Meu enteado – 2ª parte

1ª Parte – __ O que acha que está fazendo? __ consigo reunir forças diante da minha perplexidade ao mesmo tempo em que, nervoso, começo a balançar minha perna esquerda. Meus olhos parecem ter vida própria e não conseguem ficar focados no rosto do meu enteado, por mais que eu me esforce. Seu pênis mais do que enrijecido é uma tentação difícil de resistir.
__ Não respondeu minha pergunta, Fernandão __ Matheus sorri, arqueando as duas sobrancelhas e mordendo o lábio inferior, assumindo, com esses gestos, um ar infantil, como de um menino prestes a fazer alguma arte, pronto para desafiar o adulto que está prestes a repreendê-lo.
__ Escuta, Matheus __ faço um grande esforço para não deixar meu olhar cair novamente para abaixo da altura de seu peito __ Vou relevar isso que você está fazendo or causa do álcool que está transitando pelas suas veias.
__ E o que eu estou fazendo? __ ele pergunta num tom carregado de cinismo, começando a se punhetar, bem devagar. Mesmo encarando-o, veemente, percebo o movimento de seu braço direito num vai e vem.
__ Ok __ apoio uma das mãos na minha cintura __ Não sei o que está pretendendo, mas seja o que for não vai dar certo, moço. Como te disse, vou relevar essa sua atitude delinquente, e entenda com isso que eu não vou contar nada a seu pai, porque você definitivamente está sob o efeito, espero, somente do álcool __ termino o meu rápido sermão e dou as costas, pronto para sair do corredor, mas sinto a mão de Matheus segurando o meu braço.
__ Você está obcecado mesmo com esse lance de que eu possa estar enchendo a cara com drogas, não é não?
Olho para a mão dele sobre a minha pele… Preciso manter minha postura. Me viro e me deparo com o seu rosto muito, muito próximo do meu, tanto que consigo sentir o seu hálito e o odor do álcool que ele exala durante a expiração. Seus olhos, claros, me invadem de uma maneira absurda. Me sinto desnudado diante da força que eles emanam.
__ Você e suas atitudes não tem deixado espaço para outro tipo de conclusão. Sinto muito. Nesses dois últimos meses eu e seu pai só temos tido preocupação e receio no que diz repeito à sua pessoa __ dou um passo para trás antes de continuar, forçando sua mão a deixar o meu braço, por fim __ Já tentei me aproximar de você várias vezes para saber o que está acontecendo, mas você recusa a aceitar minha ajuda…
Por um breve momento tenho a impressão de que um resquício de angústia trespassa o rosto de Matheus, mas num piscar de olhos vejo seu semblante, novamente, alternar com maestria obscenidade e ingenuidade.
__ Você é um cego mesmo, né não tio? __ ele dá um passo à frente, me alcançando. Sinto o seu cacete roçar minha perna __ Eu to bebendo, sim, mas pra tomar coragem de fazer certas coisas que eu não faria com a cara limpa, entende?
Matheus pega uma das minhas mãos e coloca em volta do seu pau e a aperta. Eu tento tirá-la, mas ele não deixa. Seu olhar de suplica e determinação me impedem.
__ Tá sentindo, Fernandão? __ ele questiona com o rosto agora mais perto do meu __ É disso que eu estou falando __ ele começa um vai e vem sutil com a minha mão. Eu fecho os olhos, inebriado. Minha respiração fica ofegante. Tento controlá-la, mas não consigo.
__ Eu sei que você está gostando __ ele sussurra bem perto do meu ouvido __ Relaxa…
O ir e vir sobre o seu cacete vai se tornando cada vez mais intenso e eu não encontro forças para abandonar esse movimento. Meus olhos permanecem fechados É o máximo que eu posso fazer. Não consigo encarar o meu enteado enquanto me permito masturbá-lo.
__ Eu não posso fazer isso __ balbucio finalmente __ Nós não podemos fazer isso, por favor, __ o calor do corpo de Matheus se grudando ao meu me deixa quase sem ar, minha garganta, seca, e minha respiração ainda mais ofegante __ O seu pai…
Sinto as mãos do meu enteado sobre os meus cabelos, acariciando-os, depois descendo até meu rosto, tocando-o de leve, brincando com a minha pele. Um arrepio atravessa todo o meu corpo. Matheus então inclina levemente minha cabeça para trás e substitui a ponta de seus dedos pela língua, passeando com ela sobre cada parte do meu pescoço, até estacionar no meu pomo de adão, onde a faz serpentear em ritmos diferentes. Aperto com sofreguidão o seu caralho que parece querer explodir. Já sem a sua mão sobre a minha, eu incremento o meu próprio ritmo sobre o seu músculo endurecido. Ajo sem pressa, num ritmo adequado entre o prazer e a sofreguidão… Ouço um gemido surdo de Matheus. Ele então puxa a minha cabeça bem devagar, de volta, e sinto os seus lábios tocarem os meus. Uma fogueira de emoções se acende dentro de mim, assim como o desespero, a aflição e o sentimento de culpa. As mãos do meu menino não pedem permissão e caem sobre a minha bunda, enchendo-as com as minhas nádegas de forma bem suculenta até que um dedo desliza para dentro do meu rego, invasivo, autoritário…
__ Não __ exclamo, já abrindo meus olhos de imediato e empurrando Matheus, que bate com as costas em uma das paredes do corredor __ Você está maluco. É isso? Ou está querendo provar alguma coisa para mim ou para o seu pai?
Ele nada responde. Guarda o seu pênis dentro da cueca boxer e me encara, firme. A melancolia que vejo em sue olhar me deixa arrasado. Como alguém pode alternar tantos sentimentos e reações em tão pouco tempo?
__ Por que você quer analisar tudo, caralho? __ ele coloca as duas mãos por um instante sobre o rosto, mas não demora a baixá-las __ Eu não sou um dos seus pacientes, porra. As coisas que acontecem na nossa vida, na sua vida, não são teses e nem casos para você dissecar…
__ Escuta, Matheus…
Ele se aproxima de mim num salto e me encosta à parede. Nos encaramos por alguns segundos. A tensão que nos envolve é quase sólida.
__ Você acha que é fácil lidar com o que estou tendo que lidar? __ ele meneia a cabeça antes que eu tente esboçar qualquer manifestação __ Eu sei que você e meu pai estão tendo problemas. Não sou cego. Não sou mais criança, tio __ ele pronuncia o tratamento que sempre me deferiu com certo sarcasmo __ Só você não percebeu isso __ um desapontamento toma conta de seu semblante e ele, dessa vez, não tenta omitir __ Eu não sei mais o que fazer com esse sentimento… __ vejo o seu peito arfar e então o afasto delicadamente até conseguir um espaço satisfatório entre nós dois.
__ Sinto muito, Matheus __ eu não consigo encontrar as palavras certas. Ele desvia o seu olhar para o chão, permanecendo cabisbaixo __ Não creio que eu seja a pessoa certa para você conversar sobre … isso __ inspiro uma boa dose de ar antes de continuar. Meus pulmões chegam a doer __ Você deve estar confuso. Como você mesmo disse, tem ciência de que eu e seu pai estamos atravessando um momento difícil… Quem sabe, de alguma maneira, está se sentindo corresponsável por essa situação e a transformou…
__ Cala essa boca __ ele dispara, enérgico, levantando pausadamente a cabeça até alcançar o meu rosto. Não posso deixar de notar que seus olhos estão vermelhos __ Eu vou me afastar daqui. Ok?
Eu tento dizer alguma coisa mas ele coloca o seu indicador sobre os meus lábios.
__ Por favor, me deixa falar. Eu vou me afastar desse apartamento, da vida de vocês… Não é o momento adequado para estar aqui __ ele dá de ombros __ Quem sabe você está certo e eu realmente estou confundindo a porra toda __ ele me encara, passando a esquadrinhar o meu rosto como se quisesse encontrar algo, parecendo querer penetrar minha alma… __ Vou dormir um pouco, ok? To precisando. Amanhã de manhã eu vou pra casa da minha mãe __ ele enfim se afasta e caminha para o seu quarto, mas antes de atravessar a porta, se vira __ se minha mãe ligar, por favor, confirme que eu não estou. Eu disse pra ela que ia passar a noite na casa uns amigos que me convidaram para uma festa de última uma hora… Você sabe muito bem como é a dona Dalva… __ ele entra no quarto e ouço a porta bater atrás de si.
Um suspiro profundo toma conta do meu peito. Minha perplexidade diante da confissão, mesmo que velada de meu enteado, me deixa bastante incomodado. Tomo a direção do banheiro e começo a recolher as roupas molhadas, deixadas no chão. Não consigo evitar que a imagem de Matheus, seminu, surja à minha frente. Eu olho para a pia, onde ele estava, em pé, e o vejo nitidamente. Suas formas perfeitas e definidas, os seus belos peitorais, o seu pescoço, a sua cara de moleque safado me provocando. Meneio a cabeça e respiro de uma só vez. Olho para o boxe. Preciso de um banho frio senão vou enlouquecer.
Me dispo rapidamente e entro embaixo do chuveiro. A cabeça está latejando. O mesmo sentimento de raiva e também de frustração volta a tomar conta de mim. Apoio uma das mãos na parede e com a outra começo a me masturbar. Fecho os olhos e faço força para imaginar situações envolvendo sexo, onde todos os rostos e corpos precisam ser anônimos, mas não consigo ir adiante, pois sempre é o rosto de Matheus que surge à minha mente, seu corpo seminu, sua pika para fora da cueca boxer branca, molhada… Mordo os meus lábios inferiores. Acelero a minha punheta. Preciso acabar logo com isso, mas Matheus volta a invadir os meus pensamentos por definitivo e eu não resisto mais. Me entrego ao prazer proibido, pelo menos nos meus devaneios eu não serei julgado…

Matheus está em pé, apoiado na pia, e eu sentado no vaso sanitário, observando-o após ter conseguido tirar a sua calça jeans. Ele, claro, está trajando apenas a sua cueca boxer branca, molhada, destacando o seu pau cada vez mais enrijecido. Seu sorriso, de lado, como um bandido, me provoca e me convida para que eu me aproxime. Resisto e ele então começa a acariciar sua virilha, colocando uma das mãos por dentro da cueca boxer para manipular a sua pika enquanto afasta as pernas e passa a outra mão sobre o peito, sem pelos. Meus olhos brilham e Matheus, então, se espreguiça como um grande gato malhado.
__ Que corpo você tem __ eu lhe digo enquanto umedeço os meus lábios.
__ Gosta, tio? __ ele pergunta, flexionando um de seus braços e se aproximando de mim sem pressa até estacar à minha frente, com sua virilha praticamente esfregando em meu rosto.
Eu levanto o rosto para encará-lo. Ele me devolve um olhar carregado de volúpia e então passa a sua mão por detrás do meu pescoço, direcionando o meu rosto, bem devagar, para a sua cueca. Não me faço de rogado e mordisco o tecido e sua pika por baixo dele, lambendo, deixando minha saliva espalhada ate que decido colocar aquele cacete para fora, libertá-lo. Passo, então, a língua sobre os meus lábios e engulo a rola de uma só vez, tragando-a sem pena, sugando sua essência, sua cabecinha. Matheus geme, uiva e começa a foder minha boca. Com seus quadris ele pressiona a minha cabeça na tampa levantada do vaso para continuar a meter seu caralho na minha garganta. Seus movimentos são rápidos. Eu engasgo, mas ele me ignora. Recebo um tapa na cara. Agarro a sua bunda e contribuo ainda mais para que o caralho invada minha boca.
__ Quer leitinho, tio, quer? __ ele pergunta. Sua voz está ofegante.
Aperto sua bunda com mais força e o empurro novamente em minha direção até que sinto os jatos do esperma quente se espalhando pela minha língua, pela minha boca, descendo pela minha garganta. Matheus tenta tirar o pau que já começa a amolecer, mas eu não deixo. Quero sugar até a última gota do seu leite maravilhoso…

A água do chuveiro cai sobre mim e eu a sinto como se estivesse levando choques elétricos por todo o meu corpo. Minha masturbação torna-se desesperadamente acelerada, assim como minha respiração. Aperto os meus olhos, que continuam fechados. Me concentro. Vou gozar. Vou gozar, mas sou interrompido pelo som da porta do boxe se abrindo. Me assusto e abro os olhos imediatamente. Matheus está parado à minha frente. Seu semblante não deixa transparecer qualquer emoção. Eu busco recobrar o ritmo da minha respiração enquanto os olhos de Matheus se movem para baixo, na direção da minha virilha. Por alguns instantes ele fica observando o meu cacete ainda duro, teso, querendo gozar, mas não demora a voltar a me encarar. O silêncio é o terceiro personagem nesse momento. Está presente, consistente… Matheus ensaia um passo para entrar no boxe, mas eu meneio a cabeça e me encosto à parede. Ele sorri, um sorriso tímido e calmamente tira a cueca que ainda está vestindo, deixando seu caralho tomar vida, enrijecer, grosso, reto… Eu volto a menear a cabeça e balbucio um não, quase imperceptível, mas ele, o meu enteado, faz pouco caso e entra embaixo do chuveiro. Eu não me movo. Meu peito parece que vai explodir. Matheus se aproxima de mim, a água caindo sobre ele. Com uma das mãos ele toca o meu rosto. Ao sentir sua pele meu sistema nervoso se excita de tal forma que causa um agradável entorpecimento em todo o meu corpo. Em seguida sua coxa entra no meio das minhas pernas e então seus lábios vêm de encontro aos meus. Nossas bocas se unem. Sua língua busca a minha para sugá-la desesperadamente. Eu não resisto mais e Matheus percebe a queda da muralha diante de si, mas ainda assim ele vai até o meu ouvido e sussurra enquanto acaricia o meu rosto:
__ Me deixe tentar, por favor!

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