com mais força até que senti um líquido quente dentro de mim. Wagner soltou um urro de prazer e parou de se mexer. Seu peso estava completamente em cima de mim e a sensação que eu sentia era gostosa. Depois de alguns minutos ele foi saindo de dentro de mim.

Olhei para ele e antes que eu pudesse falar algo, ele me disse o que eu tinha gostado mais. Disse que chupar era gostoso, mas a bunda doía, embora no final já não estivesse mais sentindo nada. Ele disse que era assim mesmo, conforme eu desse mais, doeria menos. E o principal, este seria nosso segredo e que ele não revelaria para ninguém, desde que se ele tivesse vontade eu faria o que ele quisesse.

Assim, quase um ano antes de ele se mudar, quase que diariamente, eu ia até a sua casa. Entrando, já tirava a roupa, pois sabia o que iria acontecer e quando ele mandava vestia a roupa da irmã dele. Depois que ele se foi, nunca mais tentei nada com ninguém.

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