Uma senhora de muito respeito

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Olá a todos , venho relatar aqui uma passagem que se deu comigo e uma senhora muito amiga da minha família , e que por motivos óbvios não teremos os nomes nem a cidade revelados . Eu tenho atualmente quarenta anos de idade , sou casado desde os vinte e três e minha esposa tem trinta e oito , pessoa muito boa, mas no sexo é meio travada , acho que deve ser pela rigidez da criação interiorana que recebeu desde novinha . Moramos em uma cidade média do interior ,e a uns vinte anos conhecemos uma família que veio morar em nossa cidade e com o tempo fomos fazendo amizade até que nos tornamos amigos a ponto de frequentar a casa do outro sempre , sejam em festas de aniversários , seja em casamentos , sempre estávamos ligados , as vezes quando eu e minha esposa íamos pra algum lugar que era possivel, a gente levava ao menos algumas das meninas, já que o menino ainda era bem menor . Essa família era composta pelo marido , sua esposa e seus cinco filhos, sendo quatro meninas e o caçula , um menino que por ser o único homem era muito mimado ,acho que esse era um dos motivos que ele ficava mais apegado a mãe , mas todos gente muito boa . Mas o que importa mesmo na história é a mãe , que desde que eu conheci , passei a admirar pela disposição com que cuidava da família , principalmente das crianças , já o pai eu quase não via ajudando em quase nada em relação ao cuidado com os filhos, era trabalhador ,mas quase não era visto em casa , depois fiquei sabendo que ele era alcoólatra e que quando saía do trabalho , ao invés de ir pra casa, ia direto pros botecos beber e quando chegava em casa já bêbado ia deitar e não queria saber de nada que se passava com a família . Vou chamar a mãe de dona Clara , ela era uma mulher já madura , na casa dos trinta e cinco anos , muito bonita , morena bem queimada pelo sol, pois de onde eles vieram era um lugar muito quente , de uma região árida do sertão, e como lá eles eram agricultores , eles trabalhavam no sol , motivo esse de todos parecerem bem mais morenos . Com o tempo fui descobrindo coisas mais íntimas da família e principalmente dos problemas do casal , inclusive que já a bastante tempo já não dormiam juntos e nem se falavam , moravam na mesma casa por causa dos filhos ,mas não tinham vida de casal . Eu comecei a reparar mais na dona Clara ,e cada vez mais eu achava um desperdício , uma mulher ainda jovem e bonita como ela deixar a vida passar assim sem aproveitar os prazeres que ela nos oferece , e era isso que estava acontecendo com ela , ela só cuidava da casa e dos filhos e não ligava pra ela mesma . Com o tempo passando e com a correria dela no dia-a-dia ,agora já mais madura ela começou a ter problemas de saúde , começou a tomar remédios controlados , soníferos, anti-depressivos e mais alguns medicamentos fortes , ela está lutando contra uma depressão profunda , a gente só vê ela triste , calada cochilando pelos cantos , as únicas pessoas com quem ela conversa são seus filhos e com a gente lá de casa , acho que pela amizade que foi criada ela se sente bem conversando com a gente , e sempre nessas conversas ela reclama de tudo , que a vida dela não presta , que não vai nunca mais melhorar , esses pensamentos de pessoas que se sentem com auto-estima baixa ,e a gente tenta sempre elevar os ânimos dela com algumas conversas mais alegres , contando algumas piadas , essas coisas que a gente acha que pode ajudar , Um dia que fomos a um aniversário do filho dela , e assim que chegamos ela já veio logo nos cumprimentar , estava com uma cara mais alegre e me disse que parecia que os remédios estavam fazendo efeito satisfatório ,mas que la estava com uma vontade enorme de dançar e pediu pra minha esposa e eu levá-la em um forró qualquer dia , nós rimos do pedido dela e falamos que assim que a gente fosse em algum , que a gente levava ela sem problemas . E aquilo ficou na minha cabeça , até porque eu estranhei aquele pedido dela, pois eu e minha esposa não somos muito de dançar ,mas tudo bem , assim ficou combinado . Até que um dia , minha esposa viajou , eu sozinho em casa , pensei na possibilidade de ao menos tentar uma aproximação maior com a dona Clara , que não me saía da cabeça . Era uma quinta feira , eu me preparei, tomei um banho bem gostoso ,me perfumei como gosto sempre de andar bem cheiroso e fui até sua casa como quem não quer nada , uma de suas filhas me atendeu ,me mandou entrar e me convidou pra jantar , eu agradeci e falei que pra mim estava cedo , que eu costumo jantar mais tarde, conversamos um pouco , vi que estavam quase todos em casa , menos a dona Clara , eu perguntei por ela como quem só está curioso e sua filha me disse que ela foi a a missa numa igreja não muito longe dali . Eu conversei com eles mais um pouco e disse que ia embora , me disseram pra esperar que ela não demorava a chegar ,mas minha intenção era me encontrar com ela antes que ela chegasse em casa , pra tentar armar um esquema que eu tinha arquitetado na mente , que era tentar convencê-la a ir comigo num forró na noite seguinte que era uma sexta-feira , se ela topasse ia ser o começo da minha investida naquela mulher que mesmo depois de tanto tempo ainda me chamava a atenção e me deixava doido de tesão quando eu pensava nas possibilidades de conseguir transar com ela . E assim eu fiz , fui rapidamente pra porta da igreja , sorte que a mias ainda não tinha terminado , parei o carro um pouco mais distante e fiquei esperando por ela . Passou um tempinho eu vejo algumas pessoas saindo e logo ela surge caminhando cabisbaixa como sempre nem me viu encostado no carro , quando ela ia passando eu chamei seu nome , mas não como eu chamava lá na sua casa perto da sua família , lá eu a chamava de dona Clara , ali eu só falei Clara , ela olhou meio assustada , acho que pelo inusitado da situação e veio até onde eu estava ,e me perguntou o que eu estava fazendo ali sozinho, eu respondi que não estava sozinho , que eu estava muito bem acompanhado por ela , estendi a mão pra cumprimentá-la ,ela sorriu e estendeu a mão pra mim também , eu perguntei se ela queria uma carona , que eu deixaria ela em casa , ela aceitou e eu abri a porta do carro pra ela e estendi de novo a mão pra ajudá-la a entrar , ela me olhou com cara de espanto e com um risinho no canto da boca , assim que ela se sentou eu fechei a porta , dei a volta e entrei do meu lado, e reparei que ela continuava com aquele sorrisinho no canto da boca , eu também sorri e perguntei o porque dela estar sorrindo pra mim, e ela respondeu que esse negócio do homem abrir a porta do carro pra mulher é coisa de namorados , eu dei uma risada da observação dela e perguntei de cara pra ela , e se nós dois fôssemos namorados, você ia gostar se eu abrisse a porta pra você ? Ela deu outro sorriso agora aparentando estar mais nervosa e me devolveu outra pergunta : porque lá em casa você sempre me chama de dona Clara e de senhora e aqui está em chamando de você e de Clara ? Eu de cara respondi que é porque eu não vejo você com idade pra eu te chamar de senhora ,mas como lá na sua casa perto da sua família eu me acostumei ate chamar de senhora e de dona que eu continuaria ,mas aqui longe deles eu vou te chamar de você e de Clara sempre , ela sorriu novamente e me disse que se é assim tudo bem .Eu arranquei o carro e vi que ela estava sem o cinto , parei e pedi pra ela colocar , ela se enrolou pra abotoar eu eu fui ajudar e cheguei meu rosto perto do dela, ela fez um comentário sobre meu perfume, eu fiz de desentendido e perguntei se ela não tinha gostado , ela me disse que tinha adorado , mas que já conhecia meu gosto por perfume e me falou até a marca dele , eu falei que ela tinha um gosto bem apurado pra perfumes e ela me disse que coisas boas a gente tem que saber valorizar e e disse que uma das maiores vontades dela era que quando ela e o marido ainda se relacionavam, que ele fosse assim bem cuidadoso e andasse bem perfumado mas que ele só chegava em casa cheirando a pinga , como não estávamos ali pra falar do marido dela , eu despistei e falei pra ela que agora ela podia apreciar um homem cheiroso mesmo não sendo o marido . Ela parece que entendeu que eu não queria falar do ex , e nem estava a fim de falar de outras coisas que não fossem nós dois deu uma risadinha meio sem jeito . Eu arranquei o carro de novo e perguntei pra ela onde ela queria que eu a levasse , ela disse que era pra casa ora , onde mais eu poderia levá-la aquela hora ? Ai eu respondi que eu levaria ela pra qualquer lugar ,mas que se ela me deixasse escolher eu a levaria pro paraíso , ela riu de novo e falou que ainda não estava na hora nem de mim nem dela ir pro paraíso , eu também sorri e disse que existe muito paraíso aqui mesmo na terra e que com uma companhia igual a dela o paraíso da terra devia ser mais tão bom quanto o celeste . Ela continuou rindo e me disse uma coisa que me deixou com a certeza de que eu estava ganhando pontos com ela , ela me disse que a muito tempo ela não ria e não tinha uma noite agradável quanto aquela . eu pra aproveitar a oportunidade perguntei pra ela porque a gente não esticava a noite um pouco pra aproveitar e conversar bastante , já que a conversa estava tão agradável , ela deu um monte de desculpas dizendo que o pessoal dela ficava preocupado , que a gente já estava demorando além da conta ,mas eu notei que ela ficou com um pouco de vontade de continuar conversando , não insisti pra não parecer que eu estava forçando a barra e não atrapalhar a minhas intenções . Só pedi a ela mais um tempinho pra fazer o convite do forró no outro dia , ela ficou sem saber o que fazer pediu um tempo pra responder dizendo que no outro dia me daria resposta , eu aceitei pra parecer que estava sendo paciente com ela, apesar que minha vontade era agarrar ela ali mesmo no carro,mas nãao podia tomar uma atitude que assustasse ela, aceitei e levei ela pra casa chegando lá olhei em volta , não tinha ninguém na rua , eu cheguei perto dela de novo pra soltar o cinto , aproveitei e dei um beijo no rosto dela , achei que ela ia fugir ,mas não fugiu e até pareceu ter gostado … Depois volto pra contar o resto da história , Abraços.

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