A japa me deu, pensando que estava com o marido.

¨Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá¨.
Quantas vezes, li este verso, aos dezesseis anos. Era em aulas de Português, nos estudos de literatura, que um mestre inesquecível transformava em momentos aprazíveis.
Achava bonito. Entendia o significado literal dos versos de Antonio Gonçalves Dias. Mas só vim sentir sua essência, após estar vivendo quinze anos em um outro país. Mais precisamente no Japão, de cultura e costumes tão diferentes do Brasil. E ver o canto dos corvos negros com seu lugubre grasnar repetitivo, tão diferente dos nossos álacres sabiás.
Só estando longe para sentir o que é saudade da terra onde se nasceu. Onde só por ser brasileiro, qualquer desconhecido vira parente. Onde nos orgulhamos das cores auri-verdes. E o hino nacional toca fundo em nosso coração.
Por falar em Hino Nacional, poucos sabem que Joaquim Osório Duque Estrada, ao escrever a letra, plagiou parte da segunda estrofe do poema de Gonçalves Dias, dessa Canção do exílio que diz: ¨Nosso céu, tem mais estrelas, Nossas várzeas tem mais flores, NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDAS, NOSSA VIDA (em teu seio) MAIS AMORES¨…
Como naquele dia 30 de junho de 2002, no Estádio do Yokohama, meu amigo Paulo, um curitibano não conteve lágrimas ao ouvir o hino. E depois, quando o Cleberson, atleta do seu Atlético Paranaense deu o passe para o fenômeno marcar o segundo gol contra a Alemanha, endoidou de vez, chorando de emoção como um bebê e repetia sem parar: ¨-Viu? Foi o Cleberson, o Cleberson do Furacão! Viu? Viu? Atléticooooo!¨.
Foi o dia mais glorioso do Brasil e dos brasileiros em terras nipônicas. Se é possível gozar sem sexo, aquele foi um dos que provocou milhares de orgasmos arquipélago afora… Memórias inesquecíveis, vividas numa terra sem palmeiras onde as mulheres que aqui gozam, não gozam como lá. Mas gozam.
O Japão é o pais onde o povo mais lê no mundo. Após o termino da ditadura dos shoguns, o imperador Meiji, bisavô do atual imperador, ao ter o seu poder restaurado, decretou que a educação seria a prioridade numero um do seu reinado. E assim, há 120 anos, quando o Brasil ainda acabava com a escravidão e proclamava a República, o analfabetismo já havia sido erradicado por lá, com poucos chegando à universidade, mas, todos concluindo o segundo grau.
Em todos os lares, há pelo menos a assinatura de um jornal. Existem revistas para tudo. O escritores são considerados celebridades, apesar das revistas em quadrinhos, os famosos ¨mangᨠterem edições de milhões de exemplares.
Existem mangás para crianças em fase de alfabetização, até os destinados aos idosos. E para adultos, quase todos com forte conotação sexual. Em vários deles, especialmente os regionais, com catálogos das casas de shows, massagens, prostituição e anúncios.
Enviei um monte de e-mails com fotos às mulheres e casais que procuravam parceiros sexuais. Talvez por ser brasileiro, só obtive uma resposta. E foi exatamente por ser estrangeiro que chamou a atenção de um casal, que prezava antes de tudo o sigilo.
O homem se dizia chamar ¨Sato¨, um nome comum por lá, equivalente ao ¨Silva¨ no Brasil, que você encontra um em cada esquina. Dizia que eram inexperientes e que queria ver sua ¨tsumᨠ(esposa), de 45 anos, fazendo sexo com outro. Uma foto tirada de longe, mostrava uma senhora com vestido longo e óculos escuros. Magra, pele bem branca e cabelos lisos. Por mais que eu ampliasse, estava difícil ver suas feições com nitidez.
Eles moravam na capital da província, uns trinta quilômetros de onde eu estava. Conversei com o Sato pela webcam, estranhando que a esposa não deu as caras. Respondi a várias perguntas e ele se tranquilizou mais, ao saber que eu era casado, apesar da minha esposa não participar. Trocamos números do telefone celular e combinamos que eles viriam à minha cidade.
Era uma sexta-feira quando me ligou, avisando que estavam hospedados num ¨business hotel¨. Deu o numero do quarto e disse que tinha reservado o quarto ao lado para mim. Depois do serviço, fui ao tal hotel. Peguei a chave na portaria e subi. Liguei para o Sato e ele me disse para aguardar. Que poderia tomar um banho enquanto isso.
Já estava preocupado, achando que tinha entrado numa fria. Só o sujeito aparecia e até aventei a hipótese dele ser gay, em busca de transa homossexual. A idéia era aterrorizante, mas, a expectativa de comer uma japa casada me animava. Nunca tinha feito um ménage e aquilo era excitante.
Acabei a ducha, me vesti novamente, peguei uma cerveja no frigobar e liguei a TV. O inusitado da situação e a espera só aumentava a ansiedade. O cacete meio duro, o clima de tensão, tudo era novo para mim. Passado longos e angustiantes minutos, o celular tocou. Sato falou para eu ir ao seu quarto.
Mal entrei, deparei com uma cena bizarra. Ele pelado e de pau duro. Na cama, uma mulher deitada de costas, com os braços abertos, as mãos amarradas na cabeceira da cama. E vendada, com um daqueles tapa olhos usados para dormir de dia. Movia a cabeça, curiosa, procurando entender o que estava acontecendo.
Sato sussurrou no meu ouvido, mandando eu me despir. E voltou para a cama, beijando a esposa e acariciando seus seios. Mais do que depressa, me livrei das roupas. Ao me ver nu, o marido me fez sinal para se aproximar da cama. E sempre através de gestos, deu a entender: ¨-Vai, toma que ela é toda tua¨.
Trocamos de lugar e eu passei a beijar o pescoço e mamar nos peitinhos, pequenos, redondos e firmes. Demorei nos biquinhos, que já estavam rijos de tesão. Fui para o ventre, beijando e esfregando os lábios. Até chegar na boceta, com fenda fina e delicada.
Tarado do jeito que eu estava, enfiava a língua na grutinha, lambendo o grelho. A mamada foi com tanta empolgação que a japa começou a mover o quadril, arfar e gemer, dizendo:
– Ahhhh, íiiiihhh, íiiihhh (bom, bom), íiihhh kímotí, íiihhh (bom, delícia, bom)…
A respiração entrecortada acabou virando um choramingo dengoso, que foi aumentando de tom, até que virou gritos de:
– Ahhhh, ikú, ikú, (vou gozar, vou gozar) ahhhh….
Deu uma retesada em todo o corpo e teve um orgasmo na minha boca. Mesmo com ela meio mole, continuei com o banho de língua. Seu choro sensual agora era seguido. Olhei para o Sato que estava com um invólucro de camisinha aberto na mão.
Peguei a camisinha e encapei o meu pau. Afastei mais as pernas finas da japa e comecei a penetrar. Mesmo bem lubrificado, a mulher era muito apertadinha. O avanço foi penoso e demorado. Quando passou da metade, comecei a estocar lentamente.
Me apoiei nos braços para não colocar o peso naquele corpo frágil. Ao mesmo tempo, procurava roçar todas partes no corpo no dela, ampliando ao máximo o contato pele na pele, que durante o ato sexual, causa verdadeiros arrepios de prazer.
A japinha era mesmo um vulcão. Além de choramingar de tesão sem parar, requebrava as ancas procurando ser arrombada com profundidade. E logo começou a ladainha do ¨ikú, ikú¨. Acelerei as bombadas, com ela gozando e gritando alto.
Com ela prostrada, comecei a tirar e por devagar, mamando no seu seio e com o dedo, bolinando o grelho. Era cansativo essa posição contorcionista, mas, ela pelo jeito gostou. Começou a choramingar de novo, mexendo o quadril.
E eu aumentei o ritmo das estocadas.
Ela já tinha percebido que alguma coisa estava anormal. Até então pensava que o marido estava fazendo sexo de maneira diferente, porém, o jeito das estocadas acabou denunciando a farsa. Ela só dizia: ¨- Nánika gá ôkáshíi… Nánika gá ôkáshíi… (Algo está esquisito, algo está esquisito…). Apesar disso, continuou colaborando na metida.
Eu estava para gozar. Segurava como podia, torcendo para que ela tivesse logo outro orgasmo. O que não demorou muito. E dizendo os ¨ikú¨, ¨ôkashíi¨ e ¨íhhh¨, ela gozou de novo. Agarrei com força a bundinha pequena dela, meti com toda força, num ritmo alucinante, até que ejaculei fartamente, arfando como um cavalo após uma corrida, enchendo a camisinha de porra.
O marido então tirou a venda dela. E assustada, a japa viu quem a tinha fodido. Seu rosto era gracioso, nem tão bonito, porém, não era de se jogar fora. E com certeza, apesar de bem conservada, deveria ter uns cinquenta anos. Ela olhou séria para o marido e depois para mim.
Ainda em cima dela, na posição papai/mamãe, meio sem jeito, me afastei um pouco, dei um beijo em seu ventre e me levantei. O marido a desamarrou, sem que trocassem nenhuma palavra. Ela correu para se lavar. Constrangido, só pude falar ao corno:
– Dáijôubu?¨ (Está tudo bem?).
Ele foi atrás dela e enquanto eu me vestia, dava para escutar que discutiam. Sato voltou meio chateado e me agradeceu. Nem fui para o outro quarto. Dali mesmo, peguei o elevador, fechei a conta e fui embora.
Nunca mais soube deles. Não fiquei nem sabendo o nome dela. Às vezes penso se eles começavam a viver as delicias da vida liberal, ou ficaram só naquela experiência comigo. De minha parte, estou com a consciência tranquila que dei o meu melhor…

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